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Partido RIR

Aceitar ou resistir, eis a questão! 

Fevereiro 15, 2021 em Atualidade, Concelho, Mundo, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora

O mundo vive uma pandemia há cerca de um ano. Em seu nome as medidas mais arbitrárias e incompreensíveis foram sendo tomas. Tudo em nome da saúde. Da nossa saúde. A verdade é que devíamos estar a perguntar-nos se em nome dessa pandemia tudo pode ou deve ser aceite ou pelo contrário deveríamos elevar a voz à resistência.

O passado devia ter-nos ensinado a não ter medo e a lutar pelos nossos direitos. Mas desta vez a inteligência e as alterações dos interesses económicos perceberam que não é pela força ou pela guerra que as pessoas aceitam tudo. Mas em nome da saúde, tudo se aceita. Quem é que não aceita medidas para viver? 

Em nome desta pandemia e pela sobrevivência humana medidas estão a ser tomadas sem que ninguém, ou muito poucos, as questione. Claro que me refiro a Portugal. Porque se olharmos ao mundo, muitos são os movimentos que começam a elevar a voz à resistência. Olhemos ao caso de um restaurante em Lisboa que no seu direito à resistência optou por abrir e servir refeições à porta fechada a um conjunto de cidadãos. Alguém denunciou e a polícia apareceu. Isto traz-me à memória reminiscências de um passado em que não vivíamos em liberdade. E muitos resistiram. Graças a muitos deles e a custo, a Liberdade chegou. Mas agora, parece que alguém a quer tirar e tudo em nome da pandemia. Mas ninguém questiona o óbvio. Porque houve anos de desinvestimento nos serviços de saúde? Porque é que o foco de investimento não é desde o início a saúde? E porque é que a famosa “bazuca europeia” o investimento não é na ciência e na saúde? Quando todos ouvimos já falar de novas pandemias que a globalização nos vai trazer!

Esta semana soubemos que a União Europeia não olhou com a devida atenção a um pormenor, o prazo de entrega das vacinas assinado com as indústrias. Mas todos acreditamos que uma instituição como é a União Europeia, servida de tecnocratas, de juristas, de elementos com vastos currículos nas mais variadas matérias se esqueceria de olhar que um contrato desta dimensão e com esta importância não tinha um prazo para a entrega? 

Em nome da saúde, destruímos a economia do pequeno e médio empresário. Com a benevolência de uma sociedade pacífica e que vive arredada do mundo. Servida por meios instrumentalizados com mensagens claras e sempre na óptica do que tem que ser imposto. 

Será que estamos a viver uma alteração de modelo de sociedade? Será que vamos assistir no futuro a um novo sistema económico?  

Pelo mundo, figuras com voz levantam-se contra estas imposições. Na Holanda, na França e na Alemanha, movimentos levantam a voz a muitas das medidas impostas. E nós vamos aceitar tudo isto até quando? Calados e serenos, como é característico dos portugueses, acredito que seremos os últimos a levantar a voz. E aí temo que, possa ser tarde.

E dos erros que foram cometidos até agora ninguém fala. E das medidas que deveriam ter sido tomadas desde o início e que não foram também ninguém fala. O que se passa com as vozes críticas? Onde andam os defensores da Liberdade? E os jovens que nasceram em Liberdade que não erguem a voz? É curioso que veja que os que levantam a voz são os da geração anterior à minha entre os 40 e os 50 anos, os que nasceram no período pós 25 de Abril e esses estão a perceber o que aí virá. 

Tenho muito respeito pelas vítimas da Covid-19, mas também tenho pelas vítimas de todas as outras doenças. E a verdade é que muitas das medidas que vão sendo tomadas levam a que muitos outros problemas de saúde se agravem ou vão até criando outros problemas de saúde aos que já existiam, ou poderão ter consequências de futuro. 

