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517 anos

Santa Casa da Misericórdia de Barcelos comemora os seus 517 anos

Maio 30, 2017 em Atualidade, Concelho, Cultura, Educação, Mundo Por barcelosnahorabarcelosnahora

A Santa Casa da Misericórdia de Barcelos (SCBM) levou a cabo a cerimónia solene da comemoração dos seus 517 anos, no passado sábado, dia 27 de maio, na Igreja da Misericórdia.

O programa iniciou com uma visita dos convidados ao Núcleo Museológico, onde se encontra a exposição fotográfica “A Misericórdia de Barcelos no século XX”, que conta com quatro dezenas de imagens que retratam os principais momentos da instituição, desde os anos 80 até à atualidade.

Seguiu-se uma missa, animada pelo Coro de Câmara de Barcelos e presidida pelo Arcipreste de Barcelos, Pe. José Araújo.

Após a eucaristia, deu-se início à sessão solene, com uma palestra proferida por Rui Rebelo sobre “As Santas Casas da Misericórdia – sua natureza e irmandade no Caminho da Modernidade”, à qual se seguiu a homenagem às colaboradoras com 15, 20, 25 e 30 anos, aplaudida por todos os presentes.

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Os discursos protocolares encerraram a iniciativa na igreja, sendo que o Provedor da SCMB, Firmino Silva, relembrou os serviços que a Santa Casa presta à comunidade, citando o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, no seu apelo constante à compreensão, à solidariedade e ao respeito pelo próximo. “Com a solidariedade, todos os problemas podem ser resolvidos. São estes valores que nos movem”, frisou o Provedor.

Humberto Carneiro, em representação do Presidente do Secretariado da União das Misericórdias Portuguesas (UMP), apresentou, depois, algumas ações da UMP, enquanto José Sá, em representação do Diretor do Centro Distrital de Segurança Social de Braga, louvou o trabalho realizado pela Santa Casa.

Também o presidente da Câmara Municipal de Barcelos, Miguel Costa Gomes, destacou a importância do papel das Santas Casas, abordando, igualmente, a questão da descentralização, que defende.




A encerrar a sessão solene, esteve a presidente da Assembleia Geral, que deixou uma mensagem de reconhecimento a todos quantos, nas suas funções, têm contribuído para esta instituição ser aquilo que é hoje.

No final, realizou-se um lanche convívio no Infantário Rainha Santa Isabel, onde se cantou os parabéns à Instituição.

Fonte e imagens: SCMB.

Santa Casa da Misericórdia de Barcelos comemora os 517 anos no dia 27 de maio

Maio 25, 2017 em Atualidade, Concelho, Cultura, Educação Por barcelosnahorabarcelosnahora

Realiza-se no próximo dia 27 de maio, sábado, o Dia da Misericórdia, inserido nas comemorações dos 517 anos da Santa e Real Casa da Misericórdia de Barcelos.

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Pelas 15h00, na Igreja da Misericórdia, haverá uma eucaristia solene, com a participação do Coro de Câmara de Barcelos. De seguida, realizar-se-á a sessão solene, com a palestra “As Santas Casas da Misericórdia – sua natureza de irmandade no caminho da modernidade”, por Rui Rebelo.

Por fim, será feita uma homenagem aos colaboradores e os discursos protocolares.




Fonte e imagem: SCM de Barcelos.

Exposição e palestra abrem comemorações dos 517 anos da Santa Casa da Misericórdia

Maio 23, 2017 em Atualidade, Concelho, Cultura, Educação Por barcelosnahorabarcelosnahora

Uma exposição sobre “A Misericórdia de Barcelos no século XX” e uma palestra subordinada ao tema “Da Ética, Da Medicina e Da Religião: visões sobre a Eutanásia” assinalaram o início das comemorações dos 517 anos da Santa e Real Casa da Misericórdia de Barcelos, no passado sábado, no auditório da Instituição.

A palestra, moderada por João Lobo, teve como intervenientes o professor catedrático da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e presidente da Associação Portuguesa de Bioética, Rui Nunes, e o diretor da revista Brotéria e autor de várias publicações, Padre António Júlio Trigueiros.

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Este tema complexo, que se encontra na ordem do dia na Assembleia da República, em vias de ser legislado, levanta questões éticas, algumas das quais foram abordadas do ponto de vista científico e moral.




Em discussão esteve “se no limite como sociedade estruturada, devemos permitir ou não que em circunstâncias muito tipificadas, a pessoa possa, diretamente, dispor da sua vida, nomeadamente quando estiver em causa um grande sofrimento, que é essencialmente de nível espiritual e psicológico, como em casos de doença crónica ou terminal”, explicou Rui Nunes.

Este catedrático defendeu a eutanásia racional e voluntária na perspetiva de que “cada um de nós como ser livre, com dignidade, deve fazer escolhas para e por si próprio”, acrescentando que “estará sempre em causa uma forma de eutanásia voluntária, que decorre de uma vontade expressa, firme, informada, reiterada e esclarecida da pessoa”.

Na sua opinião, “nunca se poderá basear numa forma de eutanásia involuntária, ou seja, formas de eutanásia que pressupõem um julgamento de terceiros sobre vidas que valem a pena ou não serem vividas”.

Especialista na matéria, há cerca de 30 anos, que acompanha de perto a lei da eutanásia na Holanda, Bélgica e Luxemburgo, sendo um crítico às formas de aplicação da eutanásia nesses países, que legalizou a eutanásia involuntária a crianças ou a pessoas com problemas psiquiátricos.

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Levantou outras questões como “quem deve administrar” a eutanásia, defendendo que não deve ser o médico uma vez que choca diretamente com a ética dessa classe profissional.

O responsável pela Brotéria, revista que no passado mês de fevereiro dedicou uma edição especial ao tema, Padre António Júlio Trigueiros, apresentou a posição da Igreja Católica relativamente à eutanásia, citando uma passagem do catecismo: “As pessoas deficientes ou doentes devem ser amparadas para que possam levar uma vida tão normal quanto possível”, considerando a eutanásia “moralmente inaceitável”.

“Quando alguém acede ao pedido da eutanásia, não reconhece a dignidade do eutanasiado” frisou o barcelense António Júlio Trigueiros.

Perante o sofrimento “deve-se fixar o olhar na gratidão pela vida vivida e alimentar a esperança de uma paz esperada”, diz. Sublinhando, ainda, que “mais que uma morte assistida, todos queremos uma morte acompanhada” e o ato de compaixão é “acompanhar a vida até ao fim”.

João Lobo, assim como os oradores, considera que este debate deve ser sério e profundo e, sendo uma questão social, a população deve ser esclarecida e consultada.

Muito haverá ainda a aprofundar sobre o assunto antes de qualquer decisão pessoal.




A iniciar as comemorações esteve também a exposição sobre “A Misericórdia de Barcelos no século XX”, que vai estar patente durante o mês de maio.

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Trata-se de uma exposição fotográfica com quatro dezenas de imagens que retratam os principais momentos da instituição desde os anos 80 até à atualidade. Uma efeméride que recorda o nascimento das valências na Santa Casa da Misericórdia de Barcelos.

Fonte e imagens: Santa Casa da Misericórdia de Barcelos.

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