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Associação Académica do IPCA

Estudante do IPCA cria Programa de Integração para Estudantes Internacionais

Janeiro 16, 2021 em Atualidade, Concelho, Educação, Mundo Por barcelosnahorabarcelosnahora

O IPCA em parceria com o Banco Santander premeia estudantes que se distinguem na vertente humana ou solidária, desde 2017, através da participação em projetos ou atividades que desenvolvam práticas de cidadania ativa e de voluntariado.


No dia 19 de dezembro de 2020, Ventura Tamba, estudante do curso de licenciatura em Engenharia Eletrotécnica e de Computadores foi o vencedor do prémio Valor IPCA/Santander Universidades no valor de 1700 euros.

Inspirado na sua própria história e nas dificuldades e obstáculos que teve de ultrapassar para chegar ao IPCA, o estudante decidiu criar este programa em 2018. “Em 2016 fui admitido pelo IPCA. Pedi o visto e o meu processo foi indeferido. Submeti nova candidatura em 2017 e em 2018 o meu visto foi aprovado, devido à intervenção da Associação Padrinhos D´África da qual faço parte. E foi assim que em 2018 cheguei ao IPCA”.

Ventura ressalva, apesar das dificuldades, a sorte que teve neste processo e por isso decidiu ajudar os colegas internacionais que pretendem estudar em Portugal, uma vez que no seu país de origem (Guiné) só existe uma universidade com poucos cursos. Desta forma, o seu “programa assenta em 4 pilares fundamentais: apoio na candidatura; apoio na obtenção de visto; apoio na receção e acolhimento dos estudantes e integração académica e cultural. Para que se sintam integrados da melhor forma possível eu acompanho-os sempre”, acrescenta o estudante.

O Programa estende-se a todos os estudantes internacionais e na totalidade Ventura já auxiliou mais de 60 estudantes, sendo que, neste momento, 4 estudantes de origem Guienense, que já se encontram em Portugal, chegarão na próxima semana ao IPCA, ficando alojados na casa que Ventura está à procura. É o caso de Paulo Cá, o estudante do IPCA do curso de licenciatura em Contabilidade que chegou a Lisboa no dia 29 de dezembro, mas está “ansioso e cheio de vontade de conhecer o IPCA e começar as aulas”. Paulo, sob orientação de Ventura, conheceu o IPCA e teve apoio em todo o processo acrescentado que “foi difícil ter o visto, mas cheguei a Portugal e dentro de dias conheço ao IPCA”.

Em relação ao futuro, o próximo passo de Ventura é fazer uma página do programa no Facebook para chegar a mais estudantes. Pretende ainda a sustentabilidade do projeto ficando a afiliação do programa sob a responsabilidade da Associação Académica do IPCA, mas garante que “o IPCA vai estar sempre por perto”.

Fonte|Foto: IPCA

Ensino não presencial: Perceções e vivências dos estudantes do IPCA

Julho 30, 2020 em Atualidade, Concelho, Educação, Mundo Por barcelosnahorabarcelosnahora

Avaliação dos impactos da pandemia no desempenho académico

O ano letivo 2019/2020 estás prestes a terminar, ficando este marcado pelos efeitos causados pela pandemia, seja a nível económico, social ou político, não apenas no nosso país, mas no mundo.



As Instituições de Ensino Superior viveram também momentos difíceis com a necessidade de transitar de forma massiva o modelo de ensino e aprendizagem presencial para o ensino à distância.

Após um período difícil e determinado pelo esforço de adaptação e de mudança que professores, estudantes, funcionários e dirigentes levaram a cabo, torna-se relevante avaliar os impactos do novo modelo de ensino no desempenho académico dos estudantes.

Foi neste sentido que o Instituto Politécnica do Cávado e do Ave (IPCA), em parceria com a Associação Académica do IPCA, decidiu aplicar um questionário a todos os estudantes de forma a compreender as suas perceções sobre o impacto da transição para o ensino à distância no desempenho académico e aquisição de competências.

As principais conclusões indicam que o ensino não presencial perde em muitas áreas para o ensino presencial.

Os resultados mostram que cerca de 80 % dos estudantes aprovam a generalização do ensino não presencial adotada pelo IPCA no âmbito das medidas adotadas pela instituição e pelo país para ajudar na sustentação da pandemia associada ao SARS-COV-2. Por outro lado, cerca de 70% dos estudantes dão nota positiva ao uso do moodle como plataforma centralizadora nos processos de ensino e aprendizagem. Todavia, as avaliações positivas não escondem as dificuldades associadas ao ensino não presencial. 

