Tag archive

Electrão

Cada família acumula em casa 11 equipamentos elétricos que já não usa

Outubro 17, 2020 em Atualidade, Concelho, Economia, Mundo Por barcelosnahorabarcelosnahora

Cada família acumula em casa, em média, 11 equipamentos elétricos que já não usa, de acordo com um estudo recente da Organização das Nações Unidas. “Quem não tiver um telemóvel antigo guardado em casa que levante a mão”, desafiou o Diretor-geral do Electrão – Recolha e Reutilização, Ricardo Furtado, num debate online dedicado aos resíduos elétricos, organizado, esta quinta-feira, pela APEMETA – Associação Portuguesa de Empresas de Tecnologias Ambientais.



A acumulação que os cidadãos fazem dos pequenos eletrodomésticos impede que os níveis de reciclagem destes equipamentos usados aumentem como se pretende. “Temos que contrariar essa tendência porque precisamos desses equipamentos para o cumprimento das metas. Não vale a pena definirmos metas de 65 por cento se as pessoas não entregam estes resíduos”, apontou o responsável que representa uma das três entidades gestoras de equipamentos elétricos usados.

Outro aspeto relacionado com os cidadãos prende-se com a recolha. “Os pequenos eletrodomésticos não podem continuar a ser colocados no lixo indiferenciado porque se perdem”, alerta Ricardo Furtado. O que também não deve continuar a acontecer é o abandono de grandes eletrodomésticos à porta sabendo-se que estes equipamentos, pelo valor que possuem, são rapidamente desviados para o mercado paralelo pelos arrebanhadores antes que as autarquias e SGRU (Sistema de Gestão de Resíduos Urbanos) tenham tempo de recolhê-los. Esta situação impede, de igual forma, que estes aparelhos sejam reciclados.

Empresas, Municípios, SGRU e Tutela têm que ser envolvidos

As empresas, tal como o cidadão, são uma parte importante da equação tendo em conta que geram inúmeros resíduos elétricos por via das suas atividades. “Estes equipamentos acabam por ser mascarados como resíduos metálicos ou sucata. São geridos no setor informal e perdem-se irremediavelmente para a contabilização das metas”, denuncia. Para resolver o problema, as empresas deveriam ficar obrigadas a entregar estes resíduos apenas às entidades gestoras ou aos operadores de gestão de resíduos com quem estas trabalham, o que vai ao encontro de uma alteração legislativa que o Governo quer fazer.

Ao nível dos SGRU também há muito trabalho a fazer. “Temos SGRU a apresentar 20 gramas de resíduos elétricos recolhidos por habitante ano”, exemplifica. É igualmente urgente que os operadores licenciados cumpram as normas de certificação a que estão obrigados para o tratamento destes resíduos.

Os free riders, produtores que estão à margem do sistema, constituem um problema para o fluxo, tal como as vendas online, sobretudo através de plataformas que não têm representação em Portugal. “Deveria existir uma responsabilização das plataformas para garantir que os produtos que são vendidos através delas são registados. Achamos, também, que precisamos de responsabilizar as entidades que asseguram as entregas. Têm que estar disponíveis para recolher usados quando entregam um novo”. Para Ricardo Furtado, este é um assunto novo que terá que ter integração a nível europeu e mundial.

Não menos importante é o papel do Estado, que tem a obrigação de legislar corretamente. Só depois, defende Ricardo Furtado, deve ser clarificado o que se espera das entidades gestoras.

Este responsável sublinhou que as entidades gestoras não têm competência para fazer a recolha junto do cidadão. No entanto, a representante da APA que participou na conferência, Mafalda Mota, esclareceu que as entidades gestoras podem, afinal, recolher os equipamentos elétricos diretamente ao cidadão já que essa tipologia de resíduos não é exclusiva dos municípios, ao contrário do que acontece, por exemplo, com as embalagens. O Electrão tem a ambição de consolidar uma vertente operacional que lhe permita não só fazer a recolha, como proceder à triagem e encaminhar esses resíduos para reciclagem.

Todas estas sugestões estão integradas na “Agenda para o cumprimento das metas de resíduos de equipamentos elétricos”, que o Electrão lançou no início do ano. “Não resolvemos nada atirando a responsabilidade total sobre as entidades gestoras. Temos as costas largas, mas o que sabemos é que há muita responsabilidade dos vários intervenientes na cadeia que escapa ao controlo, à intervenção e mesmo à sugestão das entidades gestoras”, lamenta. Nos últimos anos, o Electrão tem desenvolvido múltiplas campanhas com vista a contribuir para as metas nacionais.

