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Opinião

Comprar um automóvel obriga a ponderação do consumidor: novo ou usado?

Fevereiro 25, 2021 em Atualidade, Economia, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora

Os veículos em segunda mão podem ser um bom negócio, mas exigem cuidados redobrados em relação ao seu estado e garantias.

  • Carro usado está protegido por garantia?

Se optar por comprar carro usado a um particular, saiba que esse particular não é obrigado a dar-lhe qualquer garantia. Por isso, é aconselhável, pedir a um mecânico da sua confiança para fazer uma verificação exaustiva ao automóvel antes de tomar qualquer decisão. 

A obrigação da garantia só se aplica aos comerciantes, mas mesmo nestes casos existem algumas particularidades. Nos automóveis usados não têm de ser dados dois anos se comprador e vendedor acordarem outro prazo. Por norma, os standes de usados propõem apenas um ano, o período mínimo permitido, oferecendo como contrapartida um desconto no preço de venda. 

  • E a garantia do automóvel novo?

De acordo com a Lei a garantia é de dois anos a partir da data de compra. Durante este período, o vendedor está obrigado a assegurar a conformidade do carro, sem qualquer tipo de encargos para o comprador.

Algumas marcas de automóvel oferecem garantias com um prazo superior, designadas de garantias voluntárias, mas a obrigatoriedade é de dois anos, não incluindo pneus, escovas e pastilhas de travão, elementos de desgaste natural.

  • O que devo fazer se o carro apresentar um defeito? 

Se o carro ainda beneficiar do período de garantia, a partir do momento em que o consumidor encontra um defeito, tem 60 dias para fazer a comunicação, por escrito, ao vendedor. O vendedor tem até 30 dias para o reparar. 

Não precisa de um documento específico para acionar a garantia. Basta apresentar o comprovativo da compra, como o recibo de pagamento ou o contrato de compra e venda. Se não for possível reparar o automóvel, pode optar pela sua substituição por outro com características semelhantes ou terminar o contrato, reavendo o montante pago. 

Pode ainda exigir à empresa que lhe vendeu o carro uma indemnização pelos prejuízos causados. Por exemplo, se, por causa de uma avaria, for obrigada a faltar a um compromisso profissional; ou outras despesas que tenha de suportar – com o reboque e as deslocações – também devem ser pagas pelo vendedor.

Para mais informações a DECO – Delegação Regional do Minho, sita na Avenida Batalhão Caçadores, 9, Viana do Castelo encontra-se disponível podendo contactar-nos através do 258 821 083 ou por e-mail para deco.minho@deco.pt.

Por: DECO*

Imagem: DR

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

A coragem para enfrentar o desconhecido

Fevereiro 22, 2021 em Atualidade, Concelho, Mundo, Opinião, Saúde Por barcelosnahorabarcelosnahora
Cláudia Velez

Muitos sãos os momentos em que queremos ser fortes, queremos nos sentir capazes, queremos nos sentir super-heróis, como se nada nos derrubasse ou nos fragilizasse.

Queremos mostrar a nós mesmos que somos perfeitos e líderes da nossa própria vida.

Mas muitos sãos os momentos de âmago, incerteza, imperfeição e solidão.

Confrontamo-nos com as nossas próprias fraquezas, crenças enraizadas de um passado idealista, que nos leva ás nossas próprias inseguranças.

Recordo um momento da minha vida, quando decidi ter um filho, apesar dos riscos que corria por ter uma patologia de base, pois corria o risco de ter um surto após o parto, mas apesar do medo sentia-me mais forte do que nunca, pois tinha confiança que tudo iria correr bem. Foi um dia em que encontrei a coragem que existia dentro de mim, talvez desde sempre e que eu própria desconhecia.A minha coragem arrancou-me o medo dentro de mim e fez-me acreditar que tudo é possível. E hoje em dia quando sinto medo e com coragem de enfrentar o desconhecido, volto a este momento marcante da minha vida, que me faz recordar que nunca estou sozinha e faz-me ir buscar a coragem que sempre esteve em mim.

