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Diabetes

Lionismo e diabetes

Novembro 29, 2020 em Atualidade, Concelho, Mundo, Opinião, Saúde Por barcelosnahorabarcelosnahora

O Lionismo é um Movimento de Serviço Internacional, que está em mais de 200 países, com um leque de serviços amplo, desenvolvido através dos mais de 48 000 Clubes Lions no mundo, com ações que englobam a promoção da saúde na diabetes, na cegueira, no cancro infantil e em outras doenças que afligem a humanidade, a promoção da cultura, da saúde ambiental, o combate à fome, a prevenção da delinquência infantil e juvenil com programas orientados para essas idades, etc.



E, através da Fundação Lions Internacional, (LCIF), o movimento lionístico está sempre presente onde a catástrofe e a necessidade acontece como, atualmente, na pandemia do COVID-19.

Os clubes seguem os programas orientadores de Lions Internacional e da Governadoria do Distrito Lion a que pertencem, com ações de iniciativa própria, consoante as necessidades das comunidades em que assentam: organizam-se eventos de angariação de fundos, rastreios, colheitas de sangue, entrega de bolsas de estudo, bolsas de alimentação e outras, concursos literários, concursos de música, de fotografia, ações de apoio à velhice, e muitas outras.

O mês de novembro é dedicado à Diabetes, essa doença crónica que atinge 463 milhões de pessoas no mundo e se carateriza por demasiado açúcar (glicose) em circulação, consequência da não (ou pouca) produção de insulina pelo pâncreas, que não sendo diagnosticada atempadamente e controlada, pode provocar lesões graves no coração, nos olhos, nos rins, nos vasos sanguíneos, nos nervos, causando pouco a pouco a falência de todo o organismo.

O diabético precisa de aprender a manter a sua doença controlada. Dependerá disso o ter uma vida feliz, normal, ou uma vida de sofrimento. Ele deverá ser doente e médico no controlo da sua doença.

A Diabetes manifesta-se sob dois tipos: diabetes tipo1, que atinge especialmente jovens e crianças, mas pode atingir todas as idades. Os seus portadores terão de tomar, diariamente, a insulina, que o seu pâncreas não produz, e controlar a glicose em circulação; e a diabetes tipo 2, que atinge, preferencialmente, pessoas de meia-idade, mais ou menos obesas e sedentárias. Mas também, e cada vez mais (pensa-se que devido ao tipo de alimentação e à vida sedentária das crianças e jovens de hoje), jovens e crianças. Todavia, diagnosticada, seguindo disciplinadamente o tratamento e tendo uma alimentação saudável e exercício moderado, quer os diabéticos Tipo1, quer os do Tipo2 poderão levar uma vida ativa e feliz.

Durante o mês de novembro, cujo dia 14 é o Dia Mundial da Diabetes, os clubes Lions desenvolvem nas suas comunidades atividades decontrolo e promoção da saúde do diabético, com a organização de palestras sobre alimentação saudável, caminhadas, rastreios de glicose, colesterol, tensão arterial, índice de massa corporal, distribuição de panfletos alertando para as consequências de uma Diabetes descontrolada, etc.

E o Lions Clube de Barcelos, desde há anos, juntamente com os seus parceiros, organiza no dia 14 de novembro “As Jornadas da Saúde”, que englobam rastreios a esses valores diversos, importantes na saúde de todos nós, mas ainda mais na saúde do diabético.

Este ano foram adiadas, há dias, para quando o COVID-19 permitir a sua concretização.

Por: CL Jeracina Gonçalves*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade da autora)

Foto: DR.

ROTARY: Tertúlia sobre “Viver com a Diabetes”

Novembro 24, 2019 em Atualidade, Concelho, Cultura, Mundo Por barcelosnahorabarcelosnahora

No passado dia 19 de novembro, o Hotel Bagoeira recebeu mais uma reunião do Rotary Club de Barcelos, que organizou uma tertúlia tendo por foco a doença da diabetes.



Para esta tertúlia, o Club convidou os profissionais do Hospital Santa Maria Maior (HSMM) de Barcelos, Natacha Moreno, João Pedro Abreu e Sofia Neco da Palme.

Natacha Moreno, oftalmologista, alertou para a importância do seguimento do diabético, no âmbito das consultas de oftalmologia, e que estes doentes, através do seu médico de família, têm direito a seguimento hospitalar. Ao serem encaminhados, são chamados no prazo de 30 dias, estabelecido por lei. Foi garantido que não existem atrasos no HSMM, assim, os doentes têm a garantia dos recursos necessários, dependendo do estado evolutivo da doença.

