Segundo Advento

Julho 20, 2020 Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião
Hugo Pinto

«Então sairá o [mister] e pelejará contra essas nações, como quando pelejou no dia da batalha.

(…)

Pelo vale dos meus montes […], pois o vale dos montes se estenderá até [ao Minho]; sim, fugireis, como fugistes de diante do terremoto (…)»

(Zacarias 14:3-5 – adaptado).



Esta semana é incontornável a temática do regresso de Jesus à Luz. O que, assim dito, parece o início do discurso de um Pastor Evangélico. Mas depois, também parece contraditório, face ao título desta crónica que anuncia novo Advento, dizer que Jesus regressará à Luz. Que enorme confusão.

Trocadilhos religiosos aparte, vamos esclarecer qualquer eventual confusão. Do que se fala mesmo é do regresso do treinador Jorge Jesus ao comando técnico do Glorioso. Para uns, motivo de mágoa e lamentação. Para outros, motivo de alegria e contentamento. Pessoalmente, revejo-me mais nos segundos. Sobretudo porque não vou muito em romantismos de amar santos da casa e prefiro sempre a competência e a eficácia. E digam o que disserem, o Benfica de Jorge Jesus foi sempre “de outro patamar” (usando palavras do próprio), quer pelos resultados, quer pela…nota artística (lá está). Fomos campeões todos os anos? Não. Mas fomos campeões em 3 dos 6 anos em que ele (não confundir com “Ele”) comandou o nosso futebol, disputámos o título taco-a-taco nos restantes anos e fomos a duas finais europeias, que o destino não quis que ganhássemos (embora, frente ao Sevilha, o árbitro foi mais “ativo” que esse tal de destino).

Portanto, e dado que as politiquices de fora das quatro linhas me importam pouco, venha de lá Jesus. Por mim, está perdoado (não é qualquer adepto que pode dizer que perdoou a Jesus, vejam bem…).

Quanto ao desempenho do nosso Benfica nas jornadas anteriores, nada a dizer. Muito por culpa (e uma vez mais) do que se passa dentro das quarto linhas. É de um tédio aturdidor. Continua a não haver uma equipa, um modelo de jogo, brio pessoal,…nada. Tanto que, e juro por tudo que isto é verdade, na última jornada só vi a primeira parte porque, entretanto, adormeci. Autoexplicativo, creio.

Anda, Jesus. Anda depressa. E traz o Gerson, o Bruno Henrique e o Gabigol (que tem jogado pra chuchu). O Arão pode ficar…

Viva o Benfica.

E pluribus unum

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

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