Tag archive

Instituto Politécnico do Cávado e do Ave

IPCA abre dois novos cursos de mestrado nas áreas da Gestão e Marketing

Maio 28, 2020 em Atualidade, Concelho, Educação, Mundo port barcelosnahorabarcelosnahora

Mestrados em Gestão e em Marketing entram em funcionamento no próximo ano letivo

O Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA) coloca em funcionamento, no próximo ano letivo, dois novos cursos de mestrado nas áreas da Gestão e Marketing: o Mestrado em Gestão e o Mestrado em Marketing.



O Mestrado em Gestão é direcionado para as áreas da gestão, com especialização nos ramos de gestão financeira e de gestão de recursos humanos. O curso tem como objetivos permitir a aquisição de conhecimentos e o desenvolvimento de competências transversais, que permitam aos estudantes obter uma sólida formação nestas áreas, ampliando e aprimorando as suas competências profissionais e incentivando à pesquisa científica nessas áreas.

O Mestrado em Marketing tem por objetivo proporcionar uma formação com um caráter profissional, prático e altamente especializado em marketing. Num momento de profundas mudanças nas empresas e nos mercados, este curso pretende dotar os estudantes de uma apreensão efetiva do conceito de marketing nas organizações, captando e antecipando as tendências do mercado em ambiente nacional ou internacional, numa lógica cada vez mais digital. Visa também desenvolver a capacidade de investigação aplicada à procura de soluções para os desafios das empresas.

Os cursos de mestrado conferem o grau académico de mestre, com uma duração de quatro semestres a que correspondem 120 ECTS. Proporcionam aos seus estudantes uma formação avançada de cariz profissionalizante, bem como o desenvolvimento de competências de investigação aplicada.

As candidaturas aos Cursos de Mestrado do IPCA já estão a decorrer, sendo que a 1ª fase termina a 12 de julho. As candidaturas podem realizar-se no seguinte linkhttps://ipca.pt/sa/candidaturas-2020-2021/acesso-e-readmissao-a-mestrados/.

O IPCA desenvolve o seu projeto educativo e científico em áreas científicas especializadas como a Gestão, a Hotelaria e Turismo, o Design e a Tecnologia, onde a aposta da oferta formativa, além dos Mestrados, recai sobre os cursos de Licenciatura, Cursos Técnicos Superiores Profissionais e Cursos Breves.

Fonte e foto: IPCA.

Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior visita o IPCA

Maio 27, 2020 em Atualidade, Concelho, Educação, Mundo, Política port barcelosnahorabarcelosnahora

Análise dos desafios que se colocam às IES na retoma da atividade económico e social foi o mote desta visita

O Ministro da Ciência da Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, visitou, ontem, as instalações e os laboratórios do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA), em Barcelos.



Analisar o plano de retoma gradual das atividades letivas presenciais no IPCA, bem como discutir oportunidades e desafios que se colocam às Instituições de Ensino Superior (IES) no contexto de recuperação da economia e da sociedade foram os principais temas em debate.

O Ministro Manuel Heitor frisou o papel determinante das IES, e do IPCA em particular, no processo de recuperação económica, nomeadamente através da oferta especializada e de curta duração que deve ser colocada à disposição da população desempregada ou sem ocupação por força da pandemia provocada pela COVID-19.

Durante a visita, o Ministro teve ainda oportunidade de visitar o Applied Artificial Intelligence Laboratory, onde foram apresentados alguns dos projetos de I&D em curso, bem como os laboratórios de Design, desenvolvimento de produto e de audiovisuais onde presenciou a realização de algumas aulas laboratoriais em contexto presencial.

O professor Manuel Heitor aproveitou o momento, na presença de estudantes, para apelar a que continuem a estudar, sempre em segurança para que “adquiram competências de forma mais sólida através do contacto físico do que apenas na modalidade à distância”.

A Presidente do IPCA, Maria José Fernandes, ressalvou, durante a visita, que o IPCA está preparado para receber os estudantes de forma gradual. “Todas as divisões estão devidamente identificadas, as circulações condicionadas, implementamos o uso obrigatório de máscara e dispensamos as soluções desinfetantes pelas várias divisões”, referiu.

