Tag archive

Joana Martins - page 6

Janeiro 30, 2017 em Atualidade, Cultura, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora
joanamartins
Joana Martins

Abraço

Carente, me refugio,

No calor do teu abraço

Que me protege do frio,

Do gelo do meu cansaço.

 

E me sinto tão bem

No calor do teu abraço

Que me faz querer ir além

Do aconchego do teu regaço.

 

E faço desse teu abraço,

Uma corda, que não quero soltar

E dela faço um laço

Que recuso jamais desatar.

 

O teu abraço é poesia

Que rima com perdição

E a luz que dele irradia

Ilumina com paixão.

 

E nesse jardim perfumado

Do abraço que me apertou

Voo para todo lado

No cheiro que me enfeitiçou.

 

Incrível o poder que tem um abraço…

 

Por: Joana Martins (poetisa barcelense)

Janeiro 23, 2017 em Atualidade, Cultura, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora
joanamartins
Joana Martins

 

Me deu frio

 

No sopro de um suspiro

Corre em mim, um arrepio

Toco nas teclas do piano

As notas que quero soltar.

 

Faz-se música no ar

E danço, a liberdade em mim

Suspiro, no sopro que me arrepiou

Me deu frio, me congelou.

 

E me aqueço, me protejo

Do arrepio, que me persegue

Sigo devagarinho

Quase que a gatinhar.

 

Digo baixinho:

Acredito em mim e sempre vou acreditar!

E deixo o sopro soprar

A música que continua no ar.

 

E livre continuo a dançar

A dança num arrepio

Me deu frio, me deu frio

Mas me aqueci, dançando.

 

Por: Joana Martins (poetisa barcelense)

Janeiro 16, 2017 em Atualidade, Concelho, Cultura Por barcelosnahorabarcelosnahora
joanamartins
Joana Martins

Deixo-vos com um dos poemas do meu livro “De passagem…”:

 

Vidro Partido

 

Deixei cair no chão

A confiança que restava

Partiu na minha mão

O vidro que segurava.

 

Depois de partido em pedaços

Não consegui mais acreditar

Que os seus estilhaços

Se voltassem a renovar.

 

A confiança perdi

No momento, em que o sangue jorrou

Na ferida que abri

Com o vidro, que na mão, me restou.

 

Às vezes, até eu,

Penso que de vidro sou

Deixo-me cair

“Parto” no que me magoou.

 

Mas o que me torna diferente

É que vidro partido

É vidro perdido

Enquanto eu,

Me levanto, me renovo, sigo em frente!

 

A confiança, essa, só o tempo

Me mostrará, se é possível voltar a acreditar

E mesmo que o vidro me “parta” de novo

Se valer a pena, escoo a sangrar!

 

Por: Joana Martins (poetisa barcelense).

1 4 5 6
Ir Para Cima