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A Palavra da Invicta

Pouco importa, queremos é levar a taça

Dezembro 1, 2020 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora
João Dias

Foi com toda a naturalidade que o Porto foi ao estádio Alfredo da Silva derrotar o Fabril em jogo a contar para a Taça de Portugal. O típico jogo onde a equipa grande não tem nada a ganhar, é esperado que vença com facilidade…qualquer resultado que não fosse este seria uma enorme tragédia.



A verdade é que o Fabril conseguiu aguentar praticamente toda a primeira parte com a sua baliza inviolada, o Porto conseguiu criar um par de situações de perigo, mas a bola acabava por nunca entrar. Foi mesmo preciso um momento de magia para abrir o marcador, Otávio faz um cruzamento milimétrico, ao qual Toni Martínez, com um excelente pontapé acrobático, responde da melhor maneira, colocando a bola no fundo das redes do adversário. Estávamos, precisamente, no apito final da primeira parte.

Ao abrir a segunda, por volta do minuto 51’, Taremi faz o 2-0, que viria a ser o resultado da partida. Que belo jogo para complicar a vida a Sérgio Conceição, os dois avançados que, ultimamente, estão a “gritar” pela titularidade, conseguem faturar.

Comparando os plantéis e, até, avaliando os campeonatos em que estas duas equipas se inserem, talvez se esperasse um resultado mais dilatado, a verdade é que o Porto não fez muito por isso. Tal como temos visto em jogos anteriores, o Porto de Sérgio Conceição dá primazia à segurança defensiva ao invés do ataque “massivo”. São opções e, sinceramente, como adepto de futebol, preferia ver sempre um jogo aberto onde o extremo vai para cima do defesa, mas como adepto do Porto prefiro assim. Na procura pelo terceiro golo, o Porto poderia permitir ao Fabril marcar e ficar, assim, na discussão pelo resultado, mas como tal não aconteceu, o meu coração agradece.

É neste ponto de opinião que transito para a minha avaliação sobre o jogo da Champions contra o Marselha. Mais uma vitória! Já vamos com 9 pontos, creio que está praticamente fechada a qualificação, resta um empate.

Ainda há adeptos que esperavam ver Taremi na frente de ataque, junto a Marega. Esqueçam isso! O Sérgio já vos demonstrou que não é assim, nem será(!), a menos que entremos para um jogo em que é obrigatório marcar e arriscar. Mais um jogo do Porto em que não fomos brilhantes ofensivamente (que não é um requisito para ganhar partidas, como temos visto), mas fomos exímios defensivamente, faltando Pepe, atenção!

Cuidado com Sérgio Oliveira, que momento de forma, mais um golo! O primeiro da partida foi apontado por Zaidu, que também já merecia um golo, e então S. Oliveira, de penálti, fechou o resultado em 2-0.

A prova da solidez deste Porto está nestes dois resultados, em competições tão diferentes! Ganha, marcando dois golos e não sofrendo nenhum. Uma equipa atua nos campeonatos inferiores de Portugal, a outra está em primeiro lugar da liga francesa (nota: se ganhar os jogos que tem em atraso). A crítica fácil aponta para um Porto em serviços mínimos, mas é muito mais que isso, é um Porto competente!

Estou a gostar deste Porto, uma equipa de futebol é mesmo assim, constrói-se de trás para a frente e sinto que atrás está tudo muito seguro, o que permite à parte ofensiva ser mais “desleixada”. Neste momento, marcando um golo no jogo, o Porto praticamente ganha a partida, porque a sua solidez defensiva está a um nível altíssimo. E muita atenção à avaliação que fazemos da solidez defensiva, porque eu ainda me lembro do jogo de Paços e do Marítimo, mas em situações em que estamos em desvantagem tudo muda de figura. Avalio quando estamos 0-0, ou com vantagem na partida. Agora, se o adversário vai lá uma vez, num canto por exemplo, e marca…porque já aconteceu, a partir daqui o Porto tem de tentar procurar o seu golo e, por norma, expõe-se mais, como todas as equipas nestes tipos de situações.

Termino com a difícil vitória nos Açores, que acaba por ser um carimbo de “veracidade” sobre tudo o que relatei anteriormente. Uma equipa que sente dificuldade em criar ofensivamente, mas é muito segura defensivamente. Um jogo tradicionalmente muito difícil, ao qual acrescia a falta de descanso do plantel. Um bonito golo acrobático de Luis Díaz acabou por resolver o jogo. Um jogo completamente cinzento de ambas as equipas, onde só o resultado interessava. Mais três pontos. Estamos na luta!