Em nome da pandemia estamos a destruir a economia que era já débil de Portugal e são poucas, muito poucas as vozes que vejo unirem-se em nome da luta pelos seus direitos. Pelo contrário o que vejo é uma imensidão de críticos sempre que alguém decide pensar diferente e não aceita viver em manada. Devo confessar que não sendo negacionista e não fazendo parte dos contestatários da pandemia desde o seu início, sou hoje um dos que começo a ter muita dificuldade em entender e aceitar muitas das medidas que nos são impostas. 

Com excepção clara ao convívio social, ao bem-estar e à diversão, podemos sair de casa para tudo o resto. Quase parece que nos querem impor uma forma de viver em que o importante é o trabalho e vivermos dentro de uma bolha que não tenha voz e capacidade de se insurgir. Será assim por quanto tempo mais? 

Se andarmos para trás no tempo, devemos lembrar-nos que a frase mais ouvida desde o início desta pandemia foi “isto veio para ficar, temos que nos adaptar”. O que me leva à interrogação de até quando vamos permitir e aguentar sem resistir. Até quando em nome da pandemia vamos aceitar tudo o que nos é imposto mesmo que isso não tenha uma razão lógica. Por exemplo, alguém consegue perceber a razão porque posso ir a um café e pedir comida, mas não posso pedir bebida? É que até agora ainda não entendi a razão lógica e ou científica, mas também não vejo ninguém ou quase ninguém questionar. Alguém sabe explicar a razão para que as salas culturais espalhadas pelo país depois do grande esforço de adaptação e de todas as medidas que tomaram estejam fechadas? Há evidência científica de que as salas de cultura foram meios transmissíveis do vírus?              Tudo isto são interrogações e dúvidas de alguém que não sendo negacionista na evidência de que existe um vírus também não pode e não irá aceitar tudo o que é imposto sem interrogar. Acho que vai sendo hora de pensarmos no futuro e o que poderá estar para vir depois desta pandemia e que Portugal teremos depois desta guerra. Uma guerra que não é física, mas sim de saúde. É que a avaliar pelos indicadores económicos o que nos espera não é nada bom e não sei quanto tempo levará à sua recuperação. Por tudo isto questiono se o momento é de aceitar tudo o que nos é imposto ou se vai sendo hora de resistir! 

Por: Diogo Dias Reis* (Vogal da Direção Política Nacional do Partido RIR – Reagir Incluir Reciclar)

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Foto: DR

“Voto, a arma em Democracia!”

Janeiro 22, 2021 em Atualidade, Concelho, Mundo, Opinião, Política Por barcelosnahorabarcelosnahora

Desde pequeno que ouvia as minhas avós e os meus pais a falar da festa da Democracia. Em todos os actos eleitorais, por serem ao Domingo, acordávamos, vestíamos o melhor traje, íamos à Missa e depois lá acompanhava a minha avó materna e os meus pais até à Assembleia de voto.

Votar mais que um direito aqui por casa sempre foi um dever. A minha família não é muito dada à politica, mas nunca falharam o acto eleitoral. E sempre me disseram que não votar é permitir que outros decidam por nós e isso é o mesmo que nos anularmos em Democracia.

No próximo Domingo, 24 de Janeiro, Portugal vai a votos. E vamos eleger o mais alto cargo da Nação. Ao contrário de outros países, Portugal, não tem um sistema Presidencialista. E por isso as funções do maior Magistrado da Nação passa muito pela palavra, pela mensagem. Pelo mensageiro da voz do povo que tanto quanto possa, procurará ser. Neste acto eleitoral, temos seis candidatos, um figurante e um erro administrativo.

Se não fosse sério, seria para rir. A começar pelo erro administrativo, temos um candidato que reuniu 11 das 7500 assinaturas necessárias e aparecerá no boletim de voto. Independentemente das razões, não faz sentido absolutamente nenhum estar no boletim de voto um cidadão que não reúne as condições para estar lá.

