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Novas Tecnologias

Está a chegar o rato da HP com impressão digital

Outubro 28, 2018 em Atualidade, Concelho, Cultura, Mundo, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora
Diogo Sendim Lourenço

A HP anunciou, nesta semana, o lançamento de um rato USB com leitor de impressão digital embutido. Oficialmente chamado de HP USB Fingerprint Mouse, o equipamento é compatível com o sistema de login biométrico da Microsoft, o Windows Hello, e oferece um método rápido e seguro de aceder ao computador.



Atualmente, muitos laptops trazem um leitor de impressão digital embutido, mas o recurso ainda não é amplamente difundido na indústria e nem está presente em desktops.

Com o HP USB Fingerprint Mouse, esse reforço torna-se mais simples e pode facilitar a vida, não apenas a usuários finais, mas também aos responsáveis pela manutenção informática de uma empresa na hora de implementar alterações — basta usar a impressão digital para confirmar o acesso ao modo administrador, por exemplo.

O USB Fingerprint Mouse tem DPI padrão de 1200, mas esse valor é ajustável e varia entre 800 e 1600.

O novo rato da HP é com fio, com cerca de 180cm, e chega às lojas em dezembro, por cerca de 50 euros.

Por: Diogo Sendim Lourenço*.

Fotos: DR.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Nova fibra ótica da Huawei chega aos 600Gbps

Setembro 30, 2018 em Atualidade, Concelho, Cultura, Mundo, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora
Diogo Sendim Lourenço

A Huawei anunciou um novo padrão para redes de fibra ótica. A empresa afirma que, usando chips OptiXtreme oDSP fabricados por ela mesma, é possível alcançar velocidades de até 600 Gbps em cada fibra da sua rede.



Esta solução é encarada como ideal para países de dimensões continentais, o qual também regista um crescimento exponencial por conexão banda larga de alta velocidade.

Redes de alta capacidade como esta da Huawei podem, ainda, ajudar a baixar o custo final para operadoras e também para o consumidor. A consultoria IHS ressalvou que o custo por bit para transmissão em redes de fibra ótica registou uma queda importante em 2011, mas que tem ficado estável nos últimos três anos

Contudo, com a grande procura por Internet doméstica e comercial em Portugal, as operadoras começaram a encontrar soluções para baixar as suas operações e oferecer mais velocidade sem aumentar o preço final ao consumidor. A Huawei diz que é justamente nesse sentido que se encaixa sua nova tecnologia de 600 Gbps.

Isto porque ela funciona num comprimento de onda único e ajustável. Dessa maneira, as operadoras podem configurar a velocidade de transmissão de acordo com a procura (entre 100 e 600 Gbps) e obter sempre a opção mais eficiente.

A empresa também afirma que garante a maior distância de transmissão com esta nova rede e também oferece um módulo com inteligência artificial, para ajustar automaticamente o desempenho da rede de acordo com a procura, a fim de ganhar e eficiência energética.

Não foi revelado, até o momento, nenhum contrato com operadoras portuguesas para o uso desta tecnologia em solo nacional.

Por: Diogo Sendim Lourenço*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Primeira cirurgia espinhal assistida por um robô, do mundo

Maio 27, 2018 em Atualidade, Concelho, Cultura, Mundo, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora
Diogo Sendim Lourenço

Cirurgiões da Escola de Medicina da Universidade da Pensilvânia concluíram a primeira cirurgia espinhal assistida por um robô, do mundo. O procedimento, longo e árduo, serviu para remover um tumor do pescoço de um homem de 27 anos, pela boca. Foram mais de 20 horas na sala de operações, durante dois dias.



Os braços artificiais do sistema Da Vinci foram usados para remover um tumor raro.

A cirurgia, que ocorreu em agosto de 2017, começou com neurocirurgiões a preparar a espinha, usando cortes ultrassónicos. Em seguida, o robô retirou os tumores do pescoço através da boca, com uma precisão inalcançável para humanos.

Se não fosse a participação vital do assistente mecânico e os cuidados precisos dos médicos, o jovem poderia ter ficado paralisado ou sem movimentos importantes. A equipa ainda precisou de ter certeza que os tumores tinham sido completamente removidos, excluindo de vez o uso posterior de radiação. O procedimento foi um sucesso, o americano retomou a sua rotina e já está de volta ao trabalho.

A operação exigiu três fases. Primeiro, um corte no pescoço e na espinha, ao redor do tumor; o Da Vinci foi utilizado na segunda fase para removê-lo pela boca do paciente. Na fase três, a coluna vertebral foi reconstruída, usando um osso do quadril e hastes para estabilidade. A existência do robô permitiu que os médicos parassem de depender de radioterapia para encolher o tumor e passassem para a sua extração completa.

Embora tudo tenha ocorrido em agosto de 2017, a notícia só foi divulgada agora. O tempo de recuperação do paciente foi de 9 meses.

