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Iniciativa Liberal

Novo Núcleo Liberal instalado em Barcelos

Julho 4, 2021 em Atualidade, Concelho, Política Por barcelosnahorabarcelosnahora

Na passada sexta-feira, 2 de julho, foi oficializada a criação do novo núcleo territorial da Iniciativa Liberal em Barcelos. O Plenário Inaugural deu-se no Restaurante o Galiano e contou com a especial presença da atual candidata liberal a câmara municipal de Braga, Olga Baptista.

Em comunicado, este novo núcleo, refere que, é jovem e motivado, e pretende ser a melhor alternativa política e Libertar as pessoas da “hegemonia política que tem vindo a governar o município”.

Promete também defender os contribuintes Barcelenses ao reduzir a carga tributária à qual se sujeitam atualmente.

Propõe-se ainda a aumentar o poder de compra e avançar com propostas na área de saúde, ambiente e educação.

Previamente à formalização do grupo, já decorreram inúmeras discussões internas com o principal objetivo de conhecer e tentar solucionar diferentes assuntos de interesse partidário e principalmente para os Barcelenses.

Deste modo, prepara-se para iniciar a atividade política e dar voz a todos os cidadãos que lutam por uma cidade de Barcelos mais Liberal.

Deste plenário, saiu aprovado o regulamento do Núcleo e o Grupo de Coordenação Local, que é composto por sete elementos e liderado por Andreia Ferreira.

Fonte|Foto: ILBarcelos

A Resiliência do Desperdício

Junho 7, 2021 em Atualidade, Concelho, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora

O Plano de Recuperação e Resiliência Económica é mais um exemplo de como o estado português gasta os apoios europeus de uma maneira completamente ineficaz em “investimentos” que não vão a lado nenhum, e que muitas das vezes servem apenas propósitos políticos, para empurrar a ideologia ou para ganhar votos. E a Câmara de Barcelos não é exceção. Os contributos da mesma para o PRRE são um exemplo claro do problema.

Primeiro, quero tocar no uso da palavra investimento neste contexto. Este plano está cheio de “investimentos” que não passam de gastos e compras. Os contributos incluem ciclovias, autocarros elétricos, saúde (incluindo o novo hospital), e educação. À exceção da educação, isto não são investimentos, são gastos e compras. Coisas como a saúde e ciclovias não trazem grandes benefícios económicos, e mesmo a educação é um investimento a longo prazo. A justificação para tal despesas tem motivos cívicos e sociais, não vem por motivos económicos.

Não me interpretem mal, obviamente não sou contra investimentos do estado na saúde, educação ou sustentabilidade. Pelo contrário, sou muito a favor. Mas isto são gastos que deveriam ser feitos consistentemente pelo governo. Não deveriam ser feitos com fundos europeus que se destinam a recuperar a economia dos efeitos da pandemia. Por exemplo, como é que comprar veículos elétricos ajuda o concelho a recuperar economicamente da pandemia? É uma ideia nobre de facto, mas esses veículos não vão ser produzidos em Barcelos, a não ser que haja uma fábrica clandestina da Tesla em Barcelos. Este “investimento” não vai ajudar nenhum Barcelense a recuperar dos efeitos da pandemia. E mesmo as obras publicas têm um efeito limitado porque eventualmente acabam.

O novo hospital é outro bom exemplo. O projeto anda a ser discutido desde 2008, mas foi preciso usar o PRRE para finalmente avançar. A construção do hospital é um dever base do governo, nós pagamos os nossos impostos na expectativa de, entre muitas coisas, que isso se reflita no SNS e a sua infraestrutura. Mas mais uma vez estes deveres básicos só são compridos com a caridade europeia.

Mas isto não é apenas limitado a Barcelos, acontece por todo o país. A grande maioria deste fundo, 83%, vai para o estado. E o estado, sendo demagogo como é, vai aproveitar parte deste dinheiro para fazer grandes projetos com grande valor político, mas com pouco valor económico. Até já se fala outra vez no TGV. E a outra parte vai para os serviços públicos. Assim sendo o fundo acaba por ser um suplemento ao Orçamento de Estado, o que significa que pouco sobra para o propósito original do fundo.

