Tag archive

Intensify World

Um Novo Desafio

Janeiro 1, 2022 em Atualidade, Concelho, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora
Susana Barbosa

A convidada a escrever o artigo do mês de Janeiro no espaço da Intensify World é Susana Barbosa, natural de Macieira de Rates, com 21 anos é licenciada em Gestão pela Universidade do Minho. Atualmente, frequenta o Mestrado de Finanças e Fiscalidade na Faculdade de Economia do Porto e assumiu recentemente o cargo de Secretária no Executivo da Junta de Freguesia de Macieira de Rates.

As eleições autárquicas de 2021 foram as primeiras autárquicas em que votei, dado que, nas anteriores, ainda não tinha atingido a idade legal para exercer o meu direito de voto.

Aquando da constituição das listas para as eleições, fui convidada para integrar a lista do nosso Presidente, José Padrão. Fiquei muito feliz pelo convite, mesmo ainda sem imaginar o que viria pela frente. Aceitei de imediato e participei em vários momentos da campanha eleitoral, realizados na Freguesia.

Terminada a campanha eleitoral e passado o dia de voto, com uma vitória inquestionável para a lista que fazia parte, surge o convite para fazer parte do Executivo da Junta de Freguesia, para o mandato de 2021-2025.

Confesso que no momento em que falaram comigo, fiquei perplexa. Senti um misto de emoções e quando me perguntaram o que tinha a dizer, mesmo sem estar ainda 100% consciente da proposta, aceitei de imediato, sem hesitar.  No entanto, sabia que seria uma responsabilidade e um desafio como nunca antes vivi! Senti, com esta proposta, um enorme voto de confiança.

Estava ciente de que nunca estamos preparados para estes cargos, mas com humildade e vontade de aprender seria mais fácil a adaptação. Tal como me disseram, nestes cargos não existe idade ideal nem status social, mas existe a nossa entrega e desempenho para com o cargo.

Têm sido sobretudo meses de muita aprendizagem e de perceção do quão complexo pode ser o trabalho por detrás de uma Junta de Freguesia. De facto, poucas são as pessoas que têm perceção da complexidade deste trabalho. Existem inúmeras burocracias associadas, por isso, nem tudo é linear ao ponto de hoje surgir uma ideia e amanhã colocá-la em prática.

Neste sentido, tenho dado o meu melhor, com total empenho, cumprimento do cargo e com um espírito de missão.

Há que salientar que o meu lugar neste Executivo surgiu em consequência da lei da paridade, que obriga a que a lista proposta tenha, no caso particular do Executivo, pelo menos uma mulher. Assim sendo, para eu entrar alguém teve de sair. Alguém a quem eu gostaria de deixar um reconhecimento, pela sua coragem de ter saído de um projeto que era seu há oito anos e que poderia ser durante mais quatro. Alguém que teve a humildade de perceber que poderia ser o membro do Executivo com menor disponibilidade, por motivos profissionais. Por isso, Obrigada Dinis, por tudo o que fez pela Freguesia, por tudo o que ainda continua a fazer e por ser a excelente pessoa que é!

Não obstante, não poderia deixar de agradecer aos meus colegas de Executivo que têm sido incríveis comigo, na forma como me têm integrado e ajudado a perceber melhor toda a dinâmica envolvida num Executivo. Mas numa Junta não nos podemos esquecer das pessoas que são contratadas para nos ajudar. A nível interno, temos o caso da nossa administrativa, que também me tem ajudado imenso a compreender melhor o modo de funcionamento de uma Junta de Freguesia.

Além disso, há ainda que destacar aqueles que colaboram com a Junta de Freguesia no exterior e que revelam ser peças fundamentais para o seu bom desenvolvimento e para a sua preservação.

Quanto ao meu futuro, só o tempo dirá o que me reserva. Sou apenas uma jovem com 21 anos, estudante, com muitas ambições, mas que ainda procura o seu rumo a nível profissional.

Seja qual for o Futuro, que seja ainda mais incrível!

A Magia do Natal

Dezembro 5, 2021 em Atualidade, Concelho Por barcelosnahorabarcelosnahora
Joana D’arc

Este mês de dezembro a convidada para escrever no espaço da Intensify World é Joana D’arc, natural de Barcelos e artista de profissão. Um percurso marcado pela luta e persistência. Ganhou muita visibilidade na animação de casamentos e batizados no seu tempo de jovem. Hoje em dia já com 2 álbuns lançados e o terceiro a caminho é presença assídua em espetáculos e televisão onde leva as tradições de Portugal mundo fora.

Resolvi dedicar-me a escrita, podia ter escolhido o tricô ou o crochet, porque causam as mesmas dores lombares e cervicais, mas achei por bem, que seria mais fácil rasurar um papel.  Como que, uma folha de uma árvore que tropeça no ramo e cai ao chão e coloca cor no paralelo, decidi passar para palavras o que é a Magia. Dar voz ao coração.

E tenho saudades do Natal. Saudades dos abraços, saudades dos desejos, saudades e ansiedade em não desapontar quem amo!

Saudades de uma mesa-redonda cheia, das corridas pela casa das crianças, saudades do cheiro das fatias douradas, do estalar do champanhe, saudades das cantorias em coro, sim aquela prima que canta sempre em agudo e estoira os ouvidos, também tenho e saudades das batotas no jogo da “bisca”.

Pois bem, quero o meu Natal! Quero o conforto dos que me são próximos, quero conseguir que sorriam, porque cada sorriso roubado, cada carinho, cada mimo que proporciono é um presente que se desembrulha. Os anos permitiram que fosse brindada com estes inúmeros presentes, mas nunca chega o retribuir. Nunca é suficiente.

