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Ana Almeida Pinto

Obra inspirada na “Batalha das Flores” homenageia a cerâmica e a olaria barcelenses

Setembro 19, 2020 em Atualidade, Concelho, Cultura, Mundo Por barcelosnahorabarcelosnahora

Escultura de Ana Almeida Pinto colocada no exterior do Museu de Olaria

O Município de Barcelos inaugurou, no passado dia 16 de setembro, no Museu de Olaria, a obra “Batalha das Flores”, da artista Ana Almeida Pinto, no âmbito do programa de residências artísticas do projeto “Amar o Minho”, uma iniciativa promovida pelo consórcio MINHO IN, constituído pelas Comunidades Intermunicipais do Alto Minho, Ave e Cávado, e que está a percorrer 24 municípios da região.



A obra, instalada no espaço exterior do Museu de Olaria, é o resultado da residência artística que Ana Almeida Pinto realizou durante o início de setembro, no Museu, e que colocou a escultora em contacto com artesãos locais, entre os quais o oleiro João Lourenço. O artesanato foi o ponto de partida desta criação e que usa a olaria e as suas tecnologias enquanto caraterísticas identitárias do território.

A Vereadora da Cultura, Armandina Saleiro, afirmou, no momento da inauguração, que “esta obra é uma verdadeira homenagem ao artesanato do nosso concelho”. “Através destas residências artísticas deixamos uma marca da importância que a olaria tem para Barcelos. Passar para a produção de peças mais contemporâneas traz um valor acrescentado a esta matéria-prima que é o barro. Isto acaba por fazer com que a comunidade olhe para os artesãos de uma outra forma, percebendo que podem rentabilizar as peças”.

Para a curadora da exposição, Helena Mendes Pereira, da Zet Gallery, as residências são oportunidades para divulgar as obras dos artistas. “Estamos a conseguir criar para os nossos artistas contextos de trabalho. Estamos a pôr os artistas no território, a trabalhar e a fazer aquilo que sabem fazer melhor, que são obras de arte e, no caso da Ana Almeida Pinto, foi uma experiência muito enriquecedora, na medida em que a Ana é uma escultora que se adapta muito bem a diferentes contextos e que trabalha com vários materiais”.

Para a escultora Ana Almeida Pinto, a experiência de estar em Barcelos foi enriquecedora e uma mais-valia para o seu percurso profissional. Para a artista, foi fácil escolher a obra que iria fazer, pois desde logo pensou numa peça que retratasse a “Batalha das Flores”, o que permitiu “trabalhar a questão do movimento que existe na Batalha das Flores e transpor esse movimento para a peça. Até porque retrata o movimento da olaria e depois porque queria trazer a singeleza das flores e por isso criei uma peça que brincasse com a noção de escala e que fosse dinâmica”.

As residências artísticas que, desde junho, estão a percorrer os municípios do Minho abrangem diversas áreas disciplinares, desde a dança à música, passando pela fotografia, arte pública, artesanato e literatura, numa perspetiva de homenagem artística aos elementos identitários de cada concelho e da região em geral.

O projeto das residências artísticas é uma iniciativa de promoção da cultura, dos artistas e do turismo sob a marca “Amar o Minho”, com o apoio do Norte 2020 e dos FEEI, que cria a maior rede de residências artísticas, numa estratégia concertada que se destina a reforçar a identidade cultural do Minho e, desta forma, dinamizar o território do ponto de vista artístico e turístico.

Fonte e foto: CMB.

Município de Barcelos inaugura obra de arte no Museu de Olaria em homenagem à cerâmica e olaria

Setembro 16, 2020 em Atualidade, Concelho, Cultura, Mundo Por barcelosnahorabarcelosnahora

O Município de Barcelos inaugura hoje, dia 16 de setembro, pelas 18h30, no Museu da Olaria, a obra de arte “Batalha das Flores”, da artista Ana Almeida Pinto, no âmbito programa de Residências Artísticas do projeto “Amar o Minho”, uma iniciativa promovida pelo consórcio MINHO IN, constituído pelas Comunidades Intermunicipais do Alto Minho, Ave e Cávado, e que está a percorrer 24 municípios da região.



A obra, que ficará localizada em espaço público, nomeadamente no espaço exterior do Museu da Olaria, é o resultado da residência artística que Ana Almeida Pinto (na foto de destaque) realizou durante o início de setembro naquele museu e que colocou a escultora em contacto com artesãos locais, entre os quais, o oleiro João Lourenço. O artesanato é, assim, o ponto de partida desta criação artística, que parte da olaria, da cerâmica e das suas tecnologias, enquanto características identitárias do território.

Helena Mendes Pereira, diretora e curadora da zet gallery, galeria responsável pela curadoria do projeto das residências artísticas no Minho, adianta que a artista “é uma fazedora, uma artista completa, apaixonada por experimentar materiais e tecnologias. Sem complexos, desafiámo-la a interpretar a olaria e a fazer dela objeto novo. Instalou-se no Museu da Olaria, criou laços com artesãos locais e está a pensar o espaço público em Barcelos, num jogo de formas cheias e vazias, côncavas e convexas.”

Peças de olaria (Foto: DR)

As residências artísticas que, desde junho, estão a percorrer os municípios do Minho, abrangem diversas áreas disciplinares, desde a Dança à Música, passando pela Fotografia, Arte Pública, Artesanato e Literatura, numa perspetiva de homenagem artística aos elementos identitários de cada concelho e do Minho, em geral. Helena Mendes Pereira é a curadora responsável pelas áreas da arte em espaço público, artesanato e fotografia, cabendo a António Rafael, membro da banda Mão Morta, a curadoria dos projetos na área da música, dança e literatura.

Após a intervenção mural de Xana Abreu, em Vila Nova de Famalicão, da escadaria reabilitada artisticamente pela Mónica Mindelis, em Guimarães, da residência artística na área da fotografia de Rodrigo Amado, em Mondim de Basto, e da inovadora criação do artista espanhol Rafa López, em Melgaço, numa antena de telecomunicações de 20 metros da Altice, uma estreia a nível nacional, cabe agora a Ana Almeida Pinto deixar a sua marca num espaço público, em Barcelos.

Sobre os artistas selecionados para este projeto que pretende construir e semear arte nas diversas geografias do território minhoto, Helena Mendes Pereira sublinha “que há artistas, representados pela zet gallery e com participação em projetos do DSTGROUP, com os quais temos insistido em fazer caminho. É uma espécie de fé de que fazem parte do nosso clã, que interpretam as nossas ideias”, adiantando ainda que “o critério que pautou as nossas escolhas no Programa de Residências Artísticas do AMAR O MINHO foi deixar no território marcas dos nossos, marcas nossas”.

Peças em preparação (Foto: DR)

Recorde-se que o projeto de residência artísticas é uma iniciativa de promoção da cultura, dos artistas e do turismo sob a marca “AMAR O MINHO, com o apoio do Norte 2020 e dos FEEI, que cria a maior rede de residências artísticas nos 24 municípios representados pelas três CIM da região, numa estratégia concertada que se destina a reforçar a identidade cultural do Minho e, desta forma a dinamizar o território do ponto de vista artístico e turístico.

Fotos: DR.

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