Acredito verdadeiramente que todas as experiências sejam elas positivas ou negativas, nos mostram a nossa parte vulnerável e fortalecedora. São os desafios que nos parecem problemas, que nos mostram a oportunidade de evoluirmos e de nos CONECTARMOS COM A NOSSA FÉ e termos a coragem de seguir em frente.

(Especialista em Perfis Comportamentais, Enfermeira & Terapeuta em Saúde Integrativa Sistémica)

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade da autora)

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Saiba como controlar a temperatura da sua casa

Fevereiro 17, 2021 em Atualidade, Economia, Mundo, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora

Com o inverno a casa fica mais fria e húmida, provocando paredes carregadas de fungos, tetos cheios de mofo e toda a família cheia de frio. O Gabinete de Aconselhamento de Energia da DECO deixa-lhe algumas sugestões.

É importante controlar a temperatura do espaço em que vivemos: se a casa for muito fria e húmida, as paredes podem desenvolver mofo, o que pode afetar negativamente a saúde dos consumidores. 

Deixamos-lhe algumas dicas para aquecer a sua casa:

A maneira mais fácil de economizar energia no aquecimento é manter o interior à temperatura recomendada: 21ºC durante o dia e 15-18ºC à noite. Porém, no Inverno é muito difícil e a solução mais comum será ligar o aquecimento, o que significa gastar mais energia, mas ao diminuir 1ºC poderá reduzir o consumo de energia em 6-7%.

Ligue o aquecimento apenas quando precisa dele. Se decidir ligar o termóstato em temperaturas mais altas no início não significa que consiga aquecer a sala mais rapidamente, apenas conseguirá gastar mais energia e dinheiro.

O radiador e o termóstato do aquecedor devem estar sempre desimpedidos. Não é boa estratégia “escondê-los” atrás de cortinas ou móveis, já que o calor ficará como que bloqueado e o ambiente não aquecerá adequadamente. Acresce que se consumirá muito mais energia.

A regra é apenas para reduzir o aquecimento, pois se desligar totalmente, a casa esfriará rapidamente, o que levará ao superaquecimento para atingir uma temperatura favorável. Reduza a temperatura, mas não abaixo de 15 graus, caso contrário o ar fica muito húmido e aumenta o risco de mofo.

Consulte a nossa plataforma de aprendizagem ACT4ECO e fique a saber mais sobre eficiência energética. 

No Gabinete de Aconselhamento de Energia da DECO poderemos analisar detalhadamente o seu problema, ajudar-lhe a gerir melhor o seu consumo de energia e informando-o, inclusivamente, sobre medidas de apoio a que poderá recorrer.

Para mais informações a DECO – Delegação Regional do Minho, sita na Avenida Batalhão Caçadores, 9, Viana do Castelo encontra-se disponível podendo contactar-nos através do 258 821 083 ou por e-mail para deco.minho@deco.pt.

Aceitar ou resistir, eis a questão! 

Fevereiro 15, 2021 em Atualidade, Concelho, Mundo, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora

O mundo vive uma pandemia há cerca de um ano. Em seu nome as medidas mais arbitrárias e incompreensíveis foram sendo tomas. Tudo em nome da saúde. Da nossa saúde. A verdade é que devíamos estar a perguntar-nos se em nome dessa pandemia tudo pode ou deve ser aceite ou pelo contrário deveríamos elevar a voz à resistência.

O passado devia ter-nos ensinado a não ter medo e a lutar pelos nossos direitos. Mas desta vez a inteligência e as alterações dos interesses económicos perceberam que não é pela força ou pela guerra que as pessoas aceitam tudo. Mas em nome da saúde, tudo se aceita. Quem é que não aceita medidas para viver? 