Por isso, no meu Natal, vou acolher e abraçar com o coração todos os que têm a sua estrela do pinheiro um pouco na penumbra, escurecida! A minha mão está cá, segura a tua! Que assim seja em todos os natais! Desejo que a felicidade não dependa do tempo, nem da paisagem, nem da sorte, nem do dinheiro. Que ela possa vir com toda a simplicidade, de dentro para fora, de cada um para todos. Que as pessoas saibam falar, calar e acima de tudo ouvir. Que tenham amor ou então sintam falta de não o ter. Que tenham ideias e medo de perdê-lo. Que amem o próximo e respeitem a sua dor. Para que tenhamos certeza de que ser feliz sem motivo, é a mais autêntica forma de felicidade.

E isto devo a vocês! E muito! Por todas as oportunidades que me proporcionaram, aos locais que permitiram o meu crescimento e se faz favor, limpem as chaminés isto das quarentenas de certeza que entregou ao pai natal uns 5/6 kgs! Tocou a todos.

Entreter Pessoas Online e Offline

Novembro 1, 2021 em Atualidade, Concelho, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora
Nelson Ferreira

Nelson Ferreira, mais conhecido por Zé Laustibia no mundo do espetáculo, é natural de Braga e é uma referência no mundo da animação online e ao vivo. Agora com 37 anos, tendo começado aos 27, com dois projetos que lhe deram bastante projeção na área do entretenimento em portugal. A sua personagem de nome Zé Laustibia é referencia no mundo dos casamentos, e como Nelson no projeto do Youtube “NãoQueresNada”, ambos os projetos marcaram o humor em Portugal em áreas diferentes, mas tudo começou online.

Em setembro de 2011 era criada uma personagem no Facebook no qual se atribuiu o nome de Zé Laustibia, ainda sem uma ideia definida de qual seria o papel dessa personagem, já se sabia que era algo direcionado com piada. Mas em conversa com mais três amigos sobre o assunto, criou-se uma segunda ideia já com algo definido, os “NãoQueresnada”, que acabaram por criar analises a vídeos cómicos e paródias musicais. Poucos vídeos depois a personagem Zé Laustibia começou a criar vídeos de dança que atingiram bastante sucesso em Portugal e no Brasil.

E pouco a pouco os dois projetos ganharam visibilidade, ambos na área na comédia, mas sem nenhum de nós ser comediante na altura, eramos 4 amigos, o João o Filipe o Jorge e Eu que tinham uma boa interação e eramos naturais a falar entre nós nos vídeos, parecendo “conversas de café”.

Até que em 2017 criamos o primeiro episódio da “Batalha das Piadas Secas” no canal Youtube dos NãoQueresNada, logo aí foi um tremendo sucesso a nível nacional, toda a gente via e devorava os nossos episódios, semanalmente lançávamos um episódio entre 5 a 10 minutos que atingia milhares de visualizações instantâneas. E mesmo sem grande parte da equipa ter grande experiência em contar piadas ou ser humorista, a ideia vingou.

E a meu ver porque é que a ideia foi um sucesso que se auto sustentou por dois anos e meio?

Vivemos numa era cada vez mais digital, e em que as redes sociais tem um grande papel, e praticamente toda a gente tem um telemóvel e vê conteúdos em todo o lado. E para isso os conteúdos têm que ser curtos e diretos. E o humor por cá em Portugal era feito por verdadeiros artistas de standup na altura, que criavam também conteúdo para a internet, mas que eram “engolidos” pelas dezenas de youtubers que produziam conteúdo não tão completo a nível de humor, mas que eram apelativos visualmente e eram interativos. Penso que viemos um pouco unir as duas partes com as nossas piadas secas.

Primeiro porque toda a gente conhece uma piada seca, ou tem uma piada favorita que guarda para contar em um jantar ou convívio, que de ser tão seca, consegue colocar todos a rir, mesmo não tendo piada nenhuma. Ou seja, o publico gosta destas piadas porque são curtas e a maior parte fáceis de decorar e contar, sem ter grande experiência no assunto.

O segundo ponto foi a edição dos vídeos, mesmo não tendo uma resolução e uma qualidade de imagem ao nível dos youtubers portugueses, era sem dúvida apelativa, colocávamos zoom em partes que eram importantes, efeitos de vídeo a saltar na imagem consoante o que se passava. E como gravamos em estúdio, o som, era claro limpo e com qualidade, se calhar o que tinha mais qualidade no vídeo. Não parece, mas perceber a piada logo ajuda na fluidez no vídeo. E uma característica na edição que era trabalhosa e que era a “cereja no topo do bolo” da parte da edição de vídeo era as legendas, podiam ver os nossos vídeos mesmo sem som, ou tendo algum problema auditivo, algo que na altura era raro se fazer cá em Portugal, legendar os conteúdos do Youtube. Chegamos a receber elogios de pessoas sobre o trabalho que tínhamos a legendar os vídeos, e que como eram surdo-mudas, tinham conteúdo português de Portugal legendado.

E o por último o que resultou mesmo, e que é a base, sermos quatro amigos que contam piadas e reagem as mesmas piadas de um modo natural.
Acho que este é o ponto que revolucionou na altura a maneira de ver as piadas secas. Porque grande parte das piadas eram retiradas da internet, algumas eram alteradas para caber no tema dos episódios e também tínhamos algumas criadas por nós. Mas muitas eram já conhecidas, mas as nossas reações ao entender ou a não entender as piadas eram extremamente engraçadas. Porque o frente a frente que usávamos nas piadas obrigava a olhar olhos nos olhos, e a reação saia naturalmente. E depois cada um de nós tinha gostos diferentes das piadas, e o que acontecia era que um se ria muito, outro não se ria outro colocava as mãos na cabeça e até ia as lagrimas.

A combinação de isto tudo fez com tivéssemos criado mais de 50 episódios, e todos acima das 100 mil visualizações. Viemos de 900 subscritores até aos 150 mil subscritores no Youtube em menos de um ano. E acabamos por lançar dois livros de piadas secas nos últimos 3 anos.

