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Liga NOS - page 2

Seleções, esperem um bocadinho…

Novembro 11, 2020 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora
João Dias

Eu só queria mais uma jornada antes desta paragem para as seleções! Tenho um feeling que era o suficiente para ultrapassarmos o nosso maior rival na classificação. Aquilo que alguns aclamavam poder ser uma machadada “final” para o Porto no campeonato, acabou por ser o balão de oxigénio para o mesmo. Fantástico o modo como conseguimos escalar pela pontuação vendo o rival a “triplicar” as bolas que lhes acabam no fundo das redes. Mas atenção, antes de qualquer rivalidade é preciso sermos sérios e ambicionar “atacar” quem vai na frente, quem está no lugar que queremos obter, e neste momento é o Sporting. Parabéns ao Sporting por este início de campeonato.



O jogo contra o Portimão valeu pela grande segunda parte, a primeira parte foi para esquecer, como de resto salientou Sérgio Oliveira aquando da entrega do prémio de MVP do jogo. O médio do Porto deixou vincado que era algo que a equipa queria muito mudar (as entradas meias “adormecidas” na partida), sendo já vários os alertas dados por Sérgio Conceição e restante equipa técnica.

Na minha opinião, o Porto não entrou assim tão mal na partida, no ponto de vista de que poderia sair derrotado da primeira parte! O Porto não fez por marcar (o que num clube como o nosso é inaceitável e sinónimo de estar a “dormir”), mas o Portimonense também não soube encontrar o caminho da baliza azul e branca, retirando, claro está, o lance do golo. Nasce de duas perdas de bolas consecutivas na faixa esquerda (coincidência ou não, um lance muito semelhante ao que deu o empate ao Sporting), onde, de resto, tudo é bem feito pelos atletas de Portimão, grande cruzamento ao segundo poste, de Moufi, e Beto, com um cabeceamento “como mandam os livros”, a fazer vibrar as redes do F.C.P. Com alguma sorte, porque um canto acaba sempre por necessitar de uma ponta de sorte, Mbemba consegue obter o empate para o Porto mesmo ao cair do pano do intervalo. Serviu de desculpa, já que no golo do Portimonense deixou Beto sozinho nas suas costas, cabeceando à vontade. Ainda sobre o golo do Portimonense e consequências do mesmo, porque o Uribe também borrou a pintura, Sérgio fez uma substituição aos 31min´s, retirando precisamente Uribe para colocar Taremi em campo.

Esta substituição deu frutos, pois logo ao abrir o segundo tempo, Taremi respondeu da melhor maneira a um cruzamento milimétrico de Sérgio Oliveira (segunda assistência no jogo, já tinha sido ele a bater o canto para Mbemba). “Jogas tanto Oliveira!”

Com o 2-1, o Porto ficou mais tranquilo no jogo e soube gerir, criando mais algumas oportunidades, entre as quais surge o 3-1 final, com mais um golo para o todo poderoso SÉRGIO OLIVEIRA.

Gostei de ver a equipa a sofrer o um a zero e ter capacidade para ganhar três a um, no entanto, esta é a minha opinião sobre o atual futebol do Porto: um futebol algo lento, previsível e sem a genialidade que um Brahimi, James, etc…nos davam. Mas há esse talento no plantel: Corona, vejo-o algo fatigado, vamos aguardar para ver. Nakajima, estou à espera que conquiste definitivamente o seu espaço, pois é claramente um superdotado tecnicamente. Felipe Anderson, prometia tanto nos vídeos que andei a ver no YouTube, mas pelos vistos, está a custar a arrancar…Com isto, só quero dizer que creio que teremos alguma dificuldade quando entrarmos a perder nos desafios e as equipas se fecharem lá atrás. Porque quando estivermos a ganhar, esta equipa sabe gerir e criar perigo no contra-ataque, já tivemos várias provas disso este ano, como com o Marselha, por exemplo.

Mas queremos é a bola para a frente e que, no fim, venham os 3 pontos! Sou o adepto que apoia e confia em quem lá está, no final do ano, logo se vê.