O IPCA retomou, gradualmente, as atividades presenciais desde o dia 18 de maio, e tem para consulta o Plano Operacional para Retorno às Atividades Presenciais no IPCA.

Poderá ver esse plano aqui:

Fonte e fotos: IPCA.

Novo Banco com velhos hábitos e os contribuintes que paguem

Maio 24, 2020 em Atualidade, Concelho, Economia, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Alexandrino Ribeiro

O polémico caso Novo Banco tem marcado o panorama político, económico e financeiro das últimas semanas. Se em termos políticos, a troca de informações, ou a falta delas, entre o Primeiro Ministro e o Ministro das Finanças, com o Presidente da República à mistura, foi lamentável e incompreensível, em termos económicos e financeiros, a situação não foi em nada melhor. Está em causa o empréstimo de 850 milhões de euros, dinheiro saído dos cofres do Estado para o Fundo de Resolução que, depois, graças às contribuições anuais que recebe dos bancos do sistema português, injetou 1037 milhões de euros no Novo Banco. Esta injeção de capital no Banco destina-se a “compor” as suas contas relativas ao ano de 2019, no intuito de cobrir as perdas com os ativos tóxicos e os seus efeitos nos rácios de capital que permitem ao Novo Banco atuar no mercado financeiro.



Mas a história do Novo Banco nasce em 2014 com a resolução do BES e a divisão do mesmo em dois: o “Banco bom” e o “Banco mau”. O Novo Banco seria, supostamente, o “Banco bom”, ficando nas mãos do Estado e livre dos ativos tóxicos que permaneceriam no BES. Porém, essa separação de ativos não foi efetuada de forma tão competente como se esperaria, tendo alguns dos ativos tóxicos passado para o “Banco bom”, originando daí custos para o Estado português. Para ultrapassar esta situação, em 2017, o Governo avança para a venda de 75% do capital do Novo Banco à Lone Star, mas com uma garantia dada pelo Estado português, com plafond de 3,89 mil milhões de euros e validade até 2026, para subsidiar as eventuais perdas do Banco com os ativos tóxicos. Podemos sempre discutir e apresentar vários argumentos, favoráveis e desfavoráveis, para a venda do Novo Banco nessa altura, assim como para as condições negociadas nessa venda de capital, onde me parece que a única virtude do negócio terá sido a delimitação do risco máximo que o Estado enfrentava com a cobertura de perdas. Porém, sou de opinião que o plafond definido foi de montante muito elevado e por um largo período temporal. Para ter uma noção da elevada dimensão do plafond da garantia dada, a mesma é aproximadamente igual ao total do investimento público que o Estado português tem efetuado, anualmente, nos últimos tempos.

Atualmente, a questão mediática deriva de não ser sensato que o Estado continue a suportar as eventuais perdas do Novo Banco sem que sejam conhecidos os resultados da auditoria às contas e se determine, com rigor, se esse dinheiro é, ao não, devido em função dos argumentos do Banco para a ele ter direito. A tal auditoria, fundamental em todo este processo, estava em curso, com término previsto até finais do presente mês de maio, e o seu resultado permitiria avaliar se tal intervenção do Estado seria mesmo necessária e, fundamentalmente, em que magnitude. Porém, quando a sensatez e a racionalidade económica e financeira aconselhavam a esperar pelas conclusões do relatório da auditoria, foi decisão do Sr. Ministro das Finanças avançar de imediato para a transferência dos 850 milhões de euros. Numa altura em que se pedirão, novamente, sacrifícios aos portugueses, fruto da crise económica e financeira derivada do COVID-19, os mesmos terão muitas dificuldades em entender esses sacrifícios se a gestão dos dinheiros públicos não for muito mais cuidadosa. Por outro lado, como o plafond da garantia dos 3,89 mil milhões de euros ainda não foi atingido, é bem provável que, futuramente, sejam solicitadas mais entradas de dinheiro dos contribuintes no Novo Banco. Presentemente, já poucos duvidarão que a Lone Star não vá tentar esgotar a totalidade do fundo estatal com que se resguardou quando assinou o contrato de aquisição de 75% do capital do Banco. Mais rigor nestes processos e procedimentos financeiros é fundamental pois a fatura acaba sempre por ser paga por todos os portugueses.