Mas enquanto isso os privados, tanto em Barcelos como no resto do país, ficam com os restos. Não nos esqueçamos os privados representam a grande maioria da atividade economia e dos empregos do país, por muito que o governo socialista odeie essa realidade. Mas é que nem esses restos são bons. Em Barcelos por exemplo, estes veem na forma de apoios como o Empresas 4.0, um apoio à digitalização, que não ajudam em nada uma empresa que esteja com dificuldades. Quando se fatura pouco de que interessa comprar computadores novos? Mas pelo menos podemos encontrar conforto em poder apanhar autocarros elétricos para ir á segurança social pedir subsídio de desemprego quando formos despedidos.

O Plano de Recuperação e Resiliência Económica deve ser usado para ajudar a recuperação da economia dos efeitos da pandemia, não é simplesmente dinheiro dado ao governo e câmaras para gastar como querem. Só porque um investimento parece uma boa ideia não quer dizer que é uma boa alocação destes fundos. O dinheiro tem de ser investido de maneira a recuperar a reanimar a economia, de maneira que se reflita juntos dos portugueses. É extremamente importante recuperar a economia, os próximos 10 anos estão dependentes disso. E isso não vais ser feito ao comprar autocarros elétricos. Esta alocação do fundo é completamente irresponsável e isso vai ter consequências graves. Como país temos de começar a perceber que estes fundos europeus não são complementos ao Orçamento de Estado.

Por: João Cardoso* (Membro da Iniciativa Liberal)

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Autárquicas: Farmacêutica Olga Baptista corre pela Iniciativa Liberal em Braga

Junho 5, 2021 em Atualidade, Concelho, Mundo, Política Por barcelosnahorabarcelosnahora

A farmacêutica Olga Baptista, de 45 anos, é a candidata da Iniciativa Liberal à Câmara de Braga, foi hoje anunciado.

O candidato à Assembleia Municipal é o advogado Bruno Machado.

Em declarações, Olga Batista disse que o programa eleitoral ainda não está elaborado, já que “este é o tempo de auscultar as forças vivas e a população do concelho e tomar nota das suas preocupações”.

“Mas o programa assentará, necessariamente, nas grandes linhas ideológicas da IL, passando por menos Estado local, um Estado mais eficiente e menos impostos”, adiantou.

A IL foi convidada para integrar a coligação liderada por Ricardo Rio, atualmente presidente da Câmara, mas decidiu ir sozinha a jogo, considerando que desta forma terá mais espaço para semear os ideais liberais no concelho.

Atualmente, a Câmara de Braga é constituída por sete eleitos da coligação PSD/CDS/PPM, três do Partido Socialista e um da CDU.

O presidente da Câmara é, desde 2013, Ricardo Rio, que vai recandidatar-se, desta vez com uma coligação que, além daqueles três partidos, inclui também o Aliança.

Além de Olga Baptista e Ricardo Rio, estão também já anunciadas as candidaturas de Hugo Pires (PS), Bárbara Barros (CDU), Alexandra Vieira (Bloco de Esquerda) e Eugénia Santos (Chega).

As eleições autárquicas ainda não têm data marcada, mas terão de decorrer entre 22 de setembro e 14 de outubro.

Fonte: Lusa

Foto: olgabaptista.il

Burocrática Regina

Abril 16, 2021 em Atualidade, Concelho, Mundo, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora

Nós, portugueses, sempre fomos um povo de navegadores. Descobrimos terras longínquas e desconhecidas e demos um grande contributo para o mundo global de hoje. Mas enquanto os nossos antepassados navegavam mares distantes, nós estamos condenados a navegar um mar burocrático, que cada vez mais nos afoga. O Estado e a sua burocracia são um problema, quando deveriam ser vistos como algo positivo e benéfico. É mais obstáculo para os cidadãos e as empresas, que têm de gastar dinheiro, tempo e recursos para o ultrapassar. E claro que isto afeta severamente a competitividade económica e afasta investimento estrangeiro. Interagir com o estado português é quase como se fosse mais um imposto.

O que eu acho mais engraçado é que isto é algo que as próprias instituições públicas reconhecem porque sentem a necessidade de incluir guias e manuais para nos ajudar a navegar a confusão burocrática. Neste tempo de pandemia e confinamento este problema agrava-se à medida que as empresas e os portugueses recorrem aos apoios. Por exemplo, o manual de apoio à candidatura ao Layoff Simplificado precisa de 26 páginas para explicar como se requer o apoio. E quando chegam a meio do processo e estão tão confusos que decidem que querem desistir? Simples, basta consultar o manual de 8 páginas a explicar como desistir do processo para perceber que não vão sair disto com a sanidade intacta.

