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Lions Clube de Barcelos

Lionismo e diabetes

Novembro 29, 2020 em Atualidade, Concelho, Mundo, Opinião, Saúde Por barcelosnahorabarcelosnahora

O Lionismo é um Movimento de Serviço Internacional, que está em mais de 200 países, com um leque de serviços amplo, desenvolvido através dos mais de 48 000 Clubes Lions no mundo, com ações que englobam a promoção da saúde na diabetes, na cegueira, no cancro infantil e em outras doenças que afligem a humanidade, a promoção da cultura, da saúde ambiental, o combate à fome, a prevenção da delinquência infantil e juvenil com programas orientados para essas idades, etc.



E, através da Fundação Lions Internacional, (LCIF), o movimento lionístico está sempre presente onde a catástrofe e a necessidade acontece como, atualmente, na pandemia do COVID-19.

Os clubes seguem os programas orientadores de Lions Internacional e da Governadoria do Distrito Lion a que pertencem, com ações de iniciativa própria, consoante as necessidades das comunidades em que assentam: organizam-se eventos de angariação de fundos, rastreios, colheitas de sangue, entrega de bolsas de estudo, bolsas de alimentação e outras, concursos literários, concursos de música, de fotografia, ações de apoio à velhice, e muitas outras.

O mês de novembro é dedicado à Diabetes, essa doença crónica que atinge 463 milhões de pessoas no mundo e se carateriza por demasiado açúcar (glicose) em circulação, consequência da não (ou pouca) produção de insulina pelo pâncreas, que não sendo diagnosticada atempadamente e controlada, pode provocar lesões graves no coração, nos olhos, nos rins, nos vasos sanguíneos, nos nervos, causando pouco a pouco a falência de todo o organismo.

O diabético precisa de aprender a manter a sua doença controlada. Dependerá disso o ter uma vida feliz, normal, ou uma vida de sofrimento. Ele deverá ser doente e médico no controlo da sua doença.

A Diabetes manifesta-se sob dois tipos: diabetes tipo1, que atinge especialmente jovens e crianças, mas pode atingir todas as idades. Os seus portadores terão de tomar, diariamente, a insulina, que o seu pâncreas não produz, e controlar a glicose em circulação; e a diabetes tipo 2, que atinge, preferencialmente, pessoas de meia-idade, mais ou menos obesas e sedentárias. Mas também, e cada vez mais (pensa-se que devido ao tipo de alimentação e à vida sedentária das crianças e jovens de hoje), jovens e crianças. Todavia, diagnosticada, seguindo disciplinadamente o tratamento e tendo uma alimentação saudável e exercício moderado, quer os diabéticos Tipo1, quer os do Tipo2 poderão levar uma vida ativa e feliz.

Durante o mês de novembro, cujo dia 14 é o Dia Mundial da Diabetes, os clubes Lions desenvolvem nas suas comunidades atividades decontrolo e promoção da saúde do diabético, com a organização de palestras sobre alimentação saudável, caminhadas, rastreios de glicose, colesterol, tensão arterial, índice de massa corporal, distribuição de panfletos alertando para as consequências de uma Diabetes descontrolada, etc.

E o Lions Clube de Barcelos, desde há anos, juntamente com os seus parceiros, organiza no dia 14 de novembro “As Jornadas da Saúde”, que englobam rastreios a esses valores diversos, importantes na saúde de todos nós, mas ainda mais na saúde do diabético.

Este ano foram adiadas, há dias, para quando o COVID-19 permitir a sua concretização.

Por: CL Jeracina Gonçalves*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade da autora)

Foto: DR.

Lions combatem a fome

Outubro 25, 2020 em Atualidade, Concelho, Cultura, Mundo, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora

A fome é um problema sem fronteiras. Derrotar a fome é uma tarefa enorme. Isso exigirá o esforço global, em todos os lugares e de todos os cidadãos.

Uma análise mais ampla da insegurança alimentar, além dos níveis severos e da fome, revela que 1,3 mil milhões de pessoas adicionais experimentaram insegurança alimentar, o que significa que não tinham acesso regular a alimentos nutritivos e suficientes.



Mais de 820 milhões de pessoas não têm o suficiente para comer, correspondendo a cerca de uma em cada nove pessoas no mundo.

A combinação de níveis moderados e graves de insegurança alimentar eleva o total estimado para 26,4% da população mundial, totalizando 2 bilhões de pessoas.

Durante décadas, a procura global por alimentos aumentou constantemente, junto com a população mundial. Embora a produção de alimentos tenha se tornado mais eficiente, a crescente procura, juntamente com extremos eventos climáticos e conflitos, exacerbaram o problema da fome. Existem quase um bilhão de pessoas em todo o mundo que vivenciam a insegurança alimentar. Se não agirmos, de acordo com a Organização das Nações Unidas, em 2050, quase dois bilhões de pessoas estarão desnutridas.

Os Lions de todo mundo estão a dar grandes passos no fornecimento de refeições e nutrição para os necessitados, no Programa de “Alívio à Fome” – na esperança de que um dia, nenhuma criança jamais tenha que viver sem saber quando a próxima refeição chegará.