Finalmente, Taremi foi titular na equipa azul e branca, mas…passou ao lado do jogo.

Um bem-haja a todos os amantes do desporto, aos Barcelenses e outros possíveis leitores por este mundo fora.

Viva o F.C. Porto! Viva o F.C. Porto!

Por: João Dias*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Seleções, esperem um bocadinho…

Novembro 11, 2020 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora
João Dias

Eu só queria mais uma jornada antes desta paragem para as seleções! Tenho um feeling que era o suficiente para ultrapassarmos o nosso maior rival na classificação. Aquilo que alguns aclamavam poder ser uma machadada “final” para o Porto no campeonato, acabou por ser o balão de oxigénio para o mesmo. Fantástico o modo como conseguimos escalar pela pontuação vendo o rival a “triplicar” as bolas que lhes acabam no fundo das redes. Mas atenção, antes de qualquer rivalidade é preciso sermos sérios e ambicionar “atacar” quem vai na frente, quem está no lugar que queremos obter, e neste momento é o Sporting. Parabéns ao Sporting por este início de campeonato.



O jogo contra o Portimão valeu pela grande segunda parte, a primeira parte foi para esquecer, como de resto salientou Sérgio Oliveira aquando da entrega do prémio de MVP do jogo. O médio do Porto deixou vincado que era algo que a equipa queria muito mudar (as entradas meias “adormecidas” na partida), sendo já vários os alertas dados por Sérgio Conceição e restante equipa técnica.

Na minha opinião, o Porto não entrou assim tão mal na partida, no ponto de vista de que poderia sair derrotado da primeira parte! O Porto não fez por marcar (o que num clube como o nosso é inaceitável e sinónimo de estar a “dormir”), mas o Portimonense também não soube encontrar o caminho da baliza azul e branca, retirando, claro está, o lance do golo. Nasce de duas perdas de bolas consecutivas na faixa esquerda (coincidência ou não, um lance muito semelhante ao que deu o empate ao Sporting), onde, de resto, tudo é bem feito pelos atletas de Portimão, grande cruzamento ao segundo poste, de Moufi, e Beto, com um cabeceamento “como mandam os livros”, a fazer vibrar as redes do F.C.P. Com alguma sorte, porque um canto acaba sempre por necessitar de uma ponta de sorte, Mbemba consegue obter o empate para o Porto mesmo ao cair do pano do intervalo. Serviu de desculpa, já que no golo do Portimonense deixou Beto sozinho nas suas costas, cabeceando à vontade. Ainda sobre o golo do Portimonense e consequências do mesmo, porque o Uribe também borrou a pintura, Sérgio fez uma substituição aos 31min´s, retirando precisamente Uribe para colocar Taremi em campo.

Esta substituição deu frutos, pois logo ao abrir o segundo tempo, Taremi respondeu da melhor maneira a um cruzamento milimétrico de Sérgio Oliveira (segunda assistência no jogo, já tinha sido ele a bater o canto para Mbemba). “Jogas tanto Oliveira!”

Com o 2-1, o Porto ficou mais tranquilo no jogo e soube gerir, criando mais algumas oportunidades, entre as quais surge o 3-1 final, com mais um golo para o todo poderoso SÉRGIO OLIVEIRA.

Gostei de ver a equipa a sofrer o um a zero e ter capacidade para ganhar três a um, no entanto, esta é a minha opinião sobre o atual futebol do Porto: um futebol algo lento, previsível e sem a genialidade que um Brahimi, James, etc…nos davam. Mas há esse talento no plantel: Corona, vejo-o algo fatigado, vamos aguardar para ver. Nakajima, estou à espera que conquiste definitivamente o seu espaço, pois é claramente um superdotado tecnicamente. Felipe Anderson, prometia tanto nos vídeos que andei a ver no YouTube, mas pelos vistos, está a custar a arrancar…Com isto, só quero dizer que creio que teremos alguma dificuldade quando entrarmos a perder nos desafios e as equipas se fecharem lá atrás. Porque quando estivermos a ganhar, esta equipa sabe gerir e criar perigo no contra-ataque, já tivemos várias provas disso este ano, como com o Marselha, por exemplo.

Mas queremos é a bola para a frente e que, no fim, venham os 3 pontos! Sou o adepto que apoia e confia em quem lá está, no final do ano, logo se vê.