Negociação sectorial precisa-se para cumprir as metas

O Diretor-geral do Electrão – Associação de Resíduos, Pedro Nazareth, esclareceu, durante a conferência, que os grandes eletrodomésticos, como frigoríficos ou máquinas de lavar, que constituem o grosso dos resíduos elétricos, serão determinantes para que Portugal possa cumprir a meta de 65 por cento.

Muitos destes resíduos não são reciclados porque não se encontram. “Se não estão no campo, na praia, na montanha, nem na cidade, se não estão no aterro, nem a ser valorizados energeticamente, onde estarão? O que acontece é que estes resíduos são misturados com sucata ferrosa e não ferrosa”, denuncia.

Pedro Nazarteh lembra que a única tecnologia disponível para “fazer desaparecer estes equipamentos” são tesouras de corte e fragmentadores, usados por muitos operadores licenciados que estão licenciados pelo Estado português.

Para resolver o problema, o Diretor-geral do Electrão sugere ao Governo que seja feita uma negociação com este sector, que já desenvolvia a sua atividade antes da chegada das entidades gestoras, há 15 anos, e que olhou o seu aparecimento como uma invasão do seu território natural. “Este processo deve ser liderado pela tutela. Este setor das sucatas metálicas deve ser convidado a ter metas e a separar os resíduos elétricos que entram nas suas instalações”, conclui em jeito de desafio.

Foto: DR.

3º Dia Internacional dos Resíduos Elétricos comemora-se a 14 de outubro com foco na educação ambiental

Outubro 14, 2020 em Atualidade, Concelho, Economia, Educação, Mundo Por barcelosnahorabarcelosnahora

Crianças de todo o mundo gravaram vídeo apelando à necessidade de reciclar

Pelo terceiro ano consecutivo, o WEEE Forum e os seus membros, onde se inclui o Electrão – Associação de Gestão de Resíduos, assinalam hoje, 14 de outubro, o Dia Internacional dos Resíduos Elétricos. O objetivo é promover a sensibilização, a nível global, para a necessidade de encaminhar corretamente estes resíduos para reciclagem, de forma a proteger o ambiente e a saúde humana.



Num ano em que o foco incide na sensibilização, na educação e no envolvimento da comunidade, o WEEE Forum produziu um vídeo onde crianças de todo o mundo, de Portugal à Nigéria, passando pela Áustria e Polónia, surgem a apelar à participação de todos na reciclagem dos equipamentos elétricos usados. Podem assistir aos vídeos em: https://bit.ly/2SR9m30 .

Ao longo do vídeo, os jovens deixam mensagens importantes sobre este fluxo de resíduos, transformando o momento numa pequena lição sobre o valor que têm estes aparelhos fora de uso. “88 telemóveis têm ouro suficiente para fazer uma aliança. Dá-lhes uma nova vida!” ou “Os equipamentos elétricos fora de uso são o fluxo de resíduos que mais aumenta no nosso planeta, com esse aumento, daqui a 10 anos existirão resíduos elétricos suficientes para construir 7390 Torres Eiffel todos os anos! Dá-lhes uma nova vida!”, exortam.

Quase 100 organizações de 50 países participam nas comemorações do Dia Internacional dos Resíduos Elétricos com vários tipos de atividades durante o mês de outubro, que se centra na sensibilização dos consumidores para os resíduos elétricos e na forma como os descartar corretamente, possibilitando a sua posterior reutilização e reciclagem.

Com as iniciativas presenciais limitadas e com a proliferação dos eventos digitais, o WEEE Forum aproveitou a ocasião para sensibilizar para os resíduos associados à Internet, como as infraestruturas de conectividade e aparelhos de IOT – Internet-das-Coisas.

O avolumar do problema

O volume de equipamentos elétricos fora de uso aumentou 21% em apenas cinco anos, atingindo um novo record em 2019, ao chegar aos 53,6 milhões de toneladas, de acordo com dados das Nações Unidas (Global E-waste Monitor 2020). Está projetado que este valor possa chegar a 75 milhões de toneladas já em 2030, o que equivale a 9 kg por pessoa no mundo.