O Lions Clube de Barcelos, em particular, também apoia o “Alívio à Fome” na sua comunidade. Para isso, tem vindo a dar Bolsas Alimentares a famílias carenciadas, referenciadas pelos serviços sociais, atribuindo alimentos no valor de 25€ por família, por mês, a cerca de dez famílias. Este programa já está a vigorar há vários anos em Barcelos.

O valor arrecadado para suportar o custo das Bolsas alimentares teve o apoio de várias entidades particulares, empresariais, assim como da (FLP)Fundação Lions de Portugal, com um subsídio de 1000€ para este ano.

Brevemente, arrancará, uma vez mais, a campanha de angariação de fundos para garantir que, no próximo ano, se mantenham estas Bolsas Alimentares no “Alívio à Fome em Barcelos.

Contamos com todos.

Por: José Carvalho Lopes* (Ex-Presidente do Conselho Nacional de Governadores).

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Os Lions em rede

Julho 12, 2020 em Atualidade, Concelho, Cultura, Mundo, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora

Se este ano tivesse um nome, para mim seria “O ano da Rede”.

Nunca a humanidade dispôs de tantos meios para estar em rede. Estes recursos tornam possível um contacto constante, físico e digital. Do nosso passado recente todos se recordam da dificuldade que as famílias sentiam em contactar e visitar os familiares distantes! E “distantes” incluía as várias cidades do país.



A rede aproximou-nos ao ponto de muitas vezes dizermos que “aproximou os que estão longe e afastou os que estão perto”. A razão desta observação não é a distância, mas o tempo que dividimos com cada pessoa; agora mais tempo com os que estão longe.

Este potencial do contacto em rede proporcionou a rápida disseminação da COVID, mas também a rápida disseminação da solidariedade.

Há mais de 100 anos que os Lions Clubes formam uma rede de perto de 50 mil Clubes de Serviço Comunitário com mais de 1 milhão e trezentos mil membros que prestam apoio às necessidades locais e globais pelos 5 continentes. No nosso país, cem Clubes abraçam causas locais, apoiando comunidades, instituições e hospitais locais, assim como causas globais.

Recentemente, os Lions do norte do país doaram equipamentos para a Oncologia Infantil do Centro Hospitalar de S. João, num valor acima dos 24 mil euros, no âmbito da sua missão e projeto LUCAS. Além desta doação, este projeto disponibilizou fundos para a investigação na área do cancro infantil numa ação nacional que culminou com a atribuição de duas bolsas de investigação, no total de 27 mil euros, selecionadas em concurso público, numa parceria com a Liga Portuguesa Contra o Cancro e que foram entregues a 28 de junho numa cerimónia em Águeda.

Estas doações resultam de iniciativas de angariação de fundos levadas a cabo pelos Clubes Lions, nomeadamente, da realização de oficinas de construção do LUCAS, a mascote do projeto, que contaram com uma forte adesão da sociedade civil, nos vários locais do país onde foram realizadas.

Na sequência da pandemia COVID-19, os vários Clubes desdobraram-se em iniciativas para auxiliar o SNS e a “frente de batalha” com o suporte das suas fundações.

A Fundação Internacional (LCIF – Lions Clubs International Foundation) atribuiu um subsídio de 91 mil euros a Portugal, a que se juntaram fundos angariados nacionalmente num total superior a 94 mil euros, utilizados na aquisição de ventiladores, monitores e Equipamentos de Proteção Individual, já entregues em hospitais públicos do país.

A fundação nacional (FLP – Fundação Lions de Portugal) apoiou financeiramente as iniciativas locais dos Clubes, disponibilizando uma verba no total de 40 mil euros para a situação de pandemia. A verba apoiou projetos destinados ao fornecimento de bens e equipamentos a IPSS e hospitais, bem como outras iniciativas de suporte à comunidade como no combate à fome, carências sociais e económicas, etc.

No âmbito da COVID, foram concedidos mundialmente 318 subsídios pela LCIF, num total superior a 4 milhões e quatrocentos mil euros.

Ambas as fundações são suportadas pelas doações de membros Lions e de filantropos da comunidade civil.

Todos os Clubes do mundo participam na rede, angariam e contribuem com fundos que serão distribuídos pela rede acudindo às necessidades e catástrofes que ocorrem em todo o mundo.

O Lions Clube de Barcelos tem uma participação ativa na organização e gestão de grande parte destas atividades e participa na rede com dois membros como líderes de área e de distrito da LCIF, e teve o Governador do Distrito 115CN, líder do norte do país, no ano Lionístico que findou em junho de 2020.

Nós Servimos.

https://lionsclubs.org/pt/discover-our-foundation/mission

http://fundacaolionsportugal.pt/

Por: IPDG João Pedro Silva* (Governador D115CN 2019/2020).

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

COVID-19: Lions Clubs International doa ventiladores a vários hospitais

Maio 17, 2020 em Atualidade, Concelho, Cultura, Mundo, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora

A Pandemia do Coronavírus, mais conhecida como COVID-19, teve o seu início nos finais do ano 2019. Para que percebamos aquilo que nos está a acontecer agora, vejamos o seguinte. Nos últimos 101 anos, algo de similar aconteceu com a chamada “Gripe Espanhola” que dizimou o mundo, matando mais de 50 milhões de pessoas.