Não queria despedir-me sem uma nota de esperança: que seja desta que clarificam finalmente o que o Luís Filipe Vieira anda a fazer. A visitas da PJ já são recorrentes e onde há fumo, há fogo. Não tenho nada contra a instituição Benfica, nem sequer gostava que eles descessem de divisão por alguma eventual falcatrua que se venha a descobrir (porque sabe-me bem ganhar, mas ganhar aos melhores), mas de uma vez por todas, tenham a coragem de intervir e avançar com algo, ou, caso contrário, tirar o nome do Sr. da praça pública, por alegada inocência. Admito que ficava triste se alguns dos boatos que por aí andam se venham a comprovar verdade, nomeadamente, os boatos sobre como alegadamente ganhavam os jogos, porque isso implicaria muita coisa… Lopeteguis” e “Nunos” que por aí andam, afinal não tinham feito assim tão mau trabalho. Eu sempre achei estranho, num ano em que a nossa equipa ganha 3-1 a um SUPER Bayern de Munique (e Neuer deveria ter sido expulso e talvez dilatássemos a vantagem), não termos capacidade para ganhar a liga portuguesa, mas agora, a história pode ser outra.

Vamos aguardar.

Força Portugal!


Um bem-haja a todos os amantes do desporto, aos Barcelenses e outros possíveis leitores por este mundo fora.

Viva o F.C. Porto! Viva o F.C. Porto!

Por: João Dias*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Já estamos servidos de móveis, obrigado!

Novembro 5, 2020 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora
João Dias

Outubro fechou da pior forma possível, derrota clara na “Capital do Móvel”, onde já começa a ser um hábito para o F.C. Porto perder pontos nesta difícil deslocação. Sérgio Conceição alertou para tal, na pré-conferência de imprensa, mas de nada adiantou. Já vi criticarem os jogadores, já vi criticarem o treinador e, como em qualquer resultado negativo, criticarem a atual direção, mas a minha opinião sobre este jogo é clara: é daqueles jogos em que estava destinado perder e pronto!



Admitindo-me como um adepto demasiado conservador e de confiança nas pessoas que lá estão, sei perfeitamente que se o livre do Sérgio Oliveira (quando o resultado ainda estava 1-0) bate no poste e entra, ao invés de bater no poste e sair, o jogo seria completamente diferente e o Porto, provavelmente, ganharia o jogo com toda a naturalidade. O Paços ganhou e ganhou bem! Não há nada a inventar nesta análise, MAS, teve a sorte (que também se trabalha) de marcar golo num dos primeiros lances de perigo que cria, e isto muda completamente o sentido do jogo. Com um Porto à procura de reduzir a desvantagem, com a ausência importantíssima de Pepe, com um Diogo Leite completamente perdido…foi ligeiramente mais fácil para a equipa do Paços chegar ao 2-0 ainda antes do intervalo! O Porto consegue reduzir, por penálti, mesmo em cima do apito de intervalo, e vai para o balneário com a derrota pela margem mínima. No segundo tempo foi mais do mesmo: um Porto a correr atrás do prejuízo, deixando a defesa descompensada, onde, naturalmente, o Paços ia criando perigo. O 3º golo do Paços de Ferreira acaba por ser de penálti, após mão de Marega, e o Porto reduz para 3-2 com um grande remate de Otávio por volta do minuto 78. O pouco fio de jogo que o Porto apresentava não permitiu que chegássemos ao empate, foi um dia mau, um jogo mau, faz parte!

Ainda acerca deste jogo, cabe-me realçar a prestação da equipa de arbitragem. Talvez uma das prestações mais infelizes da presente temporada, de onde a única boa notícia foi que a equipa prejudicada (Paços de Ferreira) saiu na mesma com os 3 pontos! Agradeço a menção do meu colega Ricardo Esteves, na crónica destinada ao Benfica, que pelos vistos também teve “Boavista” para analisar este jogo. Sugiro também que analise os nossos jogos na Champions já que, pelo menos este ano, têm as terças e quartas-feiras livres.

Brincadeiras à parte, espero que sempre assim seja, a equipa beneficiada acabe por perder a partida, pois assim não abrimos espaço para os normais debates de fim de campeonato onde se acusa de na jornada “x, y e z” não mereceram determinados pontos. O Porto foi beneficiado, mas na tabela subiu zero pontos, portanto tudo na mesma! Não sei se o meu colega Ricardo poderia dizer o mesmo sobre a reta final do campeonato 2018/1019, contra equipas de Vila de Conde, Vila das Aves, etc…e essas custaram pontos, diria mais, custaram campeonatos. Mas estamos aqui para viver e opinar sobre o presente e eu não tenho dúvidas: em maio, o Porto estará em festa e eu estarei nos Aliados a celebrar!