Em nome desta pandemia e pela sobrevivência humana medidas estão a ser tomadas sem que ninguém, ou muito poucos, as questione. Claro que me refiro a Portugal. Porque se olharmos ao mundo, muitos são os movimentos que começam a elevar a voz à resistência. Olhemos ao caso de um restaurante em Lisboa que no seu direito à resistência optou por abrir e servir refeições à porta fechada a um conjunto de cidadãos. Alguém denunciou e a polícia apareceu. Isto traz-me à memória reminiscências de um passado em que não vivíamos em liberdade. E muitos resistiram. Graças a muitos deles e a custo, a Liberdade chegou. Mas agora, parece que alguém a quer tirar e tudo em nome da pandemia. Mas ninguém questiona o óbvio. Porque houve anos de desinvestimento nos serviços de saúde? Porque é que o foco de investimento não é desde o início a saúde? E porque é que a famosa “bazuca europeia” o investimento não é na ciência e na saúde? Quando todos ouvimos já falar de novas pandemias que a globalização nos vai trazer!

Esta semana soubemos que a União Europeia não olhou com a devida atenção a um pormenor, o prazo de entrega das vacinas assinado com as indústrias. Mas todos acreditamos que uma instituição como é a União Europeia, servida de tecnocratas, de juristas, de elementos com vastos currículos nas mais variadas matérias se esqueceria de olhar que um contrato desta dimensão e com esta importância não tinha um prazo para a entrega? 

Em nome da saúde, destruímos a economia do pequeno e médio empresário. Com a benevolência de uma sociedade pacífica e que vive arredada do mundo. Servida por meios instrumentalizados com mensagens claras e sempre na óptica do que tem que ser imposto. 

Será que estamos a viver uma alteração de modelo de sociedade? Será que vamos assistir no futuro a um novo sistema económico?  

Pelo mundo, figuras com voz levantam-se contra estas imposições. Na Holanda, na França e na Alemanha, movimentos levantam a voz a muitas das medidas impostas. E nós vamos aceitar tudo isto até quando? Calados e serenos, como é característico dos portugueses, acredito que seremos os últimos a levantar a voz. E aí temo que, possa ser tarde.

E dos erros que foram cometidos até agora ninguém fala. E das medidas que deveriam ter sido tomadas desde o início e que não foram também ninguém fala. O que se passa com as vozes críticas? Onde andam os defensores da Liberdade? E os jovens que nasceram em Liberdade que não erguem a voz? É curioso que veja que os que levantam a voz são os da geração anterior à minha entre os 40 e os 50 anos, os que nasceram no período pós 25 de Abril e esses estão a perceber o que aí virá. 

Tenho muito respeito pelas vítimas da Covid-19, mas também tenho pelas vítimas de todas as outras doenças. E a verdade é que muitas das medidas que vão sendo tomadas levam a que muitos outros problemas de saúde se agravem ou vão até criando outros problemas de saúde aos que já existiam, ou poderão ter consequências de futuro. 

Em nome da pandemia estamos a destruir a economia que era já débil de Portugal e são poucas, muito poucas as vozes que vejo unirem-se em nome da luta pelos seus direitos. Pelo contrário o que vejo é uma imensidão de críticos sempre que alguém decide pensar diferente e não aceita viver em manada. Devo confessar que não sendo negacionista e não fazendo parte dos contestatários da pandemia desde o seu início, sou hoje um dos que começo a ter muita dificuldade em entender e aceitar muitas das medidas que nos são impostas. 

Com excepção clara ao convívio social, ao bem-estar e à diversão, podemos sair de casa para tudo o resto. Quase parece que nos querem impor uma forma de viver em que o importante é o trabalho e vivermos dentro de uma bolha que não tenha voz e capacidade de se insurgir. Será assim por quanto tempo mais? 

Se andarmos para trás no tempo, devemos lembrar-nos que a frase mais ouvida desde o início desta pandemia foi “isto veio para ficar, temos que nos adaptar”. O que me leva à interrogação de até quando vamos permitir e aguentar sem resistir. Até quando em nome da pandemia vamos aceitar tudo o que nos é imposto mesmo que isso não tenha uma razão lógica. Por exemplo, alguém consegue perceber a razão porque posso ir a um café e pedir comida, mas não posso pedir bebida? É que até agora ainda não entendi a razão lógica e ou científica, mas também não vejo ninguém ou quase ninguém questionar. Alguém sabe explicar a razão para que as salas culturais espalhadas pelo país depois do grande esforço de adaptação e de todas as medidas que tomaram estejam fechadas? Há evidência científica de que as salas de cultura foram meios transmissíveis do vírus?              Tudo isto são interrogações e dúvidas de alguém que não sendo negacionista na evidência de que existe um vírus também não pode e não irá aceitar tudo o que é imposto sem interrogar. Acho que vai sendo hora de pensarmos no futuro e o que poderá estar para vir depois desta pandemia e que Portugal teremos depois desta guerra. Uma guerra que não é física, mas sim de saúde. É que a avaliar pelos indicadores económicos o que nos espera não é nada bom e não sei quanto tempo levará à sua recuperação. Por tudo isto questiono se o momento é de aceitar tudo o que nos é imposto ou se vai sendo hora de resistir! 

