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Nove toneladas de pilhas recolhidas na fase final das campanhas Electrão

Dezembro 20, 2020 em Ambiente, Atualidade, Mundo Por barcelosnahorabarcelosnahora

Nove toneladas de pilhas, baterias e lâmpadas usadas já foram recolhidas pelo Electrão – Associação de Gestão de Resíduos, até final de outubro, na fase final de duas campanhas especificamente dedicadas a estes fluxos de resíduos, os “Escuteiros Electrão” e a “Pilhas e Lâmpadas por alimentos”.

No âmbito da terceira edição da campanha “Pilhas e lâmpadas por Alimentos”, que teve início em dezembro de 2019 e que termina no final deste mês de novembro, foram reunidas quatro toneladas de pilhas, baterias e lâmpadas usadas. 

Estes equipamentos fora de uso vão ser convertidos em géneros que serão distribuídos a quem mais precisa pelos bancos alimentares.

Os três bancos alimentares que mais recolherem vão receber um valor monetário de acordo com o resultado global da campanha, que partilharão com as instituições parceiras que mais tiverem contribuído para esse resultado.

Esse valor poderá ser de 750 euros, se a recolha global for inferior a cinco toneladas, de 1250 euros se a recolha ultrapassar as cinco toneladas ou poderá atingir os 2.500 euros se a retoma global superar as dez toneladas, à data da conclusão da campanha.

Os bancos alimentares aderentes, com um mínimo de 100 quilos recolhidos, recebem também um prémio monetário, de acordo com os resultados globais, que pode variar entre os 75 euros e os 200, segundo os mesmos critérios. A Entrajuda também será premiada de acordo com esse resultado global, com um valor entre os 1500 e os cinco mil euros.

Os vencedores da campanha serão divulgados em Janeiro de 2021, depois de apurados os resultados das últimas recolhas, que ainda estão em curso.

Nesta terceira edição da campanha, dirigida aos bancos alimentares de todo o país e às Instituições Particulares de Solidariedade Social por estes apoiadas, estiveram envolvidos 15 bancos alimentares.

Nas duas edições anteriores foram distribuídos 15000 euros em prémios.

ESCUTEIROS JÁ ACUMULARAM PILHAS DE BOAS ACÇÕES

Naquela que é a primeira edição da campanha “Escuteiros Electrão” foram recolhidas, até ao final do mês de outubro, cinco toneladas de pilhas e baterias usadas por parte dos agrupamentos de escuteiros aderentes. A campanha teve início em dezembro de 2019 e termina também no final de Novembro deste ano.

Os agrupamentos de escuteiros do Corpo Nacional de Escutas (CNE) podem receber 75 euros por cada tonelada de pilhas e baterias usadas que recolherem. 

Os 10 agrupamentos de escuteiros que recolherem a maior quantidade de pilhas e baterias usadas também receberão prémios extra que variam de acordo com a quantidade total de resíduos recolhida a nível nacional à data de conclusão da acção, no fim de dezembro de 2020. 

Haverá ainda um prémio CNE que segue os mesmos critérios. O valor dos prémios pode oscilar entre os 50 e os dois mil euros consoante a quantidade global recolhida.

À semelhança da campanha “Pilhas e Lâmpadas por Alimentos”, os resultados finais da recolha dos escuteiros estão ainda a ser apurados e os vencedores serão anunciados em Janeiro de 2021.

Este projecto do Electrão, em parceria com o Corpo Nacional de Escutas, teve como objectivo sensibilizar e envolver os escuteiros, os voluntários, os pais e a comunidade em geral, no esforço global da preservação do ambiente através do encaminhamento adequado de pilhas e baterias usadas para reciclagem.

Fonte|Imagem: Electrão

5ª edição do “Quartel Electrão” já com mais de 1600 toneladas de pilhas e equipamentos elétricos usados recolhidos

Dezembro 2, 2020 em Atualidade, Economia, Mundo Por barcelosnahorabarcelosnahora

Um total de 1600 toneladas de pilhas, baterias e equipamentos elétricos usados já foram entregues nos quartéis de bombeiros portugueses de janeiro a outubro, no âmbito da campanha “Quartel Electrão”, que terminou no final do mês de novembro.



Este ano, a iniciativa, promovida pelo Electrão – Associação de Gestão de Resíduos, decorreu em plena pandemia, mas, ainda assim, os resultados alcançados até ao momento já superaram as expectativas. Falta, ainda, contabilizar as recolhas efetuadas durante o mês de novembro, mas já se pode afirmar que este é um dos melhores resultados de sempre da campanha.