E o Zé Laustibia?

O Zé Laustibia durante os últimos 10 anos esteve em paralelo com os NãoQueresNada, mas saiu do Youtube e foi mais para as atuações ao vivo. Passei pela rádio onde aprendi a comunicar, festas populares onde contava umas piadas e acabei nos eventos, nomeadamente os casamentos. Vivo da animação desde 2017 e aprendi muito com as pessoas nos últimos 10 anos, porque não tive formação para o efeito, mas usei partes que já usava no projeto da batalha das piadas secas. A naturalidade no humor que faço, com piadas pequenas e muito improviso. Apesar de não ser artista de standup, uso o humor de forma diferente, de uma forma faseada e muito improvisada, por isso a área dos casamentos é a que gosto mais de trabalhar, pois as pessoas estão prontas para se divertir, mas também não querem ser incomodadas, por isso sempre que tenho um evento, vejo as pessoas com quem estou a interagir, tento perceber até que ponto posso contar piadas e o tipo de piadas que uso. E tento muita das vezes fazer com que a pessoa com quem falo ou conto, faça parte da piada.

Divertir sem chatear!

Em ponto de resumo nesta parte do humor seja online, seja offline. O que resulta para mim e que vejo que é cada vez mais utilizado é o que sai natural e direto. Para isso é preciso fazer uma análise para quem nos queremos dirigir e ir adaptando o conteúdo  mediante com quem estamos a lidar, e tentar não forçar, pois a quem nos dirigimos pode se sentir incomodado e isso não é de todo o pretendido.

Por: Nelson Ferreira

Visão do Empreendedorismo

Outubro 1, 2021 em Atualidade, Concelho, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora
Daniela Vieira

Daniela Vieira, natural de Barcelos, recém licenciada em Organização e Gestão Empresariais pelo Instituto Politécnico de Viana do Castelo, com o sonho de empreender e tornar sonhos de infância realidade, é a convidada a escrever o artigo do mês de outubro no espaço da Intensify World.

Recentemente venceu o prémio regional do Poliempreende e tem como objetivo continuar este projeto que reúne sonhos e muito trabalho. Com vinte anos reúne toda a ambição para lutar por aquilo que acredita e força para qualquer obstáculo que tentar interferir com os seus objetivos.

Visão do Empreendedorismo:

O empreendimento é visto, por muitos, como uma ferramenta estratégica para o desenvolvimento de um país e, com a situação vivida atualmente, este conceito ganha dimensões cada vez maiores.

Com o intuito de valorizar o empreendimento, apoiar a inovação e a capacidade de adaptação às necessidades de mercado, foi criado o Poliempreende, em 2003 – uma atividade que reúne diversas instituições de ensino superior e premia projetos desenvolvidos e apresentados por alunos que integram ou integraram as instituições integradas nesta iniciativa. Assim sendo, o assunto a abordar foi a minha participação na primeira fase do concurso – fase regional – e, por surpresa, a passagem à fase nacional, realizada no Politécnico de Santarém.

No que diz respeito ao empreendedorismo, tive a sorte de fazer parte de uma instituição (Instituto Politécnico de Viana do Castelo – Escola Superior de Ciências Empresariais) que procura trabalhá-lo ao longo do percurso académico e que cria oportunidades para os alunos levarem a cabo as sua ideias. A minha ideia de projeto surgiu da necessidade de criar uma empresa fictícia para desenvolver ao longo da licenciatura em Organização e Gestão Empresariais, tarefa incluída numa unidade curricular do curso.

A ideia consiste na criação de uma empresa que desenvolve o design, a produção e a venda de jóias de luxo, com uma vertente sustentável, através da utilização de ouro reciclado e, quando utilizados diamantes, este serão de origem laboratorial. Foi a necessidade de criar um projeto e o meu gosto pelas joias, que deram origem a este projeto que pretendo trazer à realidade. Um dos objetivos que este projeto tem é dar enfase no trabalho feito por artesãos joalheiros, que dedicam o seu tempo a transformar metais preciosos em autênticas obras de arte que podem ser utilizadas por todos.

O processo de criação deste projeto foi exigente no melhor sentido, uma vez que permitiu perspetivar ao pormenor os fatores que influenciam a criação de uma empresa e ter uma noção dos entraves a diferentes níveis.

No meu ponto de vista, as gerações mais jovens, deveriam ter contacto com disciplinas de empreendimento e de gestão uma vez que, com o aumento da exigência do mercado de trabalho, é preciso, muitas vezes, procurar alternativas inovadoras.

O maior desafio deste projeto foi sem dúvida entender todo o processo produtivo desde o design à produção das jóias, o que se tornou extremamente gratificante e o meu fascínio pelo tema aumentou ainda mais.

Depois de encerrado todo o concurso, tanto a nível regional como nacional, posso concluir que toda esta iniciativa de implementar o empreendedorismo nas gerações futuras é magnifica e necessária, para além de permitir que haja um brainstorming com um impacto gigante, criando sinergias nunca antes previstas.

Foi imensamente compensador passar por esta experiência e irei levar para toda a minha vida o lema de que apesar da competição, o que realmente conta é a capacidade que temos de nos adaptar e as pessoas que nos ajudam a lutar pelos nossos objetivos.

Por: Daniela Vieira

Erasmus + 2021-2027, enriquecer vidas, alargar horizontes.