Não queria despedir-me sem uma nota de esperança: que seja desta que clarificam finalmente o que o Luís Filipe Vieira anda a fazer. A visitas da PJ já são recorrentes e onde há fumo, há fogo. Não tenho nada contra a instituição Benfica, nem sequer gostava que eles descessem de divisão por alguma eventual falcatrua que se venha a descobrir (porque sabe-me bem ganhar, mas ganhar aos melhores), mas de uma vez por todas, tenham a coragem de intervir e avançar com algo, ou, caso contrário, tirar o nome do Sr. da praça pública, por alegada inocência. Admito que ficava triste se alguns dos boatos que por aí andam se venham a comprovar verdade, nomeadamente, os boatos sobre como alegadamente ganhavam os jogos, porque isso implicaria muita coisa… Lopeteguis” e “Nunos” que por aí andam, afinal não tinham feito assim tão mau trabalho. Eu sempre achei estranho, num ano em que a nossa equipa ganha 3-1 a um SUPER Bayern de Munique (e Neuer deveria ter sido expulso e talvez dilatássemos a vantagem), não termos capacidade para ganhar a liga portuguesa, mas agora, a história pode ser outra.

Vamos aguardar.

Força Portugal!


Um bem-haja a todos os amantes do desporto, aos Barcelenses e outros possíveis leitores por este mundo fora.

Viva o F.C. Porto! Viva o F.C. Porto!

Por: João Dias*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Rui Almeida deixa o comando técnico do Gil Vicente FC

Novembro 10, 2020 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo Por barcelosnahorabarcelosnahora

Rui Almeida deixou de ser o treinador do Gil Vicente FC, segundo avançam muitos órgãos de comunicação social nacional e local.



Segundo avançam, a Direção dos gilistas já informou o treinador de que não irá continuar à frente dos desígnios da equipa sénior. O jornal Record avança mesmo que já poderá haver sucessor em vista, no caso, Ricardo Soares, que também deixou há bem pouco tempo o comando técnico do Moreirense FC.

De recordar que esta foi a primeira experiência de Rui Almeida enquanto treinador principal de uma equipa da Primeira Liga. Passou pelas escolinhas, foi Coordenador-Técnico da AF Lisboa, treinador-adjunto do Estoril, Trofense, Sporting, SC Braga e Zamalek (Egito), tendo treinado os Sub-23 da Síria. Depois do trabalho nos egípcios, entrou em França, tendo treinado Red Star, Bastia, Troyes e Caen, de onde veio para os gilistas.

A equipa barcelense caiu, este fim de semana, na zona de despromoção, com mais um jogo em que perdeu pontos, no caso, três, mesmo perto do final. Em 7 jogos como treinador, o Gil Vicente FC de Rui Almeida alcançou 1 vitória, 2 empates e 4 derrotas, marcou 5 golos e sofreu 9. Havia uma esperança, entre os adeptos, de que a equipa iria entrar nos carris após a boa prestação no Dragão. No entanto, seguiram-se mais 3 derrotas consecutivas, frente ao Sporting (3-1) e Nacional (2-1), ambos fora de casa, e frente ao Guimarães, em casa, por 1-2.

Faltará saber como irá o novo técnico trabalhar com um plantel que não foi escolhido por si, para mais, tendo em conta que alguns dos jogadores, vindo de França, foram pedidos expressos do técnico agora de saída. Por outro lado, a aproximação de nova janela de transferências poderá ajudar a que o novo treinador possa “moldar” um pouco o plantel à sua imagem.

Foto: GVFC.

3 a multiplicar por 0 é igual a 0

Novembro 10, 2020 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora
Ricardo Esteves

Quando há uns meses Jorge Jesus dizia, com toda a convicção do mundo, que o Benfica não iria jogar o dobro, mas sim, o triplo, enchia toda a nação benfiquista com uma esperança do tamanho da cabeça do Luisão. Mas quando se multiplica 3 por 0, que era aquilo que o Benfica jogava antes da chegada de Jesus, a conta continua a dar 0. E é precisamente isso que o Benfica tem jogado nos últimos tempos – zero, nicles, nada…Não me lembro da última vez que sofremos 9 golos em 3 jogos…



Ainda continua incutido no ADN do futebol encarnado os mesmos tiques de épocas passadas: dificuldade em criar oportunidades; fraca transição defensiva; inúmeros erros individuais; entre outros. A única diferença neste ano é a maior qualidade do plantel, com a adição de jogadores de qualidade acima da média, conseguindo resolver jogos quando têm espaço para tal. Mas isso não tem, propriamente, acontecido nos últimos jogos. Basta aparecer uma equipa bem preparada e com raça que mostramos logo dificuldades.

Para além destas dificuldades, e apesar de não ser desculpa, precisamos, claramente, de nos reforçar em várias posições: Defesa direito (desde a saída do Semedo), Médio Centro (que saudades da dupla Matic/Enzo…), Guarda-Redes, Central e talvez a mais importante – Presidência.

