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Dia Mundial da Fibromialgia

Fibromialgia como tema central de videoconferência organizada pelo Rotary de Barcelos e FIBRO

Maio 16, 2020 em Atualidade, Concelho, Cultura, Mundo Por barcelosnahorabarcelosnahora

Tom Hennessy, em 1993, designou o dia 12 de maio como o Dia Internacional da Sensibilização para as Doenças Crónicas Imunológicas e Neurológicas.



Esta data foi escolhida para lembrar o aniversário de Florence Nightingale, uma enfermeira inglesa do exército britânico que melhorou a assistência médica e fundou a primeira Escola de Enfermagem, mas que se tornou uma doente crónica afligida por esta doença, e acamou nos últimos 50 anos da sua vida, pois muitos dos seus sintomas eram semelhantes, e seriam mais tarde identificados como da Fibromialgia e do Síndrome de Fadiga Crónica / Esclerose Múltipla.

Em anos anteriores, este dia foi comemorado em instalações próprias para a comemoração destes dias e sempre com dezenas de convidados. No entanto, e de acordo com as normas da DGS, o evento não se pôde realizar este ano, dadas as circunstâncias de pandemia mundial provocada pelo COVID-19.

“Mas seria impensável deixar este dia em branco”, refere Jorge Mandim, Presidente da FIBRO – Associação da Fibromialgia.

Já Cláudia Santos, Presidente do Rotary Club de Barcelos, salienta que “já há alguns anos que o Rotary Club de Barcelos se associa à FIBRO para divulgar ações e formar a população relativamente a esta doença que é silenciosa e afeta a estabilidade de muitos de nós. Este ano, tudo estava preparado para uma grande celebração, mas fomos ‘desafiados’ por um vírus, de nome COVID-19, que nos levou a quase desistir da sua comemoração. Mas o ser humano é resiliente e adapta-se, mais cedo ou mais tarde, aos desafios que vão surgindo”.

Assim, o Rotary Club de Barcelos e a FIBRO viram na plataforma ZOOM e nas suas redes sociais uma oportunidade para a celebração.

Num evento inédito, adaptado à realidade atual, realizaram uma videoconferência, tendo como oradores: Vítor Seco (investigador), o Presidente da FIBRO, Jorge Mandim, e Paula Encarnação, consultora externa da FIBRO, professora-adjunta da Escola Superior de Enfermagem, da Universidade do Minho; e moderada por Cláudia Santos, Presidente do Rotary Club de Barcelos.

O evento online chegou a atingir 5230 visualizações e estendeu-se a nível nacional.

O primeiro palestrante a quem foi dada a palavra foi Vítor Seco, que alertou para o facto de que a fibromialgia é uma doença crónica. Nem sempre aceite por todos, mas reconhecida pela OMS. Uma doença que, ao aparecer, transforma a vida familiar do doente envolvido. Neste momento, devido ao COVID-19, existe uma diminuição da qualidade de vida do doente, associada ao confinamento, onde é importante o auxílio da família e dos amigos. É importante a forma como se comunica com estes doentes, pensar positivo é fundamental.

No final, deixou a mensagem de que “ter um comportamento de dádiva, privilegiar a compreensão e amar o próximo incondicionalmente, vai ser determinante nas nossas vidas, doentes ou não, pois isso vai-nos ajudar a sermos melhores e mais felizes”.

O segundo palestrante foi Jorge Mandim, Presidente da FIBRO, que caracterizou a doença, explanando tudo o que a Associação faz em prol destes doentes. Orientando, protegendo e zelando pelos seus interesses. Um apoio imprescindível nos dias de hoje. Falando dos muitos protocolos que a associação tem em prol do benefício dos seus associados. Lembrou, também, o Dia do Enfermeiro, que tanto apoia em todas estas lutas, deixando um bem-haja a todos.

A terceira palestrante, Paula Encarnação, iniciou com informação sobre o vírus COVID-19, de como ele se instala e o que provoca no organismo humano.

Alertou para a importância do uso das máscaras, como as usar e desinfetar caso não sejam de utilização única. Ajudou, também, os doentes a distinguir os sintomas da doença da fibromialgia e os do COVID-19, visto alguns serem iguais. É importante que os doentes com fibromialgia conheçam o seu corpo. “Foi uma delicia ouvir a forma como falou com todos os ouvintes. Com uma voz doce e empática, transmitiu a importância do pensamento positivo, para que nos possamos afastar do medo e pânico, que normalmente se instala, durante o dia, em cada um de nós, conforme os desafios se nos apresentam”, salienta Cláudia Santos.

