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O Barão Vermelho - page 2

Liga Covid-19

Abril 22, 2020 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

Esta semana… (Pois. Esta semana não vai dar para iniciar da forma habitual, que copiei do brilhante Carlos Vaz Marques. Então, de novo…)



Estas semanas, as que já lá vão mais as que virão, estamos sem futebol. Não bastava a desgraça de estarmos a viver uma Pandemia, ainda temos de nos ver privados dos nossos queridos desafios de futebol. Na verdade, os verdadeiros amantes do desporto-rei não se ficam pelo vibrar com as vitórias do seu clube. Ao fim de semana, além do nosso Glorioso, é certo e sabido que andamos sempre atrás de um derbie ou clássico emocionante de outras ligas. Seja ele um Barça-Real; um Bayern München-Dortmund; um ManUtd-ManCity…lembro-me, a propósito, de um Bayern München-RB Leipzig aqui há duas épocas, com o Bayern já campeão, que terminou em 5-4…Mas que jogaço!…Enfim, velhos tempos. A verdade é que a fome de futebol é muita e não é com a Liga do Turquemenistão ou da Bielorrússia que se a apazigua. Volta, futebol do bom, estás perdoado…

O nosso Glorioso, aparentemente, escapou aos casos de covid-19. Aliás. Ao que parece, tal como o resto do país que tem sido relativamente poupado a esta doença do demo, não há casos de futebolistas a atuar em Portugal que tenham contraído a doença. Daí, há uma possível solução para retomar a Liga. Bastava que a Liga Portuguesa de Clubes exigisse testes ao covid-19 a todos os intervenientes no jogo (reduzidos ao menor número indispensável), podendo inclusivamente custear estes testes aos clubes de menor dimensão ou em situação económica mais vulnerável, e permitir jogos à porta fechada. Ok. Ia saber um bocadinho a pão sem sal, porque futebol sem adeptos perde a magia. Mas pelo menos seria pão. E entretinha o povo, já que fados e Fátima parece que não vai ser possível, pelo menos para já.

Também curioso vai ser verificar o estado físico em que os atletas retomam, após quase mês e maio de paragem. A uns fará bem o descanso. A outros, a ver vamos. Talvez o efeito psicológico de estar com suas famílias seja positivo. Seja como for, seria uma curiosidade a observar.

Outra forma de matar saudades do futebol, pode passar por criar ligas virtuais com os seus amigos. Seja pela playstation, via Football Manager ou, ainda, para os fãs do vintage, o velhinho, mas imorredoiro FM0102. Este último foi o meu eleito para matar as horas vagas, numa liga online com os meus amigos, em memória dos velhos tempos de faculdade. E como as coisas boas são para partilhar, deixo aqui um link para que possa baixar gratuitamente esta relíquia do software de entretenimento (https://www.fmscout.com/a-championship-manager-0102-free-download.html) e se entretenha nestes tempos de tédio, a sós ou em rede, com os amigos e conhecidos. Porém, lembre-se, é só um jogo e é só a brincar.

Viva o Benfica.

Morte à Covid-19

#FicoEmCasa

E pluribus Unum (mais do que nunca)!

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Alto…e pára a Liga!

Março 15, 2020 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

Esta semana não haverá jogos da Liga. Devido ao risco de contágio por Covid-19, também chamado de Coronavírus, o país está quase todo em stand-by. Os serviços estão reduzidos ao mínimo, o atendimento ao público encerrado ou residual, a Primeira Liga de futebol profissional, suspensa.



Se já vai ser complicado ter de andar com a vida suspensa e, em muitos casos, em isolamento, sem a nossa “bola” no fim de semana, o tédio vai ser ainda maior! Mas tem que ser. Tem…que…ser!

Caríssimos amigos, a única forma de parar este vírus é impedi-lo de se propagar. Impedi-lo de continuar a infetar hospedeiros (humanos). Como já foi sobejamente referido em noticiários, a taxa de mortalidade é baixa, incidindo sobretudo em pessoas cujo sistema imunitário esteja enfraquecido, como sejam idosos, doentes crónicos ou outros. Não quer dizer que não contagie os demais. Apenas quer dizer que a probabilidade de morte no caso destes últimos é menor.

