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Barcelenses Inspiradores

Barcelenses Inspiradores: Joana Correia

Outubro 12, 2019 em Atualidade, Concelho, Cultura, Entrevistas, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora

Apresentamos a professora de Pilates, Joana Correia, uma das responsáveis pelo espaço de bem-estar e terapias “Di Alma”.

Se tiver interesse em participar ou em sugerir alguém inspirador para esta rubrica, escreva para o email: barcelensesinspiradores@outlook.pt.



Joana Correia nasceu em 1981 e é natural de Barcelos. Sempre gostou de Desporto e praticou, durante vários anos, a modalidade de Hóquei em patins no Óquei Clube de Barcelos. É licenciada em Ensino Básico, Variante Educação Física (2004), pela Escola Superior de Educação de Viana do Castelo. Desde aí, trabalha no colégio Menino Deus, a lecionar aulas de expressão motora na pré-escola. Em simultâneo, deu muitos anos aulas de natação e hidroginástica nas piscinas municipais de Barcelos e lecionou nas AEC`s do concelho de Barcelos. Em 2011, juntamente com um grupo de amigos, todos eles voltados para a área da saúde e atividade física, criaram o “Vidaativa”, com o objetivo de incentivar a prática de atividade física com treinos funcionais. Um ano depois, iniciaram-se as corridas noturnas que ainda agora se realizam, às terças e quintas feiras durante todo o ano.

Em 2012, teve o primeiro contato com Pilates e foi aí, depois da formação com o professor Nuno Gusmão, que sentiu que esse era o caminho a seguir. Tirou o curso completo de MAT e Aparelhos de Pilates com mais de 250 horas. O seu percurso como professora de Pilates passa por vários espaços onde a fez perceber que estava no caminho certo, e, em maio de 2018, abre o seu espaço, o “Di Alma”, juntamente com a sua irmã, Mariana Correia, fisioterapeuta, e Carla Ferreira, psicóloga. Este era já um projeto há muito idealizado pelas irmãs, mas foi necessário percorrer um longo trajeto para aprenderem, acreditarem e avançarem. Peça fundamental foi a chegada de Carla Ferreira, que lhes deu aquela “Luz” que faltava para, em conjunto, avançarem.

Assim nasce o “Di Alma – Estúdio & Terapias”  que tem como base olhar para o ser humano como um todo, como um ser único, respeitando todas as dimensões que o compõe: a física (corpo e movimento), a intelectual (cérebro e mente), a emocional (emoções e sentimentos), a espiritual (desejo de entender a natureza de si próprio) e a sua interação com o meio envolvente. Com base nesta perspetiva, surgiu a necessidade e o sonho de um trabalho complementar e em equipa, em prol do bem-estar supremo de cada pessoa.



Quem és tu? Conta-nos quem és apenas como tu te conheces.

Sou uma pessoa normal com os meus medos e as minhas inseguranças, mas com muita vontade de superá-los e sempre com vontade de me conhecer melhor. Considero-me uma pessoa extrovertida, mas ao mesmo tempo um pouco reservada; sou uma pessoa ativa, prática, mas pouco organizada; muito observadora; alegre, que adora rir e ver os sorrisos dos outros. Adoro ensinar e aprender com os outros, por isso, adoro trabalhar em equipa.

O que fazes é uma extensão de quem és?

Sem dúvida alguma, o que faço é uma extensão do que sou, em tudo o que faço tento dar o meu melhor; tento sempre pôr-me no lugar do outro e fazer sempre o que acredito que seja melhor para o outro, independentemente da faixa etária que estiver a lecionar.

De que forma impactas a vida do próximo?

No dia a dia, não sei… os outros é que podem dizer. A nível profissional, de certa forma, tento que as pessoas estejam mais atentas ao que sentem, que ganhem mais consciência corporal, que deem mais valor a si e que se ponham em primeiro lugar. De certa forma, é o que tenho vindo a aprender e a aplicar em mim. A valorizarmo-nos e a conhecermo-nos mais.

Se pudesses ter a atenção do mundo durante 5 minutos, o que dirias ou farias?

Como é tão pouco tempo, diria apenas estas quatro verdades do livro “As 4 Verdades de Don Miguel Ruiz” – um livro que anda sempre comigo, que temos sempre lá no estúdio “Di Alma” e que, de certa maneira, me ajudou e ajuda bastante ao nível do desenvolvimento pessoal e na relação com o outro, aqui vai:

1ª Verdade: Sê impecável com a tua palavra;

2ª Verdade: Não leves nada a peito;

3ª Verdade: Não tires conclusões precipitadas;

4ª Verdade: Dá sempre o teu melhor.

Se cada um de nós começar a aplicar estas quatro verdades, no nosso dia a dia e em todas as áreas da nossa vida, o mundo seria um lugar melhor, com muito mais amor para dar e receber.

Ao longo da tua vida, quem foram algumas das pessoas que mais te influenciaram?

Muitas são as pessoas que me influenciaram desde que nasci, mas, sem dúvida, os meus pais por me ensinarem o que é amor incondicional, e agora a minha filha, a minha irmã e o meu marido por acreditarem no meu valor e me ajudarem a ver o mundo de várias perspetivas, família mais próxima que me ajudaram a criar, amigos, professores, colegas e alunos. Todos fazem parte daquilo que sou hoje, desde já, o meu obrigada.

Atualmente, que figuras de influência tomas como exemplo?

Atualmente, e nesta fase da minha vida, talvez das figuras que tomo como exemplo é a Rute Caldeira e a Mikaela Övén. Ao nível profissional, o meu professor de Pilates, Nuno Gusmão.

Diz-nos um barcelense que te inspire e porquê.

Poderia referir vários barcelenses, contudo, existe um que, para mim, é muito especial e que tem feito muito por Barcelos na sua área. O meu Tio Dr. Victor Pinho, bibliotecário da Biblioteca Municipal de Barcelos. É uma pessoa humilde, emotiva, prestável, humana, com um amor enorme pelo seu trabalho e pelas pessoas…e, por isso, tenho a certeza que este é, para mim, um Barcelense Inspirador.

Como gostarias de ser recordada?

Gostaria de ser recordada com um grande sorriso pelas pessoas que se cruzaram comigo na caminhada da vida, não só pela vida profissional, mas também pela pessoa de garra, alegre, motivadora, de paz e com muito Amor para dar e receber. Estou a trabalhar todos os dias para isso. 😉

Por: Sandra Santos (Poeta e Tradutora) e Iara Brito (Criminóloga)*.

(* A redação do artigo é única e exclusivamente da responsabilidade das autoras)

Barcelenses Inspiradores: Cristiana Sá

Outubro 5, 2019 em Atualidade, Concelho, Cultura, Entrevistas, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora

É a vez de conhecermos o trajeto pessoal e profissional da professora Cristiana Sá, que tem privilegiado a Arte no seu serviço de docência.

Se tiver interesse em participar ou em sugerir um barcelense inspirador para esta rubrica, escreva para o email: barcelensesinspiradores@outlook.pt.



Cristiana Sá nasceu a 22 de setembro de 1980. Licenciou-se na área de Professores do 1º e 2º ciclo do Ensino Básico, variante Educação Visual e Tecnológica, e tirou o mestrado em Gestão Artística e Cultural pela Escola Superior de Educação de Viana do Castelo.