“Trata-se de uma quantidade considerável de resíduos recolhidos num ano atípico em que a pandemia que assolou o mundo nos confinou a quatro paredes. Apesar disso, os bombeiros mantiveram-se sempre em alerta. A cumprir o serviço público, em defesa das populações e em proveito do ambiente”, sublinha o diretor-geral do Electrão – Recolha e Reutilização, Ricardo Furtado.

Este ano, o prémio a atribuir à corporação que mais resíduos recolheu é um veículo ligeiro de combate a incêndios tipo florestal. Os resultados finais e os quartéis vencedores serão anunciados em janeiro de 2021, em cerimónia com formato ainda a definir.

Esta iniciativa tem como objetivo envolver as associações humanitárias de bombeiros voluntários na sensibilização da população para a necessidade de encaminhar os equipamentos elétricos usados de forma a assegurar a sua descontaminação e reciclagem.

No site www.ondereciclar.pt é possível saber qual é o quartel aderente mais próximo onde pode depositar pilhas, baterias e equipamentos elétricos usados.

Corrente “Electrão”

A campanha “Quartel Electrão” suscitou o apoio de instituições, como juntas de freguesias e câmaras, que apelaram à entrega de eletrodomésticos e outros equipamentos elétricos em fim de vida como forma de ajudar os soldados da paz da freguesia ou concelho.

Em muitos casos, as autarquias colocaram à disposição os estaleiros municipais, para armazenamento dos resíduos, e chegaram mesmo a disponibilizar-se para recolher os velhos equipamentos a pedido, indicando um número para o efeito, como aconteceu este ano em várias localidades do país.

Imagem alusiva à campanha (Imagem: Electrão)

Também as empresas privadas se mobilizaram, um pouco por todo o país, para a entrega de resíduos de equipamentos elétricos usados a favor dos soldados da paz. As empresas contactaram o Electrão diretamente para a recolha desses resíduos, mas solicitaram que essa contabilização fosse associada à corporação da sua área.

75 euros por tonelada

Como recompensa pelo serviço prestado – que em nenhuma dimensão chega a ser verdadeiramente recompensado – as corporações irão receber 75 euros por cada tonelada de resíduos reunida.

A associação que ficar em segundo lugar terá direito a cinco mil euros convertíveis em equipamentos de proteção florestal. As associações que recolheram mais pilhas terão acesso a 1500 euros em equipamento de proteção florestal. O mesmo para as que recolheram mais lâmpadas.

O Electrão criou, ainda, um prémio para chamar novos aderentes e incentivar a adesão à campanha por parte de novas associações humanitárias de bombeiros voluntários. A corporação estreante que reuniu a maior quantidade destes resíduos nesta última edição receberá 750 euros em cartões pré-pagos de combustível.

Este ano, serão, ainda, distribuídos prémios por regiões (Norte; Centro, Interior; Lisboa e Vale do Tejo, Sul e Ilhas), que correspondem às áreas de recolha dos equipamentos. Nessas categorias as associações irão receber 750 euros em cartões pré-pagos de combustíveis.

O “Quartel Electrão” conta já com quatro edições de sucesso. Tradicionalmente, os vencedores têm sido premiados com uma ambulância. Na primeira edição, 2011, foram recolhidas 1802 toneladas de equipamentos elétricos e saiu vencedora a corporação de Mangualde. A associação de Vila Nova de Famalicão sagrou-se campeã em 2015/2016, numa campanha que resultou na recolha de 1087 toneladas de equipamentos usados. Amarante venceu em 2016/ 2017. Nessa edição, foram recolhidas 1088 toneladas de equipamentos usados. Amarante voltou a repetir o feito em 2018/2019, edição em que a recolha rendeu 947 toneladas. Globalmente, esta campanha já permitiu a recolha de 4892 toneladas de pilhas e equipamentos elétricos usados.

Fonte e imagem: ELECTRÃO.

Foto: DR.

ELECTRÃO alerta para o “lixo invisível” na Semana Europeia da Prevenção de Resíduos

Novembro 23, 2020 em Atualidade, Concelho, Economia, Mundo Por barcelosnahorabarcelosnahora

O ELECTRÃO – Associação de Gestão de Resíduos – vai promover uma campanha de sensibilização e comunicação com o objetivo de alertar para a necessidade de combater o “lixo invisível”.

Esta iniciativa insere-se no âmbito da Semana Europeia da Prevenção de Resíduos, que decorre de 21 a 29 de novembro, e que em 2020 tem como foco esta temática.