Este polémico caso relativo ao Novo Banco e o ânimo leve com que foi tratado pelos responsáveis das finanças públicas nacionais, deve alerta-nos para um outro dossier que promete marcar a agenda, o dossier TAP. Neste dossier, tem causado estranheza ver os acionistas privados a rogar incessantemente pela nacionalização da empresa. Aliás, na TAP existem várias questões estranhas em termos financeiros, nomeadamente, as diferenças que se verificam ao nível do peso na participação do capital e a capacidade de poder de decisão na empresa. Esperando que o dossier TAP não seja mais um caso do dinheiro dos contribuintes portugueses “a voar”, fica a promessa de abordarmos o mesmo com mais profundidade em próximos artigos, até porque, neste dossier, “a procissão ainda vai no adro”.

Por: Alexandrino Ribeiro*. (Professor no IPCA)

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Foto: DR.

Os efeitos da Pandemia na contratação pública debatidos em webinar do IPCA

Maio 23, 2020 em Atualidade, Concelho, Economia, Educação, Mundo port barcelosnahorabarcelosnahora

Evento organizado pela direção do mestrado de Solicitadoria

No próximo dia 27 de maio, pelas 19h00, a direção do curso de mestrado em Solicitadoria, da Escola Superior de Gestão do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA) organiza um webinar dedicada ao tema “Efeitos da Pandemia na Contratação Pública, “tendo em conta que a área dos Contratos Públicos é uma das matérias do plano de estudos do curso e que se tornou numa das áreas de grande interessa na atual situação de pandemia”, refere a organização.



A sessão contará com o orador Durval Tiago Ferreira, advogado, Mestre em Direito da Contratação Pública, que conta com publicações e investigação nesta matéria.

O webinar é aberto ao público em geral. O acesso deverá ser feito através do seguinte link:

https://videoconf-colibri.zoom.us/j/94241479834?pwd=N1Nhai9UdHljY3dOUHBLZWdraXBZUT09

ID da reunião: 942 4147 9834

Senha: 834701

Para obtenção de certificado digital de participação, os interessados deverão enviar um e-mail para esg@ipca.pt.

Imagem: DR.

IPCA com regresso gradual das atividades letivas a partir de 18 de maio

Maio 15, 2020 em Atualidade, Concelho, Educação, Mundo port barcelosnahorabarcelosnahora

Instituto Politécnico aprova o Plano de Retorno Gradual

O Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA) vai manter em funcionamento, até ao final do presente ano letivo, as atividades letivas em regime de ensino a distância, à exceção de aulas práticas e laboratoriais que regressam gradualmente ao regime presencial a partir do dia 18 de maio, respeitando as adequadas regras de segurança e com a proteção individual e o distanciamento entre as pessoas. Mantendo-se a avaliação contínua pela via digital, o despacho da Presidente do IPCA que aprova o Plano de Retorno Gradual das atividades presenciais do IPCA, prevê que a avaliação na época de exames decorrerá em regime presencial, à semelhança das provas académicas.



A Presidente do IPCA, Maria José Fernandes, considera que este regresso deve “ser ponderado e bem articulado”, sempre de acordo com as recomendações das autoridades competentes. “Temos a responsabilidade de zelar pela segurança da comunidade académica, do bem-estar e saúde de todos. E isso é o mais importante para nós neste momento”, adianta a presidente.

Também a biblioteca José Mariano Gago vai reabrir a partir de 18 de maio, com ocupação reduzida, sendo ainda disponibilizadas duas salas adjacentes que funcionarão como espaços de apoio à biblioteca, especialmente destinadas à consulta e ao estudo, as quais só podem ser utilizadas pelos estudantes desde que utilizem máscaras e luvas.