Por: Diogo Dias Reis* (Vogal da Direção Política Nacional do Partido RIR – Reagir Incluir Reciclar)

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

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Um argumento pela liberdade de escolha

Fevereiro 14, 2021 em Atualidade, Concelho, Mundo, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora

Cooperar com os privados para permitir liberdade de escolha sobre os serviços públicos não deveria ser visto como vender o Estado ao privado e ao lucro. Mas sim como uma maneira de emancipar os serviços públicos. A dinamização destes através de entidades estabelecidas no mercado garantiria a qualidade e a resposta imediata, mantendo o foco naqueles que mais interessam, os utentes. 

Neste momento vivemos num país onde não temos direito de escolha sobre os serviços públicos que consideramos essenciais e para os quais contribuímos com os nossos impostos. Temos o que o estado dá, se for bom, ainda bem, se for mau, paciência. Estamos dependentes e subservientes da boa vontade e sentido de responsabilidade daqueles que nos servem. Resumindo a saúde humana a uma mera questão de sorte. Em caso de inexistência de resposta, aqueles que tem capacidade económica e financeira socorrem-se dos privados, acabando por ser a classe mais baixa da sociedade a mais afetada. Isto acontece porque a qualidade de serviços prestada pouco afeta o setor público. Quem não tem possibilidades para ir ao mercado privado não tem outra escolha. Argumentam que não pode ser de outra maneira, que é imoral ir ao mercado privado e pagar aos capitalistas que só ambicionam o lucro pelos serviços que prestam. É preferível ter serviços públicos ineficientes do que colaborar com tal gente. 

A falta de responsabilização no setor público leva a que este se preocupe mais consigo próprio do que com os que serve. Aliado aos sindicatos, o seu foco é conquistar cada vez mais direitos e regalias. O povo, que paga impostos para financiar isto tudo, fica de fora da equação. A função pública continua a reclamar por condições e direitos que o resto da população portuguesa raramente tem. Argumentam que os funcionários públicos são uma classe muito oprimida e explorada por não ter direitos que mais ninguém tem. Custa-me a perceber!

Liberdade de escolha permite-nos exigir mais. Porque quando se tem a liberdade de escolher por quem e como queremos que os nossos direitos sejam satisfeitos, tem-se poder sobre esses direitos. 

Na compra de um carro, o consumidor tem uma variedade de opções de escolha. Nessa escolha avaliam-se as prioridades de cada um, tal como preço, espaço, qualidade, estilo, etc. Isto coloca pressão nos produtores de carros para que o seu produto satisfaça os clientes da melhor maneira possível, porque se o cliente não estiver satisfeito para próxima vai a outro. O cliente tem escolha, e essa escolha dá-lhe poder. 

Este conceito é a base da democracia, temos o direito de escolher quem nos representa. Escolhemos quem achamos que melhor representa os nossos interesses, e por isso temos neste momento dez partidos na assembleia da república a competir pela nossa aprovação na expectativa de serem eleitos outra vez. Esforçam-se para nos agradar porque estão dependentes disso para continuarem a fazer o que fazem. Foi por isso que lutamos no 25 de Abril, para dar poder ao povo sobre quem nos governa. 

Porque é que podemos ter poder sobre o que consumimos ou quem nos representa, mas não podemos ter esse poder sobre os nossos direitos básicos de educação e saúde? Porque aparentemente corremos o risco de algum capitalista ter lucro por prestar um serviço de qualidade. Mas esquecem-se que é por causa desse mesmo lucro que o capitalista se interessa sobre a nossa satisfação, e é essa falta de motivação que torna o público ineficiente. 