Isto leva os portugueses a recorrer aos serviços de privados para resolver o problema da burocracia e poderem aceder aos apoios a que têm direito. Isto prejudica seriamente a eficácia dos mesmos. Primeiro, porque parte dos apoios recebidos são usados para pagar por estes serviços, reduzindo assim o apoio líquido. Segundo, o estado torna-se inacessível e afasta as pessoas dos apoios que precisam, principalmente aqueles com menos rendimentos e educação, que são exatamente os que mais necessitam.

Barcelos não é exceção. Alias, acredito que a Câmara de Barcelos esmera-se em burocracia e ineficiência. Processos ficam em espera durante meses, ou até mesmo anos, e durante esse tempo todo há uma falta de apoio e de transparência. Fica-se com a sensação de que a Câmara não tem um sentido de responsabilidade para com os Barcelenses, que apenas faz os seus deveres por obrigação. Obviamente que nem todos têm este problema, quem tem um amigo dentro da Câmara tem a vida mais simplificada. Depois há sempre a suspeita de que se calhar as coisas são assim de propósito, mas não ouviram isto de mim.

Isto cria problemas sérios para qualquer projeto em Barcelos, e daí o seu desenvolvimento, tanto económico como social. Afasta investimento vindo de fora do concelho, é preferível investir num concelho vizinho porque é mais fácil, mais rápido e há melhores condições do que em Barcelos; e abafa aqueles que já estão dentro do concelho, o que leva alguns a moverem-se para os concelhos vizinhos, inteira ou parcialmente. Esta derrama prejudica o emprego, os rendimentos e o desenvolvimento geral.

Mesmo quando a Câmara toma a iniciativa, faz-lho com tal peso burocrático que reduz a eficácia da mesma. Por exemplo, criaram as Bolsas de Estudo do Ensino Superior. Uma ideia nobel e com potencial. No entanto, criou-se um processo tão desnecessariamente burocrático que roça no ridículo; são precisos 15 tipos de documentos de todo o agregado familiar, mais 12 facultativos. Obviamente que isto desencoraja candidaturas. Se calhar o objetivo é esse! Demonstra que não há interesse na iniciativa em si, mas antes que o interesse está no seu valor político.

A Câmara Municipal deveria ser um companheiro para os Barcelenses que está lá para os apoiar. No mínimo que não estorve, mas idealmente deveria ser um ponto de apoio no desenvolvimento e crescimento de Barcelos. Mas na realidade, o que acontece é que a Câmara demonstra um desinteresse pelos seus deveres para com os Barcelenses e mesmo quando toma a iniciativa é apenas por interesse próprio.

Enquanto isso os Barcelenses, e os Portugueses em geral, são deixados de lado a navegar um atormentado mar de burocracias.

Por: João Cardoso* (Membro da Iniciativa Liberal)

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Alto Minho, IL quer Governo a cumprir leis laborais no serviço de imagiologia

Abril 14, 2021 em Atualidade, Concelho, Minho Por barcelosnahorabarcelosnahora

A Iniciativa Liberal (IL) apresentou no parlamento um projeto de resolução a recomendar ao Governo o cumprimento da legislação laboral na concessão do serviço de imagiologia na Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM), foi hoje divulgado.

Em comunicado enviado às redações da LUSA, o partido adiantou que o documento foi entregue na terça-feira, na Assembleia da República, “indo ao encontro do já defendido pelo Núcleo Territorial de Viana do Castelo [da IL]”.

O projeto de resolução apresentado pelo deputado João Cotrim Figueiredo destaca que “os serviços de imagiologia da ULSAM desempenham com dedicação e esforço as atividades de saúde em todo o distrito de Viana do Castelo prestando um apoio essencial a uma população de 200 mil habitantes com um rápido atendimento aos utentes que necessitem destas especialidades”.

“Tais serviços encontram-se concessionados desde 2004 com o objetivo de obter ganhos notórios na eficiência e na qualidade do serviço prestado com capacidade de resposta célere no atendimento aos utentes, reparação e manutenção de equipamentos e disponibilização de meios humanos com qualificação e especialidades”, refere a recomendação ao Governo.