Felizmente, e nunca pensei dizer isto, aproxima-se a paragem para seleções. Normalmente fico um pouco deprimido e desligado do futebol nestas alturas, mas acho que, desta vez, é o melhor que poderia acontecer aos benfiquistas. Vamos ter umas semanas para baixar um pouco a tensão e para descontrair um bocado. Já para os lados do Seixal, vão ter mais tempo para tentar arranjar soluções rápidas para meter a equipa a jogar mais. Nem que seja só o dobro, Mister

Para finalizar. Eu sei que não têm sido dias fáceis para os benfiquistas. Acordar depois do 3º jogo consecutivo sem ganhar, ver as notícias e perceber que o Benfica recebeu nova visita da PJ não é algo fácil de digerir. Para ajudar, deixo-vos aqui 6 remédios para a azia que podem fazer em casa. As coisas vão melhorar, mas, até lá, vamos precisar…

Aqui vai:

  • Bicarbonato de Sódio c/ água;
  • Chá de Gengibre;
  • Chá de Espinheira Santa;
  • Chá de Funcho;
  • Chá de Regaliz;
  • Sumo de Pera.

De nada!

Até à próxima! Força Portugal!

Por: Ricardo Esteves*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Gil Vicente FC perde na Choupana frente ao CD Nacional

Novembro 8, 2020 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo Por barcelosnahorabarcelosnahora

Gilistas estiveram na frente do marcador, mas madeirenses viraram o resultado

O Estádio da Madeira, na Choupana, recebeu o jogo CD Nacional – Gil Vicente FC a contar para a 7ª jornada da Liga NOS.



Com arbitragem de Fábio Melo (AF Porto), coadjuvado por Tiago Leandro e Luís Costa, com João Pereira (AF Porto) como 4º árbitro, o jogo contou com os seguintes alinhamentos:

CD Nacional – Daniel, Witi, Pedrão, Lucas Kal, Rúben Freitas, Thill (João Victor, INT), Azouni (Róchez, INT), Alhassan, João Camacho (Gorré, 87’), Rúben Micael (Danilovic, 78’) e Riascos. No banco ficaram Piscitelli, Bobál, Júlio César, Nuno Borges e Rouai.

Gil Vicente FC – Denis, Joel Pereira, Rodrigo, Rúben Fernandes, Talocha, Lucas Mineiro, João Afonso, Claude Gonçalves (Ygor Nogueira, 70’), Lourency (Ahmed Isaiah, 92’), Léautey (Baraye, 64’) e Renan Oliveira (Miullen, 70’). No banco ficaram Daniel Fuzato, Aw, Boubacar Hanne, Fujimoto, Vítor Carvalho e Ahmed Isaiah.

Jogo equilibrado, num relvado em mau estado, que prejudicou, aqui e ali, o normal desenrolar das jogadas. E por falar em jogadas, a do golo do Gil Vicente FC, por intermédio de Rodrigo, desenrolou-se pela esquerda do ataque gilista, com um centro para a área do Nacional onde Rodrigo subiu “ao terceiro andar” e cabeceou para o fundo das redes. Estava aberto o marcador aos 45’+5’ da primeira parte, ou seja, mesmo a fechar o primeiro tempo. Os barcelenses saíam para o intervalo na frente do marcador: 0-1. No entanto, antes, aos 23′, Talocha falhou uma grande penalidade e Lucas Mineiro, aos 45′, falhou outra. Ao intervalo poder-se-ia pensar que o estrago tinha sido pouco, mas no final do jogo, fizeram bem falta estes penáltis por concretizar.

Na segunda parte, o CD Nacional foi atrás do prejuízo e João Camacho, aos 57’, restabeleceu a igualdade. Infelizmente para os barcelenses, os madeirenses imitaram os homens de Barcelos – que apontaram o golo já em tempo de compensação da primeira parte –  e também depois da hora, apontaram o golo da vitória, por intermédio do hondurenho Róchez, aos 90’+3’, dando a vitória ao CD Nacional, por 2-1.

Com este resultado, os gilistas mantêm os mesmos 5 pontos em 7 jornadas, sendo que descem para a linha de água, para o 17º lugar.

O próximo jogo do Gil Vicente FC disputa-se a 20 de novembro, pelas 14h30, a contar para a 3ª eliminatória da Taça de Portugal, com os gilistas a deslocarem-se ao Interior para defrontar o ARC Oleiros. Pelo meio, as competições param por causa dos compromissos das Seleções, onde estará o barcelense Paulinho na A de Portugal. Segue-se a receção ao Rio Ave FC, a 29 de novembro, pelas 15h00, a contar para a 8ª jornada da Liga NOS.

