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Mente Sã

Esperança em tempos de pandemia

Novembro 24, 2020 em Atualidade, Concelho, Opinião, Saúde Por barcelosnahorabarcelosnahora
Cláudia Velez

Quantos de nós vivemos na esperança que o amanhã seja melhor. Mas se, hoje, nada fizermos, amanhã continuará a ser o mesmo, com a mesma desesperança de hoje.

Podes estar em confinamento em casa, mas a liberdade de pensamento ninguém ta pode tirar.



Perante esta nova realidade, muitas são as pessoas que dizem sentir-se presas na sua própria vida. Adiam sonhos, objetivos, projetos e até a esperança, porque dentro delas, a vida está presa a algo invisível e que muitos acreditam, que adiar a sua própria vida é a única saída.

Uma coisa é certa: a tua alma, a tua verdadeira essência, ninguém ta pode prender. Não devemos adiar a liberdade de pensamento, a liberdade de podermos sobreviver a uma guerra, em que a única arma que temos é a liberdade de escolher como enfrentar esta guerra. Posso escolher reclamar, não aceitar, até me revoltar e a guerra continuará na mesma. Ou, então, escolher aceitar, ajudar no que estiver ao nosso alcance e acreditar que amanhã será um novo dia. Na esperança em que passará e será uma memória guardada na nossa alma, em que, mais tarde, iremos contar aos nossos netos que vencemos esta batalha e, afinal, ainda continuamos vivos.

Não será motivo suficiente para agradecermos?

Conto-vos, em segredo, eu agradeço todos os dias por estar viva. Já estive infetada com o COVID-19 e continuo, como enfermeira, a cuidar de quem precisa.

Sinto-me grata por ter a liberdade de escolher vencer esta batalha, com todas as armas que tenho, a maior de todas, a liberdade em poder escolher os meus pensamentos e poder geri-los à minha maneira.

Imagem de destaque em formato original (Imagem: DR)

Eu escolho acreditar que, juntos, vamos vencer esta batalha. Com coragem para viver, com generosidade para conviver e com prudência para sobreviver.

Por: Cláudia Velez* (Terapeuta em Saúde Integrativa Sistémica)

Encontro às Cegas

Outubro 24, 2020 em Atualidade, Concelho, Cultura, Opinião, Saúde Por barcelosnahorabarcelosnahora
Cláudia Velez

Imagina, por um dia, que ficarias cega. Deixarias de ver tudo o que te rodeia. Deixarias de ver o mundo como o conheces e passarias a ver tudo negro, sem qualquer brilho ou cor.



Fecha os olhos por um segundo e experimenta…qual a sensação…sentiste? Eu sei que sim! Não é uma sensação nada agradável, pois não? Agora imagina teres essa sensação durante uma vida inteira. A sensação de ver tudo escuro, de sentir tudo escuro, porque o mundo, aos teus olhos, é todo escuro. Vives uma vida que não te faz feliz, vives um emprego que não te preenche, vives uma relação que não é para ti, que nem sequer te sentes amada, vives a mostrar aos outros aquilo que não és e, fundamentalmente, vives uma vida que parece que nem é a tua vida. Vives, diariamente, à espera que o dia de amanhã seja melhor e é assim que muitos vivem…

Vives como se os teus olhos não conseguissem ver mais além. Vives numa total escuridão, porque tu não acreditas que há mais além daquilo que tu conheces.

E se eu te disser que há mais além? E se eu te disser que por trás da cegueira há uma pérola que tu ainda não descobriste?

Mas, para isso, tens de ter a coragem de te encontrares com a tua própria cegueira.

A cegueira que muitos de nós vivem e não têm a coragem de a enfrentar, porque escolheram viver numa luz ilusória e que, aos olhos dos outros, fazem acreditar que somos felizes.

Deixo algumas questões para refletires:

– Quem te tiveste de tornar pelo que te aconteceu?

– Quem gostarias de ser, se aceitasses o teu problema?

– Se pudesses descobrir o que te beneficiou ao teres vivido o que viveste, o que estarias disposto a fazer?

– Imagina o que seria a tua vida se descobrisses que, por detrás do teu maior problema, está o teu maior presente.

“Muda a tua mente, muda o teu corpo”.

Por: Cláudia Velez* (Eneacoach Transformacional & Terapeuta em Saúde Integrativa Sistémica)

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade da autora)

Imagem: DR.

Sabias que existe um trauma por trás da doença?