Iniciou o seu percurso profissional no ensino regular e, nos últimos anos, tem desenvolvido projetos na promoção da inclusão social de grupos mais vulneráveis na sociedade através da Arte. Neste momento, é professora de Artes Plásticas no CAO da APAC (Associação de Pais e Amigos das Crianças) e é coordenadora do Projeto “Artes Sénior”. desenvolvido através do Pelouro da Ação Social do Município de Barcelos.



Quem és tu? Conta-nos quem és apenas como tu te conheces.

Para mim é difícil definir-me exatamente como sou. Sinto que, mediante diferentes situações, tenho reações e formas de estar distintas. Contudo, há caraterísticas que identifico como mais vincadas.  Sou uma pessoa muito emotiva e reservada, no entanto, sou muito determinada e persistente nos meus objetivos e convicta relativamente aos valores em que acredito e que defendo. Sou um ser humano com qualidades e defeitos como qualquer outro, mas faço por sobrepor o meu lado positivo ao negativo.

O que fazes é uma extensão de quem és?

Naturalmente, tudo o que faço é uma extensão daquilo que sei e sinto, tanto no plano profissional, como pessoal. O meu conhecimento e os meus sentimentos estão intimamente ligados à minha forma de estar, às minhas criações e, no fundo, a todo o trabalho que desenvolvo. A Arte em todas as suas formas de expressão tem o poder de espelhar a essência da alma, exprimir sensações, emoções, ideias, e neste sentido tudo o que faço será sempre o reflexo daquilo que sou e sinto naquele momento.

De que forma impactas a vida do próximo?

Nos últimos anos, tenho desenvolvido vários projetos de intervenção na área social através da Arte, nomeadamente, com pessoas com deficiência e seniores. Sinto que a partir destes trabalhos, a questão do “Outro” está muito presente e é o foco onde incido a minha maior preocupação. O que posso fazer para melhorar a vida destas pessoas? Tenho cada vez mais consciência de que tudo o que faço só faz sentido se trouxer mais-valia à vida do “Outro”. Mais do que colocar a minha “Arte” ao serviço dos “Outros”, coloco a minha pessoa ao serviço do “Outro” através do respeito, da amizade, do carinho e da dedicação na esperança de fazer a diferença com pequenos gestos.

Se pudesses ter a atenção do mundo durante 5 minutos, o que dirias ou farias?

É um pouco difícil não cair no clichê de apelar para a Paz, mas penso que com pequenos gestos diários e vontades políticas todos temos o poder de modificar a sociedade e, consequentemente, ter um mundo melhor. Alertaria para as questões sociais e culturais e para a aliança que se pode fazer entre elas no combate às desigualdades, pobreza e exclusão. A Arte possui um poder incrível de aproximação das pessoas e, pela minha experiência profissional com grupos mais vulneráveis da nossa comunidade, tenho verificado que projetos e iniciativas de inclusão pela arte são uma mais-valia na vida de muita gente que está em situações de vulnerabilidade económica, social e educacional. Criar oportunidades de participação para todos é, sem dúvida, uma emergência social que temos de ter presente. A dignificação da vida humana pela vertente cultural é o meu ponto de ordem e é o que me impulsiona para o desenvolvimento do meu trabalho.

Ao longo da tua vida, quem foram algumas das pessoas que mais te influenciaram?

Todas as pessoas que passam na minha vida me influenciam. A minha família, os meus amigos, os meus alunos e todas as pessoas que interagem comigo, todas me influenciam em diferentes situações e todas elas são importantes na minha formação enquanto pessoa. Nos últimos anos tenho conhecido pessoas simplesmente maravilhosas que me incentivam e influenciam para fazer cada vez melhor. Os meus alunos seniores e os meus alunos da APAC são, sem sombra de dúvida, as pessoas que mais me influenciam neste momento, no sentido de constantemente me desafiarem a superar barreiras e a constantemente me reinventar como pessoa e profissional. Mais do que ensinar, tenho aprendido imenso e sinto que descobri capacidades e fragilidades que me fizeram crescer em todos os aspetos.

Atualmente que figuras de influência tomas como exemplo?

São várias as pessoas que tomo como exemplo pelo seu trabalho, impacto social e ações que desenvolvem em diferentes áreas. Confesso que não tenho uma admiração concreta por nenhuma pessoa, extraio o que me chama à atenção e assimilo o que me pode servir como linha orientadora no meu percurso, tanto profissional, como pessoal. Contudo, a história de vida de Frida Kahlo é simplesmente inspiradora…As barreiras que se lhe colocaram na vida não foram obstáculo para realizar uma obra notável!

Diz-nos um barcelense que te inspire e porquê?

Não me posso limitar a referir somente um nome, porque seria injusta. Confesso que toda a nossa comunidade artística popular é uma fonte de inspiração. Nos últimos anos, tenho-me focado mais na nossa cultura e no nosso património e essa inspiração revela-se nos trabalhos que desenvolvo, principalmente, nos projetos que desenvolvo. Neste momento, sinto que todos os artesãos barcelenses têm sido uma grande inspiração e têm contribuído para o desenvolvimento do meu trabalho. A minha abordagem à cultura local nos projetos que desenvolvo advém do orgulho que nutro pelo que é nosso e pelo que nos identifica e carateriza. Penso que devemos começar por valorizar as nossas raízes e tradições e dar-lhes visibilidade para valorização da nossa cultura e identidade. Temos de começar pela sua divulgação e valorização e é esse o meu principal objetivo profissional: contribuir para a preservação da nossa identidade local.

Como gostarias de ser recordada?

Não tenho qualquer pretensão sobre a forma como serei recordada. Apenas serei recordada como as pessoas me conseguiram percecionar, poderá ou não corresponder à realidade, mas isso fica à responsabilidade de quem avaliar o meu percurso. Apenas pretendo fazer o meu caminho e dar o meu contributo de forma significativa para a valorização da nossa cultura e cooperar no combate às desigualdades sociais, contribuindo para uma sociedade melhor. Apenas faço o melhor que posso e sei; a forma como serei recordada…logo se verá! Mas sem dúvida que se tiver contribuído para divulgar a nossa cultura e tiver contribuído para melhorar a nossa sociedade, irei daqui satisfeita.

Por: Sandra Santos (Poeta e Tradutora) e Iara Brito (Criminóloga)*.

(* A redação do artigo é única e exclusivamente da responsabilidade das autoras)

Barcelenses Inspiradores: Ana Barroso

Setembro 28, 2019 em Atualidade, Concelho, Cultura, Entrevistas, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora

Nesta edição revelamos a história de vida da investigadora Ana Barroso, cujo trabalho se foca na comunidade cigana.

Se tiver interesse em participar ou em sugerir alguém inspirador para esta rubrica, escreva para o email: barcelensesinspiradores@outlook.pt



Ana Patrícia Pereira Barroso nasceu no dia 4 de agosto de 1992, natural da freguesia de Faria, concelho de Barcelos. É licenciada em Educação pela Universidade do Minho e Mestre em Serviço Social pela Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Católica Portuguesa – Centro Regional de Braga com a dissertação “A autonomização feminina no grupo sociocultural cigano português: estudo de caso no Concelho de Braga: Programa Escolhas”.