Por: Diogo Sendim Lourenço*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Novo Paradigma Educacional – Novas Tecnologias (Parte III)

Outubro 22, 2017 em Atualidade, Concelho, Educação, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora
Dr.ª Maria José Amaral Neco

Como analisámos em edições anteriores, a Internet é, sem sombra de dúvidas, um meio facilitador aos métodos de ensino. Esta permite uma maior flexibilidade e acessibilidade ao contexto educativo. A plataforma Moodle, que muitos já conhecem, é bastante utilizada no contexto do ensino a distância, permitindo uma maior interação com o professor e os participantes de uma determinada unidade curricular, e tudo em tempo real.



A elaboração de materiais de apoio ao aluno, como manuais impressos que se tornam obsoletos, são assim substituídos pelo suporte digital, podendo estar sempre atualizados e disponíveis.

Este novo método pedagógico suscita algumas questões, nomeadamente, no que respeita à nova metodologia de ensino/aprendizagem. Posso afirmar que, agir pedagogicamente nesta metodologia de ensino exige trabalhar motivações, aspirações, desejos e necessidades dos alunos que se confrontam com novos modelos de aprendizagem em ambientes que não lhes são totalmente familiares. O tempo foi passando, a progressão na unidade curricular afigurou-se natural e à minha volta o número de não-esclarecidos foi diminuindo, fruto de muitos “nós no estômago!”

O consenso aparentemente foi estabelecido, mesmo que natural e inerente à condição de ser social e humano, o processo educativo é suscetível de ser melhorado e potenciado com a ajuda de profissionais conscientes, capazes e dotados tecnicamente, assumindo o papel de facilitadores/animadores/gestores, em suma o papel de Educadores.

Neste contexto, o professor aparece com o papel de facilitador da aprendizagem, é importante por isso, que saiba orientar e responsabilizar os seus alunos para os métodos a serem utilizados nas aulas não presenciais; esta metodologia proporciona uma política de participação, em que todos os atores intervenientes participam ativamente nas práticas pedagógicas, o aluno deixa de ter aparentemente uma postura passiva, passando a ter uma postura pró-ativa.

Toda esta dinâmica pedagógica motiva o desenvolvimento do trabalho colaborativo, interativo e construtivo por parte dos grupos. No entanto, posso partilhar com o leitor, que na minha experiência pessoal, assisti a resistências na partilha de conhecimento entre os diferentes grupos. Este fenómeno reflete bem a cultura educativa que está enraizada no nosso percurso escolar e, quando confrontados com novos ambientes de aprendizagem, ainda que inconscientemente, reagimos de forma individualista e não colaborativa na partilha do conhecimento.

Por: Dr.ª Maria José Amaral Neco*

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do/a autor/a)

Novo Paradigma Educacional – Novas Tecnologias (Parte I)

Agosto 20, 2017 em Atualidade, Concelho, Educação, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora
Dr.ª Maria José Amaral Neco

Atualmente, as organizações educativas confrontam-se com uma diversidade de alunos que transportam consigo vivências e necessidades diferentes. É por isso exigido às instituições educativas uma redefinição constante do seu papel e das suas estratégias de intervenção. Os desafios dos novos tempos assim o exigem.



Todos sabemos que as escolas não são, hoje em dia, os únicos contextos de transmissão do conhecimento. Assiste-se a uma inadequação de saberes que os estabelecimentos de ensino transmitem aqueles que a frequentam, já que estes saberes estão em competição com fortíssimos meios de comunicação social, muito aliciantes, e que tornam pouco interessante o sistema educativo existente.

Quando Dewey, em 1990, ao pensar no papel que a escola deveria desempenhar, se referia a ela como protagonista de uma “jornada de esperança”, no que concerne ao processo de esbatimento das desigualdades que imperavam na sociedade, idealizava certamente uma escola diferente, quer no seu conteúdo quer na sua forma, e que acabaria por traduzir performances bastantes distintas daquelas a que hoje assistimos. Perspetiva-se que o Ensino à Distância/E-Learning possa ser um caminho empreendedor que nos levaria à igualdade entre os cidadãos.

E-learning, Ensino à Distância…”Mas afinal o que é isso?”

A utilização do e-learning surge como uma nova forma de aprender mais individualizada, adaptada às necessidades, restrições e responsabilidades de cada formando num dado momento, tornando-os capazes de responder eficazmente aos desafios que terão de enfrentar.

Este novo paradigma, associado às tecnologias da informação e comunicação, proporciona aos indivíduos um nível de flexibilidade considerável de escolha das temáticas, dos momentos e dos métodos de aprendizagem, principalmente através da Internet. Esta é uma visão particularmente relevante para os formandos que tentam conciliar a sua vida profissional e social com a sua progressão e qualificação.

A inclusão das tecnologias em informação e comunicação no processo educacional não garante em si a qualidade, no entanto uma educação de qualidade e contextualizada nos dias de hoje, passa necessariamente pelo uso das tecnologias. É necessário continuar a apostar na qualidade dos cursos em qualquer nível de escolarização, quer sejam num contexto mais tradicional ou num contexto mais inovador.

Por: Dr.ª Maria José Amaral Neco*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do/a autor/a)

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