E assim acabamos nós, neste canto à beira mar, com tanto medo de ser explorados pelos capitalistas que acabamos todos oprimidos por um serviço público que só se interessa por si. Mas da próxima vez que tiverem na fila de espera do hospital ou que os vossos filhos não tirem proveito da escola, podem sempre encontrar conforto no fato que nenhum capitalista está a lucrar com isso.

Por: João Cardoso* (Membro da Iniciativa Liberal)

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

“Voto, a arma em Democracia!”

Janeiro 22, 2021 em Atualidade, Concelho, Mundo, Opinião, Política Por barcelosnahorabarcelosnahora

Desde pequeno que ouvia as minhas avós e os meus pais a falar da festa da Democracia. Em todos os actos eleitorais, por serem ao Domingo, acordávamos, vestíamos o melhor traje, íamos à Missa e depois lá acompanhava a minha avó materna e os meus pais até à Assembleia de voto.

Votar mais que um direito aqui por casa sempre foi um dever. A minha família não é muito dada à politica, mas nunca falharam o acto eleitoral. E sempre me disseram que não votar é permitir que outros decidam por nós e isso é o mesmo que nos anularmos em Democracia.

No próximo Domingo, 24 de Janeiro, Portugal vai a votos. E vamos eleger o mais alto cargo da Nação. Ao contrário de outros países, Portugal, não tem um sistema Presidencialista. E por isso as funções do maior Magistrado da Nação passa muito pela palavra, pela mensagem. Pelo mensageiro da voz do povo que tanto quanto possa, procurará ser. Neste acto eleitoral, temos seis candidatos, um figurante e um erro administrativo.

Se não fosse sério, seria para rir. A começar pelo erro administrativo, temos um candidato que reuniu 11 das 7500 assinaturas necessárias e aparecerá no boletim de voto. Independentemente das razões, não faz sentido absolutamente nenhum estar no boletim de voto um cidadão que não reúne as condições para estar lá.

Depois temos o figurante, o Presidente e candidato, Marcelo Rebelo de Sousa. Chamo-lhe figurante porque não demonstrou ter o mínimo de respeito pelo acto eleitoral, não apresentou programa eleitoral, dispensou os tempos de antena nas televisões e nas rádios e não cancelou as ações de campanha programadas. Não há, no meu entender maior desrespeito aos cidadãos, aos profissionais de saúde e à Democracia.

Dos restantes seis candidatos, apenas um, Vitorino Silva, demonstrou respeitar a Democracia e os cidadãos portugueses. Foi o único que até ao momento em que escrevo este texto cancelou toda a agenda de campanha eleitoral e está na sua casa a trabalhar através das plataformas digitais. E, numa altura, em que o digital tem tanta importância e atravessamos o pior momento das nossas vidas em termos de saúde pública, não seria de todos os candidatos assumirem as mesmas preocupações e terem optado pelo mesmo método? Já para não falar que foi o único candidato que aquando da apresentação da sua candidatura em Setembro de 2020 pediu o adiamento das eleições presidenciais para depois de Março. Se não houvesse mais razões para votar no candidato Vitorino Silva, estavam aqui razões suficientes para votar nele. Mas há mais. Vitorino Silva, é aquilo que a meu entender deve ser o Mensageiro Maior da Nação. Vitorino Silva, é a voz dos que trabalham, dos que acordam madrugada para que não falte o pão em casa, é a voz dos empresários que não têm impérios e que já não sabem o que fazer perante a pandemia, é a voz dos que vivem e trabalham do campo, é a voz do povo, o homem e mulher sérios, humildes e de trabalho que todos os dias anseiam um amanhã melhor. Mas é também a voz dos jovens, dos que como eu, estudam, crescem a sonhar com o futuro e que, quando acabam o seu curso, ou tentam acabá-lo, sabem que o amanhã que os espera é 600€ de ordenado, viver na casa dos pais e uma vida sem horizontes. E isto não é o futuro que eu quero. Isto não é o país que quero.