Tem, ainda, uma Pós‑graduação em História da Saúde pela Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Católica Portuguesa ‑ Centro Regional de Braga. Em 2019, a sua dissertação foi uma das vencedoras do prémio Padre David de Oliveira Martins, atribuído pela Cáritas Portuguesa em articulação com a Universidade Católica Portuguesa. Atualmente, integra a equipa do projeto B!equal da Cáritas Arquidiocesana de Braga, onde trabalha com a população cigana do Monte de S. Gregório e da Praceta Padre Sena de Freitas. 



Quem és tu? Conta-nos quem és apenas como tu te conheces.

Nunca é fácil falarmos de nós próprios, mas, neste momento, posso dizer que sou uma pessoa em constante crescimento e cheia de medos. Cresço todos os dias com as pessoas que me rodeiam e as situações que ocorrem. Vivo com receio de errar e do desconhecido. Mas também com muitos sonhos, o maior deles passa por, todos os dias, melhorar a vida de alguém. Sou dedicada e focada. Gosto de ajudar o Outro, porque, quando apoiamos o crescimento de alguém, não estamos a impedir o nosso crescimento, estamos a crescer juntos. 

Sou também uma apaixonada pela família, pelos amigos, pela vida e pelo que faço. 

O que fazes é uma extensão de quem és?

Quero acreditar que sim. Atualmente, o que faço é, sem dúvida, o maior sonho da minha vida, por isso, acho que é a extensão daquilo que eu sou. Lutei muito para conseguir chegar ao patamar em que me encontro hoje. Nada na vida se consegue sem sacrifício. Agradeço imenso o caminho que tive que trilhar para chegar até aqui, pois tudo foi uma aprendizagem e uma construção do meu Eu.

De que forma impactas a vida do próximo?

Esta questão deveria ser colocada às pessoas que se cruzam comigo, pois seriam as mais indicadas para responderem.

Contudo, posso afirmar que trabalho todos os dias para chegar ao coração do Outro e deixar uma marca positiva. Luto, diariamente, para quebrar preconceitos e tornar a vida de alguém um bocadinho mais fácil.

Se pudesses ter a atenção do mundo durante 5 minutos, o que dirias ou farias?

Se eu tivesse 5 minutos para falar ao mundo, apelaria ao amor e à compreensão. Há umas semanas ouvi a frase: “Ama-me quando menos mereço, porque é quando mais preciso”. Por vezes, na correria do dia a dia, esquecemo-nos de olhar o Outro com amor. E eu acredito que o amor, nas suas variadas formas, pode ser a resolução de muitos problemas.

Ao longo da tua vida, quem foram algumas das pessoas que mais te influenciaram?

A pessoa que mais me influencia é a minha avó paterna. Pela sua história de vida, pelo exemplo que é para a família, por nunca ter perdido a fé e o amor.

Tive também alguns professores que me influenciaram, em particular, o Professor Doutor Manuel Antunes da Cunha.

Atualmente, que figuras de influência tomas como exemplo?

No que diz respeito ao campo profissional, a Maria José – diretora técnica do Lar residencial da APACI – é, sem dúvida, uma referência. Tive oportunidade de me cruzar com ela nos 9 meses de estágio profissional que realizei na instituição e tornou-se o meu maior exemplo pelo carinho, dedicação, sabedoria e amor que coloca naquilo que faz.

Diz-nos um barcelense que te inspire e porquê.

Questões políticas à parte, admiro a Dr.ª Armandina Saleiro pela coragem de dar um passo importante para a integração das comunidades ciganas de Barcelos.

Como gostarias de ser recordada?

Gostaria de ser recordada como uma pessoa simples e humilde que fez a diferença na vida de alguém.

Por: Sandra Santos (Poeta e Tradutora) e Iara Brito (Criminóloga)*.

(* A redação do artigo é única e exclusivamente da responsabilidade das autoras)

Barcelenses Inspiradores: Fernanda Pereira

Setembro 21, 2019 em Atualidade, Concelho, Cultura, Entrevistas, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora

A música era a influência do nosso barcelense inspirador da semana passada. Hoje, damos a conhecer Fernanda Pereira, que motiva e é motivada através das letras.

Se tiver interesse em participar ou em sugerir alguém inspirador para esta rubrica, escreva para o email: barcelensesinspiradores@outlook.pt.



Fernanda Pereira nasceu a 24 de junho de 1969, na freguesia de Alturas do Barroso, concelho de Boticas, e reside na freguesia de Arcozelo, concelho de Barcelos.

Casou a 24 de junho de 1995, na cidade de Barcelos, com um barcelense, e é mãe de dois filhos – João Pedro e Guilherme.

Iniciou o seu percurso escolar na Escola Primária de Alturas do Barroso. Com 10 anos, foi estudar para a sede de concelho – Boticas, onde ficava durante a semana e, com 15 anos, para a cidade de Chaves. Terminou o ensino secundário e iniciou-se no mundo do trabalho, através do programa “Ocupação dos Tempos Livres”, no Serviço de Finanças de Boticas. Foi ali que tomou conhecimento do concurso de acesso à função de escriturária nas conservatórias e cartórios notariais, tendo sido selecionada e colocada nos Açores, na Ilha de S. Jorge, nos Serviços Anexados de Velas.

Com 20 anos, ganhou a sua independência e autonomia. Foi um tempo maravilhoso, mas as saudades eram imensas, quer da sua mãe e restante família, bem como dos amigos, que tinham ficado do lado de cá do mar.

Daí que, logo que surgiu um concurso – Braga seria o alvo, concorreu para a Secretaria Notarial de Barcelos. Foi ali empossada – ainda com 20 anos – e nunca mais saiu desta cidade. Com a separação dos cartórios, escolheu o 2º Cartório Notarial de Barcelos.

Aquando da privatização do notariado, foi convidada pela notária daquele cartório a acompanhá-la na abertura do seu cartório privado, na cidade de Braga. Há exceção do trabalho prestado neste cartório, em Braga, todo o resto decorria e continuava a decorrer na cidade de Barcelos.

Regressou ao “público” e foi colocada na Conservatória do Registo Civil de Barcelos, onde se encontra até à presente data, exercendo funções no Front Office do Espaço Registos de Barcelos.

A sua formação superior aconteceu em Barcelos, no Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA). Assim, em 2010, regressou à Escola e, em 2013, terminou a licenciatura em Solicitadoria.

Mais tarde, principiou o mestrado em Solicitadoria, especialização em Contratos, tendo defendido o seu trabalho de dissertação para obtenção do grau de mestre em julho de 2018.

Desafiada a publicar este trabalho, surgiu o livro “A TITULAÇÃO DOS NEGÓCIOS – Aspetos Jurídicos, Fiscais e Registais”, publicado em junho de 2019, que a enche de orgulho, bem como aos seus orientadores, para com os quais terá para sempre uma dívida de gratidão.

A par da família, trabalho e estudos, há o associativismo e o voluntariado, que têm bastante relevo na sua vida quotidiana e se tornam em atividades muito gratificantes para si.

Esteve na constituição da “SOLICITIUS – Associação para a Promoção da Solicitadoria”, com sede em Barcelos e na qual mantém um cargo na direção da mesma.

É uma pessoa apaixonada pela vida, pela família, pelo trabalho, pela natureza e por esta cidade, que é a nossa cidade de Barcelos.