A campanha a propósito do “lixo invisível” irá desenvolver-se nas redes sociais. O ELECTRÃO vai lançar um conjunto de inquéritos no Facebook e Instagram sobre reutilização. O objetivo desta iniciativa será auscultar os seguidores do ELECTRÃO sobre a importância que é dada à reutilização em detrimento de outras soluções, como o encaminhamento para reciclagem. As perguntas incidirão sobre embalagens, pilhas e baterias e ainda equipamentos elétricos usados. Os resultados serão depois divulgados.

Alguns exemplos de como ser mais sustentável, promovendo a redução da produção de resíduos, vão ser explicados em vídeo por um grupo de influencers que se aliaram a esta campanha do ELECTRÃO. Nas stories, que irão gravar, mostrarão como é possível fazer mais e melhor. Esta será outra componente da campanha.

Durante a Semana Europeia da Prevenção de Resíduos, o ELECTRÃO vai, ainda, reforçar a aposta na sensibilização online com a publicação de vários posts alertando para esta temática com recurso a provérbios populares, imagens inspiracionais, factos e estatísticas apelando à consciência do consumidor na hora de adquirir produtos.

Estes resíduos, que são diariamente produzidos na casa dos portugueses, não têm necessariamente de ser descartados. É possível optar pela reparação de um computador, por exemplo, em vez de o encaminhar imediatamente para reciclagem, ou doá-lo, para que sirva a outra pessoa. As pilhas recarregáveis podem evitar também a produção de resíduos. Também vários tipos de embalagens podem ser reaproveitados recorrendo à imaginação. Com estes gestos reduzimos o consumo e a produção dos resíduos associados à sua produção.

Produção de resíduos continua a crescer

Segundo o Relatório do Estado do Ambiente de 2019, a produção total de resíduos urbanos em Portugal continental atingiu os 4,94 milhões de toneladas em 2018. Este valor representa um aumento de 4,2 por cento face a 2017, o que corresponde a uma capitação anual de 505 quilos por habitante/ ano.

Cada habitante produziu, diariamente, 1,38 quilos de resíduos. Estes valores confirmam a tendência de crescimento da produção de resíduos urbanos que se verifica desde 2014. Mais de metade destes resíduos é depositada em aterro.

Este aumento estará relacionado com uma melhoria da situação económica de Portugal, o que parece indicar não estar a ser atingido o objetivo de dissociar a produção de resíduos do crescimento económico, de acordo com a análise da Agência Portuguesa do Ambiente.

Fabrico de um telemóvel gera 86 kg de “lixo invisível”

O fabrico de um telemóvel de 200 gramas, por exemplo, gera 86 quilos de resíduos. Para Pedro Nazareth, diretor-geral do ELECTRÃO, “É urgente que estes resíduos se tornem visíveis de forma a que cada um fique consciente da verdadeira pegada ecológica associada e tome decisões informadas na hora de consumir”.

A evolução deste fluxo específico de resíduos é preocupante. Em 2019, foram geradas, em todo o mundo, 53,6 milhões de toneladas de equipamentos elétricos usados, o equivalente a 7,3 quilos per capita. Em 2030, prevê-se que este valor seja de 74,7 milhões de toneladas, ou seja, nove quilos per capita, segundo o relatório “The Global E-waste Monitor 2020”.

Reciclam-se mais equipamentos elétricos usados, mas também se consomem, cada vez mais, estes aparelhos.

Desde 2014 que a produção de resíduos de equipamentos elétricos cresce em todas as categorias, com exceção de ecrãs e monitores, que registou um decréscimo de um por cento. No entanto, esta variação poderá estar relacionada com o peso mais reduzido dos ecrãs dos aparelhos ainda que o número de peças continue a aumentar.

Em Portugal, os equipamentos elétricos usados gerados ascendem a 16,6 quilos per capita.

Fonte e imagem: ELECTRÃO.

Diretor-Geral do Electrão identifica conquistas e aponta limitações à gestão de embalagens

Outubro 30, 2020 em Atualidade, Economia, Mundo Por barcelosnahorabarcelosnahora

Três anos depois da implementação da concorrência na gestão das embalagens usadas, 25 por cento do mercado optou por delegar essa responsabilidade numa das novas entidades gestoras. Este dado foi avançado pelo Diretor-geral do Electrão – Associação de Gestão de Resíduos, Pedro Nazareth, no segundo dia do Fórum de Resíduos, que decorreu esta quarta-feira, para ilustrar os benefícios que a concorrência trouxe ao sector.