[Ndr: notícia atualizada a 08.11.2020, pelas 18h00]

Não dá para jogar com 11 Uruguaios em campo?

Novembro 6, 2020 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora
Ricardo Esteves

Bem. Para vos ser sincero, não estou com muita vontade de escrever esta semana, mas vou tirar inspiração dos últimos minutos do jogo contra os escoceses para o fazer. Vamos lá a isso!



Não foi propriamente a melhor semana para se viver o Benfica como devem ter percebido. Um ponto em 6 possíveis é de bradar aos céus. Quem deve estar contente é o André Villas-Boas, viu o Benfica a perder pontos e o Porto a ganhar (na Europa), mesmo que tenha sido contra a própria equipa…

Mas vamos por partes. Primeiro, o jogo no Bessa. Uma derrota enfática (e merecida) por 3-0 perante um grande (e caceteiro) Boavista. E pronto, vou-me ficar por aqui na análise deste jogo. Ao fim e ao cabo, isto é um artigo de opinião, não uma notícia. E por motivos óbvios, não me apetece opinar muito sobre o jogo.

Já em relação ao jogo para a Liga Europa, consigo dizer uma palavra ou outra. Apesar do empate em casa, que nunca deve ser um resultado a festejar, é de salientar a atitude da equipa de alguns jogadores para chegar ao empate. Agora é só o plantel todo adquirir esta atitude e mais ninguém nos para! E mudar um pormenor tático ou outro…E talvez sentar uns jogadores…E fazer umas compras no mercado de inverno…

E agora, queria dedicar este parágrafo a um Uruguaio que tem vindo a devolver a minha vontade de ver os jogos do meu clube. A sua raça e a sua atitude são de louvar, para não falar da sua qualidade enquanto futebolista. Como é possível, em tão pouco tempo, demostrar mais a mística do clube do que muitos que já lá estão há anos!? Viram a forma como ele festejou o golo? Até parecia que o estádio estava cheio. Antes estivesse…já tinha recebido umas quantas vénias. E outros jogadores, uns valentes apertos (estou a olhar para ti, Everton!). Só queria que todos fossem como ele. Para finalizar, gostaria de sugerir uma pequena alteração nos princípios básicos das ideias de Darwin (Charles não Núñez): “Na ‘luta’ pela vida por um lugar no plantel, organismos jogadores com variações qualidades favoráveis às condições do ambiente clube onde vivem jogam têm maiores oportunidades de sobreviver, quando comparados aos organismos jogadores com variações qualidades menos favoráveis.”. Claramente, Darwin Núñez é o organismo com qualidades mais favoráveis no plantel benfiquista e, não tarda, de todos os plantéis dos grandes clubes europeus.

Notas finais:

– Em relação à expulsão do Otamendi, tenho uma pergunta para vos colocar. Num jogo como aquele, onde o Benfica é claramente a equipa superior, e estando a ganhar 1-0, não era preferível deixar o avançado isolado TENTAR marcar em vez de fazer falta e ser expulso, deixando a equipa debilitada? Eu sei que é fácil estar aqui sentado a escrever isto, mas, ao contrário do Benfica, o Barcelos na Hora não pagou 15 milhões para eu estar aqui;

– Obrigado Rafa, por nunca desistires. Continua assim!

– Oh Jesus, eu no FM jogo com 2 médios centro mais defensivos (Weigl e Gabriel) num meio campo a 2…ou com 1 médio defensivo, neste caso pivô, num meio campo a 3. Até ver, tem resultado. Estou na Champions e tudo. Toma nota!

Notou-se uma certa azia nas minhas palavras? Peço desculpa, esperemos que, para a próxima, as coisas estejam melhores. Até lá!

Por: Ricardo Esteves*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Bela Exibição

Novembro 6, 2020 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora
Ricardo Moreira

Bem-haja, caros leitores do BnH.

Foi uma bela exibição a que tivemos em Alvalade, contra o Tondela. Verdade que o adversário não jogou “fechado a 7 chaves” e isso foi libertando o talento dos nossos jovens, os lances de golo foram-se sucedendo e só a falta de pontaria dos nossos, e o engenho ou a sorte do guarda-redes deles, não ditaram uma goleada das “antigas”! Sporting Clube de Portugal 4-0 Tondela. Bela exibição, culminada com a liderança no Campeonato!



O caminho é longo, muito longo ainda…mas o bom é que estamos a crescer como equipa!