Quem és tu? Conta-nos quem és apenas como tu te conheces.

Eu sou a Fernanda, orgulhosamente transmontana, mas completamente integrada nesta cidade maravilhosa que é Barcelos e que me acolheu de braços abertos.

Vim para cá trabalhar em 1990, casei, tive filhos, estudei, integrei as várias Associações de Pais das Escolas por onde os meus filhos passaram, bem como o Conselho de Pais da Catequese de Santo António, onde atualmente sou catequista.

Uma vida sem desafios não vale a pena ser vivida”, Sócrates

Conheço-me desta forma, vivendo diariamente novos desafios. Desafios, inacreditavelmente, despontados em momentos aparentemente improváveis, mas que se têm relevados nos momentos certos.

Um dos desafios foi o meu regresso à escola, que surgiu em consequência da privatização do notariado. Explicitando, trabalhei cerca de 20 anos, no notariado, sendo os três últimos num cartório privado. Quando vim para a Conservatória, deixei de estar na minha zona de conforto. Seguiu-se um período de aprendizagem, incluindo uma formação de requalificação em registos. Esta formação, além de me ter proporcionado amizades para a vida, criando o grupo IRN Maio/2009, levou-me a perceber que estava na altura de fazer aquilo que não tinha feito, uma vez que comecei a trabalhar imediatamente ao término do ensino secundário – aprender e ter uma licenciatura.

Mas o gosto pela aprendizagem não ficou pela licenciatura e depois de feito o exame de acesso à Ordem dos Solicitadores e Agentes de Execução (OSAE), inscrevi-me no Mestrado, Especialização em Contratos, com o objetivo da obtenção de grau de mestre. Relativamente ao trabalho da dissertação foi muito gratificante fazê-lo, porque abordei questões de que gosto e que integram a minha profissão, mas foi por outro lado muito penoso, quer para mim, quer para a minha família, perante quem me penitencio pelo tempo em que não lhes pude dar a devida atenção. Houve momentos em que pensei desistir, em que pensei que não seria capaz. Enfim, que não era possível. No entanto, o incentivo de muitos levaram-me até ao final. Ao longo do trabalho houve uma frase, que para mim foi inspiradora, da autoria de Nelson Mandela “Tudo é considerado impossível até acontecer.” Aconteceu, defendi o trabalho e obtive o grau de mestre. Seguiu-se um novo desafio, que foi a publicação do trabalho de dissertação. Foi publicado e o dia da apresentação do livro, no Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA), a minha casa, foi um dia repleto de emoções.

Mas “como a vida não vai parar”, este ano estou a fazer uma pós-graduação em Direito Notarial e Registal, em Coimbra.

À parte disto, vejo-me como uma pessoa extremamente sensível (sou caranguejo), de emoções fortes e à flor da pele, em constante crescimento…que aprecia os pequenos gestos e atitudes, valorizando cada vez mais o “ser/estar” e cada vez menos o “ter”.

O que fazes é uma extensão de quem és?

Sem dúvida. Em tudo o que faço coloco AMOR, que para mim é a base de tudo. Depois, se por um lado sou demasiado perfecionista (comigo, acima de tudo), por outro, sou tolerante e tento-me colocar sempre do outro lado.

De que forma impactas a vida do próximo?

Pois, isso já não sei. Uma coisa eu sei, nunca guardo nada na “manga”. Tudo o que tenho dou, levando a que nada se perca, seguindo desta forma um dos lemas de Madre Teresa “Tudo o que se perde é o que não se dá”. Daí o meu gosto pela “Partilha” que se traduz em “repartir com alguém”. Repartir ideias, conquistas, alegrias, conhecimentos…E nada melhor para o conhecimento, que quando o partilhamos que alegria alcançamos!

Foi o que aconteceu em resultado de ter oportunidade de dar aulas no IPCA. Foi uma das melhores experiências da minha vida, pois pude partilhar o que aprendi, quer academicamente, quer em resultado da prática diária. Nada mais gratificante!

É o que acontece quando participo em conferências, onde posso partilhar aquilo que vou sabendo, em resultado do estudo, investigação e prática diária.

A publicação do meu livro também tem este efeito. De uma forma simples, direta, mas com o rigor e linguagem jurídica como se pretende, ajudar as pessoas nas suas dúvidas diárias e relacionadas com a Titulação.

Se pudesses ter a atenção do mundo durante 5 minutos, o que dirias ou farias?

Colocava todas as pessoas de mãos dadas, para que o amor trespassasse entre elas e estabelecesse a paz necessária à tomada de boas decisões em prol da humanidade.  

Ao longo da tua vida, quem foram algumas das pessoas que mais te influenciaram?

A minha mãe. Uma resiliente nata. Pensando que não sabe ler, nem escrever, porque não teve oportunidade, mas que consegue ter uma sabedoria de meter inveja a muitos diplomados.

Atualmente, que figuras de influência tomas como exemplo?

O “nosso” Papa Francisco. Um outro verdadeiro exemplo é a Madre Teresa de Calcutá. Revejo-me em todos os seus pensamentos. E de uma forma geral, todas as pessoas que, diariamente, fazem algo em prol do próximo. Mais que não seja, deixar-lhe um sorriso, uma palavra amiga…

Diz-nos um barcelense que te inspire.

Em vez de um, dois, que verdadeiramente são um. Pela sua forma de ser e estar, um casal de amigos, que são a família que escolhi, em Barcelos.

Como gostarias de ser recordada?

Alguém com uma preocupação constante em, diariamente, fazer mais e melhor. Que a minha maior satisfação era, com humildade e simplicidade, fazer tão pouco e tornar alguém feliz. Que sempre tive como influência uma das maiores figuras da humanidade – Madre Teresa de Calcutá, não permitindo que alguém saísse da minha presença sem se sentir melhor e mais feliz.

Por: Sandra Santos (Poeta e Tradutora) e Iara Brito (Criminóloga)*.

(* A redação do artigo é única e exclusivamente da responsabilidade das autoras)

Barcelenses Inspiradores: João Henrique Correia

Setembro 13, 2019 em Atualidade, Concelho, Cultura, Entrevistas, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora

A semana passada apresentámos a investigadora Cátia Cardoso. Esta semana será a vez de conhecermos João Henrique Correia, o conhecido músico barcelense. Se tiver interesse em participar ou em sugerir alguém inspirador para esta rubrica, escreva para o email: barcelensesinspiradores@outlook.pt.



João Henrique Correia, também conhecido como Art Breaker, tem 29 anos e nasceu em Barcelos. Técnico de Planeamento de profissão e apaixonado pela música. Já foi atleta sénior do Basquete Clube de Barcelos e, na música, trabalhou com alguns dos nomes mais altos do Rap em Portugal, tendo já pisado os maiores palcos da música portuguesa.



Quem és tu? Conta-nos quem és apenas como tu te conheces.

Nascido a 12 de fevereiro de 1990, um jovem que sempre teve objetivos claros onde quer que passou e por onde a vida me levou, tanto no desporto, como na música. Sou uma pessoa descontraída, apaixonada pela vida, solidário com quem realmente necessita, entre muitas outras virtudes e, claro, defeitos.

O que fazes é uma extensão de quem és?

