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CCDR Norte

CCDR-N faz balanço a uma década de apoios à administração local

Outubro 17, 2020 em Atualidade, Concelho, Economia, Mundo, Política Por barcelosnahorabarcelosnahora

Entre os anos de 2010 e 2020, o apoio financeiro concedido à Região do Norte, consagrado no Regime Financeiro das Autarquias Locais, ascendeu a mais de 10 milhões de Euros. As candidaturas incluíram espaços municipais – como gimnodesportivos, bibliotecas e centro culturais – assim como obras de sistemas de águas residuais e de resíduos sólidos, centros de recolha de animais de companhia, entre outros. Este é o destaque do relatório “Cooperação Técnica e Financeira entre o Estado e a Administração Local” da CCDR-N.



De acordo com o Relatório da CCDR-N, foi atribuído, dentro dos diversos programas de financiamento, um apoio financeiro de cerca de 7,3 milhões de Euros aos Contratos-Programa, dos quais mais 3 milhões de Euros correspondem a projetos transitados de anos anteriores e cuja execução se concluiu neste período. No domínio dos contratos-programa, realça-se a preponderância da comparticipação atribuída na Região Norte aos projetos no âmbito do Programa BEM (Beneficiação de Equipamento Municipais) e do Programa de Concessão de Incentivos Financeiros para a Construção e a Modernização de Centros de Recolha Oficial de Animais de Companhia (CRO), que corresponde, respetivamente, a 26 por cento e 32 por cento da comparticipação atribuída ao nível nacional. 

A análise permite, ainda, concluir que, em termos territoriais, a NUTS III Alto Tâmega foi a sub-região com maior apoio financeiro concedido ao abrigo de contratos-programa, no montante de 1.893.914,69 de Euros, seguida pelo Tâmega e Sousa, com um financiamento de 1.851.655,76 de Euros. No polo oposto, encontra-se a sub-região do Alto Minho com um apoio financeiro que não ultrapassa os 350 mil Euros.

Em termos de volume de comparticipação atribuída no âmbito da cooperação técnica e financeira entre as Administrações Central e Local, segue-se o auxílio financeiro através do Fundo de Emergência Municipal e do Programa Sedes de Freguesias, com um apoio de 1.115.126 de Euros e de 891.557 de Euros, respetivamente. No ano de 2017, é de destacar o elevado recurso dos municípios ao Fundo de Emergência Municipal, na sequência dos eventos climatéricos verificados na Região do Norte entre 4 e 5, 10 a 12 de janeiro de 2016 e entre 11 e 13 de fevereiro de 2016.

O Relatório dá, igualmente, nota do apoio financeiro, mais de 1 milhão de Euros, concedido a projetos de natureza intermunicipal para integração e partilha de serviços e competências dos municípios e que permitiu a concretização de projetos como, o SIG Metropolitano da Área Metropolitana do Porto, o Repositório de Informação Intermunicipal do Douro (RIID), a Monitorização do Consumo Energético no Cávado, a Articulação Intermunicipal dos Serviços de Proteção Civil no Alto Tâmega e o Plano Supra Municipal para o Crescimento Inclusivo do Ave. O apoio concedido na Região do Norte neste âmbito representou cerca de 36 por cento da dotação máxima atribuída em termos nacionais (ou seja, 3,5 milhões de Euros).

Relativamente a Barcelos, em concreto, estando integrado na NUT III – Cávado, refere o relatório que as freguesias de Aborim, Alvelos, Barqueiros, Cossourado, Couto*, Feitos*, Fonte Coberta*, Fornelos, Lama, Mariz*, Milhazes*, Moure, Remelhe e Vila Boa* receberam financiamento para os seus edifícios-sedes no âmbito do Programa “Sedes de Freguesia”. Já Abade de Neiva, Aborim, Balugães, Barqueiros, Carapeços, Cossourado, Cristelo, Fragoso, Gilmonde, Lijó, Macieira de Rates, Manhente, Martim, Moure, Paradela, Remelhe, Rio Covo, Galegos São Martinho, Ucha, Vila Seca, UF de Alheira e Igreja Nova, UF de Chorente, Góios, Courel, Pedra Furada e Gueral, UF de Creixomil e Mariz e UF de Milhazes, Vilar de Figos e Faria receberam apoio no âmbito do projeto “Modernização Administrativa das Freguesias – Ação 1” (* Freguesias que atualmente integram Uniões de Freguesias).

A realização deste Relatório enquadra-se nas atribuições da CCDR-N em matéria de apoio técnico à Administração Local, competindo a este organismo, enquanto serviço periférico da administração direta do Estado, colaborar, em articulação com a Direção-Geral das Autarquias Locais (DGAL), na gestão da cooperação técnica e financeira com a administração local, analisando projetos e acompanhando a execução física e financeira dos contratos e acordos celebrados, na respetiva área de atuação geográfica.

Foto: DR (alterada).