O rastilho para esta minha esperança deu mais um passo importante nesta terça-feira de Champions League, vitória expressiva do F.C. Porto por 3-0, num jogo que parecia complicado mas que, com um golo madrugador de Marega, se revelou um verdadeiro passeio pelo relvado azul e branco. E este jogo fez-me tanto, mas tanto, lembrar o de Paços de Ferreira, porque simplesmente os papéis inverteram-se! Acredito que se o Porto não marcasse tão cedo, poderia ter um jogo dificílimo pela frente, como o tiveram o Man. City e Olympiacos quando defrontaram esta equipa. O golo aos 4 minutos permitiu ao Porto gerir o jogo e só não dilatou o marcador para números humilhantes porque os jogadores da frente de ataque estavam com demasiada “cerimónia”. O 2-0 surge de penálti, já depois do Marselha ter desperdiçado um, com mais um golo de Sérgio Oliveira – está numa forma incrível. O 3-0 nasce de uma das “infinitas” jogadas de contra-ataque que o Porto teve, em superioridade numérica, onde Corona deixa a redondinha ao encargo de Luis Díaz e este atira a marcar, num golo de belo efeito.

Temos 6 pontos, com duas vitórias e uma derrota, melhor cenário era quase impossível, perdemos com o favorito do grupo e ganhámos às duas equipas que ombreiam connosco a passagem à próxima fase. Acredito que com apenas mais uma vitória consigamos obter o 2º lugar do grupo e, assim, garantir o acesso à próxima fase da competição.

Um bem-haja a todos os amantes do desporto, aos Barcelenses e outros possíveis leitores por este mundo fora.

Viva o F.C. Porto! Viva o F.C. Porto!

Por: João Dias*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Velocidade cruzeiro

Outubro 29, 2020 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora
João Dias

Estou satisfeito, dois jogos, duas vitórias! Vejo um Porto resiliente, que sabe sofrer! Com isto, somámos 3 pontos em ambas as competições: Liga e Champions League.



Uma equipa campeã também vive muito disto, estes resultados curtinhos, estes “1-0´s” que parecem difíceis de segurar. O Porto – Gil Vicente foi um teste difícil à capacidade de sofrimento do F.C. Porto. É verdade que o Porto poderia ter goleado. Antes da expulsão de Zaidu, teve três ou quatro ocasiões claras de golo, mas acabou o jogo bem fechado atrás, também por estar a jogar com menos um jogador. O que me soube bem de toda esta situação foi ver que o Porto, defensivamente, esteve sublime, com enorme solidariedade entre os colegas…e quando assim é, fica muito mais difícil para a equipa adversária. Tenho a certeza de que haverá mais jogos deste estilo, que vamos vencer pela margem mínima, mas se tivermos esta concentração e qualidade defensiva, vamos certamente triunfar. Digo mais, vamos “arrasar” (como popularizou o treinador da equipa rival), porque sinto que o Porto está a entrar num ciclo positivo, daí o título para esta crónica.

Falando sobre o jogo da Liga, contra o Gil Vicente. Gostaria de deixar uma nota positiva ao treinador e todo o plantel do Gil Vicente. Creio que, este ano, poderá ser um ano sólido para o clube, ao nível do que é o futebol dentro das quatro linhas. Posso estar enganado, mas vi uma equipa bem organizada, que poderá criar problemas aos ditos “grandes”…a ver vamos.

O início do jogo foi um pouco “caótico”, alinharam no 11 inicial do Porto muitas caras novas e a falta de entrosamento entre os mesmos era notória. O comprovativo desta minha análise foi a substituição ao intervalo, um movimento raro de Sérgio Conceição, mas acabou por tirar de campo Toni Martínez para dar lugar a Baró. Não considerava que Evanilson estivesse melhor no jogo do que Martínez, até ao momento, mas creio que o golo do brasileiro acabou por ajudar na decisão de qual retirar de campo ao intervalo. Relembro que T. Martínez fez um bom cabeceamento, que levava selo de golo, mas uma boa intervenção do guarda-redes do Gil acabou por impedir que o espanhol se estreasse a marcar com a camisola azul e branca. O melhor da primeira parte acabou mesmo por ser o golo de Evanilson, a passe de Nakajima (eu relembrei na última crónica que este menino ia voltar!!!).

A segunda parte podia ter sido de “festejo” para o F.C. Porto, caso a bola quisesse entrar. Foram várias as oportunidades criadas, mas o que é certo é que o 1-0 se manteve. Nada fazia prever, até que uma entrada atrasada de Zaidu levou o atleta a receber o segundo amarelo e respetivo vermelho. A partir daqui, o Porto preocupou-se, e bem, em defender o resultado, ao invés de continuar na procura pelo segundo golo. Mais uma vez, Pepe e Mbemba estiveram imperiais e não permitiram que o Gil Vicente chegasse ao tão desejado empate. Foi uma partida de futebol bem disputada. Parabéns a todos os intervenientes, mas os três pontos ficaram no Dragão!