Terminou, contando uma história intitulada de “A ilha dos sentimentos”, um conto onde impera o amor e a generosidade e de leitura aconselhada.

Por fim, a Presidente do Rotary Club de Barcelos encerrou a palestra, agradeceu aos palestrantes pela palestra elucidativa. Agradeceu aos companheiros do seu e de outros clubes rotários, assim como aos doentes com fibromialgia, alertando-os para a importância de se associarem à FIBRO, para estarem acompanhados nesta luta. E a todos os ouvintes, desejou, em nome do clube, “saúde e dias repletos de momentos felizes, conectando assim o Mundo com Amor”

“Podemos dizer que esta iniciativa foi um êxito, não só pelas visualizações que teve, mas também pelas palavras de carinho que iam sendo escritas nos comentários pelos participantes”, refere Jorge Mandim.

A título de exemplo, eis alguns desses comentários: «Belíssima iniciativa. Felicito a parceria Rotary, e FIBRO, mais uma prova de que ‘Juntos somos mais fortes'”. “A forma inteligente, tranquila e conhecedora dos palestrantes foi uma constante. BEM-HAJAM pela partilha.” “*****O amor move montanhas*****” e “Boa noite a todos e parabéns pela iniciativa, que demonstra que o Rotary Club de Barcelos e a FIBRO não se deixam parar por esta pandemia e confinamento! Muito bem!!»

FIBRO e Rotary de Barcelos celebram Dia Mundial da Fibromialgia a 12 de maio

Maio 10, 2020 em Atualidade, Concelho, Cultura, Mundo Por barcelosnahorabarcelosnahora

Na próxima terça-feira, dia 12 de maio, pelas 21h30, a FIBRO – Associação Barcelense de Fibromialgia e Doenças Crónicas e o Rotary Club de Barcelos associam-se, novamente, para a celebração do Dia Mundial da Fibromialgia, com uma palestra online, em direto nas suas páginas de Facebook.



A palestra contará com o contributo de Paula Encarnação, da Escola Superior de Enfermagem da Universidade do Minho, de Victor Seco (moderador) e de Jorge Mandim, Presidente da FIBRO.

Pode assistir à palestra no Facebook da FIBRO (https://www.facebook.com/fibroassociacao/) ou do Rotary Club de Barcelos (https://www.facebook.com/RotaryBarcelos/).

A Fibromialgia e a COVID-19

É evidente que a situação de pandemia provocada pela COVID-19 tem impacto no doente fibromiálgico, independentemente dos problemas de saúde provocados por esta doença que assola o mundo.

A abrupta descida de rendimentos auferidos devido à paragem das atividades económicas, o aumento do desemprego, as inseguranças financeiras e sociais, que são elementos com impacto no bem-estar mental de uma pessoa considerada “normal”, são empolados num doente fibromiálgico devido à sua condição.

O distanciamento social, a informação constante, a propagação de notícias, falsidades e mitos, nas redes sociais, o contágio (ou o medo de contágio), o falecimento de familiares e amigos, são múltiplos os fatores que contribuem para um estado de saúde mental mais frágil, aumentando os níveis de ansiedade e de stress, com consequente impacto nos sintomas da fibromialgia.

A nível de saúde física, o encerramento de ginásios, piscinas, centros de fisioterapia e de reabilitação, a suspensão de atendimentos presenciais, adiamento de consultas médicas, suspensão de Juntas Médicas, etc. também impactam, negativamente, em todos os aspetos físicos e cognitivos, em muitos casos acelerando a evolução da doença, como por exemplo, aumento da rigidez das articulações e da fadiga muscular, com retrocesso na qualidade de vida, e aumentando o risco de incapacidade e de  não  conseguir trabalhar.

A redução da força muscular é comum em pacientes com fibromialgia, limitando sua capacidade de realizar atividades diárias e aumentando o risco de incapacidade.

Segundo o Fórum Europeu das Pessoas com Deficiência “um terço dos doentes com incapacidade e deficiência em risco de pobreza e exclusão social”, salientando ainda que “é preciso salvaguardar que não ficam para trás. Isso é muito difícil, mas tem de ser feito. Sob pena de se comprometer mais uma geração de pessoas com deficiência”.