Então quer dizer que podemos andar “por aí” à vontade? NÃO! NÃO, de todo!

O verdadeiro caos instalar-se-ia se o número de infetados atingisse um número tal que causasse o colapso do nosso (já frágil) Sistema de Saúde. Que, dessa forma, deixaria de poder dar resposta aos casos mais graves e teria tragicamente de, como já acontece em Itália, começar a selecionar que doentes teriam direito a respiração assistida (aqueles em que a probabilidade de cura seja maior), condenando outros, normalmente os mais idosos ou enfraquecidos, a uma morte quase certa.

Temos, sobretudo, de ser inteligentes. E diligentes. Porque quanto mais proativos formos, mais depressa este problema se resolve. E aproveito para deixar aqui três ou quatro sugestões que farão a diferença:

1) Fique em casa o mais possível. Da mesma forma, evite receber visitas. Só o isolamento social garante a não propagação dos vírus.

2) Lave bem as mãos, com água e sabão, esfregando bem entre os dedos, sulcos das unhas e a zona dos pulsos. Este ato é muito mais eficaz do que aplicar apenas soluções desinfetantes.

3) As máscaras são, em certa medida, uma falsa segurança. Se forem mal aplicadas, não impedem o contágio.  É muito mais seguro manter as mãos limpas e não tocar na boca, nariz e olhos.

4) Em caso de dúvidas contacte a linha Saúde24 – 808 24 24 24. Evite, na medida do possível, hospitais e centros de saúde, a não ser que seja encaminhado por profissionais de saúde.

Assim, resta-nos aguardar que tudo corra pelo melhor e, com o regresso à normalidade, sejam retomados os desafios desportivos desta nossa paixão.

E viva o Benfica.

E pluribus unum

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Estamos a 1…

Março 6, 2020 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

Esta semana, como na anterior, estamos a 1 ponto do líder. A grande diferença é que, agora, olhamos de baixo para cima. Nada que não fosse de prever, olhando à forma como o nosso Glorioso vem jogando.



Efetivamente, a defesa tem cometido erros bastantes. Ferro mais parece de madeira e Grimaldo, que nos habituou a ser, muitas vezes, o melhor em campo, tem sido uma nódoa defensivamente. Alguns dos golos recentemente sofridos são, claramente, fruto da falta de trabalho defensivo deste nosso lateral esquerdo.

Bruno Lage, de quem continuo a ser um sério defensor, diz que enquanto os jogadores “correrem” estará tudo bem. Creio de deste “correrem” se possa ler “enquanto derem o máximo”. E efetivamente, Grimaldo não tem dado o máximo. Não há alternativa? Há. Não é alternativa à altura? Já é discutível. Mas então, temos de questionar até que ponto terá feito sentido investir 20 M€ no Weigl, em vez de dois laterais, um esquerdo e um direito. E a dez milhões cada, mais euro, menos euro, duvido que não se conseguissem dois suplentes jeitosinhos. Mas são opções de gestão que a razão desconhece…

Voltando a Bruno Lage, de quem sou apreciador, reitero, gostei das suas palavras na Gala do Benfica. Gostei da inteligência e da maturidade que revelou ao dizer que também deve estar agradecido “aos que assobiam”. Porque, na verdade, estes são mesmo os adeptos mais apaixonados. Os que sofrem de verdade. E os assobios, muitas vezes, não passam de arrufos de namorados.

Acontece que o futebol, por vezes, faz-se de irracionalidades. E espero que Bruno Lage não esteja a ser demasiado racional e não se habitue demasiado aos assobios…e aos lenços brancos. Porque vai na volta e os arrufos transformam-se em violência doméstica que, como se sabe, deverá sempre ser intolerada. Vai na volta, há denúncia e Bruno Lage acaba de malas feitas. Desnecessário. Mas não impossível, na medida em que, em termos práticos, mandou 8 pontos às malvas, conseguindo passar de um confortável 1º lugar na classificação para um esperançoso 2º lugar. Só que, agora, temos de rezar para que o FCP escorregue. O que, noutros tempos, seria quase uma impossibilidade. Ah! E “nós” não podemos escorregar mais…a ver vamos.

Viva o Benfica.

