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O Barão Vermelho

Rei morto. Rei posto.

Julho 9, 2020 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

Esta semana, debruçar-me-ei sobre o fenómeno de balneário que leva os jogadores de um clube a mudarem o seu estado anímico e a sua forma de estar em campo, aquando da troca de treinador.



Para uma opinião mais abalizada, nada como abordar alguém que tenha estado por dentro do dito fenómeno. Mais propriamente, dentro do balneário. Eis, então, a opinião de Telmo Sousa, ex-jogador e atual preparador físico (ex-preparador físico do Gil Vicente Sub-19, integrante da equipa técnica de Nuno Santos). Segundo aquele, há, desde, logo um fenómeno de renovação anímica associado à ideia de que, se vem um treinador novo, vem também uma nova e melhor oportunidade. Começando pelos elementos que não têm jogado tanto, que se esforçam mais em busca do seu “lugar ao Sol”, e acabam por “morder os calcanhares” àqueles que davam o lugar como certo e, portanto, estariam mais acomodados. Mas esta será só a ponta do iceberg. Ainda segundo este profissional, há todo um conjunto de meandros paradesportivos que envolvem a vida dos jogadores, dos treinadores, empresários de futebol e, até, presidentes dos clubes. Todo um conjunto de políticas e estratégias de negócio (sim, que o futebol é, cada vez mais e infelizmente, um negócio) que envolvem agentes, jogadores e direções de TODOS os clubes, desde o mais pequenino aos maiores colossos europeus. E, como se já fossem poucos fatores, ainda há a “imagem” do jogador, que não quer ficar associado aos maus momentos de um clube, que deseja o sucesso e obter melhores condições contratuais em eventuais transferências. Até, imagine-se, (e aqui Bruno Lage também deu um toque) outros treinadores que vão ver jogos de colegas e exercem algum tipo de pressão externa sobre as direções e empresários.

Enfim, todos nós temos opiniões disto e daquilo, mas andamos muito longe de imaginar a “gincana” que será gerir todos estes fatores, tendo como juiz implacável os resultados que se vão obtendo. Quando os fatores enunciados supra se conjugam favoravelmente, tudo corre bem. Mas quando cada um puxa para seu lado, a catástrofe é iminente. Provavelmente, Bruno Lage foi um pouco vítima de alguns destes problemas. Não obstante lhe podermos reconhecer alguns erros técnicos ou táticos.

O “senhor que se segue” é Nelson Veríssimo. E a avaliar em função do que vimos expondo, será então natural que os resultados mais positivos comecem a aparecer. Mas até quando? Quanto tempo durará o estado de graça de treinador que “dá” 10-0 e que, sem que muito se altere, perde com um dos últimos classificados? Estaremos perante um fenómeno de treinadores de reciclagem, que é bom enquanto ganha, mas que depois fica sozinho quando as coisas correm menos bem. E se é assim, de quem será a culpa. Do treinador? Do presidente? Das “estruturas”? Vale a pena pensar nisto. Sobretudo, se dirigimos um clube de futebol profissional.

Viva o Benfica.

E pluribus unum

Por: Hugo Pinto.*

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Finis temporis

Junho 27, 2020 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

Esta semana o título tem mesmo de ser em latim. Não sendo novidade, desta vez aplica-se pela solenidade do momento. Quase como se fosse requiem. Finis temporis soa muito a… “final da temporada”. Mas uma tradução mais à letra mostra-nos que, na verdade, quer dizer fim dos tempos. Num caso e noutro, parece aplicar-se à situação de Bruno Lage. Se não for embora antes, irá no final da temporada. E este parece ser o único facto inquestionável no atual Benfica.



Confesso alguma estranheza perante esta situação que se vive na Luz. Faz-me confusão que praticamente com a mesma equipa, obviamente que sem o valeroso talento de João Félix, passemos de um tipo de jogo entusiasmante e assertivo para uma espécie de pastosidade zombiana, muito mais assente num futebol de fezada, esperança e sonho, do que de um futebol de equipa, à Benfica. Mas à Benfica, MESMO.