Economia Barcelense apresenta pequenos sinais de crescimento após choque fortíssimo

Outubro 11, 2020 em Atualidade, Concelho, Economia, Mundo, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora

Breve análise ao relatório trimestral “Norte Conjuntura”

Alexandrino Ribeiro

Os números não enganam! O COVID-19 deixou a sua marca devastadora na economia. Será necessário recuar vários anos para se encontrar uma contração económica tão violenta e acelerada como esta. Já se sente o início da recuperação económica, mas os próximos meses serão críticos. A economia barcelense também evidencia sinais de recuperação económica, mas continua a ser o parente pobre do Quadrilátero Urbano em termos económicos e financeiros.

A atividade económica do concelho de Barcelos registou uma contração assustadora no 2º trimestre de 2020, muito na linha do que se previa e do que aconteceu a nível regional, nacional e internacional. O relatório trimestral, recentemente divulgado pela CCDRN, “Norte Conjuntura”, relativo ao 2º trimestre de 2020, evidencia que abril foi o mês mais problemático ao nível dos efeitos da pandemia nas variáveis macroeconómicas: taxa de desemprego, exportações, importações e crescimento económico.



A contração da atividade económica teve forte impacto no crescimento do desemprego. No caso particular de Barcelos, no passado mês de abril, acentuou-se o crescimento desse flagelo que afeta já muitas famílias barcelenses. O concelho de Barcelos apresentou, mesmo, em abril, o pior desempenho mensal neste indicador económico entre todos os Concelhos que compõem o Quadrilátero Urbano (Barcelos, Braga, Famalicão e Guimarães). Apesar da elevada subida na taxa de desemprego, o mesmo só não se tornou ainda mais problemático fruto do recurso acentuado ao lay-off por parte de muitas empresas. No final do 2º trimestre de 2020 existiam cerca de 823 mil trabalhadores em regime de lay-off a nível nacional, dos quais uma larga percentagem localizados na região Norte do País. O término do regime de lay-off tenderá a colocar várias empresas em dificuldades para se manterem no mercado, fazendo-me prever mais uma subida do flagelo do desemprego num futuro próximo, com potenciais agravamentos de problemas sociais nas famílias e que se tornará importante dar resposta com um reforço das políticas e apoios sociais a diversos níveis.

Em termos setoriais, a pandemia apresentou diferentes impactos nos setores de atividade na região Norte. A generalidade dos setores sofreu uma forte contração nas horas efetivamente trabalhadas, com especial destaque para os do turismo, do alojamento e restauração que praticamente pararam durante o período da quarentena. Contudo, merece destaque a subida verificada em setores relacionados com a informática e comunicações, assim como as atividades administrativas e serviços de apoio, setores de atividade que foram fundamentais nos tempos de quarentena que atravessámos. Salienta-se, ainda, que o setor turístico, fortemente penalizado pela pandemia, apresenta já uma lenta retoma no final do 1º semestre, assente, fundamentalmente, nos turistas nacionais, mas ainda muito longe dos níveis de atividade registados antes da pandemia, como explicita o relatório “Norte Conjuntura”.

A quarentena e o confinamento deixaram, ainda, marcas significativas nas exportações, sendo esta a variável económica analisada a evidenciar a queda mais acentuada no 2º trimestre de 2020. Os resultados do relatório “Norte Conjuntura” evidenciam que o concelho de Barcelos continua a apresentar um volume de exportações muito abaixo dos restantes Concelhos do Quadrilátero Urbano. Qualquer um dos restantes Concelhos apresenta um volume de exportações que se situa acima do barcelense em cerca de mais do dobro. Esta é uma tendência que nos deve preocupar e que urge inverter, sendo importante, para tal, a implementação de políticas Municipais que visem atrair mais empresas, apoiem o empreendedorismo e permitam atrair mais projetos de investimento (nacionais e internacionais) para o Concelho de Barcelos. A criação e dinamização, à semelhança do que já acontece nos restantes Municípios do Quadrilítero, de uma Agência Municipal de Investimento e de um Regulamento Municipal de apoio ao investimento é uma urgência para que Barcelos não continue a ficar cada vez mais para trás em relação aos outros Municípios do Quadrilátero em variáveis económicas e financeiras como o volume de empregos, volume de exportações, orçamento Municipal por habitante, etc…Está mais do que na hora de se implementar políticas Municipais que ajudem o concelho de Barcelos a deixar de ser o parente pobre do Quadrilátero Urbano em termos económicos e financeiros.

Por: Alexandrino Ribeiro* (Professor no IPCA).

Foto: DR.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Crescimento das exportações dispara na Região do Norte entre abril e julho

Outubro 7, 2020 em Atualidade, Concelho, Economia, Mundo Por barcelosnahorabarcelosnahora

Após uma quebra significativa da economia regional durante o período de confinamento, são visíveis os primeiros sinais de retoma.