Setembro 30, 2020 em Atualidade, Concelho, Mundo, Opinião, Saúde Por barcelosnahorabarcelosnahora
Cláudia Velez

Já te questionaste porquê que o cancro de uma pessoa é diferente do cancro de outra pessoa? Porque a causa emocional é diferente de pessoa para pessoa.

Uma das peças mais profundas de conhecimento que podem mudar o que nós experimentamos é que a qualidade de vida é determinada pela qualidade das nossas emoções.

Com o objetivo de fazer as mudanças necessárias na nossa vida, precisamos de reconhecer as emoções que estão por trás da situação que estamos a viver, para assim mudar os comportamentos que levam à situação que queremos mudar. Resumindo, mudando a tua emoção, mudas o teu comportamento.

Para compreenderes um pouco melhor…

“Toda a emoção liberta uma resposta bioquímica e toda a doença começa no campo energético”.

 “Tudo é energia e isso é tudo que há, é preciso sintonizar na frequência que você deseja e, inevitavelmente, essa é a realidade que você terá. Não tem como ser diferente. Isso não é filosofia, isso é física!”

Albert Einstein

Segundo a medicina chinesa, cada órgão possui uma energia/frequência, quando está baixa significa que o órgão não está a funcionar bem ou então está doente.

Com as nossas emoções acontece o mesmo. Dr. David Hawkins, médico Psiquiatra, estudou a tabela de consciência, que é a medição dos níveis de consciência dos seres humanos. Cada emoção tem uma frequência, se vibrares em padrões emocionais mais altos, podes atingir a escala acima de 200Hz da Coragem; se vibrares num padrão emocional mais baixo, podes atingir a tristeza, até à depressão. Esta escala consegue avaliar em que área estamos a vibrar menos e, então, mudar essa vibração, através do teste dos estados emocionais.

Escala de Consciência de Hawkins (Imagem: DR)

Hawkins descobriu que o nível de consciência de 200 Hz é um nível critico em que todas as pessoas doentes estão abaixo deste valor.

Então, o que fazer para elevar o nosso nível de consciência? O que podemos nós fazer?

Só desenvolvendo a nossa consciência podemos melhorar a nossa saúde.

Abaixo do nível de 200 Hz estão os campos de atração de vergonha, culpa, apatia, aflição, medo, desejo, raiva e orgulho.

No nível critico de 200 Hz vem a coragem e a sua habilidade para fortalecer o ego, para retirá-lo da condição de vítima inerente às baixas frequências emocionais. Aqui é quando a pessoa se depara com a doença, deixa de se vitimizar e tem coragem de a enfrentar.

A um nível de 300 Hz, a pessoa elevou-se acima de muitas emoções de conflito, para alcançar o otimismo.

No nível de 400 Hz, a pessoa alcança a aceitação e o perdão, trazendo também a compreensão e o significado para a vida.

Para alcançar o nível de 500 Hz, a pessoa precisa de estar espiritualmente consciente. Neste nível, o amor e o perdão incondicional está muito presente.

Para alcançar o nível de iluminação acima de 700 Hz, o nível mais alto da consciência humana. É a união do ser com o todo, o fim do eu, o fim do ego, sendo extremamente raro alcançar este nível.

Será necessária uma razão mais forte para quereres trabalhar as tuas emoções? Vê o que podes alcançar no avanço de cada nível de consciência. Vê o que pode trazer à tua saúde. Antes de quereres tratar o teu corpo físico, terás de tratar o teu corpo emocional, mental e espiritual. Não podemos separar a mente do corpo. As emoções estão interligadas, com as doenças físicas. Traumas, eventos de valência emocional negativa, influenciam o nosso corpo físico, gerando as doenças.

A doença é sempre para transcender alguma coisa, vem sempre na tentativa de ser eliminada, como se estivesse a pedir socorro para nós.

A emoção pede ao corpo físico uma forma de ser eliminada. E o corpo fica retendo, retendo, retendo até provocar uma inflamação crónica, até dar origem a uma doença.

Na medicina oriental, a doença nada mais é do que a manifestação de algo que está impedindo o curso natural da vida. É a consciência que se exprime, através de um traumatismo físico ou de uma doença, na tentativa de eliminar a origem do problema e alertar a pessoa para mudar de rota.

“Todas as doenças começam num processo de não aceitação, levando a uma luta interior”.

Os grandes problemas que geram as nossas doenças é a não aceitação do que nos acontece, então vivemos lutando contra o que nos acontece. O resultado desta luta manifesta-se no corpo físico e o local diz-nos contra o que estamos lutando.

Recordo uma utente que acompanhei que estava num estado emocional de apatia, tinha uma alergia generalizada no corpo, tinha episódios em que se coçava o tempo todo. As alergias são reações de defesa excessivas do organismo, perante um agente externo, em que o organismo, reage violentamente para se proteger.

