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André Ventura

André Ventura “completamente” disponível para esclarecer Tribunal de Braga sobre jantar

Maio 4, 2021 em Atualidade, Concelho, Política Por barcelosnahorabarcelosnahora
Facebook Chega

O presidente do Chega, André Ventura, disse hoje estar “completamente” disponível para prestar esclarecimentos ao Tribunal de Braga, que pediu o levantamento da sua imunidade parlamentar, e ironizou sobre a rapidez da justiça.

“Não obstarei ao levantamento da imunidade parlamentar” e “irei a tribunal quando assim for”, afirmou André Ventura, frisando, quando questionado pelos jornalistas sobre se está disponível para prestar esclarecimentos ao Tribunal de Braga: “Completamente”.

“Nunca me escudarei atrás da imunidade parlamentar. Acho que a imunidade existe para proteger declarações feitas enquanto político no parlamento”, considerou, em Odemira, no distrito de Beja, onde se deslocou para uma conversa rápida com donos de casas no complexo turístico Zmar, no exterior do empreendimento.

Segundo Ventura, “nem as declarações feitas na SIC”, sobre o Bairro da Jamaica, “nem o jantar comício [em Braga] foram feitas” no âmbito parlamentar.

“Aquilo que eu exijo para os outros, tem que ser aquilo que eu exijo para mim próprio”, afiançou, argumentando que, por isso, vai estar presente no julgamento sobre o “caso do Bairro da Jamaica”, em Lisboa, no dia 10 de maio, e também irá “ao Tribunal de Braga” para “dar os esclarecimentos que o Ministério Público entender”.

Segundo o jornal Público, o tribunal pediu o levantamento da imunidade parlamentar de André Ventura pelo crime de desobediência, por ter organizado um jantar com “excesso de lotação em Braga”.

Em resposta aos jornalistas, o deputado único do partido Chega manifestou “estranheza” por o tribunal ter decido pedir o levantamento da sua imunidade parlamentar sem “nunca” o “ter ouvido” a propósito do jantar.

“Achei estranho nunca ter sido contactado para o efeito e simplesmente a Assembleia [da República] receber um pedido de levantamento de imunidade, com o objetivo de me constituir arguido”, frisou, referindo que o tribunal nem sequer procurou saber “como é que foram os procedimentos que levaram àquele comício”.

Ao mesmo tempo, em tom irónico, o líder do Chega considerou que acontece com este caso “algo de extraordinário”, porque o jantar em Braga aconteceu “em janeiro de 2021 e estamos em maio e, aparentemente, a justiça quando quer consegue ser rápida”.

Ventura fez questão de “louvar” a justiça: “A rapidez que não teve com José Sócrates, nem com Ricardo Salgado, que tenha com André Ventura. Eu acho que isso, pelo menos, é um sinal positivo para a nossa democracia”.

Aliás, “eu vou a julgamento na próxima segunda feira, no tribunal em Lisboa”, por, durante a campanha presidencial, “ter feito uma referência a uma família do bairro da Jamaica”, num canal de televisão, disse.

“Manifestar a minha vontade de me defender e mostrar que não sou racista e que também cumprimos ou tentámos cumprir as regras, se forem esse os factos”, reafirmou.

O que o presidente do Chega considerou foi que a justiça tem que ser igual para todos: “A justiça terá o seu momento para atuar. O que é importante é que os portugueses possam confiar na justiça” e “não podemos é ter uma justiça para uns e uma justiça para outros”.

“O que eu espero, a partir de agora, quando vejo a justiça atuar nestes casos ao fim de dois ou três meses e quatro, [é] que seja sempre assim” e “tenhamos finalmente uma justiça a sério, que funciona em três meses ou em quatro para todos os casos e não apenas para o André Ventura e para o Chega”, frisou.

Fonte: Lusa

Foto: Facebook Chega

Barcelos, Chega quer eleger “pelo menos” um vereador

Abril 13, 2021 em Atualidade, Concelho, Política Por barcelosnahorabarcelosnahora

O candidato do Chega à Câmara de Barcelos, Agostinho Mota, afirmou hoje que o seu objetivo número um é retirar o PS do poder no concelho e estabeleceu como “fasquia mínima” a eleição de um vereador.

Em declarações à Lusa, Agostinho Mota disse que a eleição de um vereador é a “fasquia mínima” da sua candidatura e que o Chega poderá “fazer parte da equação” para viabilizar um executivo à direita.

“Se tivermos em conta que nas [eleições] presidenciais o nosso líder [André Ventura] teve mais de 6.000 votos em Barcelos, parece-nos que é de todo legítimo apontarmos para a eleição de, no mínimo, um vereador”, referiu.

Lembrou que, nas últimas autárquicas, um movimento independente conseguiu, com 12 mil votos, eleger dois elementos para a Câmara de Barcelos, no distrito de Braga.

Agostinho Mota sublinhou que 12 anos de governação socialista provocaram “sérios danos” na imagem da cidade e do concelho de Barcelos, nomeadamente pelo envolvimento do presidente da Câmara, Miguel Costa Gomes, na chamada Operação Teia.

No processo, estão em causa alegados favorecimentos às empresas de Manuela Couto, mulher do ex-presidente da Câmara de Santo Tirso Joaquim Couto, a troco de favores políticos.

Indiciado dos crimes de corrupção e prevaricação, Costa Gomes esteve cerca de três meses em prisão domiciliária, com pulseira eletrónica.

“Não teve sequer a dignidade de suspender funções, continuando a governar a câmara como se nada se estivesse a passar, provocando sérios danos na imagem da cidade e do concelho, que andaram nas bocas do mundo pelas piores razões”, referiu o candidato do Chega.

Após as eleições, o Chega admite “fazer parte da equação” para viabilizar uma maioria à direita.

“Terá de haver negociações e o Chega lá estará”, disse ainda o candidato, que tem 50 anos e é professor de Físico-Química.

A Câmara de Barcelos conta atualmente com cinco eleitos do PS, quatro da coligação PSD/CDS e dois do movimento independente Barcelos, Terra de Futuro.

O PSD já anunciou a candidatura de Mário Constantino, atual vereador.

Do lado do PS, e perante a impossibilidade de Costa Gomes se recandidatar face à lei de limitação de mandatos, o Secretariado local indicou o nome de Horácio Barra, atual presidente da Assembleia Municipal, mas o partido ainda não anunciou oficialmente o seu candidato.

Segundo a lei, as eleições autárquicas decorrem entre setembro e outubro, mas ainda não têm data marcada.

Fonte: LUSA

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