Na época em que a doença se espalhou, o mundo passava pela Primeira Guerra Mundial, e as grandes potências ocidentais estavam envolvidas no conflito havia anos (1914-18). Por essa razão, a imprensa desses países sofria forte censura. Divulgar as notícias de que a gripe espanhola tinha afetado suas tropas poderia ser muito ruim para o moral dos soldados e poderia espalhar pânico na população. Assim, esses locais passaram a censurar as notícias relacionadas com a doença.

Segundo os historiadores, a gripe espanhola não surgiu na Espanha, mas recebeu esse nome por motivo da forte divulgação do problema na imprensa espanhola. Como a Espanha não estava envolvida com a guerra, não havia necessidade de censurar a imprensa, e assim, as notícias sobre a enfermidade espalharam-se a partir do que a imprensa espanhola noticiava. Foi por essa razão que a pandemia recebeu o nome de gripe espanhola.

Esta situação que para nós é nova, mudou literalmente a nossa vida, na nossa forma de estar, pensar, relacionar, socializar, trabalhar, enfim, em todos os aspetos da nossa vida. Nos Lions Clubes tudo mudou entretanto.

Desde 1917 existem os clubes de serviço do Lions. Para quê? O trabalho dos Lions passa por apoiar as suas comunidades das mais diversas formas e programas, sendo esta uma delas, As Grandes Catástrofes. Os Lions estão, com frequência, entre os primeiros a oferecer ajuda. E a LCIF está presente ao lado deles, pronta para apoiar os seus esforços com assistência, para ajudar as vítimas de catástrofes. Lions Clubs International está a trabalhar arduamente com os clubes em todo o mundo, tentando acompanhar esta pandemia do coronavírus (COVID-19) em andamento, que está a mudar a maneira como vivemos, trabalhamos e servimos, durante este período desafiador. Vamos continuar a mostrar a nossa bondade e a nossa força em ação, colocando, em primeiro lugar, a saúde e segurança das nossas comunidades.

Para ajudar os Clubes de todo o mundo a lutar contra esta adversidade, os Lions Clubes têm tido o apoio da LCIF – Lions Clubs International Foundation) a nossa Fundação Internacional, através de subsídios atribuídos aos clubes, aos distritos (países ou grupo de clubes).

Este ano, em meados do mês de março, um dos responsáveis da LCIF em Portugal, constatando o que se passava com a pandemia em Portugal e no mundo, resolveu questionar a LCIF da existência de um subsídio específico para esta pandemia que devorava vidas incessantemente. A resposta foi quase imediata, a partir do momento que o país reunisse as premissas apresentadas. Infelizmente, reuníamos, pois já tínhamos muito mais de 100 infetados, hospitais com carências de equipamentos como ventiladores e outros equipamentos ligados à saúde, e pessoal especializado para manusear com esse tipo de equipamento.

De imediato, os Coordenadores da LCIF deitaram mãos à obra e passados cerca de dez dias tinham o levantamento das necessidades dos hospitais junto da ARS, as respostas desses hospitais (os que responderam), os orçamentos das empresas fornecedoras desses ventiladores e enviaram o pedido de subsídio para os Estados Unidos.

No dia 8 de abril, recebemos a alegre notícia da atribuição de um subsídio de 100.000 USD para o Alívio à COVID-19, cerca de 91.000 Euros. A alegria foi imensa, pois agora só teríamos de entregar aos hospitais contemplados os ventiladores.

Foram contemplados os Hospitais de:

H. BRAGANÇA, H. SANTA MARIA MAIOR – BARCELOS, H. S. JOÃO – PORTO, H.S. ANTÓNIO – PORTO, HOSPITAL DE AVEIRO, HUC – COIMBRA, ESTEFÂNIA – LISBOA, CURRY CABRAL – LISBOA, H. FARO, H. ESPÍRITO SANTO – PONTA DELGADA, H. MADEIRA.

Por: PCC José Carvalho Lopes (Lions Clube de Barcelos).*

Foto: LCB.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Lions enfrentam a COVID-19!

Abril 18, 2020 em Atualidade, Concelho, Cultura, Mundo, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora

Abateu-se sobre o planeta uma pandemia sem precedentes. O novo coronavírus, em poucos meses, difundiu-se desenfreadamente, atravessando fronteiras e causando dor e sofrimento.

Num cenário quase hollywoodesco, de um dia para o outro, o mundo ficou obrigado a um isolamento social, a um confinamento forçado em prol de um bem comum: A NOSSA SAÚDE.



As prioridades mudaram repentinamente. O foco é, agora, proteger os grupos mais frágeis e os mais idosos. A prioridade é controlar a pandemia e podermos dar assistência digna a todos aqueles que, desafortunadamente, contraíram a doença.

Este flagelo traz consigo grandes desafios. Desafios políticos, económicos e sociais.

O futuro é incerto. Avizinha-se uma terrível recessão económica.

Mais do que nunca, é necessário ser solidário, tolerante e atento às injustiças. Mais do que nunca, as associações humanitárias são cruciais para garantir o apoio a quem mais precisa.

O Lions Club International é a maior organização mundial de serviço, presente em mais de 210 países, contribuindo com milhões de dólares anualmente para grandes causas humanitárias. E, mais do que isso, contribuindo com milhões de horas de serviço dos seus membros a favor das comunidades onde se inserem. Não é apenas uma questão de mobilizar recursos financeiros. É agir e estar presentes para tornar muitas vidas menos difíceis.