Era uma pessoa muito submissa ao marido e muitas vezes era vítima de violência psicológica. Quando percebeu que tinha de se libertar de uma pessoa que lhe era tóxica e dizer “basta” à alergia, começou a melhorar significativamente. Ao ter compreendido que foi uma forma de proteção inconsciente que o seu corpo arranjou, compreendeu que, na vida, tinha de se libertar do que lhe era tóxico de uma forma saudável, sem prejudicar o seu corpo. Ao tomar consciência do que estava a acontecer na sua vida, hoje, com os recursos que tem, libertou-se do que a estava a pôr doente.

Desafio-te a imaginares um dia ser possível descobrires porque és como és, porque ages e te comportas dessa maneira que só tu sabes e é exatamente essa maneira que mostra a pessoa que tu és. Imagina que seria possível mudares algumas coisas que não gostas em ti.

Escala das Emoções (Imagem: DR)

Agora, imagina que tens uma doença em que tens dificuldade em lidar com ela ao ponto de poder condicionar o teu dia a dia. Imagina ser possível descobrires a causa da tua doença e aprenderes que mudanças tens de fazer na tua vida para teres mais saúde. Não falo só de saúde física, falo da saúde emocional, mental e espiritual.

O que estarias disposto a fazer para mudares as tuas emoções negativas, conheceres-te profundamente e melhorares a tua saúde como nunca imaginaste?

Conto no meu E-BOOK 6 secretas verdades para desbloqueares a tua mente, para enfrentares a tua doença e as adversidades do dia-a-dia”, o caminho que eu escolhi, espero que te inspire.

Para aceder ao meu site, clica no link https://coachingtransformacional.pt, onde terás todas as informações necessárias, desde o trabalho que desenvolvo e o programa que criei “Desbloqueia a tua mente e encontra o teu caminho”.

“Muda a tua mente, muda o teu corpo”.

Por: Cláudia Velez* – Enfermeira, EneaCoach (Especialista em Perfis Comportamentais) e Terapeuta em Saúde Integrativa Sistémica (SIS)

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade da autora)

Será que podemos nos auto curar?

Agosto 22, 2020 em Atualidade, Concelho, Mundo, Opinião, Saúde Por barcelosnahorabarcelosnahora

“Saúde não é tudo, mas tudo é nada sem saúde”.

Cláudia Velez

Quando a doença está presente, pode ser um instrumento altamente pedagógico e até transcendental.  A doença “foi criada” para transcender algo e se tens algum problema de saúde é fundamental refletires sobre isso.



“Não existe doença, existe doente”.

Após 18 anos como enfermeira, tenho dado primazia em compreender as causas que levam um ser humano ao desequilíbrio do seu sistema, ao ponto de sofrer com doenças físicas e emocionais ao longo da sua vida.

Não existe doença, existe doente, porque tudo vai depender do “terreno biológico” da pessoa. O problema físico é só a ponta do iceberg, é preciso imergir no que está submerso a nível dos 4 domínios do ser humano: físico, mental, emocional e espiritual.

Temos de ir além da queixa inicial, ou sintoma. É necessário identificar em que domínio foi “criada” a doença. Identificar o gatilho, como padrões de pensamentos e emoções. Pode ter sido uma traição, um abuso, uma rejeição, teres sido desvalorizado, abandonado, etc. Por isso ser fundamental identificar as baixas emoções ou emoções negativas, pensamentos autodestrutivos, crenças limitadoras, o evento traumático que deu origem à tua doença.

A minha experiência como Coach e especialista em perfis comportamentais, tem mostrado que há certos padrões emocionais e fisiológicos que levam as pessoas a criarem níveis enormes de energia ou níveis insuportáveis de desmotivação, que mais tarde dão origem a uma doença. Eu própria descobri as minhas limitações físicas e emocionais e isso deu-me a força para entrar num processo de busca interior para o equilíbrio da minha mente, para que o meu corpo físico não manifestasse doença e entrasse num processo de aceitação da minha própria doença e, finalmente, entrasse em remissão, história que eu conto no meu E-book “6 secretas verdades para desbloqueares a tua mente”.

As doenças são uma maneira de provar a nossa fé. Se reclamas, achas injusto, as hipóteses de te curares serão menores. Pensa, porque é injusto para ti e é justo para outra pessoa?