O plano de retorno gradual do IPCA implica o reforço das regras de segurança e de cuidados de higienização e de saúde, tais como o uso obrigatório de máscara (de acordo com as orientações da DGS) que serão disponibilizadas gratuitamente a toda a comunidade académica; serão colocadas barreiras de proteção na receção das Escolas; serão reforçadas as ações de limpeza e higienização dos espaços utilizados; será disponibilizado gel desinfetante e de outros produtos de limpeza e higienização em todos os espaços do IPCA.

Nos espaços exteriores, a circulação vai ser feita de forma articulada e devidamente sinalizada de forma a evitar cruzamentos.  Maria José Fernandes adianta que “estas medidas e orientações serão continuamente monitorizadas e avaliadas em articulação com as autoridades de saúde e de proteção civil, podendo ser comunicadas novas orientações e implementadas novas medidas, face à evolução da pandemia e a situações excecionais que assim o possam exigir”.

Em articulação com as entidades oficiais de saúde e de proteção civil, prevê-se que a partir de junho o funcionamento dos serviços do IPCA decorra, maioritariamente, presencialmente, incluindo o atendimento presencial.

Para um melhor conhecimento das medidas aprovadas para o retorno gradual das atividades presenciais, recomenda-se a leitura do Plano Operacional para o Retorno Gradual às Atividades Presenciais no IPCA que se encontra disponível para consulta neste link: https://ipca.pt/covid-19/plano-operacional-para-retorno-as-atividades-presenciais-no-ipca/.

Foi ainda construída uma página de perguntas e respostas, no seguinte endereço: https://ipca.pt/covid-19/plano-retorno-perguntas-respostas/. Aqui pode obter resposta às suas dúvidas e ainda enviar-nos as suas questões ou sugestões para atualizar continuamente estas FAQs.

Fonte e foto: IPCA.

COVID-19: Estará a Nossa sobrevivência financeira colocada em causa?

Abril 26, 2020 em Atualidade, Concelho, Economia, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Alexandrino Ribeiro

Famílias, empresas e Estados enfrentam graves problemas de liquidez derivados da crise económica e financeira do Coronavírus. Moratórias, linhas de crédito e mecanismo comum de financiamento europeu são palavras na ordem do dia, por uma questão de sobrevivência financeira.



O efeito altamente negativo da pandemia do Coronavírus na economia continuou a marcar as temáticas económicas do mês de abril, sendo expectável que continue a marcar a agenda económica nos próximos meses.  É sintomático o facto de o preço de mercado do barril de petróleo ter atingido os cerca de 40 dólares negativos nos últimos dias, devido à falta de escoamento e de capacidade de armazenamento do mesmo, revelando o travão que a atividade económica mundial sofreu num espaço temporal inferior a dois meses, e as consequências económicas e financeiras atuais e a esperar para o futuro. 

Várias famílias e empresas têm enfrentado dificuldades de gestão de tesouraria, procurando, junto dos bancos, encontrar as melhores soluções para as ultrapassar, em grande medida, sustentadas nas políticas públicas emanadas pelo Governo. No que concerne às empresas, essas políticas públicas aplicam-se num duplo sentido, possibilitando que solicitem uma moratória da amortização do empréstimo e/ ou o recurso a linhas de crédito disponibilizadas às empresas. As linhas de crédito criadas pelo Governo têm sofrido, como previa, um aumento significativo de valor, dada a elevada procura das empresas por este apoio. Empresas que enfrentam problemas financeiros, com elevados desequilíbrios de tesouraria, resultantes da contração económica provocada pelo Coronavírus, encontram, nestas linhas de crédito, uma fonte de financiamento interessante, com um período de carência de 1,5 anos, um prazo de amortização que pode ir até 6 anos e com um custo de financiamento relativamente reduzido derivado do Estado ser o avalista do empréstimo. Conseguirão, assim, todas as empresas sobreviver a esta crise económica e financeira? Gostaria de pensar que sim, mas, infelizmente, algumas serão forçadas a fechar, quer porque nem todas as empresas conseguem cumprir os requisitos de acesso às linhas de créditos, quer porque algumas já se apresentavam financeiramente muito fragilizadas no início desta pandemia.