Em 2017, o Electrão estendeu a sua catividade à gestão das embalagens, juntando-se à Novo Verde e Sociedade Ponto Verde, que durante 20 anos teve o monopólio da gestão deste fluxo. “Há, hoje, uma saudável concorrência entre entidades gestoras pela inovação e promoção da visibilidade do tema da correta separação de embalagens. A diversidade de participação de agentes na comunicação ambiental trouxe inovação, trouxe mais visibilidade e mais resultados”, vincou Pedro Nazareth.

Pedro Nazareth adiantou, ainda, que as melhorias proporcionadas pela concorrência contribuíram para melhores resultados que se consubstanciaram em aumentos médios anuais de sete por cento na recolha de embalagens usadas.

No painel dedicado à reinvenção das embalagens, que contou com a participação das três entidades gestoras de embalagens, Pedro Nazareth aproveitou para sublinhar que foi assim, com a coexistência de três entidades, que se começou a inovar no sector em 2017. “No caso particular do Electrão também inovámos quando desenvolvemos e implementámos sistemas de incentivos ambientais permitindo pela primeira vez modelar os gastos de recolha a reciclagem das empresas em função do desempenho ambiental de fim de vida dos seus produtos”, exemplificou.

Foi também durante este período que se iniciou uma nova fase da comunicação ambiental que, aberta à participação de três entidades, trouxe uma diversidade ímpar de projetos e iniciativas envolvendo diferentes partes interessadas da cadeia de valor.

Inovou-se, igualmente, no acesso ao mercado de retoma e reciclagem das embalagens usadas. “A quota de mercado mais reduzida das entidades gestoras entrantes no SIGRE [Sistema Integrado de Gestão de Resíduos de Embalagens] implicou o fracionamento dos lotes de embalagens usadas leiloados e permitiu reforçar a participação de recicladores de diferentes capacidades e escalas. Inovou-se também nos instrumentos digitais e contratuais de suporte a estes leilões introduzindo uma maior flexibilidade nestes procedimentos”, apontou.

Nos últimos três anos inovou-se, ainda, ao nível da transparência e do rigor do funcionamento sistema de gestão de embalagens. São exemplos os processos que correram para determinação das especificações técnicas das embalagens usadas retomadas, para o estabelecimento das regras da auditoria e controlo operacional ou mesmo para a aplicação correta do âmbito de embalagens determinado nas licenças.

Barreiras a ultrapassar

Este painel do Fórum Resíduos também se focou no tema da “Reciclagem e reutilização: Como contornar as atuais limitações de gestão”. O novo modelo de responsabilidade alargada do produtor no funcionamento do sistema teve “um preço” e colocou as entidades gestoras perante um conjunto de limitações relevantes, reconheceu Pedro Nazareth.

O Diretor-geral do Electrão não compreende os entraves que se colocam à criação de redes de recolha própria das entidades gestoras de resíduos, ferramenta já prevista na lei e que pode alterar drasticamente os resultados da recolha seletiva de embalagens do país. “Para o grande desafio nacional das metas de recolha de embalagens usadas, o país precisa não de restringir, mas de diversificar e integrar a participação dos agentes, potenciando a inovação no estabelecimento destas redes de recolha seletiva”, defendeu.

Estas redes seriam, em teoria, um instrumento de complementaridade de locais de recolha seletiva ao trabalho atualmente desenvolvido pelos SGRU [Sistemas de Gestão de Resíduos Urbanos] na recolha por ecoponto e porta-à-porta. Mas, também, um instrumento na relação com os operadores de gestão de resíduos privados que, atualmente, têm sob gestão dezenas senão centenas de milhares de toneladas de embalagens usadas que poderiam estar a ser canalizadas para o sistema. Aliás, há neste momento um potencial tremendo nestes operadores, onde não se atua por limitações do próprio sistema. “O próprio sistema de depósito para o retorno de embalagens usadas de bebidas a implementar em 2022 será confrontado a muito curto prazo com esta limitação”, sublinhou.

Além da aposta nas redes de recolha, urge concentrar energias no tema da estabilidade porque “regimes de quatro ou cinco anos de horizonte temporal ou de prorrogações anuais, não fazem qualquer sentido olhando à ambição inscrita nas metas de recolha e aos respetivos planos de investimentos”.

Clarificação também se precisa. Seja no nível das responsabilidades individuais dos diferentes agentes, seja nos conceitos e regras de funcionamento de todo o sistema, incluindo as questões de âmbito da gestão das embalagens usadas. “Compreendemos que os SGRU têm uma pressão enorme para o aumento da tarifa e que procuram minimizar esta pressão recorrendo à maximização das receitas adicionais, em particular as com origem nos valores de contrapartida pagos pelas entidades gestoras do SIGRE”, mas esse não é o caminho, frisou, até por razões de justiça. Por outro lado, está para breve a transposição da diretiva que que recomenda a utilização da responsabilidade alargada do produtor enquanto instrumento da política pública de ambiente.