Eu tinha dito que não temos um ponta de lança de outros tempos, como já tivemos, mas que, mesmo assim, a equipa sai a ganhar em jogar com o ponta de lança de raiz, que dispomos, Sporar, em vez de tentarmos colmatar essa posição com Jovane, que não rende minimamente nessa posição.

É certo que um avançado precisa de golos para ganhar confiança! E que Sporar não é um goleador nato! Sporar joga muito melhor no apoio, como se viu nas assistências que fez. Falta-nos um goleador que marque 15-20 golos por época, é um facto, para sermos bem mais fortes! Mesmo assim, acho que jogamos muito melhor com Sporar, do que com Jovane, naquela posição!

Desta feita, jogámos com a dupla Palhinha-João Mário no meio-campo. Se Palhinha traz outra consistência ao meio-campo defensivo, João Mário acrescenta-lhe classe, com uma capacidade de passe acima da média. Jogando um pouco mais à frente, “Pote”, que é mesmo reforço de peso e tem pormenores que são uma “delícia” de ver, que desequilibram e decidem jogos, embora tenha, ainda, que decidir melhor em certas situações.

Vários jogadores continuam a crescer e a melhorar de jogo para jogo. Rúben Amorim é o grande responsável por isso! Não prometeu mundos e fundos, não prometeu arrasar adversários, respeita-os a todos por igual e com grande afinco e dedicação, e, claro, com a sua enorme categoria como treinador, tem trabalhado muito bem, com esta grande maioria de jovens que, felizmente, também têm mostrado vontade. Vontade de jogar à bola, que é diferente de vontade de jogar futebol. Vontade de aprender e crescer!

Vamos ter dias maus (como foi contra o Lask Linz) e nesses é que temos de saber reagir, levantarmos a cabeça e continuar a notar-se esta alegria nos jogadores. Notar-se que gostam de fazer o que fazem. Lutarem e “irem a todas” com a irreverência da juventude, sem nunca se exigir ainda demasiado, nem, tão pouco, que vamos arrasar! Estamos a caminhar, a crescer, focados no caminho certo e isso, neste momento, é bem mais importante do que a liderança, pois o caminho ainda é muito longo!!!

Sinceramente, onde os sinto mais frágeis é na fase de construção. Três centrais com dificuldades a iniciar a primeira fase de construção, a partir da defesa. Chega a criar alguns calafrios a forma como se trocam passes tão perto da nossa baliza, alguns deles errados que, contra uma equipa mais eficaz, podem, muito bem, proporcionar golo ao adversário.

Acima de tudo, continuemos assim, a crescer, serenos e realistas! Sem euforias despropositadas. Pois, verdade seja dita: ainda só vamos na sexta jornada!

O caminho faz-se caminhado…e o caminho ainda é muito longo, e é fundamental não dar como adquirido mais do que o pretendido!!!

Desporto é Vida! Viva o Desporto com Respeito e Fair-Play.

Por: Ricardo Moreira*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Muito para dar…mas faltam golos!

Novembro 5, 2020 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora
Lucy Santos

Boa noite a todos os leitores do BnH!

Jogámos mais um jogo de “peso”, mas desta vez, em casa, onde pontuar era crucial. Não aconteceu. O nosso adversário foi o Vitória.



A primeira parte foi deles. Entraram no jogo e estiveram sempre por cima até chegarem ao golo de vantagem, marcado por Bruno Duarte. Depois deste golo, que já se esperava, o Gil Vicente entrou no jogo e só dava Gil. Chegámos à igualdade num golo feito pelo Samuel Lino.

Depois de uma primeira parte perdida, pensei mesmo que poderíamos arrancar pontos, mas o 2-1, feito por Rochinha, foi um balde de água fria pela maneira como estávamos a encarar o jogo.

Um jogo que, se fosse encarado melhor na primeira parte, o resultado poderia ter sido outro. Valeu a substituição de Miullen por Samuel Lino, que saltou do banco para marcar o golo da igualdade e, talvez, dar outra dinâmica ao jogo, uma vez que Miullen estava um pouco apagado.

Foram 3 jogos numa semana e não foram fáceis, excetuando este.

Creio que este Gil Vicente ainda tem muito para dar, mas vão faltando…golos! E a justiça do futebol faz-se com golos.

No próximo domingo temos uma deslocação à Madeira e temos de pontuar, urgentemente.

Continuem a apoiar o Gil Vicente, mesmo em casa, mas com o mesmo amor ao clube.

Por: Lucy Santos*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade da autora)

Já estamos servidos de móveis, obrigado!