Depois temos o figurante, o Presidente e candidato, Marcelo Rebelo de Sousa. Chamo-lhe figurante porque não demonstrou ter o mínimo de respeito pelo acto eleitoral, não apresentou programa eleitoral, dispensou os tempos de antena nas televisões e nas rádios e não cancelou as ações de campanha programadas. Não há, no meu entender maior desrespeito aos cidadãos, aos profissionais de saúde e à Democracia.

Dos restantes seis candidatos, apenas um, Vitorino Silva, demonstrou respeitar a Democracia e os cidadãos portugueses. Foi o único que até ao momento em que escrevo este texto cancelou toda a agenda de campanha eleitoral e está na sua casa a trabalhar através das plataformas digitais. E, numa altura, em que o digital tem tanta importância e atravessamos o pior momento das nossas vidas em termos de saúde pública, não seria de todos os candidatos assumirem as mesmas preocupações e terem optado pelo mesmo método? Já para não falar que foi o único candidato que aquando da apresentação da sua candidatura em Setembro de 2020 pediu o adiamento das eleições presidenciais para depois de Março. Se não houvesse mais razões para votar no candidato Vitorino Silva, estavam aqui razões suficientes para votar nele. Mas há mais. Vitorino Silva, é aquilo que a meu entender deve ser o Mensageiro Maior da Nação. Vitorino Silva, é a voz dos que trabalham, dos que acordam madrugada para que não falte o pão em casa, é a voz dos empresários que não têm impérios e que já não sabem o que fazer perante a pandemia, é a voz dos que vivem e trabalham do campo, é a voz do povo, o homem e mulher sérios, humildes e de trabalho que todos os dias anseiam um amanhã melhor. Mas é também a voz dos jovens, dos que como eu, estudam, crescem a sonhar com o futuro e que, quando acabam o seu curso, ou tentam acabá-lo, sabem que o amanhã que os espera é 600€ de ordenado, viver na casa dos pais e uma vida sem horizontes. E isto não é o futuro que eu quero. Isto não é o país que quero.

Bem sei que, não cabe ao Presidente da República, tomar decisões para mudar isto, é competência legislativa, mas também sei que a magistratura de influências é uma das suas funções e, obviamente, tenho neste candidato a esperança a que a exerça para mudar o meu futuro, o dos jovens como eu, o dos idosos abandonados e com uma mísera reforma e dos que todos os dias se levantam madrugada dentro à espera de uma vida melhor. E com estes ditos do sistema e todos os que se apresentam, já vimos o que nos espera.

Por tudo isto, apelo a que no dia 24 de Janeiro, no próximo Domingo, o voto de descontentamento, de protesto moderado, de esperança e de confiança, seja no Vitorino Silva. Termino como comecei, a falar da festa da Democracia e por isso, apelo a que todos os que estejam doentes, respeitem as normas da DGS e fiquem em casa, não saiam para votar. E em nome desta Democracia doente que não foi capaz de introduzir por exemplo, o voto eletrónico, peço desculpa. Mas a todos os que estão cansados deste sistema, a todos os que não estão doentes, a todos os que estão revoltados com tudo o que se está a passar, mas que não querem cair nos extremismos e defendem a Democracia, votem. Seja no meu candidato ou noutro, mas votem. Custou tanto a muitos para que hoje possamos simplesmente desperdiçar esta oportunidade. Pois o voto, é a única arma em Democracia. Por mim, por ti, por si, por nós, votem! Viva a Democracia!

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Por: Diogo Dias Reis* (Vogal da Direção Política Nacional do Partido RIR – Reagir Incluir Reciclar).

Foto: DR

A inspiração de Francisco Sá Carneiro nos Jovens

Dezembro 4, 2020 em Atualidade, Concelho, Mundo, Opinião, Política Por barcelosnahorabarcelosnahora
Diogo Dias Reis

Nove anos depois da tragédia de Camarate, que vitimou o Primeiro-ministro e o Ministro da defesa da altura, nascia eu. Não o conheci, mas cedo comecei a admirá-lo. Cresci com os meus pais a falarem do “Caso Camarate”. A minha mãe, que na altura tinha 17 anos, vivia precisamente no Bairro de Angola, em Camarate, não viu acontecer o acidente, mas viu o fumo no ar e toda a confusão que rapidamente se instalou ali. Nunca Camarate tinha sido tão famoso e, nunca mais voltou a sê-lo. Infelizmente, a razão não foi a melhor.