Pedro Nazareth considera, ainda, que a CAGER (Comissão de Acompanhamento da Gestão de Resíduos) não tem instrumentos para fazer cumprir as suas determinações, seja para realizar estudos de caracterização de embalagens usadas, o que tem gerado resistência dos SGRU, seja para aplicar as suas decisões de compensação entre entidades gestoras, “conduzindo a um nível de beligerância desnecessário”, lamenta.

Importa assim “preservar e estabilizar as virtudes” deste sistema e “atuar de forma inovadora no que ainda está a limitar o funcionamento e a entrega de melhores resultados”, desafiou.

Fonte: ELECTRÃO.

Foto: DR.

Cada família acumula em casa 11 equipamentos elétricos que já não usa

Outubro 17, 2020 em Atualidade, Concelho, Economia, Mundo Por barcelosnahorabarcelosnahora

Cada família acumula em casa, em média, 11 equipamentos elétricos que já não usa, de acordo com um estudo recente da Organização das Nações Unidas. “Quem não tiver um telemóvel antigo guardado em casa que levante a mão”, desafiou o Diretor-geral do Electrão – Recolha e Reutilização, Ricardo Furtado, num debate online dedicado aos resíduos elétricos, organizado, esta quinta-feira, pela APEMETA – Associação Portuguesa de Empresas de Tecnologias Ambientais.



A acumulação que os cidadãos fazem dos pequenos eletrodomésticos impede que os níveis de reciclagem destes equipamentos usados aumentem como se pretende. “Temos que contrariar essa tendência porque precisamos desses equipamentos para o cumprimento das metas. Não vale a pena definirmos metas de 65 por cento se as pessoas não entregam estes resíduos”, apontou o responsável que representa uma das três entidades gestoras de equipamentos elétricos usados.

Outro aspeto relacionado com os cidadãos prende-se com a recolha. “Os pequenos eletrodomésticos não podem continuar a ser colocados no lixo indiferenciado porque se perdem”, alerta Ricardo Furtado. O que também não deve continuar a acontecer é o abandono de grandes eletrodomésticos à porta sabendo-se que estes equipamentos, pelo valor que possuem, são rapidamente desviados para o mercado paralelo pelos arrebanhadores antes que as autarquias e SGRU (Sistema de Gestão de Resíduos Urbanos) tenham tempo de recolhê-los. Esta situação impede, de igual forma, que estes aparelhos sejam reciclados.

Empresas, Municípios, SGRU e Tutela têm que ser envolvidos

As empresas, tal como o cidadão, são uma parte importante da equação tendo em conta que geram inúmeros resíduos elétricos por via das suas atividades. “Estes equipamentos acabam por ser mascarados como resíduos metálicos ou sucata. São geridos no setor informal e perdem-se irremediavelmente para a contabilização das metas”, denuncia. Para resolver o problema, as empresas deveriam ficar obrigadas a entregar estes resíduos apenas às entidades gestoras ou aos operadores de gestão de resíduos com quem estas trabalham, o que vai ao encontro de uma alteração legislativa que o Governo quer fazer.

Ao nível dos SGRU também há muito trabalho a fazer. “Temos SGRU a apresentar 20 gramas de resíduos elétricos recolhidos por habitante ano”, exemplifica. É igualmente urgente que os operadores licenciados cumpram as normas de certificação a que estão obrigados para o tratamento destes resíduos.

Os free riders, produtores que estão à margem do sistema, constituem um problema para o fluxo, tal como as vendas online, sobretudo através de plataformas que não têm representação em Portugal. “Deveria existir uma responsabilização das plataformas para garantir que os produtos que são vendidos através delas são registados. Achamos, também, que precisamos de responsabilizar as entidades que asseguram as entregas. Têm que estar disponíveis para recolher usados quando entregam um novo”. Para Ricardo Furtado, este é um assunto novo que terá que ter integração a nível europeu e mundial.

Não menos importante é o papel do Estado, que tem a obrigação de legislar corretamente. Só depois, defende Ricardo Furtado, deve ser clarificado o que se espera das entidades gestoras.

