Rotary de Barcelos e Universidade+ ajudam futuros candidatos ao Superior

Outubro 19, 2019 Atualidade, Concelho, Cultura, Educação, Mundo

No passado dia 15 de outubro, o Hotel Bagoeira recebeu mais uma reunião do Rotary Club de Barcelos, que organizou uma palestra destinada aos jovens, nomeadamente, àqueles que têm pretensões de aceder ao Ensino Superior. Esta sessão contou com a colaboração do projeto – agora associação – Universidade+.



O Rotary Club de Barcelos existe há 52 anos e tem como objetivo, “através do usufruto do companheirismo, poder fortalecer a sociedade local e mundial”, refere Cláudia Santos, Presidente do Club barcelense.

Tendo em conta, precisamente este objetivo, neste ano rotário o Club pretende “interagir, todos os meses, com a comunidade barcelense, levando a cabo palestras positivas”.

“Neste mês de outubro, lembrámos a população que Barcelos tem a Universidade Sénior, onde, através do Professor José Campinho, conhecemos os projetos da instituição, que tem como objetivo, a integração social da população sénior. Alertámos, também, que é preciso ajudar os nossos jovens que se preparam para ingressar no Ensino Superior. Para isso, convidámos as jovens promotoras do Projeto Universidade +”, explicou a Presidente.

Foi uma palestra que deu frutos. “Através desta palestra, garantimos, com a ajuda do nosso companheiro Francisco Pereira e da ACIB, um local onde estas jovens possam desenvolver o seu projeto, facultando, gratuitamente aos jovens barcelenses, uma sessão mensal, planificada com temas de esclarecimento para que estes possam ingressar no Ensino Superior sem medo”, salientou, concluindo que “são este tipo de ações que nos enaltecem e fazem ver que as horas de vida que passamos em Rotary são bem empregues”.

Em relação ao ano rotário 2019/2020, Cláudia Santos refere que o Club pretende, “também, ajudar o nosso Governador, José Carvalhido da Ponte, a realizar o seu sonho com a construção de um infantário em Cachéu, na Guiné; a Associação Amar 21, nos seus objetivos; e, a nível mundial, a sermos mais uma ‘gota’ de ajuda na luta contra a irradicação da Poliomielite, doença fulminante que atinge a população infantil em países como o Afeganistão e o Paquistão”.

Para a Presidente, o Rotary permite-lhe a “entrega social e saber que faço parte de um plano maior de Amor”. Cláudia Santos termina, em nome do Rotary Club de Barcelos, com um agradecimento ao Barcelos na Hora, pela “oportunidade de divulgação das nossas iniciativas, contribuindo, assim, todos juntos, para uma Cidade de Barcelos POSITIVA”, relembrando que, este ano, o lema do Rotary é: “Rotary Conecta o Mundo”.

Já o Projeto Universidade+, nas palavras da sua nova Presidente da Direção, Ana Rodrigues, “visa descomplicar a entrada no ensino superior através de palestras, partilha de experiências e de informação nas redes sociais”.

A ideia para o Projeto surgiu-lhe “quando andava no segundo ano de licenciatura. Na altura, em conversa com uma amiga, ela comentou comigo que no 12º ano, ainda com bastantes dúvidas acerca do que fazer no futuro, como de resto é comum a muitos jovens estudantes, teve oportunidade de privar com um colega, que se havia também formado em Direito na Universidade do Minho, e este elucidou-a acerca de muitas questões, não só relativas ao curso em si, mas também, acerca da própria entrada no Ensino Superior e o ambiente aí vivido. Apercebi-me, aqui, que também eu gostaria de ter tido alguém que me guiasse e ajudasse nesta fase transacional, que muitas vezes está rodeada de várias dúvidas e incertezas. Portanto, agora já no segundo ano, detinha um conjunto de informações e experiências que seriam muito úteis de partilhar com os estudantes do ensino secundário e que poderiam ajudar alguns destes jovens a ter uma transição mais tranquila e desmistificada”.

Da ideia inicial, à ação. “Pela mão de uma pessoa bastante querida, entrei em contacto com uma grande parte dos atuais voluntários do Projeto, que frequentavam diferentes escolas secundárias de Barcelos, sendo que com muitos deles ainda não tinha qualquer tipo de relação. Foi, realmente, uma sorte ter encontrado uma equipa tão interessada e empenhada, que desde o início se identificou e reconheceu valor na minha ideia e acreditaram que poderíamos devolver, de alguma forma, à comunidade, através da partilha de informações relevantes e experiências acerca desta fase transacional”.

Assim, efetuaram a sua primeira sessão em abril de 2018, e perante o feedback positivo e interesse demonstrado pelos alunos, “decidimos estabelecer um plano anual de atividades e embarcar num ano embrionário em 2018/2019. Neste primeiro ano, partimos exatamente com a mesma expectativa, a de ajudar o outro através de sessões mensais de cerca de hora e meia, nas quais abordávamos temas de relevo relativos à entrada no ensino superior, pautando pela informalidade e confiança com os alunos, esclarece Ana Rodrigues.

“Contudo, o Projeto foi recebendo um feedback cada vez mais positivo e várias oportunidades, como apresentarmo-nos em escolas secundárias e realizar parcerias, foram surgindo, pelo que tivemos de assumir um compromisso ainda maior e responder à responsabilidade, que, entretanto, tinha crescido também”, ressalva.

Esse crescimento implicava, para o Projeto, “não só, mais empenho e sacrifício, mas também, a realização de um desejo partilhado por todos, que se consubstanciou num grande passo, a aquisição de personalidade jurídica, que, burocraticamente, não acarretou muitas dificuldades. Mas é preciso denotar que todos as ferramentas necessárias à exequibilidade do Projeto, até este momento, eram inteiramente suportadas pelos voluntários, incluindo o processo de aquisição de personalidade jurídica, que pelo seu elevado custo, levou-nos, mais uma vez, a utilizar a nossa criatividade e proatividade, o que resultou na nossa participação na Festa da Juventude, onde conseguimos angariar algumas ajudas. Agora, esta situação fica mais agilizada, pois podemos receber donativos de quem reconheça valor à nossa iniciativa”.

Uma dúvida que fica no ar é se este Projeto tem alguma ligação a entidades do Ensino Superior, para, por exemplo, divulgarem o seu trabalho, valências e mais-valias. Ana Rodrigues esclarece que essa relação “não existe”. “Seria, de facto, um tema interessante de abordar, uma vez que sendo os voluntários alunos em diferentes casas, acabamos sempre por, no fundo, partilhar informações e discorrer bastante acerca de certas licenciaturas e Universidades ou Institutos Politécnicos”.

Sobre o convite que lhes foi endereçado pelo Rotary Club de Barcelos, Ana Rodrigues salienta que este foi “muito bem-recebido por nós, sendo que, desde logo, chamou à atenção pela possibilidade de nos darmos a conhecer e publicitar o Projeto. Porém, era também importante para nós demonstrar às gerações acima da nossa que, muitas vezes, somos rotulados como desmotivados ou reativos, mas aqui todos nós levamos muito a sério o compromisso que temos para com o associativismo, desejamos efetivamente apresentar um bom trabalho e difundir este espírito proativo e solidário com todos os jovens com que nos cruzamos”, concluindo que julgam ter cumprido “com o que nos foi proposto e ficámos muito felizes pelas reações positivas que recolhemos e o reconhecimento de valor ao nosso Projeto. É, por isso e para isso, que trabalhamos. Não podendo deixar de agradecer a todos os envolvidos esta valiosa oportunidade e a forma como fomos recebidos”.

No futuro imediato, este próximo ano letivo “avista-se como desafiador e intenso para nós, pois melhorámos a nossa planificação e tornámo-la bastante ambiciosa em todas as perspetivas, todos os nossos departamentos estão prontos para trabalhar e responder afirmativamente à confiança e responsabilidade que foi depositada em nós. Seguimos com o nosso modelo de palestras mensais, pautado pela informalidade e proximidade com os estudantes, mas sempre de uma forma ativa e lúdica, e com muitas novidades. Apostamos na divulgação e esperamos ver iniciativa também por parte dos alunos”, sendo que na imagem que se segue surgem os temas para este ano, sem prejuízo das datas poderem sofrer alterações.

Sobre as sessões, na “A primeira escolha” irão “lidar com as dificuldades que os alunos têm em encontrar interesse no percurso tomado no 10º ano, fornecendo, também, ferramentas que lhes permita superar esse impasse”. Em “A ansiedade” pretendem “abordar o tema cada vez mais gritante na vida dos estudantes, a ansiedade. A sessão será assistida por uma psicóloga, que fornecerá uma orientação no controlo dessa emoção”. Já em “Médias, notas e exames” abordarão “a situação atual das classificações dos alunos, guiando-os mediante os seus objetivos”. Na sessão “Licenciaturas”, intendem “abrir os horizontes dos alunos aos mais variados cursos existentes e ajudá-los nas suas indecisões e questões”. A vida de estudante do Ensino Superior não se concerne apenas ao estudo, trabalho e exames. Em “Vida Académica” tencionam “fornecer uma explicação e comparação de todo o envolvente da vida universitária e abordar as diferentes tradições da academia”. “Vida para além da universidade” pretende “dar destaque à importância das atividades extracurriculares, partilhando o testemunho das nossas experiências”. A sessão “Antena Livre” é “dedicada à discussão aberta de questões relacionadas com a fase de transição do ensino secundário para o ensino superior”. Por fim, “Pais e filhos” trata-se de “uma sessão dirigida aos pais dos alunos, procurando abordar as suas maiores preocupações, nomeadamente os apoios socioeconómicos, bem como sensibilizá-los para alguns dos problemas que os seus filhos terão que lidar nesta fase”.

Imagens: DR.

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