Já João Abreu alertou para a importância dos cuidados diários com a alimentação e para a prática de exercício físico, chamando à atenção que todos o devemos fazer, sob medida preventiva, para não sermos diabéticos tipo 2 no futuro. No HSMM existe uma equipa multidisciplinar ligada à diabete. Além de poder afetar a visão, salientou que também incide sobre os rins, o coração, a circulação, a irrigação nervosa e os pés. Assim, nas consultas periódicas é realizado um check-up rigoroso.

Sofia Neco da Palme, com todo o seu dinamismo, deu-nos exemplos práticos para usar no dia a dia, como prevenção, tanto para a diabetes tipo I, como para a diabetes tipo II. A cada doente é dado um plano de tratamento idealizado especificamente para si.

Esteve presente, igualmente, a Associação Diabéticos do Minho, com a sua Vice-Presidente, Juliana Santos, diabética Tipo I, a dar o seu testemunho, ajudando a perceber as dificuldades diárias, quer com as tarefas normais do dia a dia, quer com a interação social, deixando a sensação de que é necessário encarar a doença de frente e ser resiliente. Paula Cardoso, que integra a Associação Diabéticos do Minho e o HSMM, sendo enfermeira pediátrica, focou os doentes predominantes da diabetes tipo I, transmitindo a atenção que é dada a estas crianças e o seu grau de responsabilidade com que crescem, para saberem controlar e viver com a diabetes. Transmitiu, igualmente, quais os direitos do doente diabético. O papel fundamental da associação é exercido na luta pelos direitos e no auxílio ao doente. Também ao cuidador é prestado apoio, sendo que ele também tem que lidar com esta doença, 365 dias no ano.

“Enquanto Presidente do Rotary Club de Barcelos, agradeço o empenho destes profissionais, que fizeram da nossa reunião um momento único de crescimento pessoal; aos companheiros, amigos e convidados presentes. Continuaremos com o nosso objetivo de deixar a nossa pegada filantrópica na sociedade Barcelense, fazendo jus ao lema deste ano: ROTARY CONECTA O MUNDO”, salientou Cláudia Santos.

A Presidente tornou a informar que as reuniões são abertas, incentivando as pessoas “gostarem” da página Facebook do Club barcelense e a aparecerem nas suas ações: https://www.facebook.com/RotaryBarcelos/ .

“Sintam o Espirito Rotário. Bem-hajam! Sorriam todos os dias! Com o vosso sorriso…façam alguém feliz!”, concluiu.

Fotos: RCB.

Capítulo 9 – Diabetes: contagem de hidratos de carbono (Parte 4)

Março 7, 2018 em Atualidade, Concelho, Educação, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora

Sara Barbosa

A intervenção alimentar e nutricional é parte integrante desde o início do tratamento da Diabetes. Após o diagnóstico dar positivo é importante a mudança de hábitos alimentares, se estes não forem os mais corretos. E não, não significa que vá passar fome ou ter uma alimentação muito restrita. Apenas é necessário ter em atenção a repartição diária dos hidratos de carbono, a escolha do momento para a ingestão dos alimentos muito hiperglicemiantes (isto é, alimentos que aumentem muito a glicemia) e ter o cuidado de não ingerir alimentos isolados.



Para evitar o aumento acentuado da glicemia pode ingerir alimentos ricos em fibra como pão integral ou de mistura, cereais pouco processados (massa, arroz), leguminosas, vegetais, entre outros.

É importante reter que o tipo e a quantidade de hidratos de carbono (HC) dos alimentos influenciam o nível de glicemia. O índice glicémico de cada alimento também deve ser tido em consideração. Para favorecer o controlo glicémico deve-se proceder à contagem de hidratos de carbono.

A distribuição dos alimentos com HC pelas várias refeições do dia, faz parte do tratamento da Diabetes, mas saber quais as quantidades adequadas e mantê-las de dia para dia é igualmente importante. Para otimizar este aspeto deve aprender a substituir os alimentos ricos em HC uns pelos outros, sem alterar o total recomendado, ou seja, aprender as equivalências de HC. A quantidade total de HC deve ser sempre aconselhada individualmente para cada pessoa, já que depende de vários fatores, entre os quais, a idade, o peso, o género e o nível de atividade física.

Nunca se esqueça: quanto maior for o número de refeições diárias e mais frequente for a ingestão de alimentos, melhor.

Fonte: http://www.apdp.pt/diabetes/tratamento/alimentacao

Por: Sara Barbosa*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade da autora)

Capítulo 9 – Diabetes: como prevenir? (Parte 2)

Janeiro 3, 2018 em Atualidade, Concelho, Cultura, Mundo, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora

Sara Barbosa

Como já referido no artigo anterior a Diabetes Mellitus é uma doença metabólica crónica caracterizada por hiperglicemia constante, que ocorre por defeitos na ação ou secreção da insulina ou em ambas as situações. Assim, podemos definir três tipos de Diabetes, a Diabetes tipo 1, a Diabetes tipo 2 e a Diabetes Gestacional.