As exportações da Região Norte dispararam em 95 por cento entre abril e julho de 2020, atingindo o valor de 2040 milhões de Euros e superando o crescimento da média nacional (em torno de 71 por cento). Sendo ainda que, em Portugal, o valor das exportações em julho era ainda inferior ao registado em janeiro, pelo que resulta que a resiliência do setor exportador da Região do Norte em contexto de crise foi superior à nacional. Os dados são destaque do relatório trimestral “Norte Conjuntura”.

Exportações de bens da região do Norte crescem 95% entre abril e julho de 2020 e ultrapassam o valor anterior ao da crise pandémica 

Os indicadores do “Norte Conjuntura” dão nota, igualmente, do aumento do salário médio líquido da Região e da sua tendência de convergência relativamente ao salário médio nacional. A diferença entre o salário nacional e o da Região foi de 43 Euros, a menor diferença desde que existem registos sobre remunerações por NUTS II.


Exportações de bens da região do Norte cresceram 95% entre abril e julho de 2020 (Foto: DR)

Numa nota menos positiva, a publicação refere o aumento do número de desempregados inscritos nos Centros de Emprego da Região do Norte, o qual cresceu 20 por cento relativamente ao período homólogo de 2019. Esta variação foi, ainda assim, inferior à observada à escala nacional (30,6%).

O “Norte Conjuntura”, relatório trimestral que apresenta as tendências da evolução económica na Região, no curto prazo, está disponível online em www.ccdr-n.pt/norte-conjuntura.

Fonte: CCDR-N.

Foto: DR.

Aliança apoia candidatura de António Cunha à CCDR-N

Setembro 24, 2020 em Atualidade, Economia, Mundo, Política Por barcelosnahorabarcelosnahora

A Direção Política Distrital (DPD) da Aliança decidiu dar o seu apoio à candidatura de António Cunha à presidência da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N).



“António Cunha foi reitor da Universidade do Minho durante dois mandatos e destacou-se pela sua capacidade de trabalho, de inovação e de iniciativa à frente da Academia Minhota. O seu curriculum mostra uma capacidade de abraçar projetos novos em todas as áreas e levá-los a bom termo”, refere o partido em nota.

De realçar o enorme impacto que tem a CCDR-N no País, ao incluir mais de um terço da população de Portugal, quase 40% das exportações e 29% do PIB. “Acreditámos que o Professor António Cunha é dos melhores candidatos possíveis para ocupar este cargo, e que irá fazer um trabalho de excelente qualidade”, declarou o presidente da DPD, Ricardo Ribeiro.

Foto: DR (alterada).

Região do Norte regista quebra significativa das exportações

Julho 23, 2020 em Atualidade, Concelho, Economia, Mundo Por barcelosnahorabarcelosnahora

A última edição do NORTE CONJUNTURA dá nota de uma quebra muito significativa da atividade económica da Região do Norte nos primeiros meses de 2020.



Nesta edição especial, dedicada à avaliação do impacto económico da pandemia COVID-19 sobre o território da região, é referida uma redução de 42,3 por cento das exportações da Região do Norte em abril de 2020 face ao mês anterior, após uma queda de 16,6 por cento em março do mesmo ano. No conjunto dos dois meses, a região exportou menos 1,1 mil milhões de euros do que no período homólogo de 2019, cerca de 11 por cento do valor exportado pela região em 2019. A atividade turística, por seu turno, foi praticamente inexistente em abril de 2020: as dormidas nos estabelecimentos de alojamento turístico da Região Norte diminuíram 95,3 por cento e os proveitos totais baixaram 97 por cento face a abril de 2019.

Exportações na sub-região do Douro aumentaram 17,4 por cento, com contributo da indústria alimentar

Esta edição do NORTE CONJUNTURA salienta, ainda, o crescimento do número de desempregados registados nos centros de emprego da Região, que observou um aumento de 23,4 por cento em maio de 2020.

Com o encerramento temporário de várias empresas, o número de horas trabalhadas diminuiu 33,7 por cento na indústria do vestuário; 33,9 por cento na fabricação de têxteis; e 45,3 por cento na indústria do couro e produtos do couro. Ainda assim, a aplicação das medidas de lay-off, durante o estado de emergência, conseguiu suster uma queda do emprego de amplitude equivalente nas indústrias com implantação mais consolidada na região.

Àdata de abril de 2020, as reduções do emprego eram de apenas 4,7 por cento na indústria do vestuário; 3,1 por cento na fabricação de têxteis; e 5 por cento na indústria do couro e produtos do couro.

O NORTE CONJUNTURA é um relatório que apresenta as tendências da evolução económica na Região no curto prazo e que analisa outros dados relativos, por exemplo, ao crédito às empresas e às famílias, aos preços no consumidor e ao turismo, estando disponível online em www.ccdr-n.pt/norte-conjuntura. Nesta edição especial, é dada atenção particular aos meses de março, abril e maio, horizonte temporal do estado de emergência.

Imagens: DR.

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