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Biblioteca

Ministro do Ensino Superior inaugura nova Biblioteca do IPCA

Maio 30, 2018 em Atualidade, Concelho, Cultura, Educação, Mundo, Política Por barcelosnahorabarcelosnahora

O Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA) vai inaugurar o novo edifício da Biblioteca do IPCA no dia 4 de junho, com a presença do Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor. A cerimónia tem início pelas 11h00, no Campus do IPCA em Barcelos.



A inauguração inicia com uma visita às instalações, seguindo-se as intervenções do Ministro Manuel Heitor, do presidente da Câmara Municipal de Barcelos, Miguel Costa Gomes, do presidente do Conselho Geral do IPCA, António Marques, e da presidente do IPCA, Maria José Fernandes, que encerra a cerimónia.

O dia da inauguração terá, ainda, momentos surpresa para todos os convidados, altura em que será divulgado o nome oficial da Biblioteca.

Fonte e imagem: IPCA.

As Bibliotecas e a Organização da Informação

Janeiro 21, 2018 em Atualidade, Concelho, Educação, Mundo, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora
Dr.ª Maria José Amaral Neco

As Bibliotecas não existem de forma independente da sociedade e das instituições às quais se vinculam. Pelo contrário, estas acompanham as tendências que se verificam na vida social, em especial aquelas relacionadas ao campo do conhecimento e da educação. Neste sentido, estas foram-se especializando à medida que as instituições científicas e educacionais se diferenciaram umas das outras em torno de um objeto, de uma teoria ou de uma prática.



Tradicionalmente, as Bibliotecas de Ensino Superior são direcionadas para atender as necessidades informacionais da comunidade académica, nos seus eixos de ação, ensino, pesquisa e investigação.

O peso atual da sociedade da informação, o aumento das necessidades dos utilizadores, conduzem a um aumento da eficácia e rapidez na recuperação da informação, que obriga à introdução de transformações organizativas na difusão da informação, que, por conseguinte, conduzem a uma obrigatoriedade de implementação de instrumentos de trabalho por parte dos profissionais de informação. Se é verdade que o engenho da introdução das novas tecnologias, veio colocar novos desafios aos profissionais da informação, é igualmente verdade que as suas funções se mantêm inalteráveis.

A explosão da informação nos últimos anos trouxe às bibliotecas portuguesas em geral, e em particular às Bibliotecas de Ensino Superior, alguns problemas de organização e difusão da informação, conduzindo os seus profissionais à tentativa de criação de instrumentos de trabalho e de pesquisa eficientes e capazes de responder às necessidades dos seus utilizadores na recuperação da informação.

No mundo globalizado em que estamos inseridos, destaca-se o papel da informação como elemento necessário e fundamental para a tomada de decisões em qualquer âmbito. Ao mesmo tempo, constata-se a chamada explosão informativa, dificultando o acesso aos documentos, caso não tenham sido adequadamente organizados. Nesse contexto, salienta-se o papel do profissional bibliotecário que irá mediatizar o processo de acesso a essa informação através de procedimentos de organização e representação documental.

Por: Dr.ª Maria José Amaral Neco*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade da autora)

Contextos Educativos (Parte II)

Dezembro 24, 2017 em Atualidade, Concelho, Cultura, Educação, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora
Dr.ª Maria José Amaral Neco

Na Antiguidade, as Bibliotecas eram conotadas como sendo espaços sagrados que tinham como finalidade a guarda e conservação dos documentos. Porém, com a transição de uma sociedade pós-industrial para uma sociedade do conhecimento, juntamente com a explosão da informação, as bibliotecas acabaram por se transformar em espaços onde as ideias fluíam e onde se desenvolviam várias competências, como a da literatura e das literacias da informação.



Sendo as Bibliotecas um meio privilegiado de produção e disseminação da informação, reunimos condições para criar espaços de excelência de ensino/aprendizagem como complemento à educação formal. As Bibliotecas podem e devem desempenhar um papel fundamental na promoção da qualidade pedagógica das instituições, capazes de impulsionar mudanças inovadoras nas práticas educativas.

Contudo, não podemos dissociar as Bibliotecas dos projetos educativos, devemos sim pensar em projetos educacionais orientados para esses espaços, assentes numa reflexão entre os diferentes agentes educativos, professores, alunos e encarregados de educação, tornando-as parte integrante e essencial do projeto educativo.

Atualmente, as Bibliotecas transformaram-se em espaços interativos e dinâmicos de acesso livre, munidas de um conjunto de recursos informacionais e tecnológicos, orientados por equipas pluridisciplinares que muito contribuem para o sucesso educativo, para o direito à educação e igualdade de oportunidades dos cidadãos.

Termino aproveitando a época em que nos encontramos para desejar a todos os meus leitores um Santo e Feliz Natal e um Ano 2018 repleto de Boas Leituras e, porque não, congratularmos um amigo ou um familiar com a oferta de um livro!

Por: Dr.ª Maria José Amaral Neco*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do/a autor/a)

Os contextos de aprendizagem (Parte I)

Novembro 26, 2017 em Atualidade, Concelho, Cultura, Educação, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora
Dr.ª Maria José Amaral Neco

Atualmente, fala-se muito da sociedade da informação ou do conhecimento, como preferirmos chamar-lhe. No entanto, é impreterível questionarmo-nos acerca de como podemos garantir a aquisição de novas competências quando a escola deixou de ser o único espaço de transmissão do saber.



É do conhecimento geral que os métodos tradicionais de ensino são considerados, atualmente, ultrapassados, o processo de ensino aprendizagem vai para além da memorização da informação. Hoje, incentiva-se e estimula-se o desenvolvimento do pensamento crítico-reflexivo e de competências no acesso à informação. Há, de certo modo, uma preocupação por parte dos profissionais educativos/informativos em formar/preparar o cidadão para a aprendizagem ao longo da vida.

Nesta perspetiva do ensino urge-me falar de um dos espaços que considero privilegiado para a promoção de uma educação mais informal e que oferece diferentes fontes de informação que ajudam a garantir a equidade na educação, sem restrições sociais, culturais e económicas. Esse espaço é a Biblioteca em geral e a Biblioteca Escolar em particular.

Durante muitos anos, a Biblioteca foi considerada um lugar de conhecimento e de acesso restrito; apenas os mais letrados e com status social mais elevado tinham acesso à informação. Muito se devia ao analfabetismo e ao receio pela ascensão à sabedoria, fruto dos regimes políticos mais autoritários e rígidos.

Há muito tempo que a Biblioteca deixou de ser considerada apenas um espaço de armazenamento de livros, um lugar onde eram guardadas as informações registadas pelo homem, para passar a ser reconhecida como um espaço de interação e interdisciplinaridade com os seus reais e potenciais utilizadores.

No ambiente educacional, a Biblioteca é vista como um recurso básico no processo educativo, promovendo e desenvolvendo a literacia informacional, dotando e preparando o futuro cidadão de competências fundamentais na interpretação dessa mesma informação.

Por: Dr.ª Maria José Amaral Neco*

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do/a autor/a)

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