Concordo. Tudo que nos acontece na vida vem sempre com um propósito! Em 2005, o meu avô faleceu e nunca consegui seguir em frente, sentindo sempre a ausência dele, levando comigo para todo o lado. No pensamento, no nome, no rosto, no coração e até em duas tatuagens. Em 2012, a vida também me pôs à prova para saber se era de “matéria forte”: dois dias depois de ter doado medula óssea, a 15 de dezembro, é-me diagnosticada uma doença autoimune no sistema neurológico, chamada esclerose múltipla. Muitas vezes me perguntam se tenho dores, se consigo viver com ela e até como lido com ela. Que remédio tenho eu que lidar bem com ela, não é? Já se tornou parte da família. 

De que forma impactas a vida do próximo?

Desde muito jovem, olhava sempre para os mais velhos como exemplos a seguir. Olhava para o meu avô materno, que veio de famílias humildes e o pai falecendo muito novo, teve que lutar pelos seus sonhos, construindo uma carreira de sucesso, profissionalmente, e uma família de valores com mulher e duas filhas, ou até mesmo o meu pai, um jovem que com 18 anos se manda para Beja, para a Força Aérea, e hoje em dia é uma das pessoas mais influentes da justiça nacional, tendo já sido aclamado de “Cristiano Ronaldo da Anticorrupção” pelo Correio da Manhã. Não poderia ter melhores valores, não é? Levei os valores que ambos me ensinaram para todo o lado, tanto no desporto, enquanto atleta do Basquete Clube de Barcelos, como na música, como sendo o “Art Breaker”. Cruzei-me com grandes jogadores, muitos deles eram meus ídolos quando mais jovem, mas mantive sempre a humildade que me ensinaram. Assim como na estrada, nos concertos com os mais diversos artistas! Desde Sam The Kid, Dealema, Richie Campbell, Valete, entre muitos, muitos outros. Foi uma caminhada muito bonita enquanto durou…

Se pudesses ter a atenção do mundo durante 5 minutos, o que dirias ou farias?

Dizia para aproveitarem a vida ao máximo, cada minuto, cada segundo, da melhor maneira! Arrependo-me de bastante coisa no meu passado, de coisas que não fiz, de coisas que não disse e a quem não disse! Apercebi-me disso aquando do diagnóstico da minha doença. Encontrei muitos “amigos”, que em vez de me ajudar, deitavam-me abaixo. Patrões que não souberam lidar com a minha doença, nem tão pouco saber entendê-la…a esclerose múltipla nunca foi, nem é, nem nunca será, um problema para mim. Mudar, mudaria a mentalidade das pessoas!

Ao longo da tua vida, quem foram algumas das pessoas que mais te influenciaram?

Na minha família, o meu avô materno e o meu pai. E para quem me conhece bem, o amor da minha vida…a minha avó materna! Na música, a vida fez-me juntar, tanto profissionalmente, como na amizade, três grandes pessoas: Fuse, dos Dealema; Zulu, dos Quartel 469; e o DJ Flip, também dos Quartel 469! O Nuno (ou Fuse, como preferirem), é como se fosse um irmão mais velho! Tive o prazer de ter trabalhado e acompanhado na sua “Caixa de Pandora”! O Zulu é, basicamente, como se fosse o meu “Guru”, tanto no Rap, como na vida do dia a dia, tendo sempre bons conselhos e palavras que irei levar para toda a vida! O Flip, como um irmão! Um grande DJ, um grande fotógrafo, mas acima de tudo, um coração do tamanho do universo!

Atualmente, que figuras de influência tomas como exemplo?

Atualmente, tenho como figura a minha avó! Uma mulher com 79 anos que já percorreu meio mundo e nunca pára! Desde Rússia aos Estados Unidos, passando pela Índia, Síria, Israel, entre muitos outros países pelo mundo fora. É um exemplo para os mais novos e deixa aquele sentimento de “quando for mais velho quero ser como ela…”

Diz-nos um barcelense que te inspire e porquê.

Hugo Vieira! Não tenho dúvidas disso! Um jovem de uma família humilde, vindo de Galegos, que já passou por muito, mas tem sempre aquele sorriso na cara que o caracteriza! Já tive o prazer de me cruzar e de estar algumas vezes com ele, e reparar que tem um coração tão, mas tão grande, que não há como descrever!

Como gostarias de ser recordado?

Como um gajo porreiro! Não pedia mais que isso…

Por: Sandra Santos (Poeta e Tradutora) e Iara Brito (Criminóloga)*.

(* A redação do artigo é única e exclusivamente da responsabilidade das autoras)

Barcelenses Inspiradores: Cátia Cardoso

Setembro 7, 2019 em Atualidade, Concelho, Cultura, Entrevistas, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora

A rubrica Barcelenses Inspiradores tem dado a conhecer figuras barcelenses que, pelo seu modo de vida, ideações, conquistas, trabalho e talento, deixam-nos a todos orgulhosos. Esta semana damos a conhecer a investigadora Cátia Cardoso.

Se tiver interesse em participar ou em sugerir alguém inspirador para esta rubrica, escreva para o e-mail: barcelensesinspiradores@outlook.pt.



Cátia Cardoso nasceu em 1994 e é natural de Barcelos. Licenciada em Gestão do Património (2016) pela Escola Superior de Educação do Politécnico do Porto. Pós-graduada em Comunicação, Arte e Cultura (2017) pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho. Em 2019, terminou o Ciclo de Mestrado em Património, Artes e Turismo Cultural pela Escola Superior de Educação do P. Porto com a tese cujo o tema era “Memória e Identidade: Novos Paradigmas da Olaria e Figurado de Barcelos”. Em 2018, integrou a equipa de Investigadores Estudantes do INED – Centro de Investigação & Inovação em Educação da ESE|P.PORTO num projeto dedicado à cerâmica – “Cerâmica: Memórias, Matérias e Modos – património material e imaterial” (Grupo de investigação: Cultura, Artes e Educação). Tem desenvolvido os seus trabalhos de investigação e dissertação em temas relacionados com a Olaria e o Figurado de Barcelos, os meios tecnológicos e sociais. Hoje prepara-se para se candidatar a Doutoramento na mesma área de intervenção: a Olaria como um símbolo de identidade nacional.



Quem és tu? Conta-nos quem és apenas como tu te conheces.

Quem sou? Como me conheço? Sou uma amante das artes, da cultura, das cores, da pintura, da escultura, das paisagens, do património, da natureza. Reinvento-me todos os dias…sinto que sou uma Cátia diferente todos os dias! Por vezes, questiono o meu próprio conhecimento, mas sei que a minha essência continua lá. Tem dias que sinto que posso ser tudo. No meu círculo familiar e de amizades sou dedicada e atenta. Comigo própria sou sempre alerta, perfecionista e exigente – mas faço disso um ideal de vida. Deposito um pouco de mim em tudo o que faço.

O que fazes é uma extensão de quem és?

Claro que sim, sem qualquer dúvida – como disse, sou sempre eu em todas as minhas tarefas, sejam elas a nível profissional, pessoal ou académico. Pretendo deixar uma marca, quanto mais não seja de “uma chamada de atenção” para o que realmente é importante. Sei que as pessoas me veem exatamente assim, por extensões (e acho que as separo muito bem), em diferentes situações e momentos, no entanto, quero que me reconheçam como sendo sempre eu própria. É difícil adaptarmo-nos a todas as situações e por isso sei que a vida é um processo de descoberta, de aprendizagem, diria mesmo.