Estudos indicam que 90% dos genes das doenças estão adormecidos e são acordados através do nosso estado emocional. Se estás doente, pergunta-te: que emoções eu tive ou tenho tido frequentemente? Em que momento da minha vida eu tive um trauma ou conflito emocional, uma abertura que acordou os genes adormecidos da doença?

As toxinas vêm dos padrões de pensamentos, emoções e comportamentos. Se acreditas que as toxinas vêm, exclusivamente, dos alimentos e do ambiente, confirmo-te que estás enganada. Tal como relacionamentos tóxicos com algum parente, amigo, chefe e até contigo mesmo, o teu crítico interno.

Saber a origem da doença a nível das 4 vertentes do ser humano, será determinante para recuperares a tua vida.

“Temos de aprender a ser feliz no momento presente”.

Excesso de pensamentos no passado causa depressão, excesso de pensamentos no presente gera stress e excesso de pensamentos no futuro causa depressão. Por isso ser tão importante alimentarmos a nossa mente com bons pensamentos, para que a qualidade da nossa mente se reflita através da qualidade da nossa vida.

“Quando a saúde está ausente, a sabedoria não consegue se manifestar, a força não consegue se revelar, a riqueza se torna inútil e a inteligência não pode ser aplicada”.

Este é o meu trabalho, ajudar-te a identificar a causa emocional da tua doença.

Será que podemos nos auto curar? Podes procurar a resposta.

“Muda a tua mente, muda o teu corpo”.

Por: Cláudia Velez* (EneaCoach Transformacional)

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade da autora)

Imagem: DR.

O impacto das causas emocionais no nosso corpo

Julho 26, 2020 em Atualidade, Concelho, Mundo, Opinião, Saúde Por barcelosnahorabarcelosnahora
Cláudia Velez

“Aquilo em que eu acredito”.

Aquilo que pensamos e acreditamos sobre nós próprios torna-se a nossa verdade, a nossa realidade. Através dos nossos pensamentos e dos nossos sentimentos, criamos as nossas experiências de vida.



Por hábito, podemos ter o mesmo pensamento inúmeras vezes, ao ponto de parecer que não estejamos a escolher. No entanto, fizemos a escolha inicial em ter este pensamento, muitas vezes de forma inconsciente. Podemos recusar ter pensamentos negativos, aqueles que sabemos que não nos trazem qualquer benefício, pelo contrário, prejudicam o nosso corpo, tornando uma doença emocional em doença física.

Todos nós conhecemos pessoas positivas, que conseguiram com maior facilidade enfrentar e vencer uma doença difícil.

É como se o nosso estado emocional fosse o comando do nosso corpo e os sintomas o barómetro a seguir.

Através da Programação Neurolinguística (PNL) compreende-se que as reações do corpo estão diretamente ligadas a canais de acesso à mente inconsciente. Deste modo, a raiz das doenças comunica com todas as partes do cérebro, o que comprova que os pensamentos ou sentimentos negativos estão diretamente relacionados ao aparecimento de doenças, quando estes permanecem por muito tempo, no nosso corpo.

Um pensamento crónico negativo transforma o nosso corpo, através de reações químicas comandadas pelo cérebro.

Segundo o Dr. Quimby, hipnoterapeuta, “a doença é uma modalidade da ilusão, é uma das causas principais do seu aparecimento, é a transmissão hereditária da falsa ideia de que a doença surge de uma causa material”.

Através do autoconhecimento, podemos eliminar da nossa mente os aspetos negativos que causam a somatização das doenças.

Para conseguirmos controlar a nossa vida, é preciso controlarmos a nossa mente, através da escolha de palavras e pensamentos. E ninguém, se não nós, é o dono da nossa mente.

O sintoma é apenas um efeito externo do que se passa dentro de nós. Precisamos de ir ao nosso íntimo para eliminar a causa mental. O que explica que ter força de vontade ou disciplina, não funciona, já que atua apenas no efeito externo.

“Enquanto não libertares as emoções negativas do teu corpo, ele vai reclamar”.

Os modelos mentais que mais causam doenças no corpo são a critica, raiva, ressentimento e culpa.

O hábito de criticar tudo resulta em doenças, como artrite. A raiva traduz-se em erupções e infeções. O ressentimento guardado por muito tempo, dá origem a tumores e cancro.

Nas minhas sessões, trabalho camada antiga sobre camada. Cada camada tem de ceder, para ser substituída por uma nova maneira de pensar. Quando limpamos um padrão mental e surgem novas ideias, toda a nossa sombra vem à superfície, para que o velho dê lugar ao novo padrão mental. Para isso acontecer, temos de estar dispostos a mudar.

Porém, enquanto não olharmos de frente para nós mesmos, sobrevivemos, em vez de vivermos.