Setembro 1, 2021 em Atualidade, Concelho, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora
Nuno Varajão Barbosa

Nuno Varajão Barbosa é o convidado a partilhar a sua opinião no mês de setembro no nosso espaço. Licenciado em Gestão no Instituto Superior de Gestão – Lisboa, é Docente e Formador nas áreas da Economia, Gestão e Marketing nos últimos 27 anos, tem conhecimento das necessidades educativas e da formação em contexto de trabalho em Portugal e nos países da União Europeia. Criou três Clubes Europeus em diferentes Instituições de Ensino e é Presidente da Mobility Friends desde a sua fundação. A participação e coordenação de vários projetos internacionais no âmbito do Erasmus +, permitiu construir uma extensa rede de contatos a nível local e internacional.

Criado em 1987, o programa foi buscar o nome ao filósofo, teólogo e humanista Erasmo de Roterdão, que apesar do nome ligado à cidade holandesa, foi muito mais alma itinerante do que homem de um lugar só. Erasmus funciona também como acrónimo para ‘European Community Action Scheme for the Mobility of University Students’, ou, em português, Plano de Ação da Comunidade Europeia para a Mobilidade dos Estudantes Universitários.

No dia 25 de março de 2021, a Comissão Europeia apresentou oficialmente o novo programa Erasmus+ para o período de 2021-2027, dotado de 26,2 mil milhões de euros. Comparando com os 14,7 mil milhões de euros do período de 2014-2020, o novo e reformulado programa, financiará projetos de mobilidade para fins de aprendizagem e de cooperação transfronteiras abrangendo dez milhões de europeus de todas as idades e de todas as origens.

O programa vai tentar ser ainda mais inclusivo e apoiar as transições ecológica e digital, como previsto no Espaço Europeu da Educação, e apoiará igualmente a resiliência dos sistemas de educação e formação face à pandemia.

O novo Erasmus+ oferece oportunidades para períodos de estudo no estrangeiro, estágios, aprendizagens e intercâmbios de pessoal em todos os domínios da educação, formação, juventude e desporto.

O esforço de resiliência do Erasmus+ no contexto da pandemia mobilizará centenas de milhares de escolas, instituições de ensino superior, institutos de formação profissional, professores, jovens, organizações de juventude e desportivas, sociedade civil e outras partes interessadas.

O Programa contribuirá para acelerar novas práticas que melhoram a qualidade e a pertinência dos sistemas de educação, formação e juventude na Europa, a nível nacional, regional e local.

Como a pandemia de Covid-19 aumentou as desigualdades, sobretudo entre os jovens,   o princípio de solidariedade tem que ser a razão de ser da acção do Erasmus + 2021-2027. E importante que as organizações que trabalham com pessoas que têm menos oportunidades de acesso ao programa Erasmus+, consigam expandir a participação de pessoa provenientes de meio socioeconómicos desfavorecidos, pessoas que vivem em meios rurais ou isolados, ou ainda pessoas com necessidades educativas especiais.

A Mobility Friends no período de 2021-2027, continuará a abrir horizontes para milhares de jovens e adultos, proporcionando todas as condições para que realizem as suas mobilidades com sucesso, em Portugal ou no estrangeiro.

Como entidade de acolhimento, recebemos mais de 20.500 participantes, nas cidades de Barcelos, Braga, Esposende, Póvoa de Varzim, Lisboa, Portimão e Funchal, desde o mês de maio de 2012, contribuindo para o enriquecimento cultural, profissional e pessoal de pessoas provenientes dos seguintes continentes: Europa, Ásia, África e América.

Os projetos no âmbito do Erasmus Capacity Building, permitem à Mobility Friends ou a qualquer outra organização de aumentar a capacidade de trabalhar e cooperar globalmente. É uma das poucas ações Erasmus + que têm como alvo países fora da UE.

Como entidade de envio, a Mobility Friends proporcionou no ano de 2019, uma formação em contexto de trabalho (estágio) durante 3 semanas na Polónia, a 60 alunos e 6 professores da Escola Secundária Rocha Peixoto, Escola Secundária de Barcelinhos e Escola Secundária Alceides de Faria. No ano de 2021,  45 alunos e 6 professores da Escola Secundária Rocha Peixoto, Escola Secundária de Barcelinhos e Escola Profissional de Esposende, vão participar também numa mobilidade de três semanas na Bulgária.

A Mobility Friends durante os últimos nove anos tem criado sonhos e contribuído para uma “Geração Erasmus”, enriquecendo vidas e alargando horizontes.

Os parceiros locais privados e públicos têm tido um papel muito importante no suporte de todas as atividades dos participantes da Mobility Friends, participando também com os seus colaboradores, nas mobilidade no exterior, no âmbito dos nossos projetos de parceria com inumeras organizações estrangeiras.

Agradecemos também aos parceiros locais que acolhem os participantes da Mobility Friends com necessidades educativas especiais, contribuindo assim para a inclusão de todos no Erasmus +.

Vamos continuar a divulgar as marcas “Barcelos” e “Portugal”, no papel de embaixadores dos Barcelenses, levando a todos os cantos do mundo a Lenda do Galo, o Figurado, a Cerâmica, a Feira Semanal, a Festa das Cruzes, o Caminho de Santiago, a história, a cultura, a gastronomia,  e a hospitalidade das gentes de Barcelos, porque Barcelos foi, é, e será, território com Identidade Europeia.

Se é Jovem ou adulto, deve aproveitar as oportunidades do Erasmus + 2021-2027, saia da sua zona de conforto, pois mais do que um programa, “o Erasmus é uma atitude”.

Por: Nuno Varajão Barbosa – Licenciado em Gestão, Professor e Presidente da Mobility Friends.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Artistas em tempos de Pandemia

Agosto 1, 2021 em Atualidade, Concelho, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora
Cláudia Martins

Cláudia Martins, natural de Guimarães, é uma referência no mundo da música tradicional e sobretudo nos Cantares ao Desafio. Canta desde os 8 anos e tem mais de 250.000 seguidores nas redes sociais. Com dezenas de álbuns editados, 2 discos de ouro, mais de mil concertos em Portugal e além-fronteiras, passando por Estados Unidos da América, as comunidades portuguesas na Europa, Brasil, Canadá, Austrália… Cláudia é, indiscutivelmente, uma artista nacional e internacional.