De que forma impactas a vida do próximo?

Isso de impactar pode ser entendido de várias formas, será sempre trabalhoso impactar a vida dos outros, principalmente de outros que me possam ser mais distantes. De qualquer forma, trabalho para isso – o próprio trabalho que realizo em relação ao Figurado de Barcelos e à Olaria é sempre visto, por mim, como uma forma de chegar à sociedade, ao próximo, aos próximos recetores de um legado Barcelense tão precioso e “recentemente” classificado e reconhecido. É isso que quero que entendam, que a cultura e o património cultural, em constante mudança, influenciam a nossa identidade.

Se pudesses ter a atenção do mundo durante 5 minutos, o que dirias ou farias?

Em cinco minutos podemos dizer muita coisa e certamente alertaria para a consciencialização cultural, para a sustentabilidade da Cultura (a sustentabilidade não está só associada ao meio ambiente), para a preservação da cultura e das tradições que definem o nosso País e a nossa Cidade. É para isso que tenho trabalhado ao longo do meu percurso académico – é preciso que mais gente se preocupe com o que é realmente nosso, com o que é de Barcelos e com o que é de Portugal. A nossa Cidade (que cresce todos os dias ao nível dos eventos, por exemplo), precisa de mais quem a valorize, de mais quem a viva e a entenda em todas as suas dimensões. Menosprezamos o nosso património “sem dó, nem piedade”. O que será da nossa história sem as nossas marcas, sem o nosso trabalho, sem o nosso interesse, sem a tradição, o popular e o cultural? Fica a questão…

Ao longo da tua vida, quem foram algumas das pessoas que mais te influenciaram?

Em 25 anos…destaco a minha família! Pelo apoio e, claramente, pelo incentivo em seguir os meus sonhos. Recordo-os a eles por não me julgarem por não ter feito a Faculdade em Direito, Engenharia ou Medicina e optar por um curso que me preenche e que sei que um dia me dará voz – esta foi uma escolha que sempre entenderam e sei que da qual têm muito orgulho. Alguns professores, que ao longo do meu caminho acreditaram em mim e me fizeram crescer a todos os níveis. E a alguns amigos, que apesar de poucos, estão (e estiveram) presentes em todas as minhas conquistas.

Atualmente, que figuras de influência tomas como exemplo?

Tantas…é quase impossível escolher uma – gosto de personalidades fortes e que me inspirem a ser melhor. Em Portugal, admiro o trabalho de alguns artistas plásticos, curadores, o trabalho de alguns profissionais da museologia e das artes…

Diz-nos um barcelense que te inspire e porquê.

Tal como na questão anterior, será difícil escolher só um…no geral e dado o meu último trabalho de investigação, todos os artesãos de Barcelos, os do Figurado, principalmente, pela inspiração que são, pelo trabalho que desenvolvem…e se tivesse de eleger um ou dois…claro que Júlia Côta é uma figura incontornável no ponto de vista da produção e do conhecimento que carrega, apesar de nunca ter estudado; mas, pelas histórias com que me cruzei, Júlio Alonso e João Ferreira são realmente duas pessoas das quais dificilmente me esquecerei.

O trabalho dos artesãos de Barcelos é importantíssimo, na medida em que são eles que guardam a tradição, carregam-na, prontos a transmiti-la. Mas falta ainda muito quem se possa interessar por ela. O trabalho que desenvolvem, certificado em muitos casos, comporta a história de uma região, assim como as vivências que lhe estão associadas…Temos bons Barcelenses “guardiões” de Tradição e Cultura.

Como gostarias de ser recordada?

Como alguém feliz! Como alguém que lutou para fazer a diferença por aquilo que também é seu por direito, por sucessão – o legado do Artesanato Barcelense e os seus enredos. A imaterialidade é de quem a vive e eu sei que tive a sorte de a ter vivido. A matéria ficará por cá para contar novas histórias no futuro. Gostava de ser recordada como alguém que sempre fez e faz o que gosta, como uma lutadora atenta! Mas mais do que ser recordada, gostava que se recordassem da emergência em preservar o nosso Património .

Por: Sandra Santos (Poeta e Tradutora) e Iara Brito (Criminóloga)*.

(* A redação do artigo é única e exclusivamente da responsabilidade das autoras)

Barcelenses Inspiradores: Bárbara Carvalho

Agosto 24, 2019 em Atualidade, Concelho, Cultura, Entrevistas, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora

A rubrica Barcelenses Inspiradores tem dado a conhecer figuras barcelenses que, pelo seu modo de vida, ideações, conquistas, trabalho e talento, deixam-nos a todos orgulhosos. Esta semana damos a conhecer melhor Bárbara Carvalho.

Se tiver interesse em participar ou em sugerir alguém inspirador para esta rubrica, escreva para o email: barcelensesinspiradores@outlook.pt.



Bárbara Carvalho, de 30 anos, é licenciada em Produção e Tecnologias da Música na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo. Por gosto e profissão, Bárbara dedica-se ao violino, deixando os seus ouvintes extasiados com o seu talento. Estando a arte sempre presente na sua vida, mais recentemente, a violinista dedicou-se ao mundo das tatuagens, onde formou o seu estúdio na Vila de Prado.

Ao longo do tempo, esteve envolvida em diversos projetos como bandas e gravações de diversos álbuns.

Como multifacetada que é, Bárbara é, ainda, professora de violino e maestrina na vertente rock na ARTS ACADEMY – Barcelos, estando envolvida em diversas produções de espetáculos.

Caso pretenda seguir o trabalho excecional desta barcelense, consulte as suas redes sociais e fique a par de todas as novidades. Sem mais demoras, vamos conhecer Bárbara Carvalho…



Quem és tu? Conta-nos quem és apenas como tu te conheces.

Sou uma pessoa normal, com paixão pela arte e alguma teimosia para a perseguir. Sou algo de insegura e confiante simultaneamente, ao contrário do que possa transparecer para fora.

Gosto de ensinar e ainda mais de aprender, gosto de observar tudo o que me envolve e sou absorvida naquilo que me empenho de forma muito intensa.

O que fazes é uma extensão de quem és?

O que faço é sempre uma forma de expressar aquilo que sinto. Não sei se necessariamente será o que sou, pois considero esse aspeto algo de muito complexo e em constante mudança. Gosto muito do que faço e empenho-me em ser o mais profissional possível. Estou em constante busca de algo mais profundo. Gosto de me expressar na minha arte, afinal é para isso que ela serve.

De que forma impactas a vida do próximo?

Tenho vindo a apreciar que todos nós, por vezes, mudamos a vida do próximo com pequenos detalhes que nos parecem, por vezes, insignificantes. Como professora e como performer de Violino sinto que inspirei muitas crianças, jovens e até adultos a experimentarem a música e a perseguirem um sonho, algo que me preenche o coração. Mas valorizo muito as coisas simples do dia a dia, como os sorrisos que me transmitem, que são o maior sinónimo da importância que temos na vida dos outros.

Se pudesses ter a atenção do mundo durante 5 minutos, o que dirias ou farias?