Este responsável sublinhou que as entidades gestoras não têm competência para fazer a recolha junto do cidadão. No entanto, a representante da APA que participou na conferência, Mafalda Mota, esclareceu que as entidades gestoras podem, afinal, recolher os equipamentos elétricos diretamente ao cidadão já que essa tipologia de resíduos não é exclusiva dos municípios, ao contrário do que acontece, por exemplo, com as embalagens. O Electrão tem a ambição de consolidar uma vertente operacional que lhe permita não só fazer a recolha, como proceder à triagem e encaminhar esses resíduos para reciclagem.

Todas estas sugestões estão integradas na “Agenda para o cumprimento das metas de resíduos de equipamentos elétricos”, que o Electrão lançou no início do ano. “Não resolvemos nada atirando a responsabilidade total sobre as entidades gestoras. Temos as costas largas, mas o que sabemos é que há muita responsabilidade dos vários intervenientes na cadeia que escapa ao controlo, à intervenção e mesmo à sugestão das entidades gestoras”, lamenta. Nos últimos anos, o Electrão tem desenvolvido múltiplas campanhas com vista a contribuir para as metas nacionais.

Negociação sectorial precisa-se para cumprir as metas

O Diretor-geral do Electrão – Associação de Resíduos, Pedro Nazareth, esclareceu, durante a conferência, que os grandes eletrodomésticos, como frigoríficos ou máquinas de lavar, que constituem o grosso dos resíduos elétricos, serão determinantes para que Portugal possa cumprir a meta de 65 por cento.

Muitos destes resíduos não são reciclados porque não se encontram. “Se não estão no campo, na praia, na montanha, nem na cidade, se não estão no aterro, nem a ser valorizados energeticamente, onde estarão? O que acontece é que estes resíduos são misturados com sucata ferrosa e não ferrosa”, denuncia.

Pedro Nazarteh lembra que a única tecnologia disponível para “fazer desaparecer estes equipamentos” são tesouras de corte e fragmentadores, usados por muitos operadores licenciados que estão licenciados pelo Estado português.

Para resolver o problema, o Diretor-geral do Electrão sugere ao Governo que seja feita uma negociação com este sector, que já desenvolvia a sua atividade antes da chegada das entidades gestoras, há 15 anos, e que olhou o seu aparecimento como uma invasão do seu território natural. “Este processo deve ser liderado pela tutela. Este setor das sucatas metálicas deve ser convidado a ter metas e a separar os resíduos elétricos que entram nas suas instalações”, conclui em jeito de desafio.

Foto: DR.

3º Dia Internacional dos Resíduos Elétricos comemora-se a 14 de outubro com foco na educação ambiental

Outubro 14, 2020 em Atualidade, Concelho, Economia, Educação, Mundo Por barcelosnahorabarcelosnahora

Crianças de todo o mundo gravaram vídeo apelando à necessidade de reciclar

Pelo terceiro ano consecutivo, o WEEE Forum e os seus membros, onde se inclui o Electrão – Associação de Gestão de Resíduos, assinalam hoje, 14 de outubro, o Dia Internacional dos Resíduos Elétricos. O objetivo é promover a sensibilização, a nível global, para a necessidade de encaminhar corretamente estes resíduos para reciclagem, de forma a proteger o ambiente e a saúde humana.



Num ano em que o foco incide na sensibilização, na educação e no envolvimento da comunidade, o WEEE Forum produziu um vídeo onde crianças de todo o mundo, de Portugal à Nigéria, passando pela Áustria e Polónia, surgem a apelar à participação de todos na reciclagem dos equipamentos elétricos usados. Podem assistir aos vídeos em: https://bit.ly/2SR9m30 .

Ao longo do vídeo, os jovens deixam mensagens importantes sobre este fluxo de resíduos, transformando o momento numa pequena lição sobre o valor que têm estes aparelhos fora de uso. “88 telemóveis têm ouro suficiente para fazer uma aliança. Dá-lhes uma nova vida!” ou “Os equipamentos elétricos fora de uso são o fluxo de resíduos que mais aumenta no nosso planeta, com esse aumento, daqui a 10 anos existirão resíduos elétricos suficientes para construir 7390 Torres Eiffel todos os anos! Dá-lhes uma nova vida!”, exortam.

Quase 100 organizações de 50 países participam nas comemorações do Dia Internacional dos Resíduos Elétricos com vários tipos de atividades durante o mês de outubro, que se centra na sensibilização dos consumidores para os resíduos elétricos e na forma como os descartar corretamente, possibilitando a sua posterior reutilização e reciclagem.

Com as iniciativas presenciais limitadas e com a proliferação dos eventos digitais, o WEEE Forum aproveitou a ocasião para sensibilizar para os resíduos associados à Internet, como as infraestruturas de conectividade e aparelhos de IOT – Internet-das-Coisas.