Ao nível das famílias, o empréstimo à habitação é, em muitas delas, o maior encargo mensal suportado. Não será assim de estranhar o facto de várias famílias terem já contactado os bancos para estudar a melhor solução para o seu caso concreto. A moratória do Estado permite, mediante o cumprir de alguns critérios, suspender e prolongar por 6 meses o pagamento da amortização de capital e/ou juros. Deste modo, as famílias ficam com um leque alargado de opções alternativas, cada uma delas com diferentes repercussões no custo total do empréstimo e no valor da prestação mensal a pagar futuramente. Entre essas várias opções, num momento em que as taxas de juro se encontram em um nível historicamente baixo, onde a parcela de juros a suportar é relativamente baixa, a moratória apenas de capital parece ser a melhor opção financeira para a generalidade das famílias portuguesas.

Para além de famílias e empresas, também os Estados necessitam de financiamento para conseguirem enfrentar as dificuldades orçamentais originadas por esta crise económica e financeira. A existência de elevado deficit orçamental em 2020 torna-se cada vez mais evidente, o que desencadeará um forte aumento da dívida pública portuguesa, que necessitará de ser financiada. O recentemente publicado relatório do FMI aponta para um deficit orçamental de 7,1% e uma dívida pública de 135% do PIB para Portugal em 2020. As questões centrais, hoje, em matéria de financiamento público, prendem-se em saber: Onde?; Como?; Quando?; Quanto?

Por múltiplas razões estratégicas, políticas, económicas e financeiras, torna-se pertinente a União Europeia implementar mecanismos de financiamento transversais aos Estados Membros fortemente afetados pela pandemia. A solidariedade europeia que, infelizmente, pouco foi vista na questão da saúde pública, deverá estar presente ao nível do financiamento. Muito se tem falado dos Coronabonds como mecanismo para esse financiamento, principalmente com maturidade a muito longo prazo, estimando-se que, se fossem emitidos a 50 anos, o seu impacto no orçamento europeu seria de apenas 0,2% ao ano. Os argumentos a favor dos Coronabonds parecem-me muito válidos na medida em que esta crise não resultou diretamente de uma inadequada política orçamental, nem de uma acumulação excessiva de défices externos pelos países, mas deriva, antes, de fatores exógenos. No Conselho Europeu do passado mês de março, com a Alemanha, a Holanda e a Finlândia à cabeça, foi rejeitada, até de uma forma muito desagradável, a criação de um mecanismo de financiamento conjunto entre os países da União Europeia, como seria, por exemplo, os Coronabonds.  A meu ver, um erro. Um enorme erro!!! Porém, o Conselho Europeu da passada quinta-feira já mostrou alguma abertura para a criação desse mecanismo comum de financiamento, apontando até o mês de maio para a sua definição, mas existem ainda muitas incertezas e indecisões em torno dessa possibilidade.   

Se cada país tiver de financiar os défices orçamentais derivados da crise do Coronavírus de uma forma isolada, os que apresentam maiores necessidades de endividamento, de que Portugal, Espanha, Itália e Grécia são alguns exemplos, terão de suportar taxas de juro bastante mais elevadas devido às elevadas e crescentes exposições ao risco que evidenciam. As agências de rating já começaram a ajustar em baixa a perspetiva do rating das dívidas soberanas. No caso particular da dívida portuguesa, a FITCH mostrou, bem recentemente, a sua preocupação com o aumento da exposição da mesma aos efeitos devastadores do Coronavírus sobre a economia, sendo a 22 de maio próximo efetuada uma nova avaliação e, se nada melhorar, o rating da dívida pública portuguesa vai mesmo cair. Essa provável queda no rating originará um aumento significativo dos custos a suportar com o financiamento da Nossa dívida pública. E que não exista a mínima dúvida, de que estes custos mais elevados de juros com o financiamento serão pagos por cada um dos portugueses. De uma ou de outra forma, cada um de Nós será “chamado” a pagar a sua quota parte nesse acréscimo de custo com os juros do financiamento do Estado. Torna-se, assim, importante e urgente a criação de um mecanismo comum de financiamento dos países europeus economicamente devastados pelo Coronavírus, chame-se-lhe Coronabonds ou outro qualquer nome. Este mecanismo comum de financiamento, para além de permitir a sustentabilidade financeira de um número alargado de países, contribuirá para a viabilidade e relevância da Europa enquanto grande bloco económico mundial, num período em que a bipolarização entre os EUA e a China parece estar a acentuar-se. Num período em que múltiplas empresas chinesas, privadas e públicas, se encontram a negociar aquisições, a preços de “saldo”, de empresas europeias relevantes e estratégicas, mas que se encontram financeiramente debilitadas devido à crise que atravessamos.