Champions!!! Que bom voltar às vitórias nesta que é a maior e mais prestigiada competição europeia de futebol. Ao ver os “11´s” iniciais, fiquei confiante, pois sentia-me que o Porto estava mais forte, mas quando a bola começou a rolar, apercebi-me da qualidade do plantel do Olympiacos. É que, realmente, era de estranhar ver nomes como Bruma, Rúben Vinagre e Fortounis no banco, tudo atletas que até já foram apontados ao F.C. Porto…mas o 11 inicial montado por Pedro Martins era de enorme qualidade!

O Porto ganha vantagem muito cedo, num golo que nasce de um erro do adversário, muito por culpa da excelente pressão ofensiva que o Porto apresentou nos primeiros minutos. Um passe simples de Rúben Semedo foi mal rececionado por Bouchalakis, aproveitando assim os jogadores do F.C. Porto para pressionar rapidamente, acabando por sobrar uma bola à entrada da área que, caprichosamente, ficou a meio do caminho entre o pé esquerdo de Fábio Vieira e o direito de Marega. Confio em todos os atletas do nosso plantel, mas no que toca a remates, ou até, remates colocados…ainda bem que foi o Fábio a tomar partido e a disparar para o fundo das redes – creio que não preciso de me explicar muito.

Com este resultado o Porto ficou mais confortável na partida e o Olympiacos foi obrigado a correr atrás do prejuízo. Desta vez, creio que o Porto baixou demasiado as linhas e deixou a equipa adversária chegar demasiado perto da baliza de Marche, mas nunca se esqueçam, também que temos lá dois senhores, chamados Pepe e Mbemba, que são uma autêntica fortaleza.

Com o tempo a passar, creio que o Sérgio queria mais bola nos nossos pés. Colocou Nakajima, que não sortiu efeito imediato, e de seguida lança Grujic e Evanilson. O médio veio equilibrar e dar força ao meio-campo, mas a solução acabou mesmo por ser Evanilson, pois obrigou Marega a encostar na direita e o Porto ganhou profundidade nas laterais, é aí que a equipa se sente confortável, explorando a profundidade lateral.

Já quase no final do jogo, Nakajima lança Marega em profundidade, este cruza quase em forma de balão para a área, onde aparece Sérgio Oliveira com um cabeceamento agressivo a colocar o Porto com uma vantagem alargada. O resultado não se viria a alterar, mais três pontos e, segundo dizem, uns milhões pela vitória. Parabéns ao mister, planeou bem o jogo e soube mexer. Essencial é o jogo da próxima semana, contra o Marselha. Em caso de vitória, damos um passo importante rumo à passagem para a próxima fase da competição.

Um bem-haja a todos os amantes do desporto, aos Barcelenses e outros possíveis leitores por este mundo fora.

Viva o F.C. Porto! Viva o F.C. Porto!

Por: João Dias*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Azar como “grandes”, roubados como “pequenos”

Outubro 23, 2020 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora
João Dias

A deslocação a Alvalade começou da pior maneira. Um golo madrugador da equipa da casa fez-me temer o pior, não porque desconfiasse da capacidade do F.C.P. em dar a volta a qualquer resultado, mas sim, porque a estratégia de jogo do adversário foi surpreendente! A falta de um ponta de lança (Sporar, no banco) no 11 inicial do Sporting, explicava, desde logo, a estratégia de Rúben Amorim para o jogo: aguentar o expectável caudal ofensivo do Porto e tentar surpreender em contra-ataques rápidos, confiando especialmente na velocidade e capacidade de desequilíbrio de Jovane Cabral. Posto isto, foi um início de jogo de sonho para os verdes e brancos, já que o tal golo madrugador dava, ainda mais, confiança à equipa e retirava a pressão sobre os jogadores da frente.



O primeiro golo do encontro veio de Nuno Santos, um potente remate de pé esquerdo, bem ao seu estilo. Bonito golo! Pelo minuto 25, Uribe correspondeu da melhor maneira a um cruzamento milimétrico de Zaidu, restabelecendo a igualdade no marcador. O Porto adianta-se no marcador pelo minuto 45, com um grande golo de classe de Corona. É, claramente, um jogador diferenciado neste campeonato. O Porto conseguiu manter esta vantagem até ao minuto 87, onde Vietto, no lugar e hora certa, consegue atirar para o 2-2 final.