Por muito discurso ensaiado que possa parecer, diria para que houvesse mais Amor, empatia, solidariedade e responsabilidade. O mundo precisa de tanto, que a única forma de conseguirmos é que cada um empenhe nos seus atos diários esses quatro aspetos. Só assim poderá mudar.

Ao longo da tua vida, quem foram algumas das pessoas que mais te influenciaram?

Os meus pais e família, que me criaram e deram o melhor de si para eu ser quem sou hoje. A minha irmã, que me mostrou que a vida, mesmo não sendo como gostaríamos, deve ser vivida com alegria e bondade. Sem ela perceber, abriu em mim caminhos que jamais achei que conseguiria percorrer. O meu companheiro, que me tornou mais forte e me ajudou a ser a pessoa que sou hoje, apoiou os meus sonhos e viu em mim o que nunca ninguém viu. Tornou-me uma pessoa melhor.

Atualmente, que figuras de influência tomas como exemplo?

Todas as pessoas com quem me cruzo e com quem convivo têm alguma influência em mim, isto é, fazem-me absorver algo. Algumas coisas são inúteis e outras são de interiorizar e dessa forma se tornam exemplo. Para mim, devemos absorver o mundo à nossa volta, assim, aprenderemos de forma mais realista.

Diz-nos um barcelense que te inspire e porquê.

Samuel Bastos, meu colega de escola, que infelizmente faleceu há pouco tempo. Acho que não só eu, como muita gente que o conhecia, se admirava com um artista que atingiu tão alto patamar na música e mantinha a sua essência simples e boa intocável. Porque, às vezes, as ilusões mudam as pessoas, mais do que seria de esperar e principalmente nos dias de hoje. É de louvar quem mantém a sua integridade no sucesso e quem demonstra tamanho talento merecedor de admiração.

Como gostarias de ser recordada?

Gostaria de ser recordada por coisas boas e, por isso, tento ser o melhor possível. Se o que deixo para trás influenciar alguém positivamente, acho que é o melhor que se pode pedir.

Por: Sandra Santos (Poeta e Tradutora) e Iara Brito (Criminóloga)*.

(* A redação do artigo é única e exclusivamente da responsabilidade das autoras)

Barcelenses Inspiradores: Porfírio Isidoro

Agosto 15, 2019 em Atualidade, Concelho, Desporto, Entrevistas, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora

A rubrica Barcelenses Inspiradores tem dado a conhecer figuras barcelenses que, pelo seu modo de vida, ideações, conquistas, trabalho e talento, deixam-nos a todos orgulhosos. Esta semana damos melhor a conhecer Porfírio Isidoro.

Se tiver interesse em participar ou em sugerir alguém inspirador para esta rubrica, escreva para o email: barcelensesinspiradores@outlook.pt.



Porfírio Isidoro foi o fundador do Clube Karate de Barcelos (CKAB).

Um homem de 59 anos, pai de dois filhos, tem dedicado a sua energia e talento ao karaté, desenvolvido a modalidade no nosso concelho. Procura instruir e impactar positivamente os nossos jovens pois acredita que estes são os pilares do futuro.



Quem és tu? Conta-nos quem és apenas como tu te conheces.

Chamo-me Porfírio Isidoro, tenho 59 anos. Sou natural de Dornelas – Amares, mas vivi em Braga, onde passei a minha juventude. A gratidão, lealdade e honestidade são princípios que estão relativizados, mas eu sempre os caracterizei em mim próprio.

O que fazes é uma extensão de quem és?

Entre outras atividades, o Karate é onde mais me revejo. Primeiro, porque tenho oportunidade de conviver e desenvolver todos os seus princípios, e também de os promover a outras gerações.

 De que forma impactas a vida do próximo?

Quando falamos sobre nós próprios é sempre relativizado. Prefiro que a obra fale por mim. O Karate no Concelho é uma realidade, uma modalidade marcial e desportiva que muitos praticantes têm tido a experiência para a sua autoestima e para o enriquecimento da nossa cidade com os sucessos desportivos que vimos alcançando ao longo de 37 anos de atividade.

Se pudesses ter a atenção do mundo durante 5 minutos, o que dirias ou farias?

Gosto de Paz, Justiça e Solidariedade. Somos todos diferentes e neste caminho, esses princípios são difíceis de conciliar com a sociedade que vivemos. Sou resiliente. A persistência e superação têm permitido que nesse domínio tenha alcançado na plenitude. O caminho ainda não chegou ao fim, muitas coisas boas vão acontecer. O trabalho e a dedicação naquilo que acreditamos está em curso e como o sucesso depende muito, também, da sociedade barcelense, só espero é que continuem também a acreditar como eu acredito.

Ao longo da tua vida, quem foram algumas das pessoas que mais te influenciaram?

O Agostinho da Silva, o Zeca Afonso, o António Variações, José Ramos…entre outros que me revejo numas e noutras situações. Uns pela sabedoria, frontalidade, pragmatismo, mestria nas artes. O que nos devolve felicidade é o que nos deveria interessar da vida e pessoas notáveis, seja física ou espiritualmente, deveriam ter maior respeito.

Atualmente, que figuras de influência tomas como exemplo?

Para mim são mesmo as Pessoas. Tenho algumas que são notáveis e que procuro nelas a referência para mim. A sinceridade é um valor inestimável e desde que sejam sinceras, eu continuarei a lutar por elas. Essa é a minha causa.

Diz-nos um barcelense que te inspire e porquê.

O Prof. Jorge Coutinho era um homem do desporto. Deu muito ao desporto em Barcelos. Eu, como treinador do Clube Karate de Barcelos, que muitos campeões tenho feito e afirmando um clube no nosso concelho, sinto que Barcelos ainda não agradeceu convenientemente a esse homem pelo que fez.

Como gostarias de ser recordado?

Sobretudo desportivamente. A ligação ao desporto é uma realidade. Mais que um dia ser recordado é, no presente, lembrar-se do CKAB e do que podemos ser úteis aos jovens que são os homens e mulheres de amanhã.

Por: Sandra Santos (Poeta e Tradutora) e Iara Brito (Criminóloga)*.

(* A redação do artigo é única e exclusivamente da responsabilidade das autoras)

Barcelenses Inspiradores: Liliana Lima

Agosto 8, 2019 em Atualidade, Concelho, Cultura, Entrevistas, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora

Depois de termos conhecido o treinador de ju-jitsu Miguel Barroso, esta semana cabe à barcelense Liliana Lima inspirar-nos com o seu projeto de vida ligado à parentalidade.

Se tiver interesse em participar ou em sugerir alguém inspirador para esta rubrica, escreva para o email: barcelensesinspiradores@outlook.pt.



Liliana Lima, de 30 anos, é natural de Barcelos.

Formada em Gestão de empresas, ramo Recursos Humanos em Coimbra (2010), Pós-Graduada em Gestão da Qualidade para IPSS (2011) e Formadora (2012).

Trabalhou numa associação como responsável de recursos humanos para ajudar Instituições de Acolhimento de Crianças (2010-2014).

Responsável de recursos humanos num parque infantil e empresa de diversão infantil (2011-2015).

Fundadora do projeto Trapos e Mamãs (2016), com página no Facebook, que consiste numa loja online dedicada ao babywearing e produtos sustentáveis e reutilizáveis para mães e bebés.

