Sobre a mobilidade internacional

Julho 25, 2018 Atualidade, Concelho, Cultura, Mundo, Opinião

A União Europeia (UE) nasceu no dia 25 de março 1957, com o nome de Comunidade Económica Europeia (CEE), por um projeto dos líderes europeus, que esperavam criar um contexto de paz e compreensão no território após as grandes guerras da primeira metade do século XX.

Desde aí, esta instituição cresceu e o seu âmbito de ação já inclui muitos contextos diferentes: âmbito da economia e da política monetária; relações internacionais com outros países e entidades; política agrícola; proteção dos direitos humanos; proteção do meio ambiente; educação; cooperação; proteção civil; cultura; saúde humana e social…e muito mais!



Na União Europeia, cada cidadão faz parte de uma comunidade enorme, tem direitos e obrigações e dispõe de possibilidades irrepetíveis. É por isso que as instituições da UE trabalham para a chamada integração europeia, que quer criar uma comunidade de cidadãos conscientes e informados, que se sintam representados pelos princípios dessa entidade.

É assim que a UE oferece tantas oportunidades aos jovens, que são o futuro da comunidade europeia e mundial, aqueles que determinarão a paz e a guerra, o meio ambiente saudável ou poluído, os direitos para todos ou para poucos. Conhecermo-nos um com o outro, ver outras culturas, outras sociedades e aprendê-las, percebê-las…É essa a estrada para um futuro melhor.

Portanto, a União Europeia criou projetos de intercâmbio para jovens e educadores, como o Erasmus, o SVE, o Erasmus Traineeship, o European Solidarity Corps e muitos mais. Existem entidades com função de Eurodesk (como a SOPRO), que podem reunir todas as informações necessárias sobre as possibilidades de mobilidade para jovens. Recomendamos consultar o site www.eurodesk.eu para mais informações e acompanhar as últimas notícias em tema de mobilidade internacional.

Há alguns aspetos a considerar para entender a importância e os benefícios de participar nestes projetos. Além das questões teóricas a aprender nos manuais, digamos, é essencial perceber que há outra maneira de chegar à igualdade, ao pluralismo, à não discriminação, ao respeito, que é a aprendizagem não-formal e informal. Resumido, simplesmente, na fórmula “aprender fazendo”. Por isso, não é preciso livros nem teorias, cada indivíduo terá o seu livro a preencher, a tirar ou acrescentar palavras, a pôr um ponto ou mudar de linha, aliás o seu olhar, o seu ouvido, pois serão as suas teorias.

A componente que não deve faltar nesse processo natural é a comunicação e mesmo uma comunicação clara e certa, até porque já sabemos que os mal-entendidos existem também entre pessoas falantes da mesma língua! E no sentido de língua como meio de comunicação, dentro de um contexto internacional, ter apenas uma língua veícular é extraordinário! Apesar de ter sido escolhido o inglês para assumir este papel (não o italiano, português, espanhol, francês, alemão, etc, etc), temos sorte por ser uma língua bastante fácil e acessível a todos: basta pensar nos filmes e cursos disponíveis on-line, a possibilidade de estudá-lo na escola ou de fazer uma troca das línguas com falantes nativos. Logo, tudo torna-se mais fácil, de perceber e integrar-se num país, sentir-se em casa, fazer a sua própria vivência, conhecer mais pessoas, partilhar a própria cultura.

Não será isso uma das coisas que nos faz sentir melhor: compreender e ser compreendido? Sejamos sinceros!

Por: Anete Tambaka, Laura Truffarelli e Gabriella Riglia*.

(Voluntárias do Serviço Voluntário Europeu em ação no Colégio La Salle e na SOPRO)

* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade das autoras.

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