Para mim, é mais importante ganhar do que jogar bem, ponto final! O futebol, para muitos, é entretenimento, para mim também o é, desde que não se trate do F.C.Porto. Sempre que este estiver em campo, eu não estou a desfrutar de um hobby, eu quero é ganhar! Neste sentido, tenho de aceitar que o meu treinador, por volta dos 80 minutos, queira defender um resultado com diferença de um golo, ao invés de o querer dilatar. Também é importante analisar que, neste caso, estávamos a jogar contra um eterno candidato ao título, onde 1-2 seria um resultado excelente. Muitas vezes, o Sérgio opta por colocar Loum, ou até outro central nesta altura crítica dos jogos, aquando de uma vantagem curta. Em 90% das vezes corre bem, este jogo representou os outros 10%. Uma perda de bola inocente do reforço Felipe Anderson, com Zaidu já embalado para se projetar na ala esquerda, levou a uma descompensação defensiva. O Sporting, friamente, aproveitou para empatar a partida. É o azar dos “grandes”.

O importante era agora focar no jogo de quarta-feia, Champions League!!!

Já sabíamos que era o jogo mais difícil, visitámos uma das equipas favoritas à vitória na competição e, sem margem para dúvidas, a favorita a ficar em primeiro lugar do grupo, o Manchester City. Acho importante começar a fase de grupos com uma vitória, mas tínhamos de ser realistas e admitir que, caso jogássemos “olhos nos olhos” com o Manchester City, poderíamos sair de lá com o “saco cheio”.

A estratégia de Sérgio Conceição passou por ser quase idêntica à que o Sporting apresentou contra nós: defender com todos e atacar quando fosse “inteligentemente” permitido, sem nunca descompensar a defesa. A genialidade de Luis Díaz permitiu-nos entrar na partida da melhor maneira, grande golo do colombiano! A partir de aqui, foi só aplicar o “trabalho de casa”…até o arbitro permitir! Não gosto de falar de arbitragens e, por isso, não o vou fazer, acho que ficou claro nas televisões de todos vós. Dá-me é uma pena tremenda ver que o Porto só “perdeu o norte” com dois lances de bola parada, um penálti e um livre direto. Ambos hiper duvidosos! A perder por 2-1, e na competição em questão, a estratégia teve que ser alterada, o que resultou em mais um golo para a equipa da casa, fixando o resultado no 3-1 final.

Saímos de cabeça erguida, batemo-nos bem com uma das maiores equipas do mundo e sabemos que temos plantel! Vamos batalhar até ao fim, como sempre! Zaidu promete, Mbemba está irrepreensível, Pepe faz amanhã 19 anos, Manafá e Nanú são dois super atletas, Uribe está com golo, Sérgio Oliveira está seguro, Luis Díaz confiante, Corona é Corona, e ainda temos muita qualidade no banco, que está esfomeada de bola: Taremi, Toni Martínez, Felipe Anderson, Grujic e (não se esqueçam!!!) NAKAJIMA!

Vamos receber agora o Gil Vicente, espero uma resposta imediata a estes recentes contratempos nos resultados. Desejo toda a sorte do mundo ao Gil (clube da nossa terra), que faça um bom jogo, com um bonito futebol, mas, no fim, os três pontos têm que ficar no Dragão! Acredito numa possível goleada do F.C.Porto. Acho, também, que pode haver alguma rodagem no 11 inicial, veremos.

Um bem-haja a todos os amantes do desporto, aos Barcelenses e outros possíveis leitores por este mundo fora.

Viva o F.C.Porto! Viva o F.C.Porto!

Por: João Dias*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

O caminho marítimo para o mercado de transferências

Outubro 8, 2020 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora
João Dias

À terceira jornada, o Porto já conhece o sabor da derrota. Não é nenhum indicador alarmante, no ano passado perdemos em Barcelos na 1ª jornada e o final do campeonato foi glorioso. Contudo, a equipa parecia estar a atravessar um bom momento e não era, de todo, expectável que o Porto perdesse este jogo frente ao Marítimo.



Não tenho muito interesse em abordar o jogo, é daqueles jogos onde a minha opinião esbarra na de alguns adeptos. Não considero que perder seja sinónimo de jogar mal, devemos avaliar as nuances de cada jogo e, assim, tentar explicar melhor o que lá ocorre. Foi, claramente, aquele típico jogo em que o Porto poderia ter ganho a partida, fez o suficiente, o problema é que do outro lado esteve uma equipa que também o fez (dentro do seu estilo de jogo defensivo, ao qual já estamos habituados). Foi o melhor jogo do Porto? Não! Mas uma bola (duvidosa) em cima da linha de golo e um penálti falhado são mais do que fatores suficientes para afirmar que o jogo poderia ter contornos diferentes. E por falar em penálti, cabe-me também admitir, em rigorosa análise, que o Porto foi mais beneficiado do que prejudicado pela equipa de arbitragem, que não esteve ao nível da 1ª Liga (ainda que grande parte dos casos do jogo sejam de difícil análise).