Bem sei que, não cabe ao Presidente da República, tomar decisões para mudar isto, é competência legislativa, mas também sei que a magistratura de influências é uma das suas funções e, obviamente, tenho neste candidato a esperança a que a exerça para mudar o meu futuro, o dos jovens como eu, o dos idosos abandonados e com uma mísera reforma e dos que todos os dias se levantam madrugada dentro à espera de uma vida melhor. E com estes ditos do sistema e todos os que se apresentam, já vimos o que nos espera.

Por tudo isto, apelo a que no dia 24 de Janeiro, no próximo Domingo, o voto de descontentamento, de protesto moderado, de esperança e de confiança, seja no Vitorino Silva. Termino como comecei, a falar da festa da Democracia e por isso, apelo a que todos os que estejam doentes, respeitem as normas da DGS e fiquem em casa, não saiam para votar. E em nome desta Democracia doente que não foi capaz de introduzir por exemplo, o voto eletrónico, peço desculpa. Mas a todos os que estão cansados deste sistema, a todos os que não estão doentes, a todos os que estão revoltados com tudo o que se está a passar, mas que não querem cair nos extremismos e defendem a Democracia, votem. Seja no meu candidato ou noutro, mas votem. Custou tanto a muitos para que hoje possamos simplesmente desperdiçar esta oportunidade. Pois o voto, é a única arma em Democracia. Por mim, por ti, por si, por nós, votem! Viva a Democracia!

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Por: Diogo Dias Reis* (Vogal da Direção Política Nacional do Partido RIR – Reagir Incluir Reciclar).

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“Cancro da Mama em tempos de pandemia”

Janeiro 22, 2021 em Atualidade, Concelho, Mundo, Opinião, Saúde Por barcelosnahorabarcelosnahora
Dra. Maria José Novais

Maria José Novais, natural e residente em Macieira de Rates, sócia n. º 75 da Associação Intensify World, é Médica Especialista em Medicina Geral e Familiar é a convidada para escrever o artigo de opinião do mês de Janeiro no nosso espaço. No âmbito da componente “Educação” da associação Intensify World a Dra. Maria José Novais irá partilhar algumas informações relativamente ao cancro da mama.

O cancro da mama é o cancro mais frequente na mulher. É um dos cancros mais temidos e com maior impacto na vida da mulher, tanto a nível físico como emocional, atingindo fortemente a sua autoestima. Apesar do enorme progresso na prevenção feito nas últimas décadas, estima-se que uma em cada nove mulheres irá desenvolver cancro da mama ao longo da sua vida. É a causa mais frequente de morte na faixa etária entre os 35 aos 55 anos de idade na União Europeia. Em todo o mundo, a cada 20 segundos uma mulher é diagnosticada com cancro da mama e a cada minuto alguém morre devido a esta doença. Contudo, mais de 85% destas doentes podem ser curadas, se diagnosticadas numa fase precoce e adequadamente tratadas.

Estes dados sublinham a importância de um investimento contínuo na educação, informação e investigação nesta doença. É inquestionável que o investimento na pesquisa e desenvolvimento de novos tratamentos desempenham um papel fundamental na melhoria da sobrevida destes pacientes, mas é igualmente importante a fomentação da instrução e conhecimento geral sobre o cancro da mama.

2020 será sempre recordado como o ano do início da Pandemia COVID-19, que levou à paralisação de inúmeros serviços e atos de rotina importantes. Os exames de rastreio oncológico são um desses graves exemplos: houve uma diminuição muito significativa de exames de rastreio do cancro da mama, do colo do útero e colo-rectal, o que provocou uma preocupante diminuição dos novos diagnósticos de cancro. Tal facto não significa que deixou de haver cancro, mas que serão diagnosticados numa fase mais tardia e grave da doença.