Novembro 5, 2020 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora
João Dias

Outubro fechou da pior forma possível, derrota clara na “Capital do Móvel”, onde já começa a ser um hábito para o F.C. Porto perder pontos nesta difícil deslocação. Sérgio Conceição alertou para tal, na pré-conferência de imprensa, mas de nada adiantou. Já vi criticarem os jogadores, já vi criticarem o treinador e, como em qualquer resultado negativo, criticarem a atual direção, mas a minha opinião sobre este jogo é clara: é daqueles jogos em que estava destinado perder e pronto!



Admitindo-me como um adepto demasiado conservador e de confiança nas pessoas que lá estão, sei perfeitamente que se o livre do Sérgio Oliveira (quando o resultado ainda estava 1-0) bate no poste e entra, ao invés de bater no poste e sair, o jogo seria completamente diferente e o Porto, provavelmente, ganharia o jogo com toda a naturalidade. O Paços ganhou e ganhou bem! Não há nada a inventar nesta análise, MAS, teve a sorte (que também se trabalha) de marcar golo num dos primeiros lances de perigo que cria, e isto muda completamente o sentido do jogo. Com um Porto à procura de reduzir a desvantagem, com a ausência importantíssima de Pepe, com um Diogo Leite completamente perdido…foi ligeiramente mais fácil para a equipa do Paços chegar ao 2-0 ainda antes do intervalo! O Porto consegue reduzir, por penálti, mesmo em cima do apito de intervalo, e vai para o balneário com a derrota pela margem mínima. No segundo tempo foi mais do mesmo: um Porto a correr atrás do prejuízo, deixando a defesa descompensada, onde, naturalmente, o Paços ia criando perigo. O 3º golo do Paços de Ferreira acaba por ser de penálti, após mão de Marega, e o Porto reduz para 3-2 com um grande remate de Otávio por volta do minuto 78. O pouco fio de jogo que o Porto apresentava não permitiu que chegássemos ao empate, foi um dia mau, um jogo mau, faz parte!

Ainda acerca deste jogo, cabe-me realçar a prestação da equipa de arbitragem. Talvez uma das prestações mais infelizes da presente temporada, de onde a única boa notícia foi que a equipa prejudicada (Paços de Ferreira) saiu na mesma com os 3 pontos! Agradeço a menção do meu colega Ricardo Esteves, na crónica destinada ao Benfica, que pelos vistos também teve “Boavista” para analisar este jogo. Sugiro também que analise os nossos jogos na Champions já que, pelo menos este ano, têm as terças e quartas-feiras livres.

Brincadeiras à parte, espero que sempre assim seja, a equipa beneficiada acabe por perder a partida, pois assim não abrimos espaço para os normais debates de fim de campeonato onde se acusa de na jornada “x, y e z” não mereceram determinados pontos. O Porto foi beneficiado, mas na tabela subiu zero pontos, portanto tudo na mesma! Não sei se o meu colega Ricardo poderia dizer o mesmo sobre a reta final do campeonato 2018/1019, contra equipas de Vila de Conde, Vila das Aves, etc…e essas custaram pontos, diria mais, custaram campeonatos. Mas estamos aqui para viver e opinar sobre o presente e eu não tenho dúvidas: em maio, o Porto estará em festa e eu estarei nos Aliados a celebrar!

O rastilho para esta minha esperança deu mais um passo importante nesta terça-feira de Champions League, vitória expressiva do F.C. Porto por 3-0, num jogo que parecia complicado mas que, com um golo madrugador de Marega, se revelou um verdadeiro passeio pelo relvado azul e branco. E este jogo fez-me tanto, mas tanto, lembrar o de Paços de Ferreira, porque simplesmente os papéis inverteram-se! Acredito que se o Porto não marcasse tão cedo, poderia ter um jogo dificílimo pela frente, como o tiveram o Man. City e Olympiacos quando defrontaram esta equipa. O golo aos 4 minutos permitiu ao Porto gerir o jogo e só não dilatou o marcador para números humilhantes porque os jogadores da frente de ataque estavam com demasiada “cerimónia”. O 2-0 surge de penálti, já depois do Marselha ter desperdiçado um, com mais um golo de Sérgio Oliveira – está numa forma incrível. O 3-0 nasce de uma das “infinitas” jogadas de contra-ataque que o Porto teve, em superioridade numérica, onde Corona deixa a redondinha ao encargo de Luis Díaz e este atira a marcar, num golo de belo efeito.