Globalmente, os LIONS têm vetores prioritários de apoio como a diabetes; alívio à fome; visão (curar a cegueira evitável); o cancro pediátrico; e a preservação e valorização do meio ambiente.

E os LIONS estão sempre presentes no apoio às vítimas de grandes catástrofes, como terramotos ou grandes incêndios, por exemplo. Ou na ajuda ao combate à COVID-19.

Com o empenho e espírito de serviço que caracterizam os Lions em Portugal, foi possível, em poucos dias (com envolvimento relevante de membros do Clube de Barcelos), elaborar e apresentar uma candidatura à LCIF (Lions Clubs International Foundation), que, igualmente em poucos dias, atribuiu ao Lions Portugal um subsídio “a fundo perdido” no valor de 100.000 dólares para aquisição de ventiladores e outros equipamentos de proteção para reforçar a capacidade dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde no combate à COVID-19.

Este subsídio, certamente replicado pelo mundo inteiro, será uma grandiosa ajuda neste momento sombrio.

Assim se demonstra uma característica distintiva dos Lions: Nós servimos! E servimos com ações concretas e rápidas, sempre com o objetivo de melhorar a vida de pessoas mais fragilizadas.

Localmente, cada Clube pode fazer a diferença junto das suas comunidades. O conhecimento concreto das necessidades dos seus conterrâneos e a proximidade das pessoas, permite movimentos solidários fortes.

Neste momento de clausura, afastamento e solidão temos que ficar unidos. Criar pontes entre nós para que ninguém fique para trás. Pequenos gestos podem levar esperança e conforto a quem lhes faltar. Proporcionar momentos de alegria, ajuda a enfrentar as adversidades com mais confiança e fé.

A Humanidade está a ser colocada à prova. Temos que trabalhar e lutar para a construção de um mundo melhor. Temos que sentir o outro.

Mesmo quando não havia nenhuma esperança, sempre procurei dar o melhor de mim.” (Orson Welles)

Por: Ângela Costa (Lions Clube de Barcelos).

Imagem: LCP.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade da autora)

Ser solidário é ser mais alto…

Março 7, 2020 em Atualidade, Concelho, Cultura, Mundo, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora

O Lions Clube de Barcelos organiza, no próximo dia 28 do corrente mês de março, na Quinta de Santa Maria, a sua 36ª Noite de Fado, o maior evento anual de fado de Barcelos, espetáculo aberto a todos quantos queiram assistir, bastando, para tal, adquirir o respetivo convite junto dos membros do Clube.



Ao longo dos 36 anos de história deste evento já passaram por esta “noite” nomes sonantes do fado, como Amália Rodrigues, permitindo, ainda, ‘lançar’ jovens talentos deste estilo musical tão português e património imaterial da humanidade da UNESCO.

Mas a “Noite de Fado” é muito mais que um belíssimo espetáculo musical: é, mais que tudo, um evento que serve para recolher fundos para entregar a uma das instituições mais importantes do concelho de Barcelos: a APACI – Associação de Pais e Amigos de Crianças Inadaptadas.

A APACI foi fundada há mais de 40 anos sob a liderança do saudoso Dr. Aníbal Araújo. Lembro-me bem do meu pai sair, várias vezes, de casa depois do jantar com uma pasta cheia daquilo que pareciam ser selos de correio, mas que eram vinhetas para cobrar quotas de sócios da Associação, e voltar já tarde para casa. Foi com o esforço de muitos cidadãos, mais ou menos anónimos e, sobretudo, dos seus dirigentes e colaboradores ao longo do tempo que a APACI se afirmou e desenvolveu.

O Lions Clube de Barcelos orgulha-se de ter contribuído, ao longo do tempo, para a concretização de projetos lançados pela APACI, projetos que sempre visaram apoiar, estimular e desenvolver crianças (hoje, também jovens e adultos) inadaptadas, procurando ajudá-las a construir uma vida com felicidade no contexto próprio de cada um.

O movimento Lion – e o Clube de Barcelos também, naturalmente – é o maior movimento do mundo de clubes de serviço: foi fundado há 103 anos, perto de Chicago, tem quase um milhão e meio de sócios e, desde sempre, se assumiu como um movimento solidário, que procura, acima de tudo, “ensinar a pescar em vez de oferecer o peixe”. Apoia causas como o combate à cegueira evitável, o combate à fome ou a defesa do meio ambiente, por exemplo.

A Noite de Fado pretende ser um evento de grande mobilização da sociedade Barcelense em torno da cidadania solidária e, em concreto, a favor de uma instituição de reconhecido mérito social e que precisa de todos os apoios possíveis. É, claramente, a oportunidade para todos os Barcelenses que queiram, e possam, contribuírem para a concretização de sonhos ambiciosos em realidades concretas de pessoas que precisam de um apoio mais forte e continuado para poderem viver com felicidade. É a sua oportunidade de ser feliz por fazer outros felizes.