E pluribus unum

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Iremos duas vezes ao Marquês

Fevereiro 28, 2020 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

Esta semana há crónica desportiva e homenagem a um velho amigo. Ou se calhar, antigo. Talvez o mais antigo. Como dizia Vinícius de Moraes “não precisa de ser velho. Não precisa apenas de ser novo. Precisa apenas ser amigo”. E este, velho de umas formas, novo de outras, mas de certeza o mais antigo que conservo (há mais de 30 anos, diria…) oferece-nos esta semana o artigo para esta crónica. Um grande abraço, David Matos.



Na quinta-feira passada, algures durante a manhã, este amigo colocou no Facebook a seguinte mensagem: “O Benfica hoje não passa. Se quiserem, logo explico porquê”. Não sei qual era o efeito pretendido, mas se era aguçar a curiosidade alheia, foi um sucesso estrondoso. Choveram comentários de toda a espécie, uns mais objetivos do que outros, mas tudo à volta do mesmo: Estamos a jogar pouco.

Umas horas depois, o Benfica é eliminado das competições europeias. Inevitavelmente, foi toda a gente perguntar ao David a que se deveu tão certeiro prognóstico. Ao que ele respondeu lembrando as palavras de LFV, que disse que iríamos duas vezes ao Marquês, sendo que ainda estávamos a disputar três competições. Logo, na leitura deste amigo, LFV estava a descartar as competições europeias.

Eu concordo com esta leitura, parcialmente. Acredito que para a Estrutura de Gestão do Benfica, o projeto desportivo seja um mero empecilho nesta indústria de especulação de passes de jogadores. O problema é que, tal como aquele aluno que trabalha em mínimos, para o satisfaz, e depois apanha uns baldes de água fria, também este Benfica de serviços mínimos tem tido uns belos amargos de boca. E uma boa explicação pode residir precisamente nesta mentalidade. Serviços Mínimos.

Está na hora de mudar de paradigma. Ou de…“Estrutura de Gestão”.

O Benfica é muito mais do que os homens que por lá passam.

E já agora, muitos parabéns, Glorioso, que no dia de hoje completas a bela idade de 116 anos.

Viva o Benfica.

E pluribus unum.

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Ainda estamos a 1…

Fevereiro 21, 2020 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

Esta semana dizemos que ainda estamos a 1…Na semana passada, dizíamos que ainda estávamos a 4. Há duas semanas, de peito cheio, que estávamos a 7 e a ver se não seriam 10. Temo, portanto, pela semana que vem!



Há alturas na vida em que, ao contrário do que é habitual, tudo o que queremos é não ter razão. Esta é, precisamente, uma dessas situações. Só queria ter-me enganado nas minhas previsões relativamente aos últimos jogos do meu querido Benfica. Porém e como, citando Pedro Mexia, um pessimista é um otimista bem informado, não sou dos que acreditam que isto vai de fezadas ou de alinhamentos astrológicos. Muito menos com Parapsicologia do Nhaga ou pseudocoaching do L.F. Vieira. Competência. O que se pede é COMPETÊNCIA, de todos. Do roupeiro ao Presidente. A verdade é que o modelo de jogo do Benfica desta época não está a funcionar. Não quer dizer que seja mau, entenda-se. Na época passada, por exemplo, funcionou às mil maravilhas, traduzindo-se num futebol fantástico e em muitos golos. Acontece que esta época, além de não contarmos com João Félix, a coisa não está a funcionar. Não está, ponto!

Banho de bola e derrota frente ao FCP, mau jogo e derrota em Braga… E Bruninho, nada! Insiste, persiste e não desiste, mesmo de dar com a cabeça na parede.

No momento em que escrevo esta crónica, estamos a horas de defrontar o Shakhtar. Enquanto visitantes, o que é sempre um desafio maior. E basta abrir um diário desportivo para ver Luís Castro, em tom de desafio, a dar o alinhamento do nosso Glorioso. Enfim…Não sei se acertará ou não. Quanto à tática apresentada, independentemente da troca de uma ou duas peças, não deve errar por muito.

E ainda estaremos a 1, precisamente no momento em que visitamos o nosso Gil Vicente. A onze jornadas do fim, parecendo uma enormidade, o certo é que não nos podemos dar ao luxo de perder pontos. E frente ao Gil, aqui em Barcelos, tudo pode acontecer, dependendo do estado de espírito dos nossos galos.