E tenho pena que se tenha chegado a esta situação. Bruno Lage prometia mais. Muito mais. Mas a verdade é que jogou os trunfos todos e parece mesmo não ter mais nada na manga. E se isto é só o que ele tem, é pouco, deveras. Lamento…

Resta-me ter muita esperança que LFV queira tanto contratar JJ quanto este quer regressar a Portugal. Tantas saudades que tenho desses tempos…

Viva o Benfica.

E pluribus unum

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Sr. dos Aflitos

Junho 21, 2020 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

Esta semana vamos ter dérbi de “aves de rapina”. As águias de Lisboa recebem as dos Açores. O que não deixa de ser curioso, atendendo a que açores são, precisamente, aves de rapina, que, aliás, deram o seu nome ao arquipélago, dada a abundância destas aves com que os colonos pensaram deparar-se, quando foram povoar estas ilhas em meados do séc. XV. Curiosamente, essas aves que os navegadores pensaram ver não eram, de facto, açores, mas sim, uma subespécie de águias de asa redonda. Portanto, parece que estaremos “em família”.



Mas será mesmo assim? É que, por outro lado, uma outra teoria diz que o nome Açores vem do latim azureus, que significa azul, em alusão ao imenso mar azul que rodeia as ilhas. E, neste caso, poderia ser um mau presságio, pois se as supostas “águias” insulares se revelarem mais “azuis”, podem ser um lobo em pele de cordeiro, fazendo-nos a vida difícil e facilitando a dos azuis.

Todas esta “tarologia” seria desnecessária, se o nosso Benfica andasse com “a cabeça no lugar” e assumisse o seu lugar de real favorito. Independente do adversário, o Benfica pode e deve jogar sempre com uma inquestionável vitória em mente. Infelizmente, nem sempre é assim. E nova prova disso mesmo, demos em Vila do Conde.

É certo que não é o local mais fácil para jogar como visitante. Mas, caramba, o Benfica é muito superior. E pasme-se, acabámos por ganhar à “rasquinha” com um golo do improvável Seferovic, um flop ao nível de Karadas e Pringle, que só marcou golos quando João Félix lhe chutava assistências a pingar mel contra as canelas.

Esperemos que terça-feira as coisas ganhem melhor aspeto, porque é agoniante ver o Glorioso a jogar desta maneira. E sempre tive fezada no Lage, não gostava de o ver ir embora. Mas é certo que também este tem de fazer mais e, sobretudo, melhor. Valha-nos o Sr. dos Aflitos. Muitas novenas lhe dedique o Bruninho…

Viva o Benfica!

E pluribus unum.

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Ultimatum

Junho 16, 2020 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

Esta semana, Bruno Lage enfrenta uma prova de fogo. Mais que uma prova, um ultimato.

Na época passada, apenas seis jornadas antes, o Benfica goleava o Nacional da Madeira por um histórico 10-0. Todo o plantel e o treinador estavam em estado de graça.



Mas como o futebol é isto mesmo, tão rapidamente se vai de besta a bestial, como de bestial a besta. Algumas vezes, sem que o treinador tenha grandes culpas no “cartório”.

Vejamos que, ainda no tempo de Rui Vitória (cujo trabalho nunca apreciei), o Benfica tinha algumas exibições de gala, apesar de a maioria ser paupérrima. Depois, há um jogo frente ao Braga, em que se jogou deploravelmante na primeira parte e fantasticamente na segunda, depois do presidente ir ao balneário pôr os pontos nos “iii”.

Algo está errado no balneário do Benfica. Bruno Lage parece ter competência técnica. Em tempos, teve o plantel consigo. Porém, atualmente parece faltar tudo. Falta leitura de jogo. Falta mudar de tática se esta não funciona. E, quanto a mim, falta principalmente que Bruno Lage seja TREINADOR em vez de Psicólogo. Deslumbrou-se com a recuperação de Taarabt e esqueceu que tem uma série de jogadores ao seu dispor, à espera de uma oportunidade e de mostrar serviço.