Nesse infortúnio de 4 de dezembro de 1980, o país ficou em choque, assistindo, incrédulo, à morte prematura e inesperada de sete pessoas. O Primeiro-ministro, Francisco Sá Carneiro, a sua companheira, Snu Abecassis, o ministro da Defesa Nacional, Adelino Amaro da Costa, Maria Manuela, sua mulher, António Patrício Gouveia, chefe de gabinete de Sá Carneiro, e os dois pilotos do Cessna.

Neste dia, não morria apenas o Primeiro-ministro, morria também uma história de amor e a inspiração aos democratas portugueses. O amor entre um homem bom, sério e justo e uma mulher culta e suave, como tantos a apelidam. Sá Carneiro era casado, bem como Snu Abecassis.

Snu, de origem dinamarquesa e casada com Vasco Abecassis, vem viver para Portugal nos anos 60 quando decide fundar as Publicações Dom Quixote.

Depois do 25 de Abril de 1974, Snu, decide que é importante dar a conhecer aos portugueses o pensamento dos seus novos lideres. Edita livros de Mário Soares, de Álvaro Cunhal e de Francisco Sá Carneiro.

Conheceram-se a 6 de janeiro de 1976 e, desde então, telefonavam-se e combinavam encontrar-se. Quem os conheceu, diz que foi amor desde o primeiro momento.

Francisco Sá Carneiro teve um papel determinante no 25 de Novembro de 1975, que a par de Mário Soares e Diogo Freitas do Amaral, homens da política, já todos desaparecidos, mas também do General Ramalho Eanes, de Jaime Neves e de Salgueiro Maia, travaram o radicalismo de esquerda que mergulhava Portugal no pós 25 de abril de 74.

Sá Carneiro, além da sua ação politica, que é visto como um homem conciliador e catalisador, fica também conhecido pela história de amor, controversa, mas ao mesmo tempo, intensa, apaixonada que viveu com Snu, rompendo com os cânones de uma sociedade preconceituosa.

Cresci a ouvir falar de Francisco Sá Carneiro, como o exemplo da social-democracia que tanta falta faz a Portugal. Um homem bom que olhava para as questões sociais com preocupação e que, ao contrário do que hoje se pratica, no lugar de dar o peixe, dava a cana e ensinava a pescar.

E hoje, 40 anos após a sua morte, Portugal atravessa uma crise inigualável, que para lá da pandemia que vivemos e da crise económica do passado, vive, há muito, uma crise de valores. O respeito pela democracia e pelos cidadãos foi, há muito, posto em causa e esquecido. Hoje, procura-se viver em nome das ambições pessoais, quando deveríamos procurar viver em nome da democracia e de um Portugal melhor. 

Faz hoje 40 anos que Portugal viu ser assassinado o seu Primeiro-ministro. Oficialmente, pela Justiça, nunca houve provas para conseguir acusar alguém. Pela política, nas várias comissões que existiram, havia margem para levar avante um processo judicial. Mas pela opinião pública, essa, fez há muito o seu julgamento, Francisco Sá Carneiro fora assassinado naquele dia.

Francisco Sá Carneiro era um homem de paixões. Tinha três que não poderemos esquecer: o amor a Portugal e o seu importante contributo na construção de uma Democracia estável e segura; o amor pela política e pelo Partido Popular Democrático; e claro, a sua grande paixão por Snu Abecassis. Era um homem bom e como todos os homens bons, fazia sombra aos poderosos.

Acredito que se tivesse vivido mais anos e que se tivesse tido oportunidade, Portugal, seria hoje um país diferente. E eu teria sido militante do PPD.

Obrigado Francisco, pelo seu contributo que hoje me permite livremente escrever este texto.