Pois como cantou José Mário Branco em “Ser Solidário”:

“Ser solidário assim pr’além da vida

Por dentro da distância percorrida

Fazer de cada perda uma raiz

E improvavelmente ser feliz”

Venha, participe, ajude! E traga outro amigo também…

Por: Nelson Brito* (Lions Clube de Barcelos)

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Solidariedade

Fevereiro 23, 2020 em Atualidade, Concelho, Cultura, Mundo, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora

Dizem-nos os antropólogos que foi a SOLIDARIEDADE que nos fez passar da ordem dos primatas para a ordem dos seres humanos. Quando os nossos ancestrais saíam para procurar alimentos, não os comiam individualmente. Traziam-nos para o grupo, partilhando-os. Assim, a solidariedade está na génese da humanidade.

Vivemos tempos de individualismo, competição e falta de olhar para o próximo.



Ser solidário leva o humano a deixar transparecer o melhor de si mesmo nas mais diversas situações do dia a dia e da sua história.

A ajuda desinteressada também se reflete na identidade pessoal e social de cada um. Aumenta a autoestima e dá sentido às nossas competências. Recompensam-nos com o prazer de contribuir para o bem-estar e a felicidade do outro e também nos dá prazer de participar no funcionamento e na melhoria da sociedade.

Fazer ao outro o que gostaríamos que nos fizessem a nós, chamamos de egocentrismo disfarçado de boa vontade, mas, fazer ao outro aquilo que ele precisa naquele momento e naquela situação. Isto sim, é boa vontade.

Os LIONS são o veículo prefeito para atender a necessidade de servir, sendo agentes, por excelência, da diferença, procurando identificar as necessidades mais prementes nas comunidades em que se inserem e criando formas para tornar o mundo num lugar com que todos sonhamos.

Finalmente, como diz Franz Kafka, a solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana.

Por: CL Manuela Queiroz* (Lions Clube de Barcelos).

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade da autora)

Lions de Barcelos promove concurso e exposição de “Cartaz sobre a Paz”

Janeiro 25, 2020 em Atualidade, Concelho, Cultura, Educação, Mundo Por barcelosnahorabarcelosnahora

Iniciativa, patrocinada pelo Lions Clubes Internacional, distingue três alunos da EBS Vale do Tamel

Há mais de 30 anos, o Lions Clubes Internacional tem patrocinado um concurso cujo tema é sempre sobre a Paz, que incentiva e motiva os Clubes Lions em todo o mundo a promover a realização do concurso envolvendo escolas e os seus alunos.



O Lions Clube de Barcelos organizou, este ano, o concurso em parceria com a Escola Básica e Secundária Vale do Tamel, sede do Agrupamento de Escolas Vale do Tamel.

Os trabalhos, integrados no Departamento de Expressões, foram desenvolvidos nas disciplinas de Educação Visual e Educação Tecnológica, coordenados pelos professores Adelino Silva, Alberto Costa e Vítor Diegues, tendo os alunos, no processo de execução, tido a possibilidade de usarem várias técnicas de expressão.

Depois de concluídos, os trabalhos foram expostos no hall de entrada da escola sede para poderem ser apreciados pela população escolar e para que a mensagem da paz pudesse ser partilhada por todos. A iniciativa teve um impacto muito positivo.

O trabalho vencedor foi do aluno Vitallii Polehenkyi, do 6º ano, obtendo uma menção honrosa a nível nacional, tendo ficado em segundo lugar ficou o trabalho do seu irmão, Vadym Polehenkyi, e no terceiro lugar, o trabalho do aluno Santiago Lagarteira, curiosamente os três alunos pertencentes à mesma turma, a 6º G.

Todos os trabalhos dos alunos participantes deram lugar, posteriormente, a uma exposição na Biblioteca Municipal de Barcelos, estando os vários cartazes patentes ao público durante o mês de janeiro.

O concurso de “Cartaz sobre a Paz” foi criado em 1988 para dar aos jovens a oportunidade de, criativamente, expressar seus sentimentos sobre a paz mundial e compartilhar as suas visões com o mundo. Cerca de 350.000 crianças de mais de 65 países participam, anualmente, neste concurso.

Fotos: LCB.

Nós Servimos!

Janeiro 22, 2020 em Atualidade, Concelho, Cultura, Mundo, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora

O Serviço desinteressado ao outro, que de algum modo, está necessitado de apoio, é a verdadeira essência do lionismo. “Servir e não servir-se” é uma das linhas orientadoras da conduta lionística: integra o nosso código de ética.



E esse Serviço manifesta-se de diversas maneiras, atravessa todas as áreas e cruza todos os estádios etários. Da saúde à cultura, da educação ao meio ambiente, do combate à fome, à orientação e intercâmbio juvenil, ao apoio e proteção na velhice, etc. Cada clube desenvolve-o segundo as características e as necessidades da sua comunidade, mas também, segundo o fio orientador do grande Movimento Internacional de Serviço, que é o Lionismo.

Promovem-se rastreios de prevenção da diabetes e outros; apoia-se a investigação do cancro infantil; organizam-se colheitas de sangue e palestras; promovem-se ações de luta contra a cegueira, de preservação do meio ambiente e de combate à fome; constroem-se creches e lares; acode-se em situações de catástrofes, etc.

Através da sua Fundação, os Lions estão em todo o lado, onde o sofrimento humano acontece, para com o seu serviço, minimizarem o sofrimento e promoverem o bem-estar.