O nosso corpo irá dar-nos todos os sinais do que temos de mudar.

“Muda a tua mente, muda o teu corpo”.

Por: Cláudia Velez* (EneaCoach Transformacional)

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade da autora)

Imagem: DR.

O Cancro da Alma

Junho 21, 2020 em Atualidade, Concelho, Cultura, Mundo, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora
Cláudia Velez

A saúde mental é tão carente de cuidados quanto é a saúde do nosso corpo. Emoções mal geridas adoecem o nosso corpo, levando por vezes a uma dor psíquica de tal forma debilitante, que condiciona por completo a nossa vida e surgem doenças físicas, resultado de emoções mal geridas.



A omissão e o silêncio dentro de nós próprios é a pior decisão do comando das nossas vidas.

Sei o que é sentir a dor psíquica no mais fundo da minha alma. É como estar enclausurada no meu próprio corpo. E por mais estranho que pareça, por vezes tinha a sensação que vivia num corpo que não me pertencia. Sentia-me confortável somente quando me isolava, para aliviar a minha dor psíquica. E foi nesta dor que defini como “cheguei ao fundo do poço”, para outros podem chamar de depressão, que percebi que a minha vida só dependia da minha força mental, a força que todos temos e desconhecemos.

A verdade é que quem já passou por uma depressão sabe o que é sentir o vazio da alma e o mundo a fugir a cada dia. Sentia uma  tristeza profunda, pensamentos negativos recorrentes, sentimentos de inutilidade e culpa por não conseguir sair daquela situação, alterações do sono e do apetite e um cansaço extremo, com a agravante de sentir uma inércia exagerada.

Precisava de por o meu cérebro a produzir oxitocina, serotonina e adrenalina, hormonas fundamentais para me sentir feliz.

Começou a minha busca, passo a passo em torno da minha paixão. Tinha de tomar as rédeas da minha vida, para hoje estar aqui a escrever partes de mim, para ti.

Hoje posso dizer-te que a melhor decisão que tomei na minha vida foi “mergulhar” dentro de mim e reconhecer cada parte de mim como essencial no meu crescimento interno. E é quando percebes que és tu que controlas a tua mente, logo controlas a tua vida, que tudo à tua volta continua igual, mas tu estás diferente.

Vou-vos contar o exemplo de uma paciente que acompanhei, vou chamá-la de “Joana”, disse-me várias vezes “preferia ter um cancro, do que sentir esta tristeza profunda, pois ninguém me compreende”. E é nesta incompreensão que muitas pessoas consideram que a depressão é um mero mal-estar ou um sinal de fraqueza. Contudo, a depressão afeta o cérebro e o corpo, como se fosse “O cancro da alma”.

Segundo a Louise Hay, autora do livro “Cure seu corpo”, defende que a depressão está relacionada com a raiva que julgamos não ter o direito de sentir, levando ao desespero. Defendo esta autora e a base do meu trabalho é sustentada na “reprogramação” mental e, como tal, posso dizer que a evolução da “Joana” foi digna de se ver.

Então como conseguiu a “Joana” sair de uma depressão e passar a ser uma mulher alegre e com autoestima e confiança elevada?

Através do autoconhecimento, começou a aumentar a autoestima, começando aos poucos por mudar o seu pensamento. Mudar os nossos pensamentos, o nosso comportamento e as nossas crenças, aumenta-nos a autoestima e a confiança, começamos a ver a vida com mais cor. E é aqui que a magia acontece, abrem-se portas às oportunidades e novas vivências que tanto esperaram para acontecer.

A “Joana”, ao tomar consciência das suas crenças que a limitavam e que danificavam a imagem de si mesma que ela própria idealizou na sua mente, libertou-a do seu “crítico interno”, levando-a à auto aprovação e autoaceitação, ou seja, aceitou-se tal e qual como ela era, com todas as suas qualidades e defeitos.

A autoimagem interna ou externa, que muitas vezes nos limita, como querermos ser aquilo que não somos, mantermos uma relação conflituosa, um emprego que não gostamos ou um corpo que recusamos em ver, por vezes leva-nos ao isolamento, acabando muitas vezes em depressão.

A “Joana” trabalhou internamente o perdão, a culpa, a raiva, o ressentimento, a revolta, a vergonha e a frustração que sentia há anos, levando-a à autoaceitação, sendo este o primeiro passo para a mudança.

Libertou-se das emoções negativas, conduzindo-a ao perdão, sendo este um sentimento essencial e necessário para o processo de cura.