No documento, o partido defende que “a concessão de um serviço a privados é coerente numa situação hospitalar desde que produza benefícios ao nível da gestão operacional e da estabilidade do cuidado aos utentes”.

“Várias denúncias têm sido realizadas, muitas das quais são públicas nos órgãos de comunicação social, dando conta da existência de casos de funcionários a desempenhar funções diárias de caráter efetivo com contratos de prestação de serviços (falsos recibos verdes) e colaboradores que viram cessados os seus contratos de trabalho para iniciar um novo contrato no dia seguinte, sendo que alguns que questionaram tais irregularidades foram dispensados das suas atividades”, aponta o partido.

Para a IL, “o Estado deve cumprir e fazer cumprir a lei nos contratos realizados com entidades externas e ser um exemplo para a sociedade e, por isso mesmo, recomenda ao Governo o cumprimento da Lei 63/2013 de 27 de agosto por parte da empresa que detém a concessão do serviço de imagiologia da ULSAM”, bem como “o cumprimento dos artigos 143 e 145 do Código do Trabalho por parte da empresa que detém a concessão”.

Na terça-feira, o Governo autorizou a ULSAM a assumir um encargo de mais de 8,4 milhões de euros, durante quatro anos, ao abrigo do contrato para concessão dos serviços de imagiologia.

De acordo com a portaria publicada em Diário da República (DR), os encargos “resultantes do contrato não excederão, em 2021, os 2.122.059,71 euros, em 2022, os 2.829.412,94 euros, em 2023, os 2.829 412,94 euros, e em 2024 os 707.353,24 euros”.

Desde 2004 que o serviço de Radiologia da ULSAM é concessionado a uma empresa, por um período de três anos. A empresa é responsável pela gestão dos recursos humanos e manutenção dos equipamentos, sendo que os equipamentos e instalações são propriedade da ULSAM.

Os termos da concessão têm sido fortemente contestados ao longo dos anos pelos técnicos de radiologia que se queixam, entre outros, de baixos salários e precariedade laboral.

Os protestos aumentaram a partir de fevereiro, quando a empresa Lifefocus, detentora da concessão, começou a enviar cartas de rescisão dos contratos aos trabalhadores do serviço de imagiologia, com efeitos a partir de 31 de março, prazo de conclusão da concessão que começara em 2018.

A empresa Lifefocus concorreu e venceu o novo concurso público lançado no final de 2020 pela ULSAM, e iniciou a nova concessão no dia 01 de abril.

Criada em 2009, a ULSAM é constituída por dois hospitais: o de Santa Luzia, em Viana do Castelo, e o Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima. Integra ainda 12 centros de saúde, uma unidade de saúde pública e duas de convalescença, servindo uma população residente superior a 244 mil pessoas dos 10 concelhos do distrito de Viana do Castelo e algumas populações vizinhas do distrito de Braga.

Fonte: LUSA

Foto: @valda_photography| /unsplash

Crimes de violação, coação sexual e abuso de pessoa incapaz podem vir a ser públicos

Abril 14, 2021 em Atualidade, Concelho, Mundo, Política Por barcelosnahorabarcelosnahora

O parlamento vai discutir na quinta-feira em plenário a transformação dos crimes de violação, coação sexual e abuso sexual de pessoa incapaz de resistência em crime público, através de projetos de lei de vários partidos.

Bloco de Esquerda e Iniciativa Liberal apresentam projetos de lei no sentido de consagrar a natureza de crime público dos crimes de violação, de coação sexual e de abuso sexual de pessoa incapaz, o que significa que bastaria haver denúncia por parte de qualquer pessoa mesmo que não a própria vítima e que o processo corre os seus tramites mesmo contra a vontade dos ofendidos.

A deputada não inscrita Joacine Katar Moreira alinha no mesmo pedido, “garantindo a conformidade deste diploma com a Convenção do Conselho da Europa para a Prevenção e o Combate à Violência Contra as Mulheres e a Violência Doméstica”, mais conhecida como Convenção de Istambul.

O partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN) apresenta também um projeto lei que vai no mesmo sentido, mas que inclui também o crime de fraude sexual e o crime de procriação artificial não consentida, pedindo também o alargamento dos prazos de prescrição de crimes contra a liberdade e autodeterminação sexual de menores e do crime de mutilação genital feminina, procedendo à respetiva alteração ao Código Penal e ao Código de Processo Penal.