Vamos a ver o que acontece. Mas a verdade é que ando triste com o nosso nível exibicional. A 11 jornadas do fim, corremos o risco de ter uma época perdida…

Viva o Benfica.

E pluribus unum!

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Valha-nos Nossa Senhora da Redondinha…

Fevereiro 14, 2020 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

Esta semana lançamos a veneração a uma nova Entidade espiritual, não oficial, obviamente, que vamos ter de adorar sem ofender, até cerca de meados de maio.

Após isso, já podemos voltar a concentrar as nossas orações na outra, mais tradicional e reconhecida (se for o caso de cada um).



Até lá, há que acender tochas e orar terços ofensivos do terreno de jogo, a ver se a coisa corre bem.

Dizer que “… ah, e tal, mas estamos em primeiro…”, a mim não me basta. E não me basta porque estar em primeiro lugar da tabela classificativa em fevereiro não significa absolutamente nada. Há cerca de mais três meses de jogos para disputar e a jogar desta maneira não vai ser fácil manter o primeiro lugar. Não, não vai ser fácil. Imaginemos que o nosso rival mais próximo se entusiasma e começa a jogar sempre como quando defrontou o Benfica. Está o caldo entornado…

E já que vamos por aí, porque não falar desse mesmo jogo? Sim, ESSE. O tal em que o Sérgio Conceição, mesmo parecendo um carroceiro quando abre a boca, deu um banho tático em Bruno Lage. Já o tinha feito na Luz. E repetiu a façanha. Ao colocar quatro (4!!!) homens bem coladinhos à linha defensiva do Benfica e a fazer uma pressão fortíssima, partiu a nossa equipa em duas. Ora, como é sabido, quem divide REINA. E reinou o que bem lhe apeteceu. A nossa defesa deixou de atacar e do meio campo adiante só os dois médios-centro faziam de conta que defendiam. E o resultado foi o que se viu.

Continuo a dizer que gosto muito do estilo de Bruno Lage (dentro e fora do terreno de jogo) e que sou fã de futebol fundamentalmente ofensivo. Mas, mas, não convém confundir advérbio com adjetivo, ser fundamentalmente ofensivo não significa ser fundamentalista ofensivo. E, em jogos como o que disputámos no Dragão, implicava uma outra leitura de jogo, recolocar as peças no tabuleiro e tentar fazer o Xeque-mate. Não o fizemos. Perdemos.

Se frente ao Porto podemos explicar o mau desempenho pelo bom jogo do FCP, frente ao Famalicão não há desculpas. Mesmo admitindo que este Famalicão joga muito e Bem. E joga. Mesmo admitindo que tem bons jogadores. E tem. Mas não tem a dimensão, o orçamento e as condições de trabalho do nosso Glorioso. O que também tem, o “nosso” Glorioso, são algumas opções do onze inicial e de componente tática que começam a ser questionáveis. Onde anda Florentino? Samaris, desaprendeu de jogar? Weigl é largamente melhor que Samaris? E Taraabt, é assim tão basilar no processo de Jogo. Não entendo…

Bruninho. Abre os olhos, homem…Ou és só limitado de recursos técnico-táticos?

Ah. Ainda estamos em primeiro lugar…Valha-me Nossa Senhora da Redondinha.

Viva o Benfica.

E Pluribus Unum.         

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Bem, bem, era jogar com 12

Fevereiro 1, 2020 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

Esta semana, por imperativos crono-ementários (neologismo justaposto, à guisa antiga, da minha autoria, com certeza) há direito a dois-em-um. E, tal como no mais comercial dos champôs, até podem vir no mesmo “frasco” sem qualquer cerimónia.



Falo, pois claro, dos dois últimos jogos do nosso Glorioso. Um em Paços de Ferreira, contra os locais. O outro, a escassas horas do momento em que escrevo, outrora um dérbi digno das mais sonantes parangonas, em que recebemos os vizinhos do Restelo (nunca sei, confesso, qual Belenenses é mesmo Os Belenenses). Num, e noutro, ficámos com os 3 pontos, mas com exibições que, aparte um ou outro lance de maior brilho, não entusiasmam os adeptos e sócios mais exigentes.