Estamos em Agosto. Tão diferente este Agosto quando comparado aos Agostos de outros anos. Desde há muito que me habituei, sobretudo no Verão, mas também ao longo de todo o ano, a não ter tempo, os concertos absorvem-nos.

Acordar cada dia numa localidade diferente, por vezes num país diferente. Contactar com diferentes culturas, diferentes localidades. Os rostos das pessoas, esses são aos milhares. Os banhos de multidão. A adrenalina dos concertos, os milhares de quilómetros percorridos. As festas, a animação. Os sorrisos, as diversões, a festa popular em toda a sua plenitude. As pequenas aldeias e as grandes cidades. Tenho saudades disso. Tenho eu e temos todos. Aquilo que me traz até vós é precisamente o intuito de partilhar convosco a vida de um artista em tempos de Pandemia.

Eu, e todos os artistas, tivemos que nos reinventar. Há quem tenha optado por mudar de carreira profissional, outros adaptaram-se. Partilhando convosco a minha experiência nesta fase, posso dizer-vos que é extremamente complicado lidar com esta mudança. Mas sempre me habituei a ver o copo meio cheio, e a retirar aquilo que de positivo esta pandemia nos trouxe. E há algo que é indiscutível. O tempo. Temos mais tempo. E muitas vezes, esse tempo leva-nos a fazer uma introspeção e a realizar uma análise daquilo que é efetivamente importante. A família, os amigos. Parar nem sempre é mau. Mas isto quando a paragem é opcional e planeada. Quando esta nos é imposta, torna-se bem mais complicado. Mas voltando aos aspetos positivos. No meu caso, esta pandemia trouxe-me a possibilidade de explorar outras vertentes profissionais que há muito ambicionava. Criei uma nova imobiliária, a Imofamily, e isso tem ocupado grande parte do meu tempo. Contudo, a música não para, nem pode parar! Alimento-me dela, é efetivamente a minha vida. Na impossibilidade dos grandes palcos, dos grandes concertos, temos sempre os espetáculos televisivos, concertos em formato reduzido. Explorar a parte comercial, com campanhas de marketing e imagem, e estabelecer parcerias com algumas marcas e entidades.

Mas o grande problema nesta fase não se resume ao “artista”. Muitas vezes pensamos “coitado” deste ou daquele “artista” que não pode trabalhar. Em primeiro lugar, este problema não é apenas da indústria musical. Todos os setores de atividade económica foram afetados. Podemos, e devemos, enquanto cidadãos, questionar e avaliar a atuação de todos aqueles que têm a responsabilidade de nos governar. Apesar de fazer essa análise e de, em inúmeras situações, acreditar que a gestão pandémica por parte do governo nem sempre foi a mais correta, sou uma pessoa consciente. E faço a pergunta a mim mesma. Qual a forma correta de gerir a pandemia e todos os números com os quais, diariamente, somos confrontados?

Na realidade, todos temos opinião, mas ninguém tem uma resposta efetiva. Agir, aprender, corrigir. A situação é nova, imprevisível. O importante para mim, será a consciência individual. Cada um é responsável por si, e todos somos responsáveis por todos. Só com atitudes individuais, poderemos obter bons resultados coletivos. Voltando ao impacto económico do covid-19 nos vários setores económicos.

O turismo e a restauração. Sendo eu licenciada precisamente em turismo, é com grande tristeza que vejo o terrível impacto que tudo isto traz ao nosso país, e a todo o mundo. O turismo faz-se da circulação de pessoas, e quando estas se confinam, obviamente que o cenário se torna negro. Hotéis, cafés, restaurantes. Quantos já fecharam, quantos mais irão fechar? É um cenário verdadeiramente triste. No mundo empresarial. Quantas empresas fecharam por falta de encomendas? Quantas fecharam por falta de matérias primas? Quantas sentiram na pele o impacto tanto nas importações como nas exportações? Se há coisa que a pandemia nos trouxe foi precisamente a consciência de que vivemos efetivamente numa aldeia global. O “butterfly effect”, é mesmo real. Algo que acontece do outro lado do mundo, rapidamente tem um impacto brutal no nosso dia a dia.

Voltando ao mundo do espetáculo, e ao tema que me traz até vós, “os artistas em tempos de pandemia”. Como já referi, não nos podemos limitar ao artista. Por detrás do artista está toda uma equipa de produção. Os elementos dessa equipa, ou melhor, equipas de produção, viram a sua vida profissional parar. Músicos, técnicos de som, técnicos de luz, roadies, motoristas, fotógrafos, videográficos, managers. Uma catástrofe. As empresas de som, com milhares e milhares de euros em investimento, com cargas salariais elevadíssimas, como conseguem sobreviver? As empresas de produção de espetáculos?

Começamos a ver uma luz ao fundo do túnel. Mas ainda é ténue para olhar para o futuro e sorrir. Falando um pouco do meu mercado musical. Sou uma artista em que grande parte do meu trabalho se desenrola em eventos de grandes dimensões. Festas populares, arraiais. Neste momento começam a surgir alguns eventos, mas, na sua grande maioria, em espaços fechados. Aí será mais simples cumprir as regras impostas pela DGS, e realizar eventos com o necessário distanciamento social. No que respeita a eventos ao ar livre, tudo se torna mais complexo. Como pode uma comissão de festas que, muitas vezes vive de mecenas para conseguir reunir os fundos necessários para contratar as bandas, os artistas, pagar os licenciamentos, as empresas de produção, somar a tudo isto ainda mais despesa? Vedar recintos, segurança, os testes de covid. Na realidade, o custo para realizar um evento com todas as regras de segurança necessárias, é muito mais elevado do que o era em tempos pré covid. Além de tudo isto, com a limitação relativa ao número de pessoas que podem, efetivamente, assistir aos eventos culturais, o retorno financeiro é muito mais reduzido. Facilmente se percebe que, para a grande maioria dos organizadores, se torna insustentável.