Impacto social e disseminação

Com as ações de sensibilização pretende-se que a comunidade desmistifique a fibromialgia. Valorizando as capacidades que os doentes fibromiálgicos possuem, promovendo uma sociedade inclusiva.

Informar e sensibilizar a comunidade para a problemática das dificuldades diárias e permanentes do doente crónico e fibromiálgico, através de ações de formação, junto de diferentes públicos-alvo, desmistificando crenças erradas sobre a doença, promovendo a esperança e diminuindo o estigma negativo da doença.

Pretende-se que os diferentes agentes envolvidos (familiares, profissionais de saúde, entidades empregadoras e outros agentes da comunidade) conheçam o mais possível o doente com DOR Crónica, garantindo a sua participação em igualdade de oportunidades.

A Fibromialgia foi reconhecida pela Organização Mundial de Saúde em 1992, com o código CID 10 – M79.7. Em Portugal foi reconhecida, em 2003 pela Direção Geral da Saúde através da Circular Informativa nº 27/DGCG de 03/06/2003; DGS-Direção-Geral da Saúde – NORMA Nº 017/2016 – 27/12/2016 –; Atualização 13/07/2017 – Abordagem Diagnóstica da Fibromialgia, para: Médicos do Sistema de Saúde.

Mas, o que é a Fibromialgia?

A Fibromialgia, segundo a Sociedade Portuguesa de Reumatologia, caracteriza-se “por queixas dolorosas neuromusculares difusas. Outras manifestações que acompanham também as dores são a fadiga, as perturbações do sono e os distúrbios emocionais”.

Quais são os sintomas?

Os seus sintomas variam de pessoa para pessoa, em termos de intensidade.

Estas manifestações podem variar em relação à hora e ao dia, com mais frequência de manhã, e agravam-se com a atividade física, mudanças climatéricas, a falta de sono e com o stress.

Outras alterações associadas a esta doença são: a fadiga, que normalmente se mantém ao longo do dia; ansiedade; perturbações na atenção, concentração e memória; problemas gástricos e síndrome de cólon irritável.

Qual é o diagnóstico?

O diagnóstico desta doença é difícil, resultando normalmente de um processo moroso por exclusão de outras enfermidades, baseando-se no histórico clínico e na observação médica, processo esse que coloca em evidência a dor difusa associada à fadiga, às perturbações do sono, às alterações emocionais, e às dores de cabeça.

Qual é o tratamento?

A Fibromialgia não tem cura.

Independentemente de quando é feito o diagnóstico de fibromialgia, com o passar dos anos, os sintomas na pessoa tendem a piorar, caso não haja condições para uma terapêutica adequada, adaptação ou a ajuda de familiares e terceiros, nas diversas tarefas diárias

Como é vital, para o despiste e deteção da doença, um diagnóstico o mais cedo possível, este deverá ser realizado por profissionais de saúde familiarizados com a doença, para que possam diagnosticar, tratar, acompanhar e prestar informação, adequadas a cada pessoa e aos seus familiares, iniciando assim todo o processo de adaptação a uma nova realidade.

Imagens: DR.

Conferência sobre “Fibromialgia e suas problemáticas” a 14 de maio

Abril 30, 2019 em Atualidade, Concelho, Cultura, Mundo Por barcelosnahorabarcelosnahora

No próximo dia 14 de maio, pelas 21h00, o Hotel Bagoeira é palco da conferência “Fibromialgia e suas problemáticas”, organizada pela FIBRO.



Realizando-se no Dia Mundial da Fibromialgia, a conferência contará com preleções de Lídia Gomes, Andreia Silva e Mário Gouveia, estomatologistas do Hospital de Braga; de Paula Encarnação, professora na Escola Superior de Enfermagem da Universidade do Minho; tendo como moderador Victor Seco.

Imagem: DR.

Caminhada do Dia Mundial da Fibromialgia no próximo domingo

Maio 12, 2017 em Atualidade, Concelho, Desporto Por barcelosnahorabarcelosnahora

Realiza-se no próximo domingo, dia 14 de maio, com início pelas 9h30, na zona ribeirinha de Barcelos, a caminhada do Dia Mundial da Fibromialgia, organizada pela Fibro – Associação Barcelense de Fibromialgia e Doenças Crónicas.

O ponto de encontro será na zona ribeirinha, pelas 9h00 e a caminhada terá um percurso fácil.




As inscrições poderão ser feitas através do tlm. 93 298 52 16 ou do e-mail fibro.associacao@gmail.com. O valor da inscrição reverte a favor da associação Fibro.

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