Presidente da Câmara, Mário Constantino, aponta uma década para concretizar anseios do concelho

Outubro 19, 2021 Atualidade, Concelho, Política

O novo presidente da Câmara de Barcelos, Mário Constantino, afirmou hoje a “ambição” de concretizar na próxima década “aquilo que o concelho precisa e os barcelenses exigem”, desde logo criar as condições para a construção de um novo hospital.

Falando na sessão da tomada de posse, que se prolongou para a madrugada de hoje, Mário Constantino, eleito pela coligação PSD/CDS, com o apoio do movimento independente Barcelos, Terra de Futuro (BTF), disse ainda que “o problema da água vai ter de ser resolvido”.

“Temos a ambição de concretizar na próxima década aquilo que Barcelos precisa e os barcelenses exigem”, frisou.

O “problema da água” a que Mário Constantino se refere está relacionado com uma concessão que resultou na condenação da Câmara a pagar uma indemnização de 172 milhões de euros para reposição do equilíbrio do financeiro da empresa concessionária.

O executivo cessante, de maioria socialista, tentou resolver o problema, primeiro com o resgaste da concessão e depois com a compra de 49 por cento da concessionária, mas não conseguiu.

“Com serenidade, exigência e na defesa dos interesses dos barcelenses, o problema da água vai ter de ser resolvido”, disse hoje Mário Constantino, dando conta da vontade do novo executivo de operacionalizar e expandir a rede pública de água e saneamento, “aumentando a taxa de cobertura sem judicializar os problemas e sem recuos ou simulacros de avanços”.

A implementação de um serviço de acompanhamento e promoção da autonomia e cuidados médicos ao domicílio que combata o isolamento e promova a autonomia dos mais idosos e mais vulneráveis é outra das apostas de Mário Constantino.

O autarca eleito em 26 de setembro prometeu ainda criar um programa de eliminação de barreiras arquitetónicas, o fecho da circular urbana entre a ponte de Santa Eugénia e Gamil, a supressão das passagens de nível, o reordenamento do trânsito e do estacionamento na área urbana, uma ligação entre a central de camionagem e o centro da cidade e a construção de um parque de estacionamento subterrâneo.

A criação da Polícia Municipal é outra das apostas.

Para a Assembleia Municipal de Barcelos, a maior do país, com 123 deputados, apresentou-se a sufrágio uma única lista, encabeçada por Fernando Pereira, também da coligação PSD/CDS, que conseguiu 92 votos favoráveis.

Houve ainda 26 votos brancos e três nulos.

A Câmara de Barcelos foi presidida, nos últimos 12 anos, pelo socialista Miguel Costa Gomes, que agora não se pôde recandidatar, devido à lei de limitação de mandatos.

Nas eleições de 26 de setembro, a coligação PSD/CDS, apoiada pelo BTF, conseguiu 33.753 votos, a que equivalem seis mandatos, tendo o PS obtido 27.633 e cinco mandatos.

O movimento independente Todos Barcelos ficou em terceiro, com 3.323 votos, e o Chega em quarto, com 2.780.

Seguiram-se o Bloco de Esquerda (1.688), a CDU (1.243) e o Movimento Alternativa Socialista (511).

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