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Psicologia

O processo do luto – Como viver o luto?

Dezembro 17, 2020 em Atualidade, Concelho, Opinião, Saúde Por barcelosnahorabarcelosnahora
Marisa Marques

Hoje, em que Portugal está de Luto, por solidariedade devido a todas as mortes por COVID-19, bem como a notícia avassaladora da jovem Sara Carreira, de 21 anos, filha do tanto admirável Tony Carreira.

O luto é o processo pelo qual todos passam ao perder algo ou alguém que amamos. A perda de vidas, empregos e até perda da rotina devido à Covid-19. O processo de luto de certa forma é algo comum nas nossas vidas.

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                Todos nós vivemos ao longo da nossa vida numerosas perdas, todas elas de natureza diferente. Ruturas afetivas, morte de entes queridos, abdicação de ideais a nível pessoal ou profissional, perda de capacidades físicas e/ou mentais ou até mesmo a perda da nossa vida como a conhecíamos, são alguns dos acontecimentos de vida que nos levam a vivenciar o luto que todas eles requerem.

                Apesar de não haver maneiras certas ou erradas de sofrer, há maneiras saudáveis de lidar com a dor, que, com o tempo, podem amenizar a tristeza e ajudar-nos a aceitar a perda, a encontrar um novo sentido para a vida e seguir em frente.

                Por vezes ouvimos tanta coisa que nem sempre sabemos se é mesmo verdade. Muitos são os “conselhos” que ouvimos por aí… Mas, nem todos são realmente a melhor opção, sendo a maioria deles mitos criados acerca do processo de luto. Neste sentido enquanto profissionais, temos a necessidade de ajudar a sociedade a entenderem o que de facto é verdadeiro acerca do luto.

Mito 1: “Uma pessoa não deve falar sobre o assunto”

É necessário que a pessoa fala sobre o assunto, de forma a entra em contacto com a sua dor e expor os seus pontos de vista e emoções.

Mito 2: “Uma pessoa tem que ser forte”

Estar triste, vulnerável ou em sofrimento NUNCA foi sinal de fraqueza!

Fingir que está tudo bem é muito mais difícil e doloroso. O momento deve ser sentindo tal qual como é, de forma a não suprimir e bloquear os sentimentos e emoções.

Mito 3: “A pessoa que está em luto tem depressão”

Luto e Depressão são condições distintas e incomparáveis, apesar de algumas manifestações do luto e da depressão serem semelhantes, como choro, tristeza, apatia, insónia…

O luto é uma reação normal e esperada após a perda de algo ou alguém significativo.  

Mito 4: “A pessoa que vive o luto tem de ser medicada”

ATENÇÃO!

O luto não é uma doença que precisa medicação para ser curada. Nos casos de Luto patológico ou duradouro, sim, os medicamentos podem ser indicados (pelos médicos). O sofrimento psíquico não precisa ser sempre medicado (a medicação não a solução é um remedeio). Nestes casos a avaliação do profissional- Psicólogo ou Psiquiatra- é muito importante.

Mito 5: “A pessoa precisa voltar à rotina imediatamente”

Apesar da licença por luto ser reduzido, por vezes o voltar de imediato à rotina poderá ter o resultado oposto ao desejável, uma vez que irá impedir o contacto com o sofrimento e a dor, prejudicando a elaboração saudável do luto. É necessário um tempo para refletir, vivenciar e assimilar a perda e assim processar o que se sente.

 Mito 6: “As crianças não percebem o que é a morte e o luto, por isso é melhor protegê-las e não deixa-las viver o momento de luto”

A negação dos acontecimentos, fingindo que está tudo bem NUNCA protegeu as crianças.

As crianças, facilmente, apercebem-se dos comportamentos e reações emocionais das pessoas à sua volta e podem criar fantasias em relação aos factos, como por exemplo sentirem culpa de algo que não fizeram. Elas também precisam passar pelo processo de luto junto com a família.

COMO LIDAR COM A PERDA?

O Luto é um acontecimento de vida muito stressante, uma vez que requer mais ajustamentos do que outros eventos. Muitas pessoas experimentam a dor física, bem como dor emocional e comportamental.

Quando um determinado acontecimento gera stress, como é o caso do luto, automaticamente ativamos todas as nossas estratégias de coping, que nos ajudam a lidar com a perda. Estas estratégias alteram a nossa atenção sobre a fonte de stress (por exemplo, distanciamo-nos ou aproximamamo-nos da situação que nos gera dor), promovem a construção de significado para a situação (por exemplo, tentamos reavaliar as nossas memórias) ou conduzem a alteração de comportamentos (por exemplo, enfrentar a situação e procurar apoio social).

ENTÃO QUAL A MELHOR FORMA PARA LIDAR COM A PERDA?

O primeiro passo, e o mais importante, é sempre reconhecermos o que pensamos, sentimos (emocionalmente e fisicamente, sinais que o nosso corpo nos envia através de diferentes sensações físicas) e fazemos(comportamentos adotados) perante esta situação.

No entanto se sentes que não consegues lidar com esta situação? Pede ajuda!