Apesar de Bruno Lage prometer uma entrada em 2020 a grande velocidade, a verdade é que não se verificam alterações significativas. O modelo tático é o mesmo, a ideia de jogo também, a forma de rodar jogadores também. Se os dois primeiros não me incomodam, já desconfio do último. Entendo a lógica de Bruno Lage de premiar aqueles que trabalham mais durante os treinos. Mas creio que se perde algo de importante na consistência de jogo. E o resultado é que em Paços de Ferreira, apesar dos dois golos, fizemos um jogo em que meramente cumprimos. E frente ao Belenenses, sendo que até entrámos bem, acabámos a sofrer para não terminarmos o jogo empatados a três bolas.

Dá a ideia, em determinados momentos, que dava mesmo jeito era jogar com 12, a ver se não havia tantos buracos na defesa.

Creio que nesta altura já devíamos estar a jogar um futebol bem mais consistente, ao nível do plantel e treinador que TEMOS, e não nos arriscarmos a ser campeões apenas porque fomos o menos mal dos eternos candidatos. Vamos, Benfica. Vamos, Lage.

Viva o Benfica!

E pluribus unum.

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

São papoilas, Senhor…

Janeiro 24, 2020 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

Esta semana, aproveitamos para lembrar uma das mais antigas lendas do nosso “folclore” nacional.

Ao que consta, Isabel de Aragão, Rainha de Portugal por casamento com El-Rei Dom Dinis, quinto da dinastia dos Afonsos, era sobejamente conhecida pelas suas obras de caridade para com os pobres, dando-lhes, constantemente, pão que levava às escondidas no regaço do seu vestido.



Às escondidas, porque seu marido Dom Dinis – O Lavrador, ciente das economias do reino e, quem sabe, receando que sua mulher viesse a tornar-se mais popular que o Real Monarca, a havia proibido de tais gestos.

Um dia, desconfiado, resolveu seguir sua mui nobre e generosa esposa, para que a pudesse apanhar em flagrante e, consequentemente, a pudesse confrontar com tamanha desobediência.

Severo, questionou-a sobre o que era “aquilo” que transportava no regaço. Ao que a querida Rainha respondeu, aflita: – São Rosas, Senhor!

– Rosas, em janeiro?!? – questionou o Rei, desconfiado – Mostrai-me!

Dona Isabel de Aragão soltou então os folhos de seu vestido, tendo-se espalhado pelo chão inúmeras rosas, que assim se tinham transformado miraculosamente.

Veio mais tarde, por tal episódio, a ser canonizada, pelo que é hoje conhecida como A Rainha Santa Isabel, ou mais simplesmente, Rainha Santa.

Uns séculos mais tarde, num outro Reino onde também houvera um Rei, Dom Eusébio – O Pantera Negra – de seu nome, comandava as tropas de sua majestade um valente cavaleiro que dava pela graça de Sir Bruno Lage – O Empalador Sadino. Assim sobejamente conhecido, pela sua habilidade em caçar dragões e leões, sempre em companhia da sua nobre água, Vitória.

Um dia, os bobos de cortes vizinhas, inconformados com tamanha habilidade e invejosos dos feitos de mui nobre cavaleiro, resolveram reunir-se em painéis um pouco por todos os pasquins dos seus reinos e começaram a espalhar aos sete ventos que tais feitos só poderiam ser possíveis por arte de magia negra. Alguns monarcas rivais, inclusivamente, nomearam bobos-mor, com a missão de que ajudassem a espalhar ainda mais tais vitupérios.

Imbestigue-se! – bramiam uns.

– São vouchers! – desesperavam outros.

Então, num acesso de raiva, acercaram-se do reino D´El-Rei Eusébio, procuraram Sir Lage, apontaram-lhe as lanças e gritaram em tom ameaçador:

– Dizei, infame Lage!…Dizei que magia negra é essa que fazeis, para estares com sete pontos de avanço! Dizei como enfeitiçais Árbitros e Var(es)…

– São Papoilas, senhores – retorquiu valente cavaleiro.

– Papoilas?!? Em janeiro?!? – duvidaram todos.