Houve empurrões na área, não houve empurrões; a bola entrou toda, a bola não entrou; era penálti, não era penálti…pouco importa, o Porto perdeu e perdeu bem, contra uma equipa que veio muito bem organizada para fazer o seu jogo. Parabéns ao Marítimo.

Assino por baixo o discurso do final do jogo, do Sérgio Conceição, baixar a cabeça, perceber o que esteve mal, trabalhar e voltar já (!) às vitórias.

E a primeira vitória veio de fora das quatro linhas. Creio que o Porto fez um excelente mercado de transferências dentro da realidade do clube. Não dou muito crédito a quem criticou a saída de Brahimi e Herrera a custo zero e agora também criticou a saída de Alex Telles por achar o valor demasiado baixo. Temos que perceber que o futebol mudou, como ouvi algures: “hoje em dia, os jogadores mandam nos clubes, os clubes são nada mais que montras para os atletas”. Portanto, escolham: ou temos os atletas e o seu rendimento desportivo até que finde o contrato; ou temos nos nossos cofres o valor de mercado que eles representam (que é definido também em função do tempo de contrato que lhes resta). E é esta a realidade, em dois meses, o Alex assinaria livremente por qualquer outro clube. Assim, beneficiamos de bons anos com o atleta nos quadros e ainda nos rendeu uns bons 20M.

Danilo foi explicado taxativamente pelo presidente, não poderei encontrar palavras que definam melhor o negócio. Diogo Queirós no Famalicão é um caso à parte…peço que aguardem pela próxima época e perceberão esta “jogada do Diogo”, poderá chegar alguém interessante daquele clube, para além do Porto garantir uma boa parte do passe do jogador.

Entradas. Para percebermos melhor o que de bom e mau pode fazer um empréstimo, pergunto-vos o seguinte: gostavam que o Zé Luís tivesse sido emprestado ao Porto ao invés de vendido? Olhem os milhões que teríamos poupado! Pois esta é a realidade do Porto, não se pode dar ao luxo de contratar “Imbulás”. Empréstimos de Felipe Anderson, Grujic e Sarr, caso corram mal, no final do ano voltam ao clube mãe; se correr bem, é bom sinal, quer dizer que os críticos de bancada estarão nos Aliados a “criticofestejar”.

Esperem para ver! Sejam exigentes e atentos como sempre fomos, mas confiem em quem lá está. Confiem no Sérgio…as contas fazem-se no final. E alerto para uma última coisa, quando eu tenho um problema familiar trato-o dentro de minha casa, não vou para a rua (Facebook) gritar alertando tudo e todos. O Porto é a nossa grande família, apareçam nas assembleias, sejam construtivamente críticos, mas no local certo. Só assim evitaremos títulos de CMTV´s a dizer que há tensão/insatisfação no clube.

Um bem-haja a todos os amantes do desporto, aos Barcelenses e outros possíveis leitores por este mundo fora.

Viva o F.C.Porto! Viva o F.C.Porto!

Por: João Dias*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

“La Manita”

Outubro 1, 2020 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora
João Dias

Gostaria de começar esta crónica e esta nova etapa, cumprimentando, cordialmente, todos os leitores do Barcelos na Hora. É com enorme prazer que escrevo o meu primeiro artigo de opinião neste jornal e não queria começar de outra forma, que não fosse, enaltecendo o brilhante trajeto do meu antecessor, Vítor Sá Pereira, ao qual deixo um abraço bem apertado. É, e sempre será, um enorme prazer opinar em tons de azul e branco, espero estar ao nível e ter sempre algo de atrativo para vos transmitir.



Por ser a primeira crónica, talvez faça sentido uma pequena apresentação de quem vos escreve deste lado. Sou o João Dias, de Barcelos, sócio número 116764 do F.C.Porto e, deixando aqui o meu agradecimento pelo convite do Barcelos na Hora, terei o enorme prazer de comentar, semanalmente,  o panorama do Dragão.