Janeiro é o mês da consciencialização sobre a fome. Esse flagelo, que afeta uma fatia muito grande da humanidade e atravessa os cinco continentes, cria as condições ideais para o aparecimento da doença e a subsistência da morte, e gera a debilidade do ser humano, logo à nascença.

Façamos o exercício mental de nos colocarmos no lugar de alguém que morre de fome. Deve ser horrível, não acham? E, no mundo atual, no qual a riqueza está tão mal distribuída, há ainda muitos milhões de seres humanos (crianças, mulheres e homens) a morrerem de fome todos os dias. Ou devido às guerras, ou às secas e outras intempéries climatéricas, ou simplesmente por penúria. E não acontece apenas nos países subdesenvolvidos. Há fome também nos países ricos. E muitos são os recursos desperdiçados que, se bem orientados, e se pudessem circular livremente sem as burocracias que os impedem de chegar rapidamente aos lugares onde salvariam vidas, acabariam com o flagelo da fome a nível mundial.

Os clubes Lions também estão presentes no combate à fome nas suas comunidades, nos seus países e no mundo. E são muitas as ações realizadas para colmatar esse flagelo. Participam na angariação e distribuição de alimentos, fazendo parcerias com outros organismos vocacionados para esse fim; organizam e distribuem cabazes alimentares a nível das suas comunidades; atribuem bolsas alimentares a famílias mais carentes; criam refeitórios, etc. Mas também por meio da sua Fundação, e com a ajuda monetária desta, que patrocina projetos de clubes, desde que bem fundamentados, são desenvolvidas ações no sentido de acabar (ou, pelo menos, diminuir) a fome que grassa pelo mundo. E, atualmente, está a decorrer um programa piloto de subsídios contra a fome, criado pela Fundação Lions Internacional, que subsidia projetos de clubes que sejam dirigidos ao combate contra a fome. Nomeadamente, plantação de hortas comunitárias, distribuição de frigoríficos, construção de refeitórios, etc.

O Lions Clube de Barcelos sempre expressou a sua preocupação nesta área, quer através da feitura de cabazes (especialmente na época natalícia), distribuindo-os por famílias previamente selecionadas ou entregando-os a associações da cidade com essa vocação e que têm a seu cargo esse serviço humanitário. Nomeadamente, o GASC. Mas também a Associação da Paramiloidose beneficiou já dessa ação do Lions Clube de Barcelos. E, desde há três anos, tem um projeto de entrega de bolsas alimentares, divididas em duodécimos mensais, a famílias carenciadas, selecionadas com a ajuda da Junta de Freguesia de Barcelos.

Nos dois últimos anos, entregaram-se dez bolsas alimentares em cada ano.

Este ano caminha-se no mesmo sentido.

Por: CL Jeracina Gonçalves*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade da autora)

Direito de Associação

Janeiro 5, 2020 em Atualidade, Concelho, Cultura, Mundo, Opinião, Política Por barcelosnahorabarcelosnahora
Pedro Soares de Sousa

Caros leitores,

Durante o mês de novembro, iniciámos dois espaços de opinião da responsabilidade do Rotary Club de Barcelos e do Lions Clube de Barcelos, duas grandes instituições locais, nacionais e internacionais que nos honram com a sua presença neste projeto.



Tendo este facto em conta, decidi escrever um pouco sobre estas e outras instituições, agremiações, associações, grupos, entre outros, principalmente, por ser um tema que me desperta interesse.

Segundo a INFOPÉDIA da PORTO EDITORA, uma associação é: «1 – ato ou efeito de associar ou associar-se; aliança; união; 2 – grupo de pessoas assim reunidas; 3 – ato de associar alguém a algo; colaboração; 4 – união de esforços de várias pessoas para prosseguir um fim comum; 5 – pessoa coletiva sem fim lucrativo (…)». Já o da PRIBERAM (online) refere que Associação é: «1 – reunião de pessoas para um fim comum. = AGREMIAÇÃO, CONSOCIAÇÃO, SOCIEDADE; 2 – sociedade; 3 – comunidade; 4 – conexão».

Associativismo, segundo a INFOPÉDIA, é: «1 – movimento partidário da criação de associações (cívicas, laborais, culturais, etc.) para defesa de interesses ou para obtenção de objetivos comuns; (…)», sendo que no da PRIBERAM, associativismo é: «movimento organizado ou prática de associação de grupos sociais, nomeadamente de grupos laborais e sectoriais».

Se consultarmos a Constituição da República Portuguesa, encontramos, no Artigo 46º, “Liberdade de associação”, que afirma:

«1. Os cidadãos têm o direito de, livremente e sem dependência de qualquer autorização, constituir associações, desde que estas não se destinem a promover a violência e os respetivos fins não sejam contrários à lei penal.

2. As associações prosseguem livremente os seus fins sem interferência das autoridades públicas e não podem ser dissolvidas pelo Estado ou suspensas as suas atividades senão nos casos previstos na lei e mediante decisão judicial.

3. Ninguém pode ser obrigado a fazer parte de uma associação nem coagido por qualquer meio a permanecer nela.

4. Não são consentidas associações armadas nem de tipo militar, militarizadas ou paramilitares, nem organizações racistas ou que perfilhem a ideologia fascista».

