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Economia

DECO ALERTA… Como sobreviver à grande subida do custo de vida?

Setembro 12, 2022 em Atualidade, Concelho, Economia Por barcelosnahorabarcelosnahora

Chegamos a setembro com a crise instalada na maioria das famílias portuguesas:  aumento do custo de vida, sobretudo de bens essenciais, combustíveis e energia, e a subida da EURIBOR. Os consumidores procuram fazer novas contas à vida, pois o aumento dos preços não é acompanhado pelo aumento dos rendimentos dos consumidores. Estamos perante uma perda do poder de compra.

É tempo de repensar as finanças pessoais. Sabe para onde vai o seu dinheiro?

A maioria dos consumidores é capaz de identificar as despesas de maior peso, mas não sabe quanto gasta em pequenas coisas. A DECO aconselha o consumidor a que reorganize a sua carteira, fazendo um orçamento familiar, em que identifique, mensalmente, todas as suas fontes de rendimento, todas despesas fixas e as variáveis. É essencial que controle todas as despesas da sua família, sem exceção.

Euribor a subir

A subida da Euribor vai implicar um aumento significativo na prestação da casa dos consumidores cujo contrato se rege por taxa variável. É com esta preocupação que a DECO alerta os consumidores para em família olharem para o orçamento e em conjunto reajustar hábitos de consumos, promovendo uma vida financeira mais robusta, preparada para fazer face a imprevistos.

Adotar novos hábitos de consumo

Saber quanto paga pelo seu serviço de telecomunicações ou eletricidade, verificar se esses serviços são adequados às suas necessidades, renegociar contratos para reduzir valores são um bom começo. No entanto, é necessário que adote novos comportamentos que lhe permitam ser mais eficientes a economizar.

Fazer uma gestão mais eficiente

Uma grande fatia do orçamento das famílias é dedicada à compra de bens essenciais. Para uma gestão mais eficiente dos recursos, é crucial que faça uma lista de compras, evitando gastar mais do que necessário. Analisar as promoções e utilizar os cupões de desconto, fazendo sempre uma comparação dos preços face ao valor unitário do produto, é também

uma estratégia interessante para poupar. Não se esqueça que as marcas “brancas” podem também ser uma escolha acertada. Dê preferência aos produtos da época e sempre que possível compre a granel. Compare os preços.

Conhecer a taxa de esforço

Saber calcular a sua taxa de esforço, que significa o peso das prestações face ao rendimento, é o primeiro passo para conhecer como vão as suas finanças (Taxa de esforço = Prestação / Rendimento x 100).

Para uma vida financeira equilibrada a taxa de esforço da família não deve ultrapassar os 35%, se for superior é tempo de repensar as suas despesas, necessidades e prioridades, definindo assim uma estratégia envolvendo todo o agregado familiar, para a redução das despesas, renegociando contratos e promovendo a adoção de comportamentos para gastar menos.

Renegociar os créditos

Já está a enfrentar dificuldades financeiras?  Contacte as entidades com quem celebrou os créditos e exponha a situação para que lhe possam ser apresentadas soluções a fim de ultrapassar as dificuldades.

Atente-se que a instituição de crédito não está obrigada a renegociar o crédito. Todavia, conforme a avaliação da situação por parte da instituição de crédito, e se o consumidor apresentar alguma capacidade financeira, deverá ser apresentada uma ou mais propostas adequadas ao orçamento, objetivos e necessidades do consumidor.

As propostas apresentadas pela instituição podem incluir a alteração de uma ou mais das seguintes condições do contrato de crédito:

– Alargamento do prazo de amortização;

– Fixação de um período de carência de reembolso do capital ou de reembolso do capital e de pagamento de juros;

– Diferimento de parte do capital para uma prestação em data futura;

– Redução da taxa de juro aplicável ao contrato durante um determinado período temporal.

Mesmo em tempos tão duros, as famílias poderão vencer todas as dificuldades com informação e aconselhamento. Para tal, a DECO, através do seu Gabinete de Proteção Financeira, presta apoio a todos os consumidores. Há sempre uma solução à sua espera. Conte connosco.

A DECO – Delegação Regional do Minho, sita na Avenida Batalhão Caçadores 9, Viana do Castelo encontra-se disponível podendo contactar-nos através do 258 821 083 ou por e-mail para deco.minho@deco.pt. Visite o nosso site www.deco.pt

O Santander vai isentar as transferências MB Way

Dezembro 18, 2020 em Atualidade, Compras, Economia Por barcelosnahorabarcelosnahora

O Santander vai isentar as transferências MB Way a partir de janeiro de 2021, sem limite de montante e de número de operações realizadas.