Temos 6 pontos, com duas vitórias e uma derrota, melhor cenário era quase impossível, perdemos com o favorito do grupo e ganhámos às duas equipas que ombreiam connosco a passagem à próxima fase. Acredito que com apenas mais uma vitória consigamos obter o 2º lugar do grupo e, assim, garantir o acesso à próxima fase da competição.

Um bem-haja a todos os amantes do desporto, aos Barcelenses e outros possíveis leitores por este mundo fora.

Viva o F.C. Porto! Viva o F.C. Porto!

Por: João Dias*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Gil Vicente FC derrotado na receção ao Vitória de Guimarães

Novembro 1, 2020 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo Por barcelosnahorabarcelosnahora

Vitorianos foram mais felizes com golo ao “cair do pano”

Num final de tarde de domingo chuvosa, o relvado do Municipal de Barcelos recebeu mais um jogo da Liga NOS, opondo o Gil Vicente FC e o Vitória de Guimarães. Estádio ainda vazio e que, provável e infelizmente, se deverá manter assim pelos próximos tempos por causa do agravamento das medidas relacionadas com a pandemia COVID-19.

A contar para a 6ª jornada, com arbitragem de Gustavo Correia (AF Porto), coadjuvado por Tiago Costa e André Dias, sendo Fábio Nunes o 4º árbitro, o jogo contou com os seguintes alinhamentos:

Gil Vicente FC – Denis, Rúben Fernandes, Rodrigo, Ygor Nogueira, Joel Pereira, Talocha, Lucas Mineiro (João Afonso, 85’), Claude Gonçalves, Léautey (Baraye, 62’), Lourency (Renan Oliveira, 75’) e Miullen (Samuel Lino, INT). No banco ficaram Daniel Fuzato, Fujimoto, Vítor Carvalho, Leandrinho e Ahmed Isaiah.

Vitória de Guimarães – Bruno Varela, Zié Ouattara, Suliman, Mumin (Edwards, 79’), Gideon Mensah, André André (Miguel Luís, 63’), Mikel Agu, Poha, Maddox (Rochinha, 75’), Quaresma (André Almeida, 79’) e Bruno Duarte (Holm, 74’). No banco ficaram Celton Biai, Sacko, Pepelu e Sílvio.

Início de jogo repartido, com as duas equipas a jogarem na profundidade, saindo em ataques rápidos.

Aos 12 minutos, uma perda de bola de Poha permitiu a primeira oportunidade para o Gil Vicente, com Miullen a aproveitar o deslise do médio vitoriano e a lançar Léautey na direita, que ao aproximar-se do vértice da pequena área do Vitória, remata muito por cima. Na resposta, Quaresma lança André André em profundidade, mas a bola perde-se pela linha final.

Aos 18’, Miullen volta a ameaçar a baliza dos forasteiros com um remate que saiu prensado e ligeiramente por cima da baliza de Bruno Varela.

Aos 23 minutos, o Vitória inaugura o marcador numa jogada pelo corredor direito. Ricardo Quaresma, com a qualidade que toda a gente lhe reconhece, cruza de forma exímia para Bruno Duarte encostar à boca da baliza.

O Gil Vicente tentou responder ao golo vitoriano com algumas investidas pelos corredores laterais, mas a bola era sempre sacudida pela defensiva da equipa da Cidade Berço.

Aos 40 minutos, o Gil Vicente beneficiou de um livre junto ao vértice da área do Vitória e Lucas Mineiro rematou forte, com “selo de golo”, mas a bola a ser desviada por Suliman para canto.

Ao intervalo, o marcador apontava: Gil Vicente FC 0 – Vitória de Guimarães 1.

O Gil Vicente iniciou a segunda parte a assumir as despesas do jogo, circulando a bola em frente à grande área vitoriana, conseguindo, pelos flancos, conquistar alguns cantos.

Aos 49 minutos, os gilistas beneficiaram de dois cantos, que criaram algum perigo. No primeiro, foi Nogueira, de cabeça, a rematar rente ao poste esquerdo da baliza de Varela e, no segundo, foi Lucas Mineiro a cabecear ligeiramente por cima da barra.

Aos 54 minutos, Lucas Mineiro volta a insistir, desta vez com o pé esquerdo, à entrada da área, mas a bola a sair novamente por cima do travessão.

O Vitória, através de uma jogada de insistência e com muitos ressaltos, consegue criar perigo por Maddox, que rematou, no interior da área, para uma defesa apertada de Denis.

Aos 65 minutos, o Gil Vicente chega ao empate por Samuel Lino, numa bela combinação entre Lourency, Baraye e Lino, com Baraye a assistir Lino que, na cara de Varela, fez abanar as redes e estabeleceu alguma justiça no marcador.