Por: Diogo Dias Reis* (Vogal da Direção Política Nacional do Partido RIR – Reagir Incluir Reciclar).

Foto: DR.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

A pão e água ou morrer à fome

Dezembro 4, 2020 em Atualidade, Economia, Mundo, Opinião, Política Por barcelosnahorabarcelosnahora
Diogo Dias Reis

Por estes dias, temos assistido a um espetáculo deprimente que nos chega pelos órgãos de comunicação social. Um movimento constituído por cidadãos, empresários, do nosso país, depois de terem convocado vários eventos em diversos locais de Portugal, resolveram entrar em greve de fome e acampar à porta da Assembleia da República.



Não obstante de quem possa ter razão, é meu entender que num momento excecional como o que estamos a viver, de pandemia mundial, com prejuízos socioeconómicos devastadores como não há memória, deva este movimento ser ouvido pelas entidades governamentais.

O jogo do empurra que temos assistido nos últimos dias é dispensável. Atravessamos uma crise de saúde pública, com uma pandemia a nível mundial que todos os dias aumenta, que vitima muitos dos nossos entes queridos. Que desde março, em Portugal, nos impede de viver com toda a legitimidade de liberdade que nos é devida, que nos impede de estar com a família, com os nossos amigos, de festejar aniversários, celebrar a nossa fé, marcar presença em eventos públicos, é, pois, por tudo isto, que entendo ser um gesto de humanidade, solidariedade e fraternidade que estes possam, e devam, ser chamados a audiência com as mais altas patentes da governação em Portugal.

A decisão de serem praticamente ignorados pelo Primeiro-ministro, António Costa, bem como pelo Ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, não é, de todo, inocente e visa criar um sentimento de julgamento e de condenação na sociedade portuguesa. Criar uma espécie de cisão de “nós contra eles” e, assim, ao olhar dos portugueses, enfraquecer este movimento e, por conseguinte, os empresários que o compõem. O que seria, de todo, evitável num momento tão difícil como o que estamos a viver.

Se é verdade que, no passado, todos eles foram pró-ativos em encerrar os seus estabelecimentos, ainda antes das obrigatoriedades impostas pelo governo, não é menos verdade que foi isso, a par das medidas adotadas de forma quase generalizada pela população portuguesa, que evitou a sobrelotação do SNS (Serviço Nacional de Saúde) e, por isso, quase que se falava no “milagre” português.

Importa relembrar que este movimento, embora tenha como um dos rostos mais mediáticos, o Chef Ljubomir Stanisic, é composto por mais elementos. Alguns deles, empresários da noite, bares e discotecas, que estão impedidos, por lei, de abrir os seus estabelecimentos para a finalidade a que se destinam. Se no período após o Estado de Emergência, no vulgo desconfinamento, o setor da restauração pôde abrir a lotação reduzida e até às 23 horas e, mais tarde, até às 01 horas, o setor da noite não podia fazê-lo. Ainda assim, é de salutar e de agradecer a forma ágil e célere como muitos destes estabelecimentos se readaptaram por forma a servir refeições quando a sua finalidade é servir de palco às mais loucas noites do nosso país.

Não posso terminar, sem deixar, ainda, um último apontamento, e este refere-se aos apoios que o Estado diz que deu ou que vai dar a estes e outros setores. Sabemos que este governo é perentório em fazer anúncios. Sabemos, porque estamos desde março a ouvir falar da “bazuca” da União Europeia, das ajudas aos pequenos e médios empresários e do famoso lay-off. Convém também relembrar que uma parte do lay-off é assegurada por estes empresários, já para não falar de que, para terem acesso aos apoios do Estado, têm que assegurar, na sua totalidade, os postos de trabalho. Apoios estes, que, na sua maioria, ainda não chegaram ao bolso destes empresários.

É verdade que o Estado tem uma máquina burocrática muito pesada. Mas também é verdade que não há vontade de agilizar processos. Se fosse para favorecer algum amigo, sabemos bem que se aplicaria um ajuste-direto e estaria resolvido. Devemos todos ter na memória o famoso caso das golas antifumo.