O Artigo 51º, “Associações e partidos políticos”, também refere algo, a meu ver, que importa muito a este assunto. Senão, vejamos: «1. A liberdade de associação compreende o direito de constituir ou participar em associações e partidos políticos e de através deles concorrer democraticamente para a formação da vontade popular e a organização do poder político».

Neste concelho, tal como por este nosso país afora, e mesmo pelo mundo, há milhares e milhares de associações, agremiações, sociedades, comunidades, clubes, grupos, partidos, sindicatos, federações, confederações, entre outras entidades que reúnem pessoas em volta de objetivos comuns e em prol dos mesmos. Sejam solidários, partidários, associativos, corporativos, federativos, comunitários, cívicos e muito mais.

Em relação a estes dois novos espaços, falando do Rotary International, e usando informação consultada online, sabemos que foi fundado em 1905 e tem cerca de 1,22 milhões de membros, sendo uma “rede global de líderes comunitários, amigos e vizinhos que veem um mundo onde as pessoas se unem e entram em ação para causar mudanças duradouras entre si mesmas, nas suas comunidades e no mundo todo”, tendo como missão “servir ao próximo, difundir a integridade e promover a boa vontade, paz e compreensão mundial por meio da consolidação de boas relações entre líderes profissionais, empresariais e comunitários”, sendo dirigidos por Governadores e Presidentes. (in: https://www.rotary.org/pt )

Por seu turno, os Lions foram fundados em 1917 e “servem”. Segundo nova consulta, ficamos a saber que “é bem simples assim e tem sido” desde que começaram nesse ano. “Os clubes são lugares onde as pessoas se reúnem para doar o seu precioso tempo e trabalho para melhorar as comunidades e o mundo”, tendo como missão “empoderar os voluntários para que sirvam às suas comunidades e atendam às necessidades humanas, fomentam a paz e promovam a compreensão mundial por meio dos Lions clubes”, sendo a sua visão “ser o líder global em serviços comunitários e humanitários”. À imagem da instituição anterior, os Lions também são dirigidos por Governadores e Presidentes. (in: https://www.lionsclubs.org/pt)

Estas duas instituições têm associadas a si a ideia de elitismo e de que, para se ser rotário ou lion, é preciso pertencer-se a estratos mais altos da sociedade, com capacidade financeira alta e é difícil conseguir pertencer/entrar nelas. No entanto, do que conheço, e das pessoas com quem interajo, não tenho nada essa ideia. É a minha perceção, das experiências que vou tendo, principalmente, desde que o Rotary Club de Barcelos e o Lions Clube de Barcelos decidiram colaborar com este vosso projeto que é o “Barcelos na Hora”.



Ainda tendo em conta o direito de associação plasmado na Constituição Portuguesa e, presumo, na maioria das legislações da esmagadora maioria dos países, as pessoas têm o direito de associar-se, entrar, aderir, fazer parte de outro tipo de instituições – li, no SOL online, uma denominação que considero muito curiosa: “organizações de caráter discreto”, em sequência de proposta de Projeto-lei do PAN sobre estas organizações [NdA: se se interessa por este tema/assunto, consulte a referida notícia e conheça algumas das posições e opiniões em relação a esta proposta, em: https://sol.sapo.pt/artigo/681376/igreja-com-opus-rejeita-revisao-da-concordata]. Organizações essas, também com fortes traços rituais e hierárquicos, em que os seus membros podem optar pelo anonimato (algo a que, a meu ver, têm direito) e em que os objetivos podem ir além da solidariedade, sendo até mais para apoio e desenvolvimento espiritual de seus membros, sejam homens, sejam mulheres. Não posso esconder que, quiçá, a maioria das pessoas desdém essas instituições e seus membros (também por culpa de algumas ações realizadas por certas pessoas que a elas pertencem ou pertenceram), mas elas existem, têm história, já influíram na história de muitos países e terras, e devem ser, a meu ver, igualmente respeitadas pois, se não for para «promover a violência e os respetivos fins não sejam contrários à lei penal», então, as pessoas devem ser livres de a elas pertencerem ou pretenderem pertencer.

Uma delas é a Maçonaria, fundada em 1717. Segundo uma das muitas páginas dedicadas ao tema, e mesmo pertencentes, presumo, a Obediências ou Lojas, a Maçonaria «É uma Ordem iniciática e ritualística, universal e fraterna, filosófica e progressista, baseada no livre-pensamento e na tolerância, que tem por objetivo o desenvolvimento espiritual do homem com vista à edificação de uma sociedade mais livre, justa e igualitária.

A Maçonaria não aceita dogmas, combate todas as formas de opressão, luta contra o terror, a miséria, o sectarismo e a ignorância, combate a corrupção, enaltece o mérito, procura a união de todos os homens pela prática de uma Moral Universal e pelo respeito da personalidade de cada um. Considera o trabalho como um direito e um dever, valorizando igualmente o trabalho intelectual e o trabalho manual.

A Maçonaria é uma Ordem de duplo sentido: de instituição perpétua e de associação de pessoas ligadas por determinados valores, que perseguem determinados fins e que estão vinculadas a certas regras.