Utilizando um cartão Santander, os clientes passam assim a efetuar estas transferências de forma gratuita, seja na app do Banco ou do MB Way.

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Com esta medida, o Santander pretende continuar a ajudar as famílias portuguesas e promover a utilização dos canais digitais para as operações do dia-a-dia, com toda a conveniência e sem custos.

O Santander tem vindo a consolidar-se como uma referência no mercado na área de pagamentos, com a disponibilização de produtos e serviços que melhorem a experiência dos clientes. Este ano lançou novas soluções de pagamento digitais, através de parcerias com a Apple, a Garmin e a Fitbit, para permitir aos clientes pagar as suas compras com qualquer dispositivo móvel em todo o mundo, de uma forma simples, rápida e segura. O Banco lançou ainda o Cartão Digital, que permite ao cliente efetuar operações de imediato após a contratação, enquanto aguarda pelo cartão físico.

Fonte: Santander | Imagem: Santander

Projeto “ACT4ECO”

Dezembro 14, 2020 em Atualidade, Concelho, Economia, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora

O projeto ACT4ECO da DECO quer ajudá-lo a ser um consumidor consciente e que saiba gerir os seus consumos de energia, assim é importante começar a adotar novos comportamentos.

Ficar em casa, quente e confortável sem nos preocuparmos com a conta da eletricidade parece algo impossível. Para colmatar isso apresentamos alguns conselhos que poderá seguir:

  • Comece por descobrir algumas pistas que indiquem se há infiltrações de ar, por exemplo:  correntes de ar; divisões da casa especialmente quentes ou frias; sinais visíveis de bolor ou condensação ou até mesmo deterioração do material do edifício; 
  • Se verificar que as janelas ou portas têm correntes de ar, pode substituir as fitas de vedação gastas e/ou aplicar novos materiais, como por exemplo, fita de calafetagem, nos lados interiores da janela ou no caixilho da porta;
  • Se descobrir pequenos espaços entre os materiais de construção, entre as paredes exteriores e os caixilhos das janelas ou portas, as tábuas de base e afins, pode aplicar dois tipos de vedantes nessas fendas: vedante de silicone ou uma espuma de pulverização;
  • Se encontrar correntes de ar provenientes de tomadas elétricas, deve retirar a chapa de cobertura e verificar o que está por detrás dela. Caso existam aberturas, experimente aplicar uma junta de espuma para vedar a fuga.
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ACT4ECO é uma plataforma aprendizagem online sobre eficiência energética onde vai encontrar informação que o pode ajudar a fazer as mudanças certas lá de casa, para melhorar o seu conforto.

Projeto ACT4ECO da DECO ajuda-o a gerir os seus consumos de energia.. Junta-se a nós em https://act4eco.eu.

Para mais informações a DECO – Delegação Regional do Minho encontra-se disponível podendo contactar-nos através do 258 821 083 ou por e-mail para deco.minho@deco.pt.

(* A redação do artigo é única e exclusivamente da responsabilidade da DECO – Delegação Regional do Minho)

Fonte: DECO – Delegação Regional do Minho

O Turismo do Minho exige apoios urgentes e específicos a um setor que atravessa uma dura realidade de sobrevivência

Dezembro 13, 2020 em Atualidade, Concelho, Economia, Mundo Por barcelosnahorabarcelosnahora

A APROTURM – Associação dos Profissionais de Turismo do Minho, realizou em novembro um inquérito ao impacto da COVID-19 nas empresas turísticas Minhotas pós verão.

Este inquérito demonstra uma realidade setorial dura, destaca a capacidade de resiliência e persistência dos empresários turísticos Minhotos na luta pela manutenção das suas empresas e postos de trabalho, expressando a confiança de que a retoma da “normalidade” turística possa acontecer nos próximos 12 meses.

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▪ Entre junho e setembro de 2020, 9 em cada 10 empresas mantiveram o normal funcionamento e indicaram quebras de faturação superiores a 80% relativamente ao período homólogo;

▪ 6 em cada 10 empresas não demonstram liquidez financeira de curto prazo e 1/3 destas pondera a extinção definitiva da empresa até final de 2020, colocando em risco, no mínimo, 127 postos de trabalho;

▪ 6 em cada 10 empresas recorreram a apoios financeiros no âmbito da COVID-19, contudo 4 em cada 5 empresários consideram os apoios financeiros existentes inadequados;

Os empresários reclamam apoios como:

  • empréstimos a fundo perdido;
  • isenções fiscais;
  • redução ou isenção temporária da TSU;
  • apoio às rendas;
  • alojamento temporário de idosos residentes em lares;
  • apoio à digitalização das empresas;
  • apoio a sócios gerentes;
  • isenção dos pagamentos por conta.
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Para mais informações, visite www.aproturm.com.