Assim, temos uma crise de saúde pública, a maior crise económica e social e um estado que parece preferir que do movimento “a pão e água” passe ao movimento “morrer à fome”. O que não seria se esta greve de fome se passasse em 2012 com o Governo de Pedro Passos Coelho, de elitista a xenófobo, não faltaria o que lhe chamassem.

Num momento de crispação da sociedade portuguesa, de cansaço generalizado, a iniciar-se a época de maior harmonia para nós, católicos, mas também para a sociedade civil, reunir com este movimento é, antes de tudo, um gesto de humanismo.

Por: Diogo Dias Reis* (Vogal da Direção Política Nacional do Partido RIR – Reagir Incluir Reciclar).

Foto: Frame de vídeo (SIC NOTÍCIAS).

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Coligação “Alternativa Democrática” formada para concorrer às Autárquicas de 2021

Outubro 9, 2020 em Atualidade, Mundo, Política Por barcelosnahorabarcelosnahora

No passado dia 05 de outubro, o Partido RIR – Reagir. Incluir. Reciclar, o Partido Nós, Cidadãos!, o Partido Democrático Republicano, o Movimento Democracia 21 e cidadãos de forma independente, assinaram um acordo de coligação para a formação da AD – Alternativa Democrática, com o intuito de se apresentar às próximas eleições autárquicas de 2021, “para que, entre outros princípios, assegure uma maior participação dos cidadãos na vida política e a consequente mudança política em Portugal”, refere em nota enviada às redações.



“Portugal atravessa um tempo e dificuldades extraordinárias. A uma epidemia global e a uma grave crise económica, junta-se uma crise de confiança política e institucional sem precedentes. Os obstáculos com que os partidos sem representação parlamentar e movimentos políticos se debatem – do tempo de antena reduzido ou nulo até à fraca capacidade económica na realização das campanhas eleitorais face aos grandes partidos –, agudizaram-se neste cenário. Já os chamados ‘partidos do poder’, que têm assento na Assembleia da República e têm governado Portugal nos últimos 46 anos, tentam reduzir cada vez mais a possibilidade dos restantes partidos e até dos cidadãos de se fazerem ouvir, pelo que é necessário denunciar a falta de cidadania que existe em Portugal. Nesse sentido, relembramos que o PS e PSD aprovaram um Decreto-Lei na Assembleia da República, publicado em agosto, que tenta aniquilar o direito aos GCE (Grupos de Cidadãos Eleitores) de apresentarem uma candidatura às eleições autárquicas. Inclusive, mesmo na Assembleia da República, estes partidos tentam ‘calar’ aqueles que não são um grupo parlamentar, tal é a necessidade de manterem o poder e o status quo que existe há mais de quatro décadas. Perante esta realidade, urge, neste momento, proteger a possibilidade de uma maior participação cívica e criar uma forma de política arrojada para que nenhum português se sinta discriminado. No seguimento desta premissa, os partidos e movimentos que acreditam que o poder de decisão e de verdadeiro escrutínio tem de voltar para ‘as mãos’ dos cidadãos, reuniram-se ao longo dos últimos meses para discutir qual a forma de tornar isso possível. Destes encontros resultou um profundo debate sobre o estado do país, o consenso na decisão de uma união entre todos as forças presentes com vista a uma coligação e que a mesma fosse alargada a mais intervenientes políticos, movimentos, partidos e independentes”, informa a referida nota.

A Coligação salienta que outros partidos e movimentos estão a discutir internamente a adesão a esta.

RIR recebido em audiência pelo Presidente da República

Noutro âmbito, o RIR, em delegação liderada pelo seu Presidente, Vitorino Silva, foi recebido em audiência pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Audiência do Presidente da República ao RIR (Foto: Presidência da República)

A audiência decorreu no passado dia 07 de outubro, e o RIR entregou um documento ao Presidente da República, onde expressava algumas das suas preocupações.