A acumulação de emoções reprimidas é a origem de muitas doenças. Tal como abordo no meu E-book “As 6 secretas verdades para desbloqueares a tua mente, para enfrentares a tua doença e as adversidades do dia-a-dia”, em que falo o processo pelo qual eu passei e como consegui ultrapassar, através da mudança de pensamento.

É fundamental mudarmos os nossos padrões de pensamento “reprogramando” a nossa mente através da Programação Neurolinguística, sendo esta a minha base de orientação e na qual acredito profundamente, que a mudança e a verdadeira transformação começam em mudar a forma como pensamos.

Ao identificarmos a nossa crença limitadora, ou seja, o que o nosso inconsciente acredita profundamente, iremos finalmente perceber o que nos bloqueia e o que tem condicionado toda a nossa vida. Pode parecer um cliché e até algo impossível, mas garanto-te que ao descobrires a crença de base que tem limitado toda a tua vida, compreenderás que tudo está na tua mente e naquilo que te fizeram acreditar desde infância, não tem qualquer fundamento.

Após menos de 1 ano, a Joana entrou no gabinete, com o cabelo apanhado, olhos brilhantes, um sorriso nos lábios, uma postura de confiança e com uma blusa amarela. Um ano antes era uma mulher com humor triste, com choro fácil, os cabelos a taparem a cara, ombros encurvados e toda a sua roupa era de cor preta.

Esta mudança aconteceu porque a “Joana” permitiu-se acreditar que tinha a capacidade e todo o potencial para mudar a imagem que tinha de si mesma, algo que não acreditava desde muito pequena.

Se te revês nesta história, então este é o momento de procurares ajuda.

O grande risco é não se procurar ajuda logo numa fase inicial, o que muitas são as vezes em que a necessidade de recorrer a um psiquiatra é inevitável. Se assim for, espero que não adies mais, pois cada dia que passa, se torna mais difícil.

Com carinho, Cláudia Velez! (EneaCoach Transformacional)*

Imagem: DR.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade da autora)

O inesperado aconteceu

Maio 26, 2020 em Atualidade, Concelho, Mundo, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora
Cláudia Velez

É com o sentimento de poder ajudar alguém, que hoje estou aqui para vos dar o meu testemunho.

Como já vos contei no artigo anterior, sou enfermeira e estou na batalha da frente a cuidar de doentes com COVID-19. Todos os dias visto os tais fatos de “astronauta”. Gosto de chamar assim, pois parece que vou entrar numa nave espacial e isto dá-me um sentimento de poder, poder ir mais longe, ir além limites, o que sinto muitas vezes.



Dentro do hospital, uso máscara, tento não tocar em nada, exceto o registo biométrico, em que sou “obrigada” a fazê-lo, o que me leva a desinfetar de imediato as mãos com alguma voracidade, pois não sendo visível, tenho a crença que naquele preciso objeto deve estar uma enorme concentração de vírus, todos à espera das mãos dos profissionais. Deixei de utilizar o elevador, uso sempre as escadas até ao 5º andar. Quando termino o turno, tomo de imediato um duche e na minha mente todas as medidas de proteção são aplicadas. Como tenho o privilégio de morar mesmo ao lado do hospital, ando sempre a pé e após alguns metros estou em casa. Antes de entrar em casa, retiro os sapatos, que vão diretamente para a varanda e lá ficam durante toda a noite. Lavo as mãos antes de tocar no que quer que seja, retiro toda a roupa que vai para lavar e lavo novamente as mãos. Esta tem sido a minha rotina desde que tudo isto começou.

A partir do momento em que o meu contacto com doentes com COVID-19 começou a ser diário, senti a enorme responsabilidade, enquanto cidadã, de proteger os outros de mim. Até prova em contrário, somos todos portadores do vírus. Eu, sendo profissional de saúde e estando a fazer parte desta batalha, assumi a responsabilidade de usar máscara, em todos os espaços públicos, para não contagiar ninguém.

Muitos são os sentimentos que invadem a minha mente diariamente, desde o poder errar em algum procedimento no hospital e ficar contaminada, não estar a ser suficientemente cautelosa em casa, mesmo mantendo a distância de proteção, não dormir com o meu marido, não ter contacto físico com o meu filho e marido, familiares e amigos. Mesmo assim, o pensamento “será que estás a protegê-los o suficiente?” é um pensamento permanente.