Por: Alexandrino Ribeiro*. (Professor na Escola Superior de Gestão do IPCA)

Foto: DR.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Estudantes do IPCA ajudam quem está em isolamento a comunicar à distância

Abril 17, 2020 em Atualidade, Concelho, Educação, Mundo port barcelosnahorabarcelosnahora

Iniciativa insere-se no programa Somos Todos Digitais através de linha telefónica gratuita

Desde o dia 7 de abril que os estudantes do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA), em regime de voluntariado, estão a prestar apoio online a todos os que quiserem aprender a utilizar as redes sociais e serviços de mensagens online, através de uma linha de apoio gratuita, todos os dias, entre as 12h00 e as 20h00.



“O objetivo desta linha de apoio com voluntários do IPCA é ajudar a população vulnerável a comunicar à distância e passa por dotar, jovens ou idosos, de competências digitais com apoio técnico gratuito para que possam falar com familiares e amigos nesta altura de isolamento social”, refere a instituição em nota.

“Numa época tão sensível como a que vivemos, imposta pelo novo Coronavírus, e os seus constrangimentos pessoais e profissionais, a mensagem é simples: Fique em casa. Mas a verdade é que as pessoas têm que se comunicar, querem saber umas das outras e uma grande parte da população tem acesso facilitado à utilização de soluções tecnológicas.  No entanto, existe ainda um número bastante significativo de pessoas que nunca tiveram oportunidade de adquirir competências digitais”, salienta o IPCA. Foi para estes que foi criado o projeto “Somos Tod@s Digitais”, onde, através de uma linha telefónica gratuita (800 100 555), podem solicitar ajuda e ser esclarecidos sobre todas as suas dúvidas, todos os dias, entre as 12h00 e as 20h00.

A colaboração do IPCA, envolve, para além de estudantes, docentes das áreas das tecnologias, que, também em regime de voluntariado, coordenam tecnicamente o grupo dos voluntários e esclarecem as dúvidas que estes possam ter.

Para Maria José Fernandes, Presidente do IPCA, este é mais um bom exemplo de ações onde o IPCA se insere: “O IPCA tem-se ajustado a esta nova realidade. É uma situação nova para todos e estamos todos a aprender a lidar com ela”.  Refere, ainda, que o projeto está a ser coordenado pelos serviços de ação social do IPCA, com Sofia Coelho, diretora dos Serviços de Ação Social (SAS), a assumir a sua responsabilidade, sendo que desde a primeira hora tem mobilizado e organizado toda a linha, alunos e docentes voluntários, e assumindo que, fundamentalmente, esta iniciativa vem vincar ainda, de forma clara, o papel de responsabilidade social que o IPCA assume permanentemente.

Silvana Chagas, é docente no IPCA na área da informática e sempre ansiou fazer parte de um projeto de voluntariado dentro da sua área, vendo aqui a oportunidade que esperava, estando, neste momento, no apoio à plataforma e aos voluntários. “Este projeto, além da partilha do conhecimento, permite aos voluntários ter a perceção dos passos necessários para colocar uma operação destas, ativa, a logística que envolve até poderem estar na linha da frente e este know-how que o IPCA está a proporcionar não tem preço”, considera a docente, que já adiantou querer conhecer pessoalmente estes voluntários depois do isolamento social.