Quem já viu documentários no Facebook como “o Ninho da Águia” ou “BenficaLab”, percebe que o clube anda com os jogadores “ao colo”. Só falta fazê-lo literalmente. Não falta nada. Tudo lhes é resolvido. Cabe então ao treinador, seja ele quem for, exigir trabalho e resultados. Sem desculpas!! De onde vinha o sucesso de J.J.? Do trabalho e da cobrança que ele fazia aos jogadores. Frequentemente, pudemos ler, em diversas entrevistas, jogadores e ex-jogadores do J.J. dizerem que ele era “tramado” e que por vezes era muito ríspido com os jogadores. E, vai na volta, era justamente o que fazia falta. Fazia e FAZ!

Bruno. Há muito que te digo: Abre os olhos! Senão pagas tu a fatura…

Viva o Benfica.

E pluribus unum.

Por: Hugo Pinto.*

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Desconfinado…e desconfiando

Junho 9, 2020 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

Esta semana falamos do regresso das competições da primeira liga de futebol. E, francamente, no que toca aos “três grandes”, dificilmente poderia ter começado pior.

No que toca ao meu Glorioso mais concretamente, achei miserável a forma indolente como encararam o jogo e a displicência com que desbarataram a hipótese, quiçá a última, de passar para a liderança da tabela classificativa e, assim, vir a sagrar-se campeão.



E em boa verdade, não se entende o porquê de tão fraco desempenho. Nove jornadas sem ganhar, no Benfica, é inadmissível. Num clube onde os jogadores são “mimados” até mais não, onde todos, absolutamente todos, os problemas lhes são resolvidos por funcionários do clube. E aqui p’ra nós, ando desconfiado que esse poderá ser o problema. Excesso de conforto pode ter levado ao excesso de acomodação. O único, repito ÚNICO, clube da europa, mesmo de entre os “tubarões”, que não aplicou medidas de lay-off, nem baixou os ordenados, tem toda a moralidade para exigir mais e melhor dos seus jogadores. E do treinador.

Não sei o que se passou, mas de repente parece que todos, treinador e jogadores, desaprenderam o que sabiam. Além de que não se compreende o porquê de jovens que estavam em bom nível na equipa principal terem, de repente, deixado de fazer parte das opções. Se Bruno Lage faz ponto de honra na recuperação anímica de jogadores, como é exemplo o caso do Taraabt, então devia ir para Psicólogo e deixar o Cargo para quem prefere ganhar jogos e campeonatos. Resta-nos esperar por amanhã, e ver como vão correr as coisas, num “palco” de má memória para treinadores encarnados. Foi lá o fim da carreira como treinador do Benfica para Rui Vitória. Daí, e uma vez mais eu digo, acorda Lage.

Viva o Benfica!

E pluribus unum.

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Liga Covid-19

Abril 22, 2020 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

Esta semana… (Pois. Esta semana não vai dar para iniciar da forma habitual, que copiei do brilhante Carlos Vaz Marques. Então, de novo…)



Estas semanas, as que já lá vão mais as que virão, estamos sem futebol. Não bastava a desgraça de estarmos a viver uma Pandemia, ainda temos de nos ver privados dos nossos queridos desafios de futebol. Na verdade, os verdadeiros amantes do desporto-rei não se ficam pelo vibrar com as vitórias do seu clube. Ao fim de semana, além do nosso Glorioso, é certo e sabido que andamos sempre atrás de um derbie ou clássico emocionante de outras ligas. Seja ele um Barça-Real; um Bayern München-Dortmund; um ManUtd-ManCity…lembro-me, a propósito, de um Bayern München-RB Leipzig aqui há duas épocas, com o Bayern já campeão, que terminou em 5-4…Mas que jogaço!…Enfim, velhos tempos. A verdade é que a fome de futebol é muita e não é com a Liga do Turquemenistão ou da Bielorrússia que se a apazigua. Volta, futebol do bom, estás perdoado…