No entanto, quando menos esperamos, tudo muda. Dia 16 de abril, acordei e percebi que tinha perdido o olfato e o paladar. Após partilhar com alguns colegas e estes me terem incentivado a comunicar à Saúde Ocupacional, fui aconselhada a fazer o teste. E é quando, sem abrires a porta, o inesperado entra mesmo sem ser convidado: o teste deu positivo. Tudo estremece e percebes que, afinal, o vírus também te toca a ti. Sim, tocou-me a mim, mesmo com todas as medidas de proteção, até talvez, por vezes, exageradas, por isso também te pode tocar a ti. Percebi que mesmo com todas as medidas de proteção, estas não foram suficientes, mas uma coisa me deixou muito feliz, o facto de ter decidido usar sempre máscara também no exterior do hospital, fez com que os espaços que eu frequentava com alguma regularidade, desde o supermercado, à frutaria, não fossem sinalizados por terem tido contacto comigo e isso foi algo que me fez perceber a tamanha responsabilidade e dever que temos em zelar pela saúde de todos, é um dever cívico.

E numa fase da tua vida que parece que perdes o chão, eu questiono-me o que eu tenho a aprender com isto. Como em vários momentos de dificuldade que já passei na minha vida, tento sempre ver o lado positivo do que está a acontecer e, muitas vezes, mesmo sem tu procurares, a vida mostra-te isso. Então, percebo que todas as pessoas têm um lado bom, aquele lado da bondade e vêm a mim com atitudes que me confortam a alma e o coração. A senhora da frutaria que me traz fruta e legumes à porta; a senhora do supermercado que disponibiliza de imediato a sua ajuda, tal como o senhor do Takeaway que ajuda a que não tenha de cozinhar em todas as refeições. Alguém especial que se prontifica, mesmo sem pedires nada, a te trazer um complemento para reforçar o teu sistema imunitário, o pão que te chega logo pela manhã por alguém que, dentro de si, sempre teve este lado humano, não esquecendo as conversas telefónicas, mensagens de carinho das pessoas que sabem que as trago no coração.

Após isto tudo, não há outro modo de reagir a esta doença, senão tratá-la com o carinho e amor que eu estou a receber. Deste modo, está tudo a correr muitíssimo bem, o olfato e o paladar melhoraram bastante, mas mais nada além disso. Sinto-me ótima e, acima de tudo, sinto que estou rodeada de amor e carinho e tenho a oportunidade de, hoje, estar aqui e dizer-vos que, após 6 semanas, o teste deu negativo.

Acalma a mente, “rodeia-te” de amor e carinho…sim, porque mesmo com distância, o amor chega até ti.

Fecha os olhos e sente o meu abraço.

Juntos vamos vencer esta batalha, vamos todos ficar bem.

Por: Cláudia Velez* (Coach, Enfermeira e Terapeuta)

Foto: DR.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade da autora)

Alimento para a alma, para manter a mente sã

Maio 4, 2020 em Atualidade, Concelho, Cultura, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora
Cláudia Velez

Olá! Sou a Cláudia Velez.

Sou Enfermeira e Coach especialista em perfis comportamentais.

Desde 2011, decidi investir no meu desenvolvimento pessoal, altura em que trabalhava como enfermeira na área da saúde mental. Inicialmente, considerava uma área extremamente desafiante pela sua complexidade. Mais tarde, tornou-se a minha paixão pelo gosto em compreender a mente e o comportamento humano.

Como Coach Certificada, Master em Programação Neurolinguística, Master Coach, Especialista em Perfis Comportamentais, Terapeuta de Transformação Quântica da Consciência (TQC) e Mestre em Reiki, o meu trabalho tornou-se a minha missão em ajudar pessoas a resignificarem e transmutarem a sua história de vida e a adquirirem uma nova perspetiva na forma de encararem a sua doença e as adversidades do dia a dia.  



No meu trabalho, utilizo a sabedoria do Eneagrama e um método completamente impactante e transformacional: a “Metodologia dos 9 Passos”, técnicas de Coaching e Programação Neurolinguística, Transformação Quântica da Consciência e Reiki, conectada a um único portal que faz tudo acontecer, o meu coração.

Sigo a linhagem da Louise Hay, e fundei o programa “Desbloqueia a tua mente e encontra o teu caminho”, que tem sido revelador como o maior pilar de aprendizagem e autoconhecimento e na melhoria do estado de saúde mental e da doença física.

Ensino através da minha história pessoal, como consegui transformar a minha vida, passando de uma vítima da minha própria doença, à remissão da mesma e à missão de ajudar pessoas a transformarem as suas vidas.

Ao aprenderes a lidar com a tua doença, irás adquirir uma autoestima e confiança elevada, enfrentando os obstáculos do dia a dia com determinação e coragem, inspirando outras mulheres na mesma condição que tu.