Dizem que “o futebol não nos dá de comer”, mas eu já tive a sorte de poder misturar a minha profissão com o meu amor ao clube. Por ser profissional na área da música, já pude tocar dentro do Estádio do Dragão e até, mais “improvável” ainda, dentro do balneário do F.C.Porto após umas das nossas vitórias categóricas sobre o rival encarnado. Já percorri grande parte das casas do Porto, de norte a sul do país, com a minha guitarra, conheci inúmeros adeptos, fiz amizades, vivi momentos de êxtase e senti o que é o verdadeiro “MAR AZUL” que o Sérgio tanto fala. Estes e outros detalhes fazem-me olhar, avaliar e comentar o que é o Porto de uma forma mais próxima e apaixonada, alertando, ainda assim, que não tenho qualquer tipo de informações privilegiadas do quotidiano do clube. Abordarei sempre o que de bom e mau se passe no clube, não tendo nunca necessidade de fugir a nenhum tema. Era adepto assíduo no Estádio do Dragão e praticamente em todas as deslocações, mas a pandemia veio impedir esta minha paixão. Havemos de voltar!

E que bela semana para assumir as rédeas desta crónica, começando por comentar o tão aguardado derby da Invicta. Ainda que a primeira parte assustasse os inseguros, a verdade é que o jogo acabou por ser um autêntico passeio para o F.C.Porto. Cinco golos na segunda parte mostraram que, para além da componente técnico-tática, os atletas do Porto estão em excelente condição física! E assumo isto, não como um demérito do Boavista, mas sim, como um mérito do Porto. A grande parte das equipas do campeonato estão fisicamente exaustas por volta do minuto 70 – o que é normal para esta fase de fim de pré-época/início de época (de salientar que, junto com o Porto, o Benfica também parece estar com boa frescura física).

Para quem não viu o jogo: Corona abriu a contagem do marcador com um golo pouco ortodoxo (“remate de bica”) à passagem do minuto 47’. Recebeu a bola já bem perto da pequena área e quando Rami esperava que ele procurasse o seu melhor pé para chutar (o direito), adiantou a bola para o seu pé esquerdo, que “fuzilou” autenticamente a baliza axadrezada.
O segundo golo nasce da conversão de um livre à entrada da área mesmo ao jeito de Sérgio Oliveira que, com alguma sorte à mistura, conseguiu introduzir a bola na baliza adversária depois da mesma desviar num toque infortuno de Javi García.
Com naturalidade, surgiu o terceiro golo: fantástico passe em profundidade de Sérgio Oliveira (“jogas tanto Oliveira”) a desmarcar Marega, que, na cara do golo, rematou de primeira para o fundo das redes – fantástica execução de Marega que tantas vezes nos deixa com o coração nas mãos.
O quarto golo nasce de uma jogada estudada. Lance bonito, de laboratório, merece ser visto e revisto. Acaba por ser Marega a marcar novamente, mas a jogada passa por Sérgio Oliveira, Otávio, Corona e Marega.

O quinto golo é feito por Luis Díaz, que começou o jogo na condição de suplente, com um remate pouco eficiente, embrulhado, mas como se encontrava sozinho numa zona privilegiada de finalização, acabou por conseguir marcar e fechar, assim, o resultado. Bom jogo e boa vitória num estádio complicado!

Outro assunto que não poderia deixar de comentar, até pelos ânimos de ambas as partes que têm vindo a exaltar: a inesperada contratação de Otamendi pelo SL Benfica. Devo admitir que fiquei um pouco desiludido com a notícia, especialmente porque se falava da possibilidade de ele ingressar no F.C.Porto. Não sei em que estado físico se encontra o jogador, mas se estiver a 70% do que era no passado, serve perfeitamente para o campeonato português. Parabéns ao Benfica pela sua contratação.
Fico, no entanto, um pouco confuso, tendo em conta as recentes publicações do atleta nas suas redes sociais pessoais, onde parecia demonstrar um “Portismo” atroz, enaltecendo e relembrando antigas glórias sobre o rival que agora representa. Mas, como já não é novidade, vivemos na era do Fut€bol Mod€rno e essa é, aparentemente, mais do que justificação para tais incongruências.

Concluo esta crónica, desejando os Parabéns ao F.C.Porto e a todos os seus aficionados por termos celebrado 127 anos de história no passado dia 28 de setembro. Para além dos habituais rituais desta festividade, foram ainda entregues os Dragões de Ouro referentes à época transata (já que a gala destinada aos mesmos foi cancelada pelos motivos que todos sabemos). A grande surpresa acabou por ser o Dragão de Ouro de “parceiro do ano”, entregue à claque dos Super Dragões pelo incansável contributo que deram ao longo da época, “empurrando” a equipa em todos os momentos.
Um bem-haja a todos os amantes do desporto, aos Barcelenses e outros possíveis leitores por este mundo fora.
Viva o F.C.Porto! Viva o F.C.Porto!

Por: João Dias*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

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