O nosso Glorioso, aparentemente, escapou aos casos de covid-19. Aliás. Ao que parece, tal como o resto do país que tem sido relativamente poupado a esta doença do demo, não há casos de futebolistas a atuar em Portugal que tenham contraído a doença. Daí, há uma possível solução para retomar a Liga. Bastava que a Liga Portuguesa de Clubes exigisse testes ao covid-19 a todos os intervenientes no jogo (reduzidos ao menor número indispensável), podendo inclusivamente custear estes testes aos clubes de menor dimensão ou em situação económica mais vulnerável, e permitir jogos à porta fechada. Ok. Ia saber um bocadinho a pão sem sal, porque futebol sem adeptos perde a magia. Mas pelo menos seria pão. E entretinha o povo, já que fados e Fátima parece que não vai ser possível, pelo menos para já.

Também curioso vai ser verificar o estado físico em que os atletas retomam, após quase mês e maio de paragem. A uns fará bem o descanso. A outros, a ver vamos. Talvez o efeito psicológico de estar com suas famílias seja positivo. Seja como for, seria uma curiosidade a observar.

Outra forma de matar saudades do futebol, pode passar por criar ligas virtuais com os seus amigos. Seja pela playstation, via Football Manager ou, ainda, para os fãs do vintage, o velhinho, mas imorredoiro FM0102. Este último foi o meu eleito para matar as horas vagas, numa liga online com os meus amigos, em memória dos velhos tempos de faculdade. E como as coisas boas são para partilhar, deixo aqui um link para que possa baixar gratuitamente esta relíquia do software de entretenimento (https://www.fmscout.com/a-championship-manager-0102-free-download.html) e se entretenha nestes tempos de tédio, a sós ou em rede, com os amigos e conhecidos. Porém, lembre-se, é só um jogo e é só a brincar.

Viva o Benfica.

Morte à Covid-19

#FicoEmCasa

E pluribus Unum (mais do que nunca)!

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Alto…e pára a Liga!

Março 15, 2020 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

Esta semana não haverá jogos da Liga. Devido ao risco de contágio por Covid-19, também chamado de Coronavírus, o país está quase todo em stand-by. Os serviços estão reduzidos ao mínimo, o atendimento ao público encerrado ou residual, a Primeira Liga de futebol profissional, suspensa.



Se já vai ser complicado ter de andar com a vida suspensa e, em muitos casos, em isolamento, sem a nossa “bola” no fim de semana, o tédio vai ser ainda maior! Mas tem que ser. Tem…que…ser!

Caríssimos amigos, a única forma de parar este vírus é impedi-lo de se propagar. Impedi-lo de continuar a infetar hospedeiros (humanos). Como já foi sobejamente referido em noticiários, a taxa de mortalidade é baixa, incidindo sobretudo em pessoas cujo sistema imunitário esteja enfraquecido, como sejam idosos, doentes crónicos ou outros. Não quer dizer que não contagie os demais. Apenas quer dizer que a probabilidade de morte no caso destes últimos é menor.

Então quer dizer que podemos andar “por aí” à vontade? NÃO! NÃO, de todo!

O verdadeiro caos instalar-se-ia se o número de infetados atingisse um número tal que causasse o colapso do nosso (já frágil) Sistema de Saúde. Que, dessa forma, deixaria de poder dar resposta aos casos mais graves e teria tragicamente de, como já acontece em Itália, começar a selecionar que doentes teriam direito a respiração assistida (aqueles em que a probabilidade de cura seja maior), condenando outros, normalmente os mais idosos ou enfraquecidos, a uma morte quase certa.

Temos, sobretudo, de ser inteligentes. E diligentes. Porque quanto mais proativos formos, mais depressa este problema se resolve. E aproveito para deixar aqui três ou quatro sugestões que farão a diferença:

1) Fique em casa o mais possível. Da mesma forma, evite receber visitas. Só o isolamento social garante a não propagação dos vírus.

2) Lave bem as mãos, com água e sabão, esfregando bem entre os dedos, sulcos das unhas e a zona dos pulsos. Este ato é muito mais eficaz do que aplicar apenas soluções desinfetantes.

3) As máscaras são, em certa medida, uma falsa segurança. Se forem mal aplicadas, não impedem o contágio.  É muito mais seguro manter as mãos limpas e não tocar na boca, nariz e olhos.

4) Em caso de dúvidas contacte a linha Saúde24 – 808 24 24 24. Evite, na medida do possível, hospitais e centros de saúde, a não ser que seja encaminhado por profissionais de saúde.

Assim, resta-nos aguardar que tudo corra pelo melhor e, com o regresso à normalidade, sejam retomados os desafios desportivos desta nossa paixão.

E viva o Benfica.

E pluribus unum

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Estamos a 1…

Março 6, 2020 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

Esta semana, como na anterior, estamos a 1 ponto do líder. A grande diferença é que, agora, olhamos de baixo para cima. Nada que não fosse de prever, olhando à forma como o nosso Glorioso vem jogando.



Efetivamente, a defesa tem cometido erros bastantes. Ferro mais parece de madeira e Grimaldo, que nos habituou a ser, muitas vezes, o melhor em campo, tem sido uma nódoa defensivamente. Alguns dos golos recentemente sofridos são, claramente, fruto da falta de trabalho defensivo deste nosso lateral esquerdo.

Bruno Lage, de quem continuo a ser um sério defensor, diz que enquanto os jogadores “correrem” estará tudo bem. Creio de deste “correrem” se possa ler “enquanto derem o máximo”. E efetivamente, Grimaldo não tem dado o máximo. Não há alternativa? Há. Não é alternativa à altura? Já é discutível. Mas então, temos de questionar até que ponto terá feito sentido investir 20 M€ no Weigl, em vez de dois laterais, um esquerdo e um direito. E a dez milhões cada, mais euro, menos euro, duvido que não se conseguissem dois suplentes jeitosinhos. Mas são opções de gestão que a razão desconhece…

Voltando a Bruno Lage, de quem sou apreciador, reitero, gostei das suas palavras na Gala do Benfica. Gostei da inteligência e da maturidade que revelou ao dizer que também deve estar agradecido “aos que assobiam”. Porque, na verdade, estes são mesmo os adeptos mais apaixonados. Os que sofrem de verdade. E os assobios, muitas vezes, não passam de arrufos de namorados.

Acontece que o futebol, por vezes, faz-se de irracionalidades. E espero que Bruno Lage não esteja a ser demasiado racional e não se habitue demasiado aos assobios…e aos lenços brancos. Porque vai na volta e os arrufos transformam-se em violência doméstica que, como se sabe, deverá sempre ser intolerada. Vai na volta, há denúncia e Bruno Lage acaba de malas feitas. Desnecessário. Mas não impossível, na medida em que, em termos práticos, mandou 8 pontos às malvas, conseguindo passar de um confortável 1º lugar na classificação para um esperançoso 2º lugar. Só que, agora, temos de rezar para que o FCP escorregue. O que, noutros tempos, seria quase uma impossibilidade. Ah! E “nós” não podemos escorregar mais…a ver vamos.

Viva o Benfica.

E pluribus unum

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Iremos duas vezes ao Marquês

Fevereiro 28, 2020 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

Esta semana há crónica desportiva e homenagem a um velho amigo. Ou se calhar, antigo. Talvez o mais antigo. Como dizia Vinícius de Moraes “não precisa de ser velho. Não precisa apenas de ser novo. Precisa apenas ser amigo”. E este, velho de umas formas, novo de outras, mas de certeza o mais antigo que conservo (há mais de 30 anos, diria…) oferece-nos esta semana o artigo para esta crónica. Um grande abraço, David Matos.



Na quinta-feira passada, algures durante a manhã, este amigo colocou no Facebook a seguinte mensagem: “O Benfica hoje não passa. Se quiserem, logo explico porquê”. Não sei qual era o efeito pretendido, mas se era aguçar a curiosidade alheia, foi um sucesso estrondoso. Choveram comentários de toda a espécie, uns mais objetivos do que outros, mas tudo à volta do mesmo: Estamos a jogar pouco.

Umas horas depois, o Benfica é eliminado das competições europeias. Inevitavelmente, foi toda a gente perguntar ao David a que se deveu tão certeiro prognóstico. Ao que ele respondeu lembrando as palavras de LFV, que disse que iríamos duas vezes ao Marquês, sendo que ainda estávamos a disputar três competições. Logo, na leitura deste amigo, LFV estava a descartar as competições europeias.

Eu concordo com esta leitura, parcialmente. Acredito que para a Estrutura de Gestão do Benfica, o projeto desportivo seja um mero empecilho nesta indústria de especulação de passes de jogadores. O problema é que, tal como aquele aluno que trabalha em mínimos, para o satisfaz, e depois apanha uns baldes de água fria, também este Benfica de serviços mínimos tem tido uns belos amargos de boca. E uma boa explicação pode residir precisamente nesta mentalidade. Serviços Mínimos.

Está na hora de mudar de paradigma. Ou de…“Estrutura de Gestão”.

O Benfica é muito mais do que os homens que por lá passam.

E já agora, muitos parabéns, Glorioso, que no dia de hoje completas a bela idade de 116 anos.

Viva o Benfica.

E pluribus unum.

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Ainda estamos a 1…

Fevereiro 21, 2020 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

Esta semana dizemos que ainda estamos a 1…Na semana passada, dizíamos que ainda estávamos a 4. Há duas semanas, de peito cheio, que estávamos a 7 e a ver se não seriam 10. Temo, portanto, pela semana que vem!



Há alturas na vida em que, ao contrário do que é habitual, tudo o que queremos é não ter razão. Esta é, precisamente, uma dessas situações. Só queria ter-me enganado nas minhas previsões relativamente aos últimos jogos do meu querido Benfica. Porém e como, citando Pedro Mexia, um pessimista é um otimista bem informado, não sou dos que acreditam que isto vai de fezadas ou de alinhamentos astrológicos. Muito menos com Parapsicologia do Nhaga ou pseudocoaching do L.F. Vieira. Competência. O que se pede é COMPETÊNCIA, de todos. Do roupeiro ao Presidente. A verdade é que o modelo de jogo do Benfica desta época não está a funcionar. Não quer dizer que seja mau, entenda-se. Na época passada, por exemplo, funcionou às mil maravilhas, traduzindo-se num futebol fantástico e em muitos golos. Acontece que esta época, além de não contarmos com João Félix, a coisa não está a funcionar. Não está, ponto!

Banho de bola e derrota frente ao FCP, mau jogo e derrota em Braga… E Bruninho, nada! Insiste, persiste e não desiste, mesmo de dar com a cabeça na parede.

No momento em que escrevo esta crónica, estamos a horas de defrontar o Shakhtar. Enquanto visitantes, o que é sempre um desafio maior. E basta abrir um diário desportivo para ver Luís Castro, em tom de desafio, a dar o alinhamento do nosso Glorioso. Enfim…Não sei se acertará ou não. Quanto à tática apresentada, independentemente da troca de uma ou duas peças, não deve errar por muito.

E ainda estaremos a 1, precisamente no momento em que visitamos o nosso Gil Vicente. A onze jornadas do fim, parecendo uma enormidade, o certo é que não nos podemos dar ao luxo de perder pontos. E frente ao Gil, aqui em Barcelos, tudo pode acontecer, dependendo do estado de espírito dos nossos galos.

Vamos a ver o que acontece. Mas a verdade é que ando triste com o nosso nível exibicional. A 11 jornadas do fim, corremos o risco de ter uma época perdida…

Viva o Benfica.

E pluribus unum!

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

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