O avolumar do problema

O volume de equipamentos elétricos fora de uso aumentou 21% em apenas cinco anos, atingindo um novo record em 2019, ao chegar aos 53,6 milhões de toneladas, de acordo com dados das Nações Unidas (Global E-waste Monitor 2020). Está projetado que este valor possa chegar a 75 milhões de toneladas já em 2030, o que equivale a 9 kg por pessoa no mundo.

Os resíduos elétricos, não só, têm uma predominância face aos restantes fluxos de resíduos domésticos, como também, têm mais valor: as matérias primas contidas nos resíduos gerados em 2019, valiam aproximadamente 50,8 biliões de euros.

Ainda em relação à quantidade global de resíduos elétricos produzidos em 2019, estima-se, de acordo com os dados oficiais, que apenas 18% foram corretamente encaminhados para reciclagem. Isto significa que cerca de 44 milhões de toneladas foram colocadas em aterro, queimadas ou comercializadas e tratadas ilegalmente, sem garantia de cumprimento dos requisitos que asseguram a remoção das substâncias perigosas que os constituem e que causam um impacto muito significativo no ambiente.

Perante este cenário, o diretor geral do WEEE Forum, Pascal Leroy, sublinha que o mundo tem pela frente um grande desafio: “Se não melhorarmos a forma como estes resíduos são recolhidos e tratados, o problema ambiental vai agravar-se.”, salienta. Para o responsável do WEEE Forum, a educação é uma área fundamental. “Quanto mais se souber, melhores escolhas as pessoas farão. Por essa razão, é tão importante dedicar a edição de 2020 à sensibilização social”, enfatiza.

O Comissário Europeu do Ambiente, Oceanos e Pescas, Virginijus Sinkevičius, também mostrou o seu apoio à comemoração deste dia, no âmbito da estratégia europeia que promove a circularidade e que é um dos alicerces do Pacto Ecológico Europeu.

“O foco do Plano de Ação para a Economia Circular está em setores onde o impacto é muito elevado, como o dos equipamentos elétricos, o que exige que se olhe para o ciclo de vida dos produtos. No topo das prioridades está a prevenção dos resíduos elétricos. Quando já não for possível o desafio é transformar o resíduo num recurso. Para que o plano seja bem-sucedido, é necessário que os cidadãos estejam conscientes e saibam como contribuir para um mundo mais verde”, frisa o comissário.

Virginijus Sinkevicius – Comissário Europeu para o Ambiente, Oceanos e Pescas (Imagem: DR)

Electrão e a Educação Ambiental no Dia Internacional dos Resíduos Elétricos

Em Portugal, a celebração do Dia Internacional dos Resíduos Elétricos fica, mais uma vez, a cargo do Electrão, o único representante português nesta associação internacional e que, atualmente, integra o Board do WEEE Forum.

As redes sociais e as plataformas digitais do Electrão vão concentrar as principais ações na divulgação de vídeos, curiosidades e mensagens sobre a separação e a reciclagem dos equipamentos elétricos usados.

No âmbito da Escola Electrão, uma campanha de sensibilização dedicada aos mais jovens, o Electrão aceitou também o repto lançado pelo WEEE Forum para reforço das ações de educação ambiental e lança o desafio “Repórter Electrão”. O objetivo é envolver os mais jovens nesta temática, incentivá-los a pesquisar e a criar conteúdos criativos que estimulem hábitos de separação de reciclagem e, ainda, que alertem para os perigos de uma gestão incorreta dos equipamentos elétricos. O Electrão tem, ainda, disponível o “Quiz Escola Electrão” (https://quiz-electrao.pt/), um desafio para todos, criado para motivar os alunos para o desígnio da reciclagem, que habilita as escolas a ganhar prémios.

O diretor-geral do Electrão, Pedro Nazareth, sublinha que é fundamental consciencializar e envolver os cidadãos, a começar pelos mais pequenos. Pedro Nazareth lembra que para conseguirmos mudanças é fundamental a ação individual de cada um: prolongar a vida dos equipamentos elétricos, através da reparação, reutilização ou mesmo doação, e quando já não houver outra opção, encaminhar os equipamentos elétricos para um dos locais de recolha do Electrão, para que estes possam ser corretamente reciclados.

Tema em debate nas “Manhãs Apemeta

Em semana do Dia Internacional dos Resíduos Elétricos, os desafios que se colocam às entidades gestoras deste fluxo vão estar no centro da próxima sessão “Manhãs Apemeta” (http://www.apemeta.pt/apemeta/home.aspx), agendada para 15 de outubro. O evento, dedicado aos resíduos de equipamentos elétricos, é organizado pela Associação Portuguesa de Empresas de Tecnologias Ambientais, e conta com o apoio e participação do Electrão.