– Sim!…Crescem no Seixal!

E Pluribus unum!

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Dia de Derby

Janeiro 17, 2020 em Atualidade, Desporto, Mundo, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

Esta semana temos o Derby da 2ª Circular!

Benfica e Sporting enfrentam-se num jogo que não trará grande história, na medida em que o Sporting não atravessa o seu melhor momento. Por seu turno, o Benfica também não está na sua maior força. O Sporting ainda na ressaca dos problemas que teve com o Bruno de Carvalho e com uma troca sucessiva de treinadores, procura encontrar o seu melhor momento de forma. Já o Benfica, ainda não encontrou, esta época, o futebol fluido e espetacular que vinha apresentando na época passada.



Entretanto, e porque derby é derby, os adeptos de ambos os clubes aguardam o jogo com expectativa, sendo que, sendo nós benfiquistas, estamos, obviamente, à espera de uma vitória.

No último jogo, Seferovic entrou para resolver, mercando dois golos. Nessa medida, a expectativa é grande, para ver qual será o onze que Bruno Lage vai apresentar. Além da vitória, esperamos que o Benfica encontre, definitivamente, o seu jogo mais consistente e que, além do mais, apresente um futebol bonito e cativante ao longo dos 90 minutos.

Relativamente às arbitragens, esperemos que também esta equipa de juízes faça uma boa exibição, atendendo a que nos últimos jogos do Benfica têm sido notórios vários erros, desde eventual favorecimento frente ao Vitória de Guimarães, ao último jogo em que o Benfica foi claramente prejudicado, numa situação que é sempre difícil de compreender, atendendo que o árbitro principal ajuizou bem e o VAR, por sua vez, anulou uma decisão que parecia correta. Espera-se que este tipo de situações sejam abordadas com maior cautela, até porque algumas decisões menos bem compreendidas pelos adeptos levantam sempre algumas dúvidas que são indesejáveis.

Acima de tudo, espera-se que seja um bom jogo e, sobretudo, que ganhe o Benfica.

E pluribus unum.

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Mais um jogo. Mais três pontos. Um golo. Serviços mínimos. Fim da História.

Janeiro 10, 2020 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

Esta semana, a crónica podia ficar-se pelo título. Num parágrafo com cinco períodos, a história da jornada ficava contada. Isto, claro está, no que ao jogo jogado diz respeito.



No decorrer do jogo, enviei uma mensagem cordial a um amigo vitoriano (um abraço, Jorge) que, de tão acérrimo torcedor, eu tinha a certeza que estaria no estádio. Respondeu-me, algo aziado (mas igualmente cordial), por motivo de um penálti que alegadamente ficara por marcar. Imaginando qual o lance a que se referia, lá fui respondendo que realmente parecia falta, mas que o jogador do Vitória se teria aproveitado do contacto para, ali, tentar cavar o penálti. A verdade, é que se fosse ao contrário, eu teria poucas dúvidas de que haveria efetivamente falta com direito a marcação de pontapé de grande penalidade. Porém, a minha “clubite” (e no futebol, assumo-a) não me deixou, no momento, ver a coisa com tanta clareza, e lá fui tentando procurar justificar o injustificável.

Lá fomos trocando abraços e cumprimentos, com votos (meus) de que ganhasse o melhor. Claro que para mim, o melhor é, foi e será, o Benfica. Outra coisa não esperaria.

Acontece que, no final do jogo, recebi outra mensagem: “Acabou. Não ganhou o melhor. Grande abraço”. … E tive de responder a concordar. O meu querido Benfica ganhou e segue com quatro pontos de avanço. Mas futebol jogado…houve no ano passado.

Disse várias vezes, e reitero, que gosto muito de Bruno Lage, por diversas razões. Mas, mas, neste momento mostramos pouco futebol. E eu até podia, como já fiz noutras ocasiões, apontar um ou outro aspeto que poderia ser melhorado. Mas, sabem o que mais?…Não sou eu que ganho milhões por ano. Aliás, não ganho num ano o que estes “misteres” ganham num mês…ou numa semana. Logo, que se desunhem. Bruninho, queremos mais. E melhor. Afinal, somo o Benfica. E pluribus unum (estás a ver a cena?)

Viva o Benfica!

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

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