São conhecidos alguns fatores de risco para o cancro da mama, muito associados aos estilos de vida e a características reprodutivas inerentes à vida moderna e ocidentalizada da mulher. O aumento da idade, primeira menstruação precoce (11 a 14 anos), menopausa tardia (acima dos 55 anos), história familiar de cancro da mama, nunca ter engravidado, primeira gravidez depois dos 30 anos e tratamentos com terapia hormonal de substituição são fatores de risco não modificáveis que aumentam a predisposição para esta doença. Contudo, existem outros fatores de risco que são modificáveis, tais como o excesso de peso, o sedentarismo e a ingestão de álcool, que também aumentam o risco de cancro da mama. É por isso fundamental adotar um estilo de vida saudável, praticando exercício físico, ter uma alimentação equilibrada e não consumir bebidas alcoólicas, pois estas mudanças comportamentais podem reduzir o risco de vir a desenvolver a doença.

Existem ainda alterações para as quais deve estar alerta, nomeadamente a existência de um nódulo palpável, retração da pele ou do mamilo, espessamento cutâneo, escorrência mamilar sanguinolenta, mudança no tamanho ou forma da mama ou da aréola. Em caso de deteção de algum destes sinais deverá contactar de imediato o seu médico assistente.

O rastreio do cancro da mama tem como objetivo a realização de um diagnóstico precoce para que o tratamento melhore a sua evolução. Segundo o Programa Nacional para as Doenças Oncológicas da Direção Geral de Saúde, deve realizar-se a mamografia de 2 em 2 anos a todas as mulheres com idades compreendidas entre os 50 e 69 anos. Nas restantes faixas etárias, deverá ser ponderado com o Médico Assistente a necessidade de rastreio, tendo em conta eventuais sinais ou sintomas, fatores de risco ou história familiar de cancro da mama. A mamografia vai permitir visualizar se existem nódulos ou outras alterações na mama ainda antes de estas poderem ser palpadas ou sentidas pela mulher. É um exame pouco invasivo que utiliza uma dose de radiação mínima sem riscos para a saúde e é essencial para o diagnóstico desta doença. 

O combate ao cancro deve ser uma prioridade contínua, que não pode ficar em segundo plano face à pandemia COVID-19. Apesar de um diagnóstico de cancro da mama ser devastador, não é uma sentença de morte. Partilhe as suas dúvidas com o seu Médico, siga as suas recomendações e adote um estilo de vida saudável. Prevenir o cancro da mama é o primeiro gesto para o vencer!

Por: Dra. Maria José Novais (Médica Especialista em Medicina Geral e Familiar)

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(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade da autora)

“Passatempos televisivos: Cuidados a ter”

Dezembro 24, 2020 em Atualidade, Mundo, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora

Quando num qualquer programa de televisão, de manhã, de tarde ou fim de semana, o apresentador ou os seus convidados lhe propuserem (muitas vezes de forma insistente e repetitiva) a participar num concurso/sorteiro de um prémio, quer seja dinheiro, carros ou outros bens, através da realização de uma chamada para um telefone com um número iniciado por 760…, tenha especial atenção ao seguinte:

– Estes concursos têm de ser previamente autorizados pelo serviço competente do Ministério da Administração Interna, devendo os seus regulamentos estar disponíveis nos sites dos respetivos canais de televisão, assim procure consultá-los antes de participar, informando-se dos seus direitos e deveres.

– Nestes concursos, os prémios não se traduzem em entrega de dinheiro. Em regra, correspondem à atribuição de um cartão de pagamento a utilizar em compras, durante um período de tempo e em determinados estabelecimentos comerciais;

– Tenha atenção que apenas os prémios inferiores a 5 mil euros estão isentos da taxa extra. A partir daí, o imposto de 20% é aplicado ao valor que excede esse montante, sendo retido na fonte. Informe-se se a entidade que promove o concurso assume o pagamento deste imposto.

– Os prémios não estão sujeitos a IRS e, por isso, não têm implicações na declaração de rendimentos do vencedor.

– O preço em euros que é anunciado para as chamadas telefónicas feitas para estes números, em regra, nunca traduz o preço total a pagar pelo consumidor, uma vez que ao mesmo acresce o IVA

Para mais informações a DECO – Delegação Regional do Minho encontra-se disponível para o atender podendo contactar-nos através do 258 821 083 ou por e-mail para deco.minho@deco.pt.

(* A redação do artigo é única e exclusivamente da responsabilidade da DECO)

POR: DECO*

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O que fazer para ter uma saúde mental saudável e sobreviver à pandemia?