Por: Marisa Marques* (OPP. 21210) – Psicóloga Clínica e da Saúde

(Consultório Privado Arcozelo-Barcelos, Hospital Trofa Barcelos, Hospital Trofa Braga Norte)

Imagens: DR.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade da autora)

Dia Mundial da Saúde Mental

Outubro 10, 2020 em Atualidade, Concelho, Mundo, Opinião, Saúde Por barcelosnahorabarcelosnahora
Marisa Marques

10 de outubro, celebra-se o Dia Mundial da Saúde Mental, sendo este um importante momento de reflexão e de análise no que às questões na saúde mental em Portugal dizem respeito

Dia Mundial da Saúde Mental (Imagem: WFMH)

Nunca se falou tanto em saúde mental como nos dias de hoje, mas estamos perto de acabar com um estigma que está já enraizado na sociedade? Ainda não. Mas a complexidade do nosso cérebro merece bem mais atenção do que aquela que lhe damos. Temos de cuidar daquela que é a base da saúde.



“Uma constipação é uma coisa que todos podemos ter, não há estigma algum em ter uma constipação, todos os anos temos problemas de constipações, mas, agora, a depressão, por exemplo, que é considerada a constipação da saúde mental, que é também uma coisa comum e que todas as pessoas podem ter, está associada um estigma e, na verdade, as pessoas não vão procurar tratamentos para essa constipação da saúde mental”. Apesar de nos dias de hoje falar-se cada vez mais abertamente de depressão e ansiedade, é um facto de que ainda há um estigma associado a estes estados mentais, sendo vistos como sinal de fraqueza.

O estigma na Saúde Mental (Imagem: OPP)

A Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou que existem 300 milhões de pessoas com depressão em todo o mundo, sendo esta doença mental a primeira causa de doenças e deficiências. O tema é sério e grave o suficiente, mas continua envolto uma nuvem que dificulta a procura de ajuda, o diagnóstico e o tratamento.

Atualmente, Portugal é o quinto país da OCDE que mais consome ansiolíticos e antidepressivos, atingindo já uma taxa que duplica a de países como Holanda, Itália e Eslováquia. Não se sabe se a pandemia veio agravar esta situação, mas nos primeiros três meses do ano foram vendidas mais 400 mil embalagens do que no mesmo período em 2019.

Entre março e junho de 2020 foram vendidas mais de 5 milhões de embalagens de ansiolíticos e antidepressivos do que em 2019, pelo que atualmente, este valor já foi duplicado e a saúde mental dos Portugueses está deteriorada e “abandonada”.

No entanto, sabemos que no que diz respeito ao tratamento, sabe-se que os antidepressivos são vistos como o “elixir” contra a depressão. Anualmente, em Portugal, o consumo deste tipo de fármaco duplica, triplica e a tendência é de aumentar cada vez mais, segundo dados recentes do Infarmed. Isto mostra-nos que andamos a “adormecer” ou “esconder” uma doença que, por si só, nos mata lentamente, adormecendo à boleia dos seus sintomas muitas vezes mascarados e camuflados.

Mesmo que os portugueses estejam cada vez mais informados sobre os problemas psicológicos e as suas consequências, pouco se fala e não há muita divulgação acerca dos tratamentos. Por exemplo, quando falamos em depressão, associamos automaticamente à intervenção medicamentosa. Mas apesar de os medicamentos melhorarem [a qualidade de vida do paciente], mas não resolvem o problema, apenas o “adormecem”, aumenta o risco de o problema psicológico se tornar crónico e recorrente, dado que, apesar de o paciente se sentir melhor, será sempre doente, porque a causa da patologia não foi tratada. Sendo que além da medicação é importante e imprescindível o Acompanhamento Psicológico de forma a tratar a real causa da patologia de foro psicológico e não só os sintomas que a patologia provoca.

O que podem os portugueses esperar do apoio psicológico? (Imagem: DR)

Caso não exista uma intervenção psicológica atempada e contínua “as consequências ao nível da saúde física e mental são graves, podendo haver o desenvolvimento de uma psicose ou outras perturbações mais graves e irreversíveis. É necessário ter em conta que na maioria dos casos, os problemas psicológicos manifestam-se de forma gradual e silenciosa, ao ponto de a pessoa não assumir que tem um problema para resolver, sendo, muitas vezes, os familiares, companheiro/a ou amigos a darem o primeiro sinal de alerta ao paciente, muitas das vezes, encontrando-se este já afastado das suas responsabilidades familiares, laborais e no meio social por incapacidade em gerir as emoções e a vida em geral.

O que andam a sentir os portugueses? (Imagem: DR)

A realidade que vivemos hoje leva-nos a tomar cuidados, medidas reforçadas de cuidados médicos, no entanto, não podemos descurar dos cuidados de saúde mental. Não se esqueça de que é essencial que Não se descuide da sua Saúde! Neste sentido, deixo-lhe “3 regras de sobrevivência”:

  1. Peça ajuda, nomeadamente, psicológica. Lembre-se que o primeiro passo para que possa melhorar a sua condição, é aceitá-la, olhá-la de frente e erguer-se perante ela.
  2. Procurar manter sempre a calma e, por muito difícil que seja, substituir os seus pensamentos negativos por pensamentos positivos.
  3. Não se isole!