Segue, na íntegra, o texto do documento:

«Senhor Presidente da República Portuguesa, Excelência:

O Partido RIR – Reagir. Incluir. Reciclar – vem, deste modo, agradecer a amabilidade em nos ter recebido em audiência, anuindo assim ao nosso pedido.

Queremos manifestar-lhe a nossa preocupação com a data das próximas eleições Presidenciais, em janeiro de 2021, altura em que, atendendo aos atuais números, se espera um acréscimo bastante elevado de cidadãos impossibilitados de sair de casa, por força da COVID-19.

Se vai ser duro para os idosos, pessoas mais vulneráveis ao vírus, sair de casa para ir exercer o seu direito de voto; imagine-se como poderá ser com milhares de cidadãos que podem ver atingido o seu direito.

Esperamos que, e uma vez que não nos parece que haja vontade para proceder a uma alteração constitucional que permita o adiamento do ato eleitoral, sejam implementadas medidas que permitam que todos os Portugueses, incluindo os doentes e os que estarão em isolamento, possam votar, como por exemplo dividir o ato eleitoral em dois dias, evitando o aglomerado de pessoas nas secções de voto; e, a possibilidade dos infetados poderem votar nos seus veículos, à semelhança do que aconteceu na República Checa.

Está na hora dos políticos pensarem seriamente sobre a implementação do voto eletrónico.

A Democracia está em risco e não podem os partidos políticos ignorar a descrença dos eleitores e os níveis de abstenção, que podem vir a aumentar drasticamente até aos 70%.

Tudo isto também fruto do clima de suspeição que existe sobre os governantes, que diariamente tomam decisões polémicas e sem transparência. A título de exemplo, a mais recente não recondução do Presidente do Tribunal de Contas, nas vésperas de Portugal receber milhões de euros em fundos comunitários.

A cultura do mérito não pode ser ultrapassada por interesses de ocasião.

Da política de proximidade que o RIR faz, também conseguimos perceber que há serviços públicos, que se antes da COVID funcionavam mal, agora então, é desesperante para o comum cidadão ficar à espera de agendamentos para a repartição de finanças, para a conservatória de registo, para o Centro de Saúde, para a Segurança Social, para daí a 3 e 4 semanas.

O país está a colapsar com a falta de resposta dos serviços públicos, para não mencionar que a Justiça, a Saúde e a Educação merecem melhor atenção.

Iremos assistir a um crescimento expectável do nível de desemprego, que agudizará os problemas familiares de cada agregado.

Esta instabilidade vai refletir-se num aumento do número de casos de violência doméstica e as OPC, nestes casos, têm de dar resposta prática, rápida e eficaz para identificar o agressor e afastá-lo da vítima.

Por outro lado, apesar dos temas serem muitos a focar, uma menção especial ao facto do desemprego, derivar em 90% dos casos, do facto das empresas não suportarem a elevada carga fiscal a que estão sujeitas.

E aqui, Senhor Presidente, ou os impostos baixam e a corrupção termina, ou nunca sairemos deste ciclo vicioso de, de década em década, termos de nos socorrer de ajuda financeira externa.

Consideramos, ainda, que neste seu mandato, chegou a altura de Vossa Excelência atribuir a maior comenda da República aos que, até hoje, mais sacrificados se viram perante todas estas crises, quer institucionais, quer económicas, o Povo Português, os verdadeiros Capitães, que nunca abandonaram o barco.

Por fim, contará sempre com o Partido RIR para combater os populismos e radicalismos, de quem à boleia da democracia encapotada tenta fomentá-los.

Certamente, compreenderá Sua Excelência estas nossas preocupações, refletindo, ponderando e ajudando o Governo a seguir o melhor caminho para Portugal e para os Portugueses.

O Presidente do Partido Reagir Incluir Reciclar – RIR,

Vitorino Silva».

Marcelo Rebelo de Sousa com Vitorino Silva (Foto: DR)

Fonte e fotos: RIR.

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