Dezembro 23, 2020 em Atualidade, Mundo, Opinião, Saúde Por barcelosnahorabarcelosnahora
Cláudia Velez

Este momento inédito que estamos a viver, esta guerra invisível em que todos nos queremos salvar, aguardamos ansiosamente por uma cura milagrosa.

Algo tem de ser feito, para que nessa espera, a nossa mente não enlouqueça, nem nos faça desistir.

Como enfermeira, observo muitas vezes o desespero e o desamparo, o que por vezes pequenos atos ou palavras, confortam o coração de quem mais precisa. Acredito vivamente que manter o controlo emocional é algo que se trabalha internamente, como quem vai ao ginásio, para trabalhar o corpo.

Buscamos a felicidade e o equilíbrio fora e a felicidade está dentro de nós. Tudo o que colocamos na nossa mente, refletir-se-á nas nossas atitudes, para connosco e com os outros.

Vivo isso diariamente e sinto o apelo e o dever de contribuir com o meu apoio, na ajuda a melhorar o estado emocional de quem precisa. Enquanto pessoa, faço o meu trabalho interno diário, para que psicologicamente me mantenha saudável e assim tenha a capacidade de ajudar o outro a se manter também saudável.

Nesta busca, em me ajudar a mim… para poder ajudar o outro, criei estratégias internas, que busco como uma necessidade básica diária. Aceitar todas as minhas fragilidades, não me torna menos que ninguém, torna-me humana.

“Não somos super-heróis, somos pessoas”.

Este momento pelo qual todos passamos, é a verdadeira oportunidade de tirar o melhor de todas as lições. O melhor e o pior vem ao de cima e a parte que nós alimentarmos será a que sobreviverá. Se eu alimentar a minha melhor parte, será essa que prevalecerá. Sem dúvida alguma, o nosso melhor é o que todos queremos que sobressalte em nós, mas enquanto não tivermos consciência que todos os momentos, são oportunidades de nos melhorarmos, deixaremos sempre o nosso melhor para amanhã.

Nesta busca, precisava que tudo se encaixasse e fizesse sentido, muito aprendi e muito tenho para aprender e tal como diz o grande filosofo Sócrates: “Só sei que nada sei”, todos os dias é um novo dia para aprender.

Estratégias para te ajudar a afastar do medo e te levar para o lado positivo da vida:

  • Sorri, a vida passa a correr;
  • Se hoje o dia foi mau, amanhã será melhor;
  • Dá significado aos pequenos gestos, se o fizeste foi porque alguém precisou de ti;
  • Agradece o dia de hoje, sempre;
  • Aproveita cada oportunidade para ajudares quem mais precisa. A lei do retorno é sábia;
  • Põe a tua fé à prova “ela” tem estado à tua espera;
  • Mesmo que tenhas medo, vai e não olhes para traz;
  • Se tiveres num dia mau, chora, limpa a tua alma;
  • Quando tiveres vontade de desistir, pede ajuda;
  • Vê tudo o que já conseguiste ultrapassar até ao dia de hoje;
  • Quando não aguentares mais, respira profundamente e continua. A tua alma ficará mais calma;
  • Aproveita os pequenos momentos para cantares ou dançares, a tua mente e o teu corpo, precisam de se expressar;
  • Entra em contato com o teu coração, faz algo que te apaixone verdadeiramente e usa a tua criatividade;
  • Celebra cada passo, como uma conquista;
  • Telefona ás pessoas que mais amas;
  • Usa o humor, sempre que possas;
  • Agradece todos os dias pela pessoa que és, não há mais ninguém igual a ti;
  • Silencia a tua mente à noite, encontra a tua paz;
  • Antes de adormeceres coloca a tua mão no coração e agradece o teu dia.

“Eu respiro fundo e agradeço estares aí desse lado”.

Juntos vamos vencer esta batalha, vamos todos ficar bem.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade da autora)

Enfermeira, EneaCoach (Especialista em Perfis Comportamentais) e Terapeuta em Saúde Integrativa Sistémica (SIS)

Fotos: DR

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