Mais ainda. Uma comissão de festas trabalha um ano inteiro a realizar eventos para recolher fundos. Jantares, convívios, o peditório porta a porta. Com o país confinado, obviamente que isso não aconteceu. Por isso, naturalmente que na maioria dos casos, ainda que o covid desaparecesse por magia de um dia para o outro, isso não significaria uma retoma automática da vertente cultural, ainda para mais para os artistas populares. Será uma recuperação gradual e dolorosamente lenta.

Somemos a isto a crítica social. Habituamo-nos a ver críticas nas redes sociais a tudo o que são aglomerações de pessoas. Hoje em dia, vivemos num mundo de crítica fácil. Viver atrás de um teclado de um computador é fácil. E essa crítica, muitas vezes com desconhecimento, leva ao desânimo daqueles que procuram realizar eventos, mesmo que o façam de forma consciente e cumprindo todas as regras. Obviamente que há quem o faça de forma criminosa, e esses sim, devem ser penalizados. A parte incómoda é que, por vezes, não é fácil distinguir.

Como é então a vida de um artista em tempos de pandemia. A maioria dos artista não vive. Sobrevive. A grande preocupação é a de manter “viva” a marca. Criar condições para que, logo que haja um levantamento das medidas restritivas, os projetos estejam prontos a arrancar para a estrada. É isso que tenho procurado fazer, eu, e quem me acompanha. Concertos em Live Streaming também são uma solução. Mas mais uma vez, é algo cuja relação custo produção, rentabilidade, é penosa para quem organiza. Mas pelo menos permite a quem os realiza criar alguma dinâmica de trabalho. Permite ao artista manter algum contacto com os seus seguidores. Acredito que todos aprendemos imenso com esta situação. Um artista não se deve acomodar. Deve procurar sempre inovar, estar na linha da frente.

Ouvir o seu público, adaptar-se ao seu público. Se há coisa que aprendi nesta fase, é que não devemos, efetivamente, dar nada como adquirido. É uma lição de vida. Para todos nós. Gosto, como já referi, de ter um pensamento positivo. Por isso acredito que acabaremos por sair todos mais fortes desta situação. Mentalmente, isso é indiscutivel. Se há dois anos seria inimaginável uma situação destas, hoje começa a ser dificil imaginar uma vida normal. Mas essa virá! E quando acontecer, todos aprenderemos a valorizar as pequenas coisas que sempre demos como adquiridas. Gosto de acreditar que acabaremos por viver de forma muita mais intensa. Um abraço será sentido de forma diferente. Respirar ar puro sem máscara será um privilégio. Ver o rosto das pessoas sem barreiras. Acredito que seremos melhores e mais felizes.

Por fim, despeço-me com uma mensagem. Somos obrigados a viver com distanciamento social. Isso afasta-nos. Mas esse afastamento não nos deve afastar enquanto seres humanos. O conceito de distanciamento social não deve ser confundido com o distanciamento humano. Embora longe, poderemos estar mais perto que nunca. Quem partilha sonhos, acaba por ficar perto. E há um sonho, um desejo comum. A liberdade. Por isso talvez estejamos mais juntos que nunca. Parece um pensamento utópico, mas façam como eu, vejam o copo meio cheio.”

Mais detalhes sobre Cláudia Martins:

Cláudia Martins iniciou o seu percurso no mundo da música com apenas 8 anos, inicialmente apenas a tocar concertina, mas rapidamente se integrou na arte dos Cantares ao Desafio. Participou em alguns projetos já nesta fase. A sua primeira experiência de estúdio data do ano de 2000, onde grava uma desgarrada com Jorge Martins e Adília de Arouca. Aos 15 anos abre a sua própria escola de concertinas. Por esta altura já percorria as comunidades portuguesas levando a sua arte além-fronteiras. O projeto Minhotos Marotos, surge em 2009. Nesta fase Cláudia é já uma referência no mundo da música tradicional e sobretudo nos Cantares ao Desafio. Com dezenas de álbuns editados, 2 discos de ouro, mais de um milhar de concertos em Portugal e Além-fronteiras, passando por Estados Unidos da América, as comunidades portuguesas na Europa, Brasil, Canadá, Austrália… Cláudia é, indiscutivelmente, uma artista nacional e internacional. Rosto incontornável e constante das Tvs portuguesas. O seu projeto Minhotos Marotos, atualmente Cláudia Martins & Minhotos Marotos, conta já com mais de 10 anos de Carreira e mais de 250.000 seguidores nas redes sociais. Em 2019, Cláudia realizou um megaevento no Multiusos de Guimarães para festejar, precisamente, os 10 anos de carreira do seu projeto. Esse concerto foi registado em DVD, e lançado recentemente.

Por: Cláudia Martins

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade da autora)

As dificuldades diárias das pessoas com mobilidade reduzida

Junho 2, 2021 em Atualidade, Concelho, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora

Cátia Rêgo, natural de Barcelos, licenciada em engenharia eletrotécnica e computadores pelo Instituto Politécnico do Cávado e do Ave, colaboradora interna do Espaço Social Intensify World de Pedra Furada, é a convidada a escrever o artigo de opinião do mês junho. Cátia utiliza uma prótese transfemoral, depois de sofrer amputação da perna e todos os dias enfrenta dificuldades.

Estamos em pleno século XXI e as dificuldades para pessoas com mobilidade reduzida continuam a existir. Todos os dias me deparo com algum tipo de barreira, desde os problemas arquitetónicos até à notória falta de civismo da população.