É Iniciática, porque só pode nela ingressar quem se submeta à cerimónia de iniciação, verdadeiro “batismo” maçónico, que significa literalmente o começo, e simboliza a passagem das trevas à “Luz”». (in: https://grandelojasimbolicaportugal.com/ [Grande Loja Simbólica de Portugal])

Em Portugal, consta-se que tenha iniciado em 1727, sendo que teve interregnos ou manteve-se de tal forma “adormecida” que poderá ter sido dada como “extinta”, principalmente na época sob regime salazarista e marcelista. Com a “Revolução dos Cravos”, começou a sua “reconstrução”.

Hoje em dia, ainda de acordo com a mesma página, existem seis Obediências Maçónicas portuguesas com reconhecimentos internacionais: O Grande Oriente Lusitano, A Grande Loja Simbólica de Portugal, A Grande Loja Simbólica da Lusitânia (mista), A Grande Loja Legal de Portugal/Grande Loja Regular de Portugal, A Federação Portuguesa «O Direito Humano» e A Grande Loja Feminina de Portugal.

O ano de 2019 marcou o início da primeira Pós-Graduação em “Maçonaria e Sociedades Iniciáticas”, na Universidade Autónoma de Lisboa, com alguns Grão-Mestres a pertencerem ao quadro docente da pós-graduação.

Mesmo não sendo “bem-vista” pela esmagadora maioria das pessoas, a Maçonaria também tem objetivos e projetos solidários, conforme se pode constatar nesta reportagem do Jornal I, de 27.02.2015:

https://ionline.sapo.pt/artigo/264296/macons-da-caridade-discreta-as-influ-ncias-indesejadas?seccao=Portugal.

Ou nesta entrevista a Pedro Rangel, antigo Grão-Mestre da Grande Loja Simbólica de Portugal, de 14.04.2019: https://infocul.pt/actualidade/pedro-rangel-um-macon-e-um-homem-livre-e-de-bons-costumes/ (basta clicarem nos links para acederem).

Outra destas Instituições é o Opus Dei, cujo Prelado atual é o Monsenhor Fernando Ocáriz, sendo constituída por Clubes, centros e locais de atividades.

O Opus Dei foi fundado em 1928, em Espanha, e está presente em 61 países. A 2 de outubro desse ano, São Josemaria Escrivá de Balaguer, durante um retiro espiritual em Madrid, funda, “por inspiração divina”, o Opus Dei, que “entra” em Portugal em 1945.

É «constituído por um prelado, por um presbitério ou clero próprio e por leigos, mulheres e homens. No Opus Dei não há diferentes categorias de membros. Há, sim, diversos modos de viver a mesma vocação cristã, de acordo com as circunstâncias pessoais de cada um: solteiros ou casados, sãos ou doentes, etc.» (in: https://www.opusdei.org/pt-pt/article/cristaos-no-meio-do-mundo/ [Opus Dei Portugal]).

Para além destas, mais conhecidas e difundidas (há uma miríade delas), em minha opinião, poderíamos abordar a Carbonária – julgo que já inexistente em Portugal e de que ouvi falar pela primeira vez nas aulas de História de Portugal, do Professor Manuel Prata, aquando do meu curso superior para me tornar professor – que ficou mais conhecida, para nós, portugueses, pelo regicídio de 1908, em que elementos desta organização planearam e levaram a cabo o assassinato do Rei D. Carlos e seu filho, Príncipe Luís Filipe; ou a Ordem “Rosacruz”, popularizada na Europa no início do século XVII, com Lojas, Capítulos ou “Átrium” (in: https://www.amorc.org.pt/ [AMORC – Ordem Rosacruz]); ou mesmo os Illuminati, nome dado a vários grupos, quer reais, quer fictícios – “personagens” de muitos livros e filmes, por exemplo – , cujos objetivos eram (ou são) fazer oposição à superstição, obscurantismo, influência religiosa sobre a vida pública e abuso de poder do estado.

Concluindo, na minha opinião, quer se goste ou desgoste, se ache legal ou ilegal, sejam mais abertas ou mais secretas, elitistas ou não, sejam mais solidárias ou apenas sirvam interesses, todas estas entidades são (ou eram) legítimas, e quem pertence (ou pertenceu) a elas, à partida, não está (ou não esteve) lá forçado e, por isso, está (ou estava) a usufruir do seu direito de associação plasmado na Constituição da República Portuguesa, sendo o direito à reserva da vida privada um dos direitos, liberdades e garantias consagrados nessa mesma Constituição.

Teríamos aqui “pano para mangas”, principalmente para alguém como eu, que gosta deste tipo de sociedades, instituições, ordens, organizações, grupos…

No fundo, apenas quero expressar a minha alegria e agradecimento pelo facto dos dois clubes barcelenses (Rotary e Lions) terem aceite o nosso desafio e decidido participar, e enobrecer, ainda mais, este nosso projeto que é o Barcelos na Hora. Muito obrigado!

Por: Pedro Soares de Sousa*. (Professor e Diretor do Barcelos na Hora)

Fontes:

https://dicionario.priberam.org/associativismo

https://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa/associativismo

https://dicionario.priberam.org/associa%C3%A7%C3%A3o

https://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa/associa%C3%A7%C3%A3o

https://www.parlamento.pt/Legislacao/Paginas/ConstituicaoRepublicaPortuguesa.aspx

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Foto: DR.

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