Durante esta sessão serão apresentados os objetivos do estudo encomendado pelas três entidades gestoras de resíduos de equipamentos elétricos e eletrónicos, que se uniram num esforço para dar resposta às grandes barreiras deste fluxo. A apresentação estará a cargo de Paulo Ferrão, da 3Drivers, a empresa que está a desenvolver o trabalho.

As três entidades gestoras terão espaço para falar sobre as expectativas deste estudo e sobre a forma como poderá contribuir para a resolução dos problemas que enfrenta.

A conferência terá a participação da Agência Portuguesa do Ambiente, do município de Lisboa, que falará sobre os desafios da recolha, e ainda da DECO, que dará eco sobre constrangimentos sentidos pelos consumidores.

Fotos: DR.

8ª edição da Escola Electrão premeia escolas de todo o país

Julho 15, 2020 em Atualidade, Concelho, Economia, Educação, Mundo Por barcelosnahorabarcelosnahora

Distrito de Braga recolhe mais de 6 toneladas de resíduos de equipamentos elétricos e pilhas e baterias

A Electrão – Associação de Gestão de Resíduos, no âmbito da 8ª edição da Escola Electrão, que decorreu no ano letivo 2019/2020, vai atribuir às escolas que participaram, e que recolheram equipamentos elétricos e pilhas e baterias usados, prémios que permitirão melhorar as condições da escola. Entre os prémios estão microscópios, impressoras, computadores, videoprojetores e tablets.



A 8ª edição da campanha Electrão envolveu mais de 350 escolas em todo o País, incluindo escolas da Madeira e dos Açores, e permitiu recolher mais de 125 toneladas de equipamentos elétricos, pilhas e baterias usados.

Só no distrito de Braga foram recolhidos mais de seis mil quilos de resíduos elétricos e eletrónicos, pilhas e baterias. O destaque vai para a Escola Básica Frei Caetano Brandão, que conseguiu ultrapassar uma tonelada de equipamentos recolhidos.

Numa edição que contou com muitas novidades e que foi concluída já durante o período de confinamento, com a grande maioria das escolas encerradas, os resultados obtidos superaram as expectativas e reforçam a importância da sensibilização para a separação de resíduos junto dos mais jovens.

Entre as novidades desta edição estava o Quiz Electrão, um jogo digital, inovador e pedagógico, que permitiu envolver os alunos num debate sobre temas essenciais como reciclagem, valorização de resíduos, recursos naturais e prevenção de incêndios. O quiz registou, também, uma grande adesão e participação por parte das escolas, tendo sido jogados um total de 6251 jogos de tabuleiro e travadas 3059 batalhas, uma modalidade que permitia criar competições entre os alunos da turma ou mesmo da escola. A pontuação de cada escola no Quiz contribuiu também para a atribuição dos prémios finais.

Além do Quiz, foi também distribuído pelas escolas o livro “Electrão? Conheço bem, muito obrigado!”. Destinado aos alunos do 2º ciclo, o livro fala sobre a importância da separação dos resíduos, da sua reciclagem e sobre o impacto que temos no ambiente, através de uma leitura divertida, com atividades e desafios.

A atribuição dos prémios foi efetuada com base num sistema de pontos, para os quais contou a quantidade de resíduos recolhida pela escola e a pontuação obtida no Quiz. Além dos equipamentos, as escolas irão também receber um valor proporcional à quantidade de resíduos recolhida – 50€ por cada mil quilogramas de equipamentos elétricos e eletrónicos usados e 75€ por cada mil quilogramas de pilhas entregues –  o que significa que no total serão distribuídos mais de 10.000 € em prémios.

A Electrão – Associação de Gestão de Resíduos é a entidade na área da responsabilidade alargada do produtor com maior relevância a nível nacional, atuando na gestão de três fluxos de resíduos: equipamentos elétricos, pilhas e baterias, e embalagens. Recebe a confiança de mais de 1500 Produtores e Embaladores, a quem presta serviços nesta área. Gere uma rede com mais de 5500 locais de recolha de equipamentos elétricos e pilhas e baterias usados, assegurando o correto encaminhamento destes resíduos, bem como os resíduos de embalagens recolhidos pelos sistemas municipais, para tratamento e reciclagem. É um dos principais promotores da economia circular no País e desenvolve diversas campanhas de comunicação e sensibilização para a correta separação de resíduos e para a mudança de comportamentos e para um consumo mais sustentável.

Imagens: DR.

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