Sabia que existe uma lei que tem como nome, “Regime da acessibilidade aos edifícios e estabelecimentos que recebem público, via pública e edifícios habitacionais”, Decreto-lei 163/2006 de 8 de Agosto, artigo 9º deste decreto refere que:

  • Edifícios “cujo início de construção seja anterior a 22 de Agosto de 1997, são adaptados dentro de um prazo de 10 anos.” A contar desde 2006 o que, no máximo, teriam que estar adaptados até 2016.
  • Edifícios “cujo início de construção seja posterior a 22 de Agosto de 1997, são adaptados dentro de um prazo de 5 anos.” A contar desde 2006 o que, no máximo, teriam que estar adaptados até 2011.

Isto é o que o decreto-lei menciona, mas no seu dia-a-dia, quantos edifícios frequenta que ainda não têm a sua adaptação efetuada?

Já parou para pensar, e se eu anda-se em cadeira de rodas conseguiria entrar aqui?

Quinze anos após a publicação deste decreto-lei ainda são muitos os edifícios que não realizaram qualquer adaptação para a acessibilidade de pessoas com mobilidade reduzida. As barreiras arquitetónicas são um dos grandes problemas na acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida, existem milhares de edifícios que recebem público e tem aquele degrauzinho na entrada, esse pequeno degrau é um grande problema para quem necessita de uma cadeira de rodas para se mover.

Falando de outro tipo de problema para pessoas com mobilidade reduzida que não utilizam cadeira de rodas é a falta de corrimão nas escadas, algumas pessoas conseguem utilizar escadas mas a falta de corrimão dificulta e muito o uso das mesmas. São pequenos detalhes que, infelizmente, só quem está nelas repara.

Agora, iremos à via pública, já reparou nos estacionamentos para pessoas com mobilidade reduzida que estão muito mal localizados?

Aquele estacionamento que não tem uma rampa para conseguir subir com a cadeira quando sai do carro, muitas vezes, as pessoas tem que ir pela estrada em direção a uma passadeira, com a esperança de encontrarem uma rampa pois, também, ainda existem passadeiras sem qualquer rampa. Mesmo em obras recentes na via pública se vê a falta dessas tais rampas. E quando a localização do estacionamento não faz qualquer sentido? Não consigo perceber como, em pleno seculo XXI, ainda não se tem em conta esses pequenos grandes pormenores.

Outro grande problema das pessoas com mobilidade reduzida é a falta de civismo da população. Existem, infelizmente, muitas pessoas que não têm qualquer empatia pelo próximo, e no que toca a pessoas com mobilidade reduzida a coisa piora. Todos os dias me deparo com pessoas que utilizam indevidamente os estacionamentos destinados a pessoas com mobilidade reduzida, e mesmo quando confrontadas dizem foi “só” 5 minutos, “só” fui ali e vim, nesses “só” muitas pessoas que realmente necessitavam desse estacionamento podem ter ido embora sem fazer o que tinham para fazer porque afinal só haviam estacionamentos a muita distância ou impossível de serem utilizados devido à deficiência em causa! Em centros comerciais parem de estacionar três carros num estacionamento para pessoas com mobilidade reduzida, se têm aquelas dimensões é porque são necessárias!

E a falta de civismo continua quando todos os dias se vê pessoas que não cedem a sua vez em filas de supermercado, padaria, talho, etc. etc. Este é um direito, que não deveríamos ter que o pedir, pedir permissão a alguém por algo que é nosso por direito, não faz sentido termos que nos rebaixar a tal, muito menos quando não sabemos o que vem do outro lado. Já ouvi muitas palavras lançadas para o vazio e até já fui diretamente insultada por uma senhora, isto porque a funcionária me chamou para passar à frente, nesse dia utilizei o meu direito, normalmente, só o uso quando alguém olha para mim e me dá a sua vez, sim porque ainda existem pessoas que, mesmo em minoria, cumprem a lei e são cívicas. Deveria ser sempre assim, todas as pessoas deveriam olhar para o próximo, serem empáticas e cívicas.

E a terceira grande dificuldade das pessoas com mobilidade reduzida é a falta de oportunidades a nível de emprego. Existe uma lei, Lei n.º 4/2019 que estabelece cotas para trabalhadores com deficiência, no artigo 5º dessa lei diz que “As médias empresas com um número igual ou superior a 75 trabalhadores devem admitir trabalhadores com deficiência, em número não inferior a 1 % do pessoal ao seu serviço.” e que “As grandes empresas devem admitir trabalhadores com deficiência, em número não inferior a 2 % do pessoal ao seu serviço.” tendo estas cinco e quatro anos para regularizarem a situação, estamos com dois anos de lei e ainda não se vê grande diferença a nível privado, espero que nos próximos dois anos a situação seja completamente diferente, e que se comece a ver pessoas com mobilidade reduzida como pessoas capazes de trabalhar e de realizar imensas atividades, e não se pense só que, a pagar e a pagar, vou pagar a quem irá fazer tudo sem limitações!

Gostaria um dia de viver num mundo onde se pense que pessoas com mobilidade reduzida/pessoas com deficiência saem de casa e têm vida própria.

Por: Cátia Rêgo

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade da autora)

Intensify World, projeto TES o mais votado na 1ª Edição do Orçamento Participativo

Maio 18, 2021 em Ação Social, Atualidade, Concelho, Mundo Por barcelosnahorabarcelosnahora

A Câmara Municipal de Barcelos realizou no passado dia 14 de maio, a apresentação pública dos resultados da primeira e segunda edição do Orçamento Participativo de Barcelos no Auditório dos Paços do Concelho.

A sessão contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Barcelos, Miguel Costa Gomes e dos proponentes e vencedores das duas edições do Orçamento Participativo.

O projeto TES, apresentado pelo presidente da Intensify World, Luís Dias, foi o projeto mais votado da 1º Edição com 444 votos.