“Atendi um senhor com 81 anos, de Lisboa, que já tinha algum conhecimento relativo à utilização da Internet pois já utilizava o e-mail”, começa por referir a voluntária e estudante de Solicitadoria, Susana Coelho (representada na fotografia). “O senhor queria mandar o ficheiro word do Somos Digitais pelo WhatsApp para os amigos e algumas fotografias dos seus dias de quarentena. Ligou mesmo do telefone fixo para ter o telemóvel livre para receber a explicação”, adianta a voluntária que tem gostado da experiência de ajudar o próximo.

Também Catarina Malheiro, estudante de Design Gráfico, candidatou-se a voluntária neste projeto por fazer parte de um grupo de jovens muito ativo e que com a chegada da COVID-19 estão mais parados. “Senti necessidade de dar continuidade aos meus valores e ter o meu testemunho para passar a outras pessoas, seja nesta onda digital, seja a escrever um bilhete ao vizinho e deixar na caixa de correio”, adiantou a estudante do IPCA.

Jéssica Santos é estudante do Mestrado em Ilustração e Animação e ajudou um senhor de 82 anos a fazer videochamadas para a família. ”É uma situação complicada esta que estamos a viver. Muita gente ainda não tem o hábito de lidar com as novas tecnologias, para mim é algo muito natural e, neste momento, é o mínimo que podemos fazer a quem precisa de ligar para os filhos, para os netos, para os amigos…já é tão difícil estarmos longe…pelo menos que nos possamos ver”, refere a estudante, que está a ver esta experiência com muito bons olhos e que, na sua opinião, deveria continuar após a passagem desta Pandemia.

A linha “Somos Tod@s Digitais” é uma iniciativa do programa INCoDe.2030 – Iniciativa Nacional para as Competências Digitais – e reúne esforços de várias entidades nacionais para ajudar a população portuguesa com menos competências digitais a lidar melhor com a situação de isolamento social a que está sujeita.

Fonte e foto: IPCA.

IPCA distribui 10.000 viseiras a mais de 70 unidades de saúde, IPSS e Proteção Civil

Abril 9, 2020 em Atualidade, Concelho, Economia, Educação, Mundo port barcelosnahorabarcelosnahora

O Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA) já produziu e distribuiu 10.000 viseiras de proteção individuais para os hospitais e unidades de saúde do Norte, bem como a outras entidades da área social e da proteção civil.



Esta medida surge no âmbito da responsabilidade social da Instituição que em tempo recorde, em pouco mais de uma semana, produziu 10 mil viseiras de proteção. Vítor Carvalho, Diretor da Escola Superior de Tecnologia, referiu que a escola tem “procurado canalizar os seus recursos para a criação de soluções que ajudem a minimizar o impacto do COVID-19 junto da sociedade, tendo sido o fabrico de viseiras, um dos projetos em curso.”

João Vilaça, Diretor do Centro de Investigação em Inteligência Artificial Aplicada (2Ai) adiantou ainda que “esta ação só foi possível graças à forte cooperação com a indústria da região que a o 2Ai tem, destacando o contributo das empresas Lucemplast, Polipop, Riopele e Adilevel.”

As viseiras foram produzidas nos corredores da instituição, onde estão instaladas as linhas de montagem, com a ajuda dos investigadores e de uma bolsa de voluntários do IPCA, bem como na empresa Lucemplast, que replicou também uma linha de montagem.

Fernando Veloso, Investigador do 2Ai declarou que “foram desenvolvidos vários protótipos, inicialmente com recurso a impressão 3D, mas só a migração para um processo de fabrico aditivo permitiu a produção em massa das viseiras.”

O protótipo desenvolvido foi validado por uma equipa clínica do Hospital de Barcelos. As viseiras foram já distribuídas por mais de 70 unidades de saúde e IPSS e Proteção Civil no Norte do país.

Fonte e fotos: IPCA.

IPCA permite pagamento das propinas até setembro sem cobrança de juros

Abril 8, 2020 em Atualidade, Concelho, Educação, Mundo port barcelosnahorabarcelosnahora

Medida pretende aliviar pressão financeira nas famílias dos estudantes

No âmbito da pandemia proporcionada pela COVID-19 e das medidas excecionais que o Governo e esta instituição têm vindo a adotar no contexto de emergência em que o país se encontra, o Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA) decidiu suspender a cobrança de juros de mora pela falta de pagamento das propinas até setembro.



Ou seja, as prestações de março a junho de 2020, que habitualmente deveriam ficar regularizadas até junho, podem ser pagas pelos estudantes até setembro sem pagamento de juros de mora.

“Com esta medida, pretende-se apoiar os estudantes e as suas famílias, numa situação económica e social difícil pela qual o país atravessa neste momento, evitando situações de abandono escolar provocadas por este contexto”, refere o IPCA em nota.

A Presidente do IPCA, Maria José Fernandes, considera esta medida de extrema importância, pois “sempre nos pautamos por adotar medidas de combate ao abandono escolar. E neste sentido, consideramos necessário aliviar a pressão financeira das famílias, neste momento mais crítico, para fazer face às suas obrigações num contexto de redução de rendimentos e abrandamento acelerado da economia”.

O valor da propina é devido pela matrícula/inscrição no curso e fixada por cada ano letivo. Em período normal, é definido um esquema de pagamento mensal, num total de 10 mensalidades, a pagar de setembro a junho de cada ano letivo, sendo cobrados juros de mora às dívidas ao Estado e outras entidades públicas à taxa de juros em vigor.

“O IPCA tem vindo a tomar várias medidas com vista à redução da propagação da doença COVID-19, nomeadamente com a substituição das atividades letivas presenciais pelo ensino e avaliação a distância, desde o dia 10 de março, bem como o funcionamento dos serviços do IPCA em regime de teletrabalho desde que foi declarado o Estado de Emergência, no dia 18 de março”, conclui.

Imagem: IPCA.

IPCA age em resposta às limitações dos estudantes na frequência do ensino a distância

Abril 6, 2020 em Atualidade, Concelho, Educação, Mundo port barcelosnahorabarcelosnahora

O Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA), devido à pandemia da COVID-19, desde o passado dia 10 de março, substituiu toda a sua atividade letiva presencial pelo modelo de ensino a distância.



Desde essa altura, cedeu computadores, a título de empréstimo, aos estudantes que foram identificados sem esse equipamento.

Consciente que poderia haver estudantes que não dispõem de meios tecnológicos para assistir às aulas, por falta de equipamento e/ou sem acesso à Internet, o IPCA, através das Direções das Escolas e dos Serviços de Ação Social, em articulação com a Associação Académica (AAIPCA), fez um levantamento dos estudantes que se encontram nessas situações. Dessa forma, a AAIPCA desenvolveu e aplicou um questionário a todos os estudantes do IPCA, através dos respetivos endereços de correio eletrónico institucionais, em que o objetivo era identificar os estudantes com dificuldade em acompanhar as aulas a distância e identificar quais são os principais motivos. Até este momento, já foram obtidas 900 respostas, esperando-se que mais estudantes respondam ao questionário.

Com base nos resultados do inquérito já obtidos serão, esta semana, disponibilizados mais equipamentos informáticos a estudantes, estando a ser viabilizada, paralelamente, uma solução para os que não têm acesso à Internet.

Os estudantes que apresentem problemas em acompanhar as aulas (falta de equipamento informático, equipamento informático desatualizado, sem acesso à Internet) podem, em alternativa, comunicar com as Direções das Escolas ou com os Serviços de Ação Social.

“O IPCA pretende, assim, identificar e colmatar todas as situações que possam impedir os estudantes de frequentar as aulas a distância, garantindo uma igualdade de oportunidade no acesso ao modelo de ensino que está a ser lecionado”, refere a Instituição em nota.

Fonte e foto: IPCA.

1 2 3 19
Ir Para Cima