E, neste domínio, destacam-se claramente as dificuldades na aquisição de conhecimentos e competências, uma vez que cerca de 67% consideram que foi bastante mais difícil adquirir conhecimentos na modalidade de ensino não presencial do que na presencial. Indicam mesmo que a aquisição das competências desejadas em determinadas áreas que exigem trabalho prático e laboratorial é posta em causa.  Se é árduo aprender, de uma forma geral, mais espinhoso é alcançar e desenvolver competências nas unidades curriculares com elevada carga prática e laboratorial. Foi precisamente isso que sentiram 76% dos estudantes que responderam ao questionário.

Se os números são expressivos, mais eloquentes se tornam quando os associamos às vozes dos discentes: “(…) Aulas práticas lecionadas via online em nada se equiparam às aulas presenciais!”, “o material e equipamento que temos disponível na sala de aula para a realização de trabalhos práticos não nos é disponibilizado em casa. Uma desvantagem muito grande em algumas disciplinas”; “(…) aulas à distância não proporcionarem um ensino equivalente às aulas presencias.”

Para as dificuldades atrás enumeradas muito parecem ter concorrido as vivências acerca da sobrecarga de trabalho e da diminuição das interações com docentes e colegas.  Cerca de 75% dos estudantes sentiram um aumento muito expressivo a este nível.  Por outro lado, 63% dos estudantes sentiram que o ensino não presencial complicou e atrapalhou os contactos com os docentes e, por conseguinte, o acompanhamento que estes realizavam enquanto aprendiam em sala de aula ou fora dela.

Mais uma vez, as vozes dos alunos traduzem essas dificuldades: “A sobrecarga de trabalhos diariamente. Trabalhos que requerem muito rigor e que devido o ensino ser à distância se manifestarem mais complexos no ponto de vista de quem nunca teve conhecimentos sobre aquela matéria específica”. 

Também as vivências académicas, avaliadas na dimensão do convívio com colegas, na partilha de experiências, foram brutalmente afetadas. Mais de 70% dos alunos assim o referem.

Face aos resultados que agora se constatam através deste questionário, a Presidente do IPCA refere que “a transição massiva para o ensino à distância foi uma medida necessária para o combate à situação que vivemos desde o início de março. Mas percebemos que a generalização do ensino não presencial ocorreu num contexto muito particular. Sabemos que foi difícil, que as mudanças foram rápidas, tendo sido exigido aos alunos, aos professores e a toda a comunidade IPCA muito esforço e dedicação. Conhecer as perceções e vivências dos estudantes durante este período é importante e tudo faremos, aliás, como temos feito ao longo dos anos, para continuar a cumprir a nossa missão: Contribuir para o desenvolvimento da sociedade, estimular a criação cultural, a investigação e pesquisa aplicadas e fomentar o pensamento reflexivo e humanista”.

Estes resultados são fundamentais para o planeamento em curso do próximo ano letivo que, apesar do contexto ainda de combate à pandemia, deverá privilegiar o ensino presencial e a vivência académica no Campus e Polos.

Os resultados deste inquérito serão apresentados amanhã, dia 31 de julho, no campus do IPCA com vista à sua partilha e discussão junto da comunidade académica.

Fonte e foto: IPCA.

Associação Académica do IPCA apresenta Cartaz da Queima do Galo numa cerimónia oficial

Março 7, 2019 em Atualidade, Concelho, Cultura, Educação, Mundo Por barcelosnahorabarcelosnahora

A Associação Académica do IPCA (AAIPCA) apresenta, esta noite, pelas 22h00, o cartaz oficial da Queima do Galo 2019, no auditório da Câmara Municipal de Barcelos.



Vão estar presentes na cerimónia a Presidente do IPCA, Maria José Fernandes, o Presidente da Câmara Barcelos, Miguel Costa Gomes, representantes do IPDJ e do Santander.

A cerimónia de apresentação do Cartaz Oficial da Queima do Galo vai iniciar-se com uma apresentação sobre a cidade e o recinto onde vão decorrer as atividades académicas contando com pequenas atuações dos grupos académicos do IPCA.

Este ano a apresentação decorre em moldes diferentes, numa cerimónia oficial na Câmara Municipal de Barcelos, segundo Sara Ferreira, Presidente da AAIPCA “a ideia este ano era fazer algo para a cidade. Inicialmente pensamos fazer a apresentação no centro na cidade, mas devido às condições meteorológicas mudamos para o auditório da Câmara, mantendo o objetivo principal que é o da proximidade à cidade e às instituições que apoiam a AAIPCA ao longo do ano”. Desta forma, também desmistificar que a Queima não é só para os estudantes, mas para todos aqueles que se quiserem divertir.

A primeira confirmação do cartaz já saiu: Quim Barreiros marca presença em mais uma Queima do Galo.

A semana académica do IPCA decorre de 7 a 13 de abril. Esta semana conta com atividades académicas para todos os alunos, inicia com a missa académica e termina com o cortejo académico.

As noites académicas decorrem de 10 a 13 de abril, como é habitual, na Zona Ribeirinha de Barcelos.

Imagem: DR.

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