Os resíduos elétricos, não só, têm uma predominância face aos restantes fluxos de resíduos domésticos, como também, têm mais valor: as matérias primas contidas nos resíduos gerados em 2019, valiam aproximadamente 50,8 biliões de euros.

Ainda em relação à quantidade global de resíduos elétricos produzidos em 2019, estima-se, de acordo com os dados oficiais, que apenas 18% foram corretamente encaminhados para reciclagem. Isto significa que cerca de 44 milhões de toneladas foram colocadas em aterro, queimadas ou comercializadas e tratadas ilegalmente, sem garantia de cumprimento dos requisitos que asseguram a remoção das substâncias perigosas que os constituem e que causam um impacto muito significativo no ambiente.

Perante este cenário, o diretor geral do WEEE Forum, Pascal Leroy, sublinha que o mundo tem pela frente um grande desafio: “Se não melhorarmos a forma como estes resíduos são recolhidos e tratados, o problema ambiental vai agravar-se.”, salienta. Para o responsável do WEEE Forum, a educação é uma área fundamental. “Quanto mais se souber, melhores escolhas as pessoas farão. Por essa razão, é tão importante dedicar a edição de 2020 à sensibilização social”, enfatiza.

O Comissário Europeu do Ambiente, Oceanos e Pescas, Virginijus Sinkevičius, também mostrou o seu apoio à comemoração deste dia, no âmbito da estratégia europeia que promove a circularidade e que é um dos alicerces do Pacto Ecológico Europeu.

“O foco do Plano de Ação para a Economia Circular está em setores onde o impacto é muito elevado, como o dos equipamentos elétricos, o que exige que se olhe para o ciclo de vida dos produtos. No topo das prioridades está a prevenção dos resíduos elétricos. Quando já não for possível o desafio é transformar o resíduo num recurso. Para que o plano seja bem-sucedido, é necessário que os cidadãos estejam conscientes e saibam como contribuir para um mundo mais verde”, frisa o comissário.

Virginijus Sinkevicius – Comissário Europeu para o Ambiente, Oceanos e Pescas (Imagem: DR)

Electrão e a Educação Ambiental no Dia Internacional dos Resíduos Elétricos

Em Portugal, a celebração do Dia Internacional dos Resíduos Elétricos fica, mais uma vez, a cargo do Electrão, o único representante português nesta associação internacional e que, atualmente, integra o Board do WEEE Forum.

As redes sociais e as plataformas digitais do Electrão vão concentrar as principais ações na divulgação de vídeos, curiosidades e mensagens sobre a separação e a reciclagem dos equipamentos elétricos usados.

No âmbito da Escola Electrão, uma campanha de sensibilização dedicada aos mais jovens, o Electrão aceitou também o repto lançado pelo WEEE Forum para reforço das ações de educação ambiental e lança o desafio “Repórter Electrão”. O objetivo é envolver os mais jovens nesta temática, incentivá-los a pesquisar e a criar conteúdos criativos que estimulem hábitos de separação de reciclagem e, ainda, que alertem para os perigos de uma gestão incorreta dos equipamentos elétricos. O Electrão tem, ainda, disponível o “Quiz Escola Electrão” (https://quiz-electrao.pt/), um desafio para todos, criado para motivar os alunos para o desígnio da reciclagem, que habilita as escolas a ganhar prémios.

O diretor-geral do Electrão, Pedro Nazareth, sublinha que é fundamental consciencializar e envolver os cidadãos, a começar pelos mais pequenos. Pedro Nazareth lembra que para conseguirmos mudanças é fundamental a ação individual de cada um: prolongar a vida dos equipamentos elétricos, através da reparação, reutilização ou mesmo doação, e quando já não houver outra opção, encaminhar os equipamentos elétricos para um dos locais de recolha do Electrão, para que estes possam ser corretamente reciclados.

Tema em debate nas “Manhãs Apemeta

Em semana do Dia Internacional dos Resíduos Elétricos, os desafios que se colocam às entidades gestoras deste fluxo vão estar no centro da próxima sessão “Manhãs Apemeta” (http://www.apemeta.pt/apemeta/home.aspx), agendada para 15 de outubro. O evento, dedicado aos resíduos de equipamentos elétricos, é organizado pela Associação Portuguesa de Empresas de Tecnologias Ambientais, e conta com o apoio e participação do Electrão.

Durante esta sessão serão apresentados os objetivos do estudo encomendado pelas três entidades gestoras de resíduos de equipamentos elétricos e eletrónicos, que se uniram num esforço para dar resposta às grandes barreiras deste fluxo. A apresentação estará a cargo de Paulo Ferrão, da 3Drivers, a empresa que está a desenvolver o trabalho.

As três entidades gestoras terão espaço para falar sobre as expectativas deste estudo e sobre a forma como poderá contribuir para a resolução dos problemas que enfrenta.

A conferência terá a participação da Agência Portuguesa do Ambiente, do município de Lisboa, que falará sobre os desafios da recolha, e ainda da DECO, que dará eco sobre constrangimentos sentidos pelos consumidores.

Fotos: DR.

8ª edição da Escola Electrão premeia escolas de todo o país

Julho 15, 2020 em Atualidade, Concelho, Economia, Educação, Mundo Por barcelosnahorabarcelosnahora

Distrito de Braga recolhe mais de 6 toneladas de resíduos de equipamentos elétricos e pilhas e baterias

A Electrão – Associação de Gestão de Resíduos, no âmbito da 8ª edição da Escola Electrão, que decorreu no ano letivo 2019/2020, vai atribuir às escolas que participaram, e que recolheram equipamentos elétricos e pilhas e baterias usados, prémios que permitirão melhorar as condições da escola. Entre os prémios estão microscópios, impressoras, computadores, videoprojetores e tablets.



A 8ª edição da campanha Electrão envolveu mais de 350 escolas em todo o País, incluindo escolas da Madeira e dos Açores, e permitiu recolher mais de 125 toneladas de equipamentos elétricos, pilhas e baterias usados.

Só no distrito de Braga foram recolhidos mais de seis mil quilos de resíduos elétricos e eletrónicos, pilhas e baterias. O destaque vai para a Escola Básica Frei Caetano Brandão, que conseguiu ultrapassar uma tonelada de equipamentos recolhidos.

Numa edição que contou com muitas novidades e que foi concluída já durante o período de confinamento, com a grande maioria das escolas encerradas, os resultados obtidos superaram as expectativas e reforçam a importância da sensibilização para a separação de resíduos junto dos mais jovens.

Entre as novidades desta edição estava o Quiz Electrão, um jogo digital, inovador e pedagógico, que permitiu envolver os alunos num debate sobre temas essenciais como reciclagem, valorização de resíduos, recursos naturais e prevenção de incêndios. O quiz registou, também, uma grande adesão e participação por parte das escolas, tendo sido jogados um total de 6251 jogos de tabuleiro e travadas 3059 batalhas, uma modalidade que permitia criar competições entre os alunos da turma ou mesmo da escola. A pontuação de cada escola no Quiz contribuiu também para a atribuição dos prémios finais.

Além do Quiz, foi também distribuído pelas escolas o livro “Electrão? Conheço bem, muito obrigado!”. Destinado aos alunos do 2º ciclo, o livro fala sobre a importância da separação dos resíduos, da sua reciclagem e sobre o impacto que temos no ambiente, através de uma leitura divertida, com atividades e desafios.

A atribuição dos prémios foi efetuada com base num sistema de pontos, para os quais contou a quantidade de resíduos recolhida pela escola e a pontuação obtida no Quiz. Além dos equipamentos, as escolas irão também receber um valor proporcional à quantidade de resíduos recolhida – 50€ por cada mil quilogramas de equipamentos elétricos e eletrónicos usados e 75€ por cada mil quilogramas de pilhas entregues –  o que significa que no total serão distribuídos mais de 10.000 € em prémios.

A Electrão – Associação de Gestão de Resíduos é a entidade na área da responsabilidade alargada do produtor com maior relevância a nível nacional, atuando na gestão de três fluxos de resíduos: equipamentos elétricos, pilhas e baterias, e embalagens. Recebe a confiança de mais de 1500 Produtores e Embaladores, a quem presta serviços nesta área. Gere uma rede com mais de 5500 locais de recolha de equipamentos elétricos e pilhas e baterias usados, assegurando o correto encaminhamento destes resíduos, bem como os resíduos de embalagens recolhidos pelos sistemas municipais, para tratamento e reciclagem. É um dos principais promotores da economia circular no País e desenvolve diversas campanhas de comunicação e sensibilização para a correta separação de resíduos e para a mudança de comportamentos e para um consumo mais sustentável.

Imagens: DR.

Ir Para Cima