Consultora Babywearing pela CRIANZA NATURAL e pela Escola Brasileira Bebê no Pano. (2016/2017).

Assessora de Lactação pela Rede Amamenta e Rosa Sorribas – IBCLC (2016).

Fundadora do Aromas e Mamãs (2018) e a promover a utilização dos óleos essenciais para pequenos problemas de saúde evitando utilização de medicamentos.

Aromaterapeuta pela ABRATH – Associação Brasileira dos Terapeutas Holísticos (2019).

Mãe e apaixonada pelo mundo da maternidade. Apologista do parto natural, humanizado e informado, Babywearing, colo, co-sleeping ou cama compartilhada criação com apego, disciplina positiva/parentalidade consciente, aleitamento prolongado e exclusivo até aos 6 meses, BLW, alimentação saudável, amor e respeito pelas nossas crianças, aromaterapia e alternativas amigas das crianças, de nós e do ambiente.

Há 3 anos que promove a partilha de informação, informada, fundamentada, atualizada em diversas áreas da parentalidade, e cada vez mais adepta de opções amigas da saúde e do ambiente.

Abre a Tribus, união de tudo o que uma família precisa para um crescimento natural e sustentável, a primeira loja de babywearing do Minho (2019), localizada em Barcelos.



Quem és tu? Conta-nos quem és apenas como tu te conheces.

Desde que nasceu o meu filho mais velho, há quase 4 anos, toda eu mudei, cresci, sou uma nova pessoa. Toda a minha vida profissional mudou e nunca alguma vez sonhei com tal caminhada ou projetos.

O que fazes é uma extensão de quem és?

Hoje sim, com a loja, o grupo, as páginas no Facebook (base primordial do meu trabalho) promovo e debato imensos temas. Sou uma pessoa chocante, porque as pessoas não estão preparadas para sair do “modo piloto automático”.

De que forma impactas a vida do próximo?

Com tudo o que venho a estudar, investigar, aprender; luto por mudar o tanto “sempre foi assim” e informar, formar e empoderar mulheres e famílias sobre tudo o que a maternidade nos traz, sobre tudo o que há para descobrir e o tanto que ainda está “oculto”.

Se pudesses ter a atenção do mundo durante 5 minutos, o que dirias ou farias?

Não chegava! Apenas 5 minutos é muito pouco tempo para tudo o que eu tenho e posso dizer. Se só pudesse os 5 minutos, pedia às pessoas para questionar como as crianças, para duvidar de tudo o que conhecem, para olhar para o mundo de outra forma, com outras lentes e para buscar mais informação, mais atualizada, mais recente. Porque o mundo de ontem não é o de hoje e amanhã será diferente. E, infelizmente, há demasiadas coisas, “como antigamente”.

Ao longo da tua vida, quem foram algumas das pessoas que mais te influenciaram?

Tenho um grande amigo empreendedor que sempre buscou o seu sucesso e felicidade, contra tudo e contra todos. E também eu escolhi o meu caminho contra tudo e contra todos.

Atualmente, que figuras de influência tomas como exemplo?

Dr. Carloz Gonzalez, Clementina Pires de Almeida, Micaela Oven, Álvaro Bilbao, Magda Gomes Dias, Harvey Karp, Constança Cordeiro Ferreira. São alguns nomes que me servem de referência no respeito dos bebés e informação para os pais.

Diz-nos um barcelense que te inspire e porquê.

Barcelos tem imensos talentos, imensas pessoas capazes de mover este mundo e o outro. Mas é preciso muita vontade para se fazer acontecer. Há imensos empresários e negócios grandiosos e muito pouco conhecidos e valorizados cá. Há imensas empresas que crescem de ano para ano, que marcam a diferença no conselho. Todos os empresários que levam o nosso concelho para o mundo. Há tantas pessoas inspiradoras por cá!

Como gostarias de ser recordada?

Aquela que queria mudar o mundo da parentalidade. Que promove a parentalidade refletida e que muda, devagar, um mundo de cada vez: família a família, bebé a bebé.

Por: Sandra Santos (Poeta e Tradutora) e Iara Brito (Criminóloga)*.

(* A redação do artigo é única e exclusivamente da responsabilidade das autoras)

Barcelenses Inspiradores: Miguel Barroso

Agosto 1, 2019 em Atualidade, Concelho, Desporto, Entrevistas, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora

A semana passada apresentámos o professor, coreógrafo e diretor artístico da ARCA Dance Studio, Daniel Costa, que nos deixou inspirados a cada linha. Esta semana será a vez de conhecermos Miguel Barroso.

Se tiver interesse em participar ou em sugerir alguém inspirador para esta rubrica, escreva para o email: barcelensesinspiradores@outlook.pt.



Miguel Barroso, treinador de ju-jitsu,  instrói uma equipa de atletas do CCO Barcelos, onde pode acompanhar aqui o trabalho desenvolvido: http://www.fjjdap.pt/index.php/clubes/85-cco-barcelos.

Possui o curso de treinador de ju-jitsu e de preparador físico pelo IPDJ. Alia a delicadeza e o perfecionismo que a confeção de pastelaria exige com a força e técnica das artes marciais. É ainda apaixonado pela pesca desportiva.



Quem és tu? Conta-nos quem és apenas como tu te conheces.

Sou Miguel Barroso, tenho 38 anos, sou natural de Barcelos. Considero-me uma pessoa de carácter honesto e procuro sempre corrigir os meus erros. Não vivo sem propor objetivos pois são as metas que nos fazem evoluir.

O que fazes é uma extensão de quem és?

Sim, de certa forma, reconheço que é!  Quando olho para o ju-jitsu, durante 25 anos de prática de artes marciais e cerca de 10 anos a dar aulas, por vezes, vejo o meu reflexo nas pessoas que aprendem aquilo que lhes ensino. Isso é muito gratificante e um sentimento muito altruísta que faz de nós seres humanos.

De que forma impactas a vida do próximo?

Prefiro que sejam os outros avaliar, mas acho que o impacto que crio é de motivação e autoestima e, por vezes, sinto que sou uma referência para alguns.

Se pudesses ter a atenção do mundo durante 5 minutos, o que dirias ou farias?

Diria que o mais valioso de todas as crenças é acreditar em nós mesmos e nunca desistir. Só quem resiste vence, nada dura para sempre, pois a vida traz sempre uma mudança. Não há dor que permaneça, nem felicidade que dure para sempre.  Para mim, são estas as regras da vida.

Ao longo da tua vida, quem foram algumas das pessoas que mais te influenciaram?

O meu irmão.

Atualmente, que figuras de influência tomas como exemplo?

Cristiano Ronaldo.  Por ser um grande atleta e ter uma crença enorme, nunca desiste de evoluir e quer sempre mais.

Diz-nos um barcelense que te inspire e porquê.

De momento não tenho nenhum, mas admiro todos os barcelenses que elevam o nome de Barcelos por todo mundo.

Como gostarias de ser recordado?

Não penso muito sobre depois da morte, mas talvez gostaria de ser recordado pela forma como lutei pelos meus sonhos e ser uma referência no ju-jitsu, na camaradagem, amizade e lealdade. 

Por: Sandra Santos (Poeta e Tradutora) e Iara Brito (Criminóloga)*.

(* A redação do artigo é única e exclusivamente da responsabilidade das autoras)

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