Momento do golo de Samuel Lino (Imagem: frame de vídeo)

Aos 75 minutos, o Gil Vicente esteve perto da “remontada”, com Lino a corresponder com um belo cabeceamento a um cruzamento de Joel Pereira, mas Varela a defender mais uma vez. O Gil Vicente estava motivado em apostar na “remontada” e foi criando muitos calafrios à defesa do Vitória.

Samuel Lino, autor do golo gilista (Foto: Márcio Fernandes)

Mas foi a frieza da formação vimaranense que chegou à vantagem, aos 89 minutos, num ataque rápido conduzido por Edwards e finalizado por Rochinha.

O golo do Vitória foi a “machadada final” nas aspirações gilistas para o jogo de hoje, até pela injustiça perante aquilo que o Gil Vicente fez durante a segunda parte da partida, ficando um “sabor amargo” no seio da equipa gilista. Resultado final: Gil Vicente FC 1 – Vitória de Guimarães 2.

Com este resultado, o Gil Vicente FC fica mais perto da “linha de água”, com 5 pontos. A 8 de novembro, pelas 15h00, os gilistas jogam na Madeira, no terreno do CD Nacional, em jogo a contar para a 7ª jornada da Liga NOS.

Fotos: Márcio Fernandes.

[Ndr: notícia atualizada a 01.11.2020, pelas 22h50]

Alta Rotação

Outubro 31, 2020 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora
Ricardo Esteves

Alta rotação, dentro e fora de campo. Têm sido umas semanas intensas para os benfiquistas.



Desta vez, não vou analisar 2, mas sim 3 jogos! Para além dos jogos na Luz contra o Belenenses e o Standard de Liége, o Benfica teve outro jogo, e talvez o mais importante de todos – a eleição para a presidência. Pessoalmente, não foi o resultado que mais pretendia. Contudo, é de salientar a incrível adesão da massa associativa, com filas e filas intermináveis, dando até voltas ao quarteirão (mais um pouco chegava a Alvalade!). Tendo este sido o ato eleitoral mais concorrido da história do Benfica, mostrando, cada vez mais, o crescendo sentido de responsabilidade da nação benfiquista. Tirando uma coisa ou outra um pouco estranhas, como urnas a serem transportadas em Renault’s (quando toda a gente sabe que o Volvo é um carro bem mais seguro), foi um ato eleitoral tranquilo.

Em relação aos dois jogos jogados, o Benfica aparenta ter carta de pesados. Não foram as vitórias propriamente mais difíceis, nem as mais vistosas. Mas delas resultaram o mais importante – os 3 pontos (e umas surpresas agradáveis). Porque é que o Benfica aparenta ter carta de pesados? Porque conseguiu mover 2 autocarros estacionados na baliza contrária. Um proveniente da Bélgica e um outro diretamente de Belém. Mas, ultrapassados esses obstáculos, foram 2 jogos relativamente tranquilos. De salientar a estreia a titular e a defesa direito do Diogo Gonçalves, que apesar de não ter sido muito posto à prova defensivamente, fez uma exibição muito sólida. Para alguém que costuma atuar a extremo, fez melhor trabalho que muitos laterais (COF…COF…). Do lado contrário da defesa, Nuno Tavares aparenta melhorar a passos largos (literalmente, que mota!). É só ganhar mais um pouco de cabeça e será um lateral de top mundial. Já Darwin é mais do mesmo, continua a jogar para caraças, para não dizer outra coisa.

Notas finais:

– Queria agradecer ao árbitro do Benfica – Standard pela ajuda, mas não era necessário. Valeu a intensão;

– Queria agradecer também ao Paços. Se não fosse pela exibição épica nunca teriam ganho o jogo. E a exibição vergonhosa da equipa de arbitragem tinha manchado ainda mais a noite na capital do móvel. Mas não me vou alargar muito, vou passar a palavra ao meu colega portista, João Dias;

– Por fim, o quão bom foi o regresso do público ao Estádio da Luz? Foram poucos, mas bons.

Para a semana há mais dose dupla. Estas séries são cansativas para os jogadores, mas para nós, adeptos, são incríveis. Não me canso de Benfica. Correção: Não me canso DESTE Benfica.

Até para a semana!

PS: Aposto que o Gabriel está mortinho para que o público regresse em força ao estádio só para não ter que ouvir o Jesus a gritar-lhe aos ouvidos. Vai ser preciso um estádio cheio, Gabriel.

Por: Ricardo Esteves*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

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