Imagem: MB

Fonte: APROTURM

Economia Barcelense apresenta pequenos sinais de crescimento após choque fortíssimo

Outubro 11, 2020 em Atualidade, Concelho, Economia, Mundo, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora

Breve análise ao relatório trimestral “Norte Conjuntura”

Alexandrino Ribeiro

Os números não enganam! O COVID-19 deixou a sua marca devastadora na economia. Será necessário recuar vários anos para se encontrar uma contração económica tão violenta e acelerada como esta. Já se sente o início da recuperação económica, mas os próximos meses serão críticos. A economia barcelense também evidencia sinais de recuperação económica, mas continua a ser o parente pobre do Quadrilátero Urbano em termos económicos e financeiros.

A atividade económica do concelho de Barcelos registou uma contração assustadora no 2º trimestre de 2020, muito na linha do que se previa e do que aconteceu a nível regional, nacional e internacional. O relatório trimestral, recentemente divulgado pela CCDRN, “Norte Conjuntura”, relativo ao 2º trimestre de 2020, evidencia que abril foi o mês mais problemático ao nível dos efeitos da pandemia nas variáveis macroeconómicas: taxa de desemprego, exportações, importações e crescimento económico.



A contração da atividade económica teve forte impacto no crescimento do desemprego. No caso particular de Barcelos, no passado mês de abril, acentuou-se o crescimento desse flagelo que afeta já muitas famílias barcelenses. O concelho de Barcelos apresentou, mesmo, em abril, o pior desempenho mensal neste indicador económico entre todos os Concelhos que compõem o Quadrilátero Urbano (Barcelos, Braga, Famalicão e Guimarães). Apesar da elevada subida na taxa de desemprego, o mesmo só não se tornou ainda mais problemático fruto do recurso acentuado ao lay-off por parte de muitas empresas. No final do 2º trimestre de 2020 existiam cerca de 823 mil trabalhadores em regime de lay-off a nível nacional, dos quais uma larga percentagem localizados na região Norte do País. O término do regime de lay-off tenderá a colocar várias empresas em dificuldades para se manterem no mercado, fazendo-me prever mais uma subida do flagelo do desemprego num futuro próximo, com potenciais agravamentos de problemas sociais nas famílias e que se tornará importante dar resposta com um reforço das políticas e apoios sociais a diversos níveis.

Em termos setoriais, a pandemia apresentou diferentes impactos nos setores de atividade na região Norte. A generalidade dos setores sofreu uma forte contração nas horas efetivamente trabalhadas, com especial destaque para os do turismo, do alojamento e restauração que praticamente pararam durante o período da quarentena. Contudo, merece destaque a subida verificada em setores relacionados com a informática e comunicações, assim como as atividades administrativas e serviços de apoio, setores de atividade que foram fundamentais nos tempos de quarentena que atravessámos. Salienta-se, ainda, que o setor turístico, fortemente penalizado pela pandemia, apresenta já uma lenta retoma no final do 1º semestre, assente, fundamentalmente, nos turistas nacionais, mas ainda muito longe dos níveis de atividade registados antes da pandemia, como explicita o relatório “Norte Conjuntura”.

A quarentena e o confinamento deixaram, ainda, marcas significativas nas exportações, sendo esta a variável económica analisada a evidenciar a queda mais acentuada no 2º trimestre de 2020. Os resultados do relatório “Norte Conjuntura” evidenciam que o concelho de Barcelos continua a apresentar um volume de exportações muito abaixo dos restantes Concelhos do Quadrilátero Urbano. Qualquer um dos restantes Concelhos apresenta um volume de exportações que se situa acima do barcelense em cerca de mais do dobro. Esta é uma tendência que nos deve preocupar e que urge inverter, sendo importante, para tal, a implementação de políticas Municipais que visem atrair mais empresas, apoiem o empreendedorismo e permitam atrair mais projetos de investimento (nacionais e internacionais) para o Concelho de Barcelos. A criação e dinamização, à semelhança do que já acontece nos restantes Municípios do Quadrilítero, de uma Agência Municipal de Investimento e de um Regulamento Municipal de apoio ao investimento é uma urgência para que Barcelos não continue a ficar cada vez mais para trás em relação aos outros Municípios do Quadrilátero em variáveis económicas e financeiras como o volume de empregos, volume de exportações, orçamento Municipal por habitante, etc…Está mais do que na hora de se implementar políticas Municipais que ajudem o concelho de Barcelos a deixar de ser o parente pobre do Quadrilátero Urbano em termos económicos e financeiros.

Por: Alexandrino Ribeiro* (Professor no IPCA).

Foto: DR.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

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