O projeto está completamente implementado e já apresentou resultados aos objetivos a que se propôs.

  • Conquista do 2º lugar no Festival Nacional de Robótica 2021
  • 135 crianças beneficiaram da iniciativa “Pai Natal Solidário”
  • Foram apoiadas 76 famílias e 10 instituições pelo espaço social
  • Foram apoiadas 53 famílias carenciadas pelo projeto “Abrace em troca de um sorriso”
  • Foram criados 2 postos de trabalho para pessoas com incapacidade
  • Durante o período de ensino à distância 17 alunos beneficiaram de apoio técnico
  • Foi efetuada a recolha de 50 kg de baterias e pilhas recicladas e 3000kg de roupa reciclada
  • Estiveram envolvidos 27 voluntários e neste momento o projeto conta com duas localizações físicas.

“Ser um projeto mais votado aumentou a responsabilidade e a exigência de implementar um projeto capaz de ir de encontro às necessidades da comunidade. O Orçamento Participativo foi um impulsionador deste projeto que agora vemos dar os primeiros frutos, e que a associação se compromete a dar continuidade,” Luís Dias.

Foto: DR


Intensify World conquista 2º Lugar no Festival Nacional de Robótica

Maio 6, 2021 em Atualidade, Concelho Por barcelosnahorabarcelosnahora

A Intensify World – Associação tecnológica e Recreativa, sediada na freguesia de Macieira de Rates, que aplica conhecimentos de informática, robótica e automação para desenvolver projetos de inclusão e apoio social, participou no Campeonato Nacional de Robótica e obteve a 2º posição na competição Robot@Factory Lite – Sénior.

O Campeonato Nacional de Robótica realizou-se de 28 de abril a 02 de maio de 2021. Promovido pela Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, pela Edu.tech e pela Sociedade Portuguesa de Robótica, com apoio logístico da Modal Creativity para a realização do evento, que este ano decorreu em formato online devido à situação pandémica que o país atravessa.

A equipa da Intensify World foi composta por Alexandre Miranda, Abel Pereira, Bernardo Oliveira, Daniel Fernandes, Francisco Oliveira e Miguel Pinheiro.

Fonte: IW

O papel das associações nos conflitos e paz mundial

Abril 2, 2021 em Ação Social, Atualidade, Concelho, Mundo, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora

No mês de abril é convidada a escrever no nosso espaço a Manuela Briote. Advogada e presidente do Rotary Club de Barcelos fala um pouco da sua organização, da sua presença a nível mundial, da sua influência na resolução de conflitos e contributo para a paz mundial. O Rotary Club é uma organização parceira da Intensify World que em conjunto já participaram em várias atividades de intercâmbio cultural, solidariedade, partilha de recursos.

Manuela Briote

O Rotary tem uma longa história na promoção da paz e combate às causas dos conflitos no mundo. Desde a Convenção de 1914 no Canadá, semanas antes da Europa virar palco de guerra, que o Rotary luta pela manutenção da paz entre as nações.

Procuramos obter recursos e apoiar iniciativas em prol de um mundo mais pacifico, transformando ideias ambiciosas em realidade. Atualmente 70 milhões de pessoas estão deslocadas, fugindo das suas origens em resultado de conflitos, violência, perseguição e violação dos direitos humanos.

Custa-nos aceitar essa realidade, ainda mais sabendo que metade destes números se referem a crianças. Qual será o tamanho do desespero de um pai para colocar o seu filho num barco á deriva em busca de uma possibilidade de vida melhor e sem saber se algum dia o vai voltar a ver. Qual é o desespero das pessoas que largam tudo, casa, estudos, trabalho, família, amigos… e partem em fuga sem qualquer meio de garantir o sucesso da sua decisão.

O Rotary Club de Barcelos sensível a esta realidade lançou a discussão sobre este tema, numa conferência online no passado dia 23 de Fevereiro onde contou com o testemunho de quem acompanha grupos de refugiados que chegam a Portugal e são acolhidos e encaminhados por diversas associações que lhes dão apoio logístico e burocrático inicial.

Contou ainda com o testemunho na primeira pessoa de alguns migrantes que se encontram a residir em Portugal e que apesar da dificuldade em partilhar memorias das suas origens, demonstram uma capacidade impressionante de resiliência, lutando com a difícil tarefa manter vivas as suas culturas e tradições e se adaptar e integrar na nossa comunidade.

Provam que são capazes, acrescentam riqueza ao nosso país e desenvolvem conhecimentos que os capacitam trabalhar em prol de um mundo melhor, para mudanças duradouras nas suas comunidades. Muitos deles participam em programas de liderança, onde adquirem conhecimentos e ferramentas de verdadeiros líderes, como é o caso do Programa “Elevate Leadership – Young Leaders Development Program” uma iniciativa sem fins lucrativos que integra a Academia Paul Harris, um projeto dinamizado pelo Rotary Distrito 1970, em parceria com a Fundação AEP e a Universidade Católica Portuguesa (UCP). O Programa contou ainda com a parceria da Plataforma de Apoio aos Refugiados – JRS Portugal.

Cujo objetivo de dar a possibilidade aos jovens desenvolverem competências transversais de liderança, fundamentais no mundo atual, tendo por base a ética e os valores Rotários preparando assim os participantes para melhor enfrentarem o mercado de trabalho e os desafios globais.

Ainda existe um longo caminho a percorrer, mas acredito que mudando mentalidades conseguiremos alcançar a paz mundial. E no que depender do Rotary Club de Barcelos iremos continuar a criar impacto e mudanças duradouras.

“Quero fazer algo para prevenir guerras, e não para remediar suas consequências.”

Robert Opira Bolsista do Centro Rotary pela Paz

Por: Manuela Briote *

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade da autora)

Ir Para Cima