No caso do alargamento dos prazos de prescrição, o PAN pede que nos crimes contra a liberdade e autodeterminação sexual de menores e mutilação genital feminina o procedimento criminal nunca se extinga antes de a vítima ter 40 anos nos casos em que o menor tem menos de 14 anos. Nos casos em que a vítima tenha mais de 14 anos, pedem um prazo de prescrição de 20 anos que “nunca poderá, no entanto, ocorrer antes de o ofendido perfazer 35 anos”.

A deputada não inscrita Cristina Rodrigues apresenta um projeto de lei no sentido de transformar em crime público todos os crimes contra a liberdade e autodeterminação sexual, sustentando que “os crimes contra a liberdade sexual estão a aumentar progressivamente em Portugal”, apesar de se ter vindo a assistir a “uma diminuição da criminalidade violenta e grave”.

Além deste projeto de lei, a deputada apresenta outro, para alteração do Código Penal, desta vez para que seja incluída a violência económica ou patrimonial no crime de violência doméstica, “em respeito pela Convenção de Istambul”.

O CDS-PP leva a discussão um projeto de lei para consagrar como crime público os crimes de ameaça e de coação, para que sejam equiparados ao crime de violência doméstica.

O CDS dá como exemplo o caso, que aconteceu em 2019, de uma avó e neta mortas pelo genro e pai, respetivamente, depois de as vítimas terem sido sinalizadas e de a PSP ter classificado a queixa como uma situação de “alto risco”.

“Não obstante, o inquérito viria a ser arquivado pelo Ministério Público, ainda em 2017, por desistência da queixosa, em virtude de os factos terem sido enquadrados nos crimes de coação e ameaça, em vez de um crime de violência doméstica”, aponta o partido.

No entender do CDS, importa, por isso, refletir sobre “o alcance e razoabilidade do atual regime dos crimes de ameaça e coação, tendo em atenção os números apresentados e a sua evidente conexão com a violência doméstica”.

O tema da violência doméstica justifica a apresentação de um outro projeto de lei pelo Bloco de Esquerda, que pede mais medidas de proteção das vítimas no âmbito dos direitos laborais, da segurança social e da habitação.

O Partido Ecologista os Verdes (PEV) apresenta um projeto de resolução com vista a mais medidas que previnam e combatam o crime de violência doméstica.

O PAN tem ainda um outro projeto de resolução no sentido de recomendar ao governo que assegure a adoção de um código de conduta adaptado à Convenção de Istambul, “visando uma adequada cobertura noticiosa de casos de violência doméstica e impedir um expectável efeito de contágio”.

Por último, o Parlamento irá também discutir a aprovação de uma petição entregue pelo Coletivo Mulheres de Braga, que recolheu mais de oito mil assinaturas, com medidas de prevenção e proteção das vítimas.

Fonte: LUSA

Foto: @mbaumi|unsplash

  • Atualização 14/04/2021 às 15:03

Um argumento pela liberdade de escolha

Fevereiro 14, 2021 em Atualidade, Concelho, Mundo, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora

Cooperar com os privados para permitir liberdade de escolha sobre os serviços públicos não deveria ser visto como vender o Estado ao privado e ao lucro. Mas sim como uma maneira de emancipar os serviços públicos. A dinamização destes através de entidades estabelecidas no mercado garantiria a qualidade e a resposta imediata, mantendo o foco naqueles que mais interessam, os utentes. 

Neste momento vivemos num país onde não temos direito de escolha sobre os serviços públicos que consideramos essenciais e para os quais contribuímos com os nossos impostos. Temos o que o estado dá, se for bom, ainda bem, se for mau, paciência. Estamos dependentes e subservientes da boa vontade e sentido de responsabilidade daqueles que nos servem. Resumindo a saúde humana a uma mera questão de sorte. Em caso de inexistência de resposta, aqueles que tem capacidade económica e financeira socorrem-se dos privados, acabando por ser a classe mais baixa da sociedade a mais afetada. Isto acontece porque a qualidade de serviços prestada pouco afeta o setor público. Quem não tem possibilidades para ir ao mercado privado não tem outra escolha. Argumentam que não pode ser de outra maneira, que é imoral ir ao mercado privado e pagar aos capitalistas que só ambicionam o lucro pelos serviços que prestam. É preferível ter serviços públicos ineficientes do que colaborar com tal gente. 