A Diabetes tipo 1 consiste na destruição das células beta, relacionada com a ausência total de insulina, surgindo espontaneamente, sem que a sua origem seja conhecida. Neste caso há necessidade de administração exógena de insulina.

A Diabetes tipo 2 pode variar entre pré-insulinorresistência e deficiência relativa de insulina e é caracterizada pela ocorrência de hiperglicemias. A obesidade agrava este tipo de Diabetes e, como tal, é fundamental a manutenção de um peso corporal saudável.

A Diabetes gestacional surge nos últimos meses de gravidez e tende a desaparecer após o parto. Na maioria das vezes poderá ser feito um esquema de insulina durante a amamentação.

Existem várias estratégias de prevenção para contrariar o aparecimento da Diabetes, as quais passam sobretudo por adquirir um comportamento alimentar correto e hábitos alimentares saudáveis, preservando o bem-estar social, cultural e psicológico e ter uma prática regular de atividade física.

Mais especificamente, é importante proporcionar uma ingestão suficiente de energia e nutrientes, conseguindo um equilíbrio entre a ingestão de alimentos, as necessidades metabólicas, o gasto energético e os perfis de ação da insulina, para atingir um bom controlo glicémico.

De realçar que é essencial, ao longo de toda a vida, vigiar os valores de glicemia, pressão arterial, colesterol e triglicéridos e manter um IMC e um perímetro da cintura adequados. Relativamente à alimentação devem-se fazer 5 a 6 refeições fracionadas ao longo do dia, limitar o consumo de produtos de pastelaria, refrigerantes, sumos e outros produtos açucarados e também reduzir a ingestão de gordura e sal, assim como aumentar a ingestão de fibra.

Para terminar, uma vez que os hidratos de carbono (HC) são os macronutrientes que maior influência tem nos valores de glicemia, devemos dar importância ao tipo e à quantidade de HC.

Fonte: Smart CE, Annan F, Bruno LP, Higgins LA, Acerini CL. Nutritional management in children and adolescents with diabetes. ISPAD.  ISPAD Clinical Practice Consensus Guidelines 2014 Compendium: ISPAD; 2014. 135-53.

Por: Sara Barbosa* (Nutricionista Estagiária à Ordem).

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do/a autor/a)

 

Capítulo 9 – Diabetes: como funciona o organismo? (Parte 1)

Dezembro 6, 2017 em Atualidade, Concelho, Cultura, Educação Por barcelosnahorabarcelosnahora

Sara Barbosa

Os alimentos fornecem-nos a energia e os nutrientes que necessitamos para viver. O nosso organismo converte, através da digestão, os hidratos de carbono dos alimentos que comemos, num tipo de açúcar que se chama glicose. A glicose é utilizada como fonte de energia pelas nossas células.



Se comermos alimentos açucarados em excesso e com regularidade, o pâncreas está sempre a produzir insulina e a armazenar glicose. Como resultado, o organismo começa a aumentar os depósitos de gordura e a fazer os chamados “picos” de insulina, que estão na origem de muitas complicações. Uma delas é a resistência à insulina.

E como atua a insulina? A insulina atua como a “chave que abre a porta” das células à entrada da glicose, evitando que este açúcar se acumule no sangue.

A resistência à insulina começa por se manifestar através de hipoglicemia, fadiga, sonolência após as refeições, alterações do humor, aumento da gordura abdominal, dos triglicéridos e da pressão arterial.

Nas pessoas com diabetes, a insulina ou não funciona como deveria ou não é produzida, o que faz com que a glicose permaneça na corrente sanguínea.

Mas afinal o que é a Diabetes Mellitus? Esta é uma doença metabólica crónica caracterizada por hiperglicemia constante, que ocorre por defeitos na ação ou secreção da insulina ou em ambas as situações. A destruição das células β pancreáticas, produtoras de insulina, origina alterações do metabolismo dos hidratos de carbono, proteínas e lípidos.

E quais são os sintomas? Quando a Diabetes já está instalada são vários os sintomas: a hiperglicemia, a glicosúria (aumento de glicose na urina), a polidipsia (sede excessiva), a poliúria (urina excessiva), a polifagia (fome excessiva), a perda de peso ou excesso de peso, entre outros.

Na segunda parte deste capítulo irei abordar os tipos de Diabetes e como podemos preveni-la. Não perca!

Visite o meu blog em:

http://sarabarbosa2008.wixsite.com/blognutricao

Por: Sara Barbosa*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do/a autor/a)

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