A minha MISSÃO é Ajudar-te a dar um novo significado à tua história e a adquirires uma nova perspetiva na forma de encarares a tua doença, a tua vida”.

Assim, criei o E-BOOK 6 secretas verdades para desbloqueares a tua mente, para enfrentares a tua doença e as adversidades do dia-a-dia”.

Qual a razão de eu estar aqui?

Este é um momento inédito em que vivemos, devido à pandemia que nos assombra e atormenta.

Na frente da batalha, dou por mim, muitas vezes, a pensar o que temos, seres humanos, para nos mantermos alinhados, com a mente sã e ter a capacidade de continuar, sem desistir.

Vejo este momento como uma oportunidade que a vida me está a dar, para me colocar ao serviço de quem precisa. Se, por um lado, já o faço como enfermeira, em que estou a cuidar de doentes com COVID-19, sinto, também, o apelo de contribuir com o meu apoio na ajuda de uma melhor regulação emocional, enquanto Coach, pois sem uma mente sã, nada faz sentido e jamais podemos descurar este lado da mente humana, como o contributo essencial para um desenvolvimento psicológico saudável.

Tendo a coragem de ser imperfeita, colocarei ao vosso dispor uma jornada de reflexão para todos, através da publicação de artigos de opinião mensais.

Um bem-haja a todos que estarão comigo nesta jornada.

No artigo de hoje, dou o meu testemunho como enfermeira que cuida de doentes com COVID-19.

Alimento para a alma, para manter a mente sã

Cuidar de doentes com COVID-19 tem sido o meu maior desafio profissional desde que iniciei a minha atividade. Sou enfermeira há 17 anos e nunca senti tão de perto a morte, pelo menos de forma consciente.

Sabia o quanto iria exigir de mim emocionalmente, mas também sabia dentro de mim, que tinha que ir rebuscar todas as ferramentas de desenvolvimento pessoal que tenho vindo a cultivar há mais de 9 anos. Esta seria a grande oportunidade para me colocar à prova comigo, para perceber se estava à altura do desafio.

Então, com todas as lições que a vida me tem dado, ferramentas de Coaching e Programação Neurolinguística, precisava, dentro de mim, que tudo se encaixasse e fizesse sentido. De uma forma inconsciente, arranjei as minhas estratégias internas, para não me deixar dominar pelo medo e pelo pânico coletivo e finalmente percebi que tudo o que vou relatar já fazia parte de mim:

  • Aceita com um sorriso nos lábios estares a cuidar de quem tanto precisa;
  • Dá sempre o teu melhor, mesmo nos dias em que estás em baixo;
  • Dá significado aos pequenos gestos, por mais insignificantes que pareçam;
  • Faz a diferença. Descobre o que te apaixona, para que com pequenos gestos toques na vida de alguém;
  • Agradece por estares bem, há sempre alguém que está pior do que tu;
  • Se estás a cuidar de outros é porque estás bem para cuidar, mesmo que, por vezes, não seja o que pensas;
  • Vê o que estás hoje a passar, como uma grande prova de tudo o que aprendeste até ao dia de hoje;
  • Aproveita este momento como uma oportunidade para te doares a quem mais precisa, seja familiar, doente ou profissional;
  • Aproveita este momento para pores a tua fé à prova, não tens nada a perder;
  • Coloca o medo ou pânico que sentes de lado, sabes que ambos só te bloqueiam e prejudicam;
  • Mostra a ti mesmo a tua força, determinação e coragem, talvez há muito tempo estejam escondidas;
  • Se tiveres vontade de chorar, chora, limpa as lágrimas, ergue os ombros e continua. Desistir não é opção;
  • Desde que tudo começou, vê bem os obstáculos que já conseguiste ultrapassar e tudo porque não desististe;
  • Quando sentires que não aguentas mais, pára tudo, concentra-te na tua respiração, vais ver que ficarás muito mais calma;
  • Sempre que puderes, ouve música animada; eu, pessoalmente, adoro Ivete Sangalo;
  • Lembra-te que podes usar o humor para falares de assuntos sérios, para aliviar o “peso” do assunto. Eu comecei a usar o Snapchat para falar da doença com a família e amigos; acreditem, humor não vos faltará;
  • Conecta-te na tua mente, todos os dias, com as pessoas que amas, elas saberão que tu estás com elas;
  • Sê grato por tudo o que tens hoje, amanhã não saberás o que tens.

Juntos vamos vencer esta batalha, vai ficar tudo bem!

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Por: Cláudia Velez*. (Coach, Enfermeira e Terapeuta)

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade da autora)

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