A falta de responsabilização no setor público leva a que este se preocupe mais consigo próprio do que com os que serve. Aliado aos sindicatos, o seu foco é conquistar cada vez mais direitos e regalias. O povo, que paga impostos para financiar isto tudo, fica de fora da equação. A função pública continua a reclamar por condições e direitos que o resto da população portuguesa raramente tem. Argumentam que os funcionários públicos são uma classe muito oprimida e explorada por não ter direitos que mais ninguém tem. Custa-me a perceber!

Liberdade de escolha permite-nos exigir mais. Porque quando se tem a liberdade de escolher por quem e como queremos que os nossos direitos sejam satisfeitos, tem-se poder sobre esses direitos. 

Na compra de um carro, o consumidor tem uma variedade de opções de escolha. Nessa escolha avaliam-se as prioridades de cada um, tal como preço, espaço, qualidade, estilo, etc. Isto coloca pressão nos produtores de carros para que o seu produto satisfaça os clientes da melhor maneira possível, porque se o cliente não estiver satisfeito para próxima vai a outro. O cliente tem escolha, e essa escolha dá-lhe poder. 

Este conceito é a base da democracia, temos o direito de escolher quem nos representa. Escolhemos quem achamos que melhor representa os nossos interesses, e por isso temos neste momento dez partidos na assembleia da república a competir pela nossa aprovação na expectativa de serem eleitos outra vez. Esforçam-se para nos agradar porque estão dependentes disso para continuarem a fazer o que fazem. Foi por isso que lutamos no 25 de Abril, para dar poder ao povo sobre quem nos governa. 

Porque é que podemos ter poder sobre o que consumimos ou quem nos representa, mas não podemos ter esse poder sobre os nossos direitos básicos de educação e saúde? Porque aparentemente corremos o risco de algum capitalista ter lucro por prestar um serviço de qualidade. Mas esquecem-se que é por causa desse mesmo lucro que o capitalista se interessa sobre a nossa satisfação, e é essa falta de motivação que torna o público ineficiente. 

E assim acabamos nós, neste canto à beira mar, com tanto medo de ser explorados pelos capitalistas que acabamos todos oprimidos por um serviço público que só se interessa por si. Mas da próxima vez que tiverem na fila de espera do hospital ou que os vossos filhos não tirem proveito da escola, podem sempre encontrar conforto no fato que nenhum capitalista está a lucrar com isso.

Por: João Cardoso* (Membro da Iniciativa Liberal)

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Núcleos do Distrito Braga da Iniciativa Liberal promovem conferência sobre “Executivos das Autarquias Locais: Manter ou Modificar?”

Fevereiro 10, 2021 em Atualidade, Concelho, Mundo, Política Por barcelosnahorabarcelosnahora

Os Núcleos Territoriais de Braga, Guimarães e Vila Nova de Famalicão da Iniciativa Liberal, organizam na próxima Sexta-Feira, dia 12 de fevereiro de 2021, pelas 21h30 uma conferência digital sobre: “Os Executivos das Autarquias Locais: Manter ou Modificar?”.

Esta conferência tem como objetivo aprofundar conhecimentos e debater o Poder Local em Portugal, fomentando o espírito de partilha de conhecimento, troca de ideias e um saudável debate.

Este certame virtual será transmitido via Facebook na página da Iniciativa Liberal dos três núcleos organizadores, Braga, Guimarães e Famalicão, e contará com a participação de Ricardo Silva, presidente da Junta de Freguesia de São Vítor, de Ricardo Valente, vereador do Pelouro Desenvolvimento Económico e Social da Camara Municipal do Porto e o Prof. Doutor António Cândido de Oliveira.

O Prof. Doutor António Cândido de Oliveira licenciou-se em Direito, pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, em 1970, obteve o grau de Doutor em Ciências da Administração, na Universidade do Minho, em 1989, e fez as suas provas de Agregação em Direito Público na Universidade do Minho, em 2002, sendo Professor Catedrático Jubilado da Universidade do Minho. É precisamente neste domínio jurídico que se revela como uma referência para todos os que, dentro e fora de Portugal, apreciam e estudam o Direito Público, em especial o Direito Administrativo e Direito das Autarquias Locais.

O Dr. Ricardo Valente é Licenciado em Economia pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto. Exerceu a sua atividade profissional entre 1992 e 2016 na área de consultoria em gestão de risco, na área do mercado de capitais, gestão de patrimónios, área da Banca de Investimentos e foi consultor de investimentos. É docente na Faculdade de Economia da Universidade do Porto e na Porto Business School. Actualmente é Vereador do Pelouro Desenvolvimento Económico e Social, tendo como suas áreas de atuação a economia e a atração de investimento, tendo sob sua alçada o Gabinete InvestPorto.

Por fim, o Dr. Ricardo Silva é Licenciado em História e em Arqueologia pela Universidade do Minho, tendo sido coordenador da JovemCoop. Ao longo dos últimos anos destacou-se pela sua enorme intervenção cívica e deu a cara pela defesa do património e pelas causas socais mais eminentes da freguesia de S. Victor. Recordamos, particularmente, as Sete Fontes, que foi a causa mais emblemática, mas muitas outras se juntam ao rol: fábrica Confiança, Convertidas, Guadalupe, candeeiros do Campo Novo ou a Casa do Areal. É atualmente o Presidente da Junta de Freguesia de S. Victor, do concelho de Braga.

Fonte|Foto: IL

Distrito de Braga elege 4 representantes para o Conselho Nacional da Iniciativa Liberal

Dezembro 22, 2020 em Atualidade, Mundo, Política Por barcelosnahorabarcelosnahora

No passado dia 12 de dezembro, decorreu, de forma virtual, a V Convenção Nacional do partido Iniciativa Liberal (IL), que reuniu cerca de 500 membros para a eleição de um novo mandato do Conselho Nacional, do Conselho de Jurisdição e do Conselho de Fiscalização.

Concorreram a estas eleições uma lista para o Conselho de Jurisdição, uma lista para o Conselho Fiscalização e três listas para Conselho Nacional. Após debates, apresentação das listas e votações, o distrito de Braga recebeu com entusiasmo e orgulho a notícia que quatro dos seus cidadãos foram agraciados com lugares elegíveis para o Conselho Nacional da IL.

Para este novo mandato, o distrito de Braga será, então, representado por Bruno Miguel Machado, Advogado e Coordenador do Núcleo de Braga da Iniciativa Liberal; Paulo Gonçalves Silva, Bancário e Coordenador Geral do Núcleo de Guimarães da Iniciativa Liberal; Paulo Lopes, Profissional Liberal e Coordenador do Núcleo de Vila Nova de Famalicão da Iniciativa Liberal e Rui Rocha, Gestor de Recursos Humanos e membro do departamento nacional de comunicação da Iniciativa Liberal.

Além da satisfação plena do Partido por mais uma prova cabal de descentralização partidária e abertura aos vários quadrantes da sociedade, estas eleições reforçam o sentimento de reconhecimento do trabalho realizado pelos vários núcleos minhotos e a importância que o Distrito de Braga possui no quotidiano deste partido.

A promessa fica, assim, de continuar o trabalho realizado em torno da cidade e do distrito de Braga, em prol dos seus munícipes, sempre com o objetivo de ser uma voz ativa no desenvolver de políticas e medidas que contribuam para o engrandecimento e liberalismo da nossa terra. Sempre com um objetivo claro, proteger os nossos concidadãos, as suas empresas e postos de trabalho e, acima de tudo, a nossa terra.

Fonte: Iniciativa Liberal Braga

Foto:DR

Iniciativa Liberal de Braga promove conversa online sobre Inovação

Dezembro 3, 2020 em Atualidade, Concelho, Economia, Mundo, Política Por barcelosnahorabarcelosnahora

O Núcleo de Braga da Iniciativa Liberal (IL) promove, esta quinta-feira, dia 3 de dezembro, a partir das 21h00, uma “Conversa Liberal” sobre inovação, que se desenrolará na página Facebook do referido Núcleo.



Esta “conversa” contará com as presenças de Carlos Oliveira, ex-Secretário de Estado da Inovação e ex-Diretor da Startup Braga, e de Simão Soares, CEO e fundador da empresa SilicoLife e Presidente da Associação Portuguesa de Bioindústrias.

O debate será moderado por Miguel Rocha, do Grupo de Coordenação Local da IL em Braga e Professor Associado da Universidade do Minho.

Fonte e imagem: IL-BRAGA.

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