Sábado há “Vidas Negras Importam” nas ruas de Braga

Junho 4, 2020 Atualidade, Mundo, Política

Sábado, pelas 17h00, na Avenida Central de Braga, realiza-se uma ação solidária com os protestos que estão a ocorrer nos Estados Unidos da América, sob o lema “Black Lives Matter” (Vidas Negras Importam). A ação realiza-se em articulação com as autoridades de saúde e camarárias, em estreito cumprimento das normas da Direção Geral de Saúde.



Articulando com as autoridades de saúde e camarárias, e em estreito cumprimento das normas da Direção Geral de Saúde, estaremos na rua no próximo sábado, 6 de junho, a partir das 17h00, na Avenida Central, em Braga.

“Saímos à rua em solidariedade com os muitos protestos que estão a ocorrer nos Estados Unidos da América e, também, um pouco por todo o mundo, na sequência do falecimento do cidadão negro George Floyd, vítima de asfixia por um agente da polícia no dia 25 de maio, em Minneapolis”, referem as promotoras.

“Refira-se que também em Portugal são muitos os casos de violência policial contra corpos negros. Recordamos os jovens residentes do bairro da Cova da Moura e os abusos que sofreram em custódia na esquadra de Alfragide, as agressões policiais no Bairro da Jamaica e a repressão dos jovens que ousaram subir a Avenida da Liberdade ou a agressão a Cláudia Simões, cujo único crime foi não ter consigo o passe da sua filha de doze anos”, continuam.

“O mito de que Portugal não é um país racista perpetua esta violentação dos corpos negros; o apagamento do passado colonial e as narrativas luso tropicalistas sustentam estes abusos. Rejeitamos um sistema que necessita de oprimir para se perpetuar. Como tal, saímos à rua em Braga, no mesmo dia em que decorrem também concentrações solidárias em Lisboa e no Porto, às quais nos associamos”, ressalvam.

Para além da referida, esta ação também tem se focaliza em Portugal e nos problemas sociais, políticos e sociais do nosso país, com o lema “Resgatar o futuro, não o lucro”.

“A crise causada pela pandemia da COVID-19 veio deixar bem claro que não estamos todos no mesmo barco quanto às consequências inerentes a esta crise. Se o normal é o salário dos gestores do Novo Banco (2 milhões) ser maior que o apoio que o Ministério da Cultura dedicou para as mais de 100 mil pessoas que tentam sobreviver no setor da cultura, então não queremos voltar ao normal. Se o normal é as 300 mil pessoas obrigadas a trabalhar a recibos verdes, que viram o seu trabalho cancelado, receberem metade do valor do limiar da pobreza, então temos problemas com este normal. Se o normal são empresas despedirem mesmo quando recebem apoios públicos para garantir emprego, então este normal não nos serve. Se o normal são os estudantes se sentirem pouco apoiados e em situações económicas deficitárias devido à falta de compreensão do pagamento das propinas nos diferentes graus académicos, então reivindicamos outro tipo de normalidade”, reivindicam.

“Saímos à rua em defesa do nosso futuro coletivo, dos nossos direitos e da nossa dignidade, para resgatar o futuro, e não o lucro”, concluem.

Para além da ação de Braga haverão mais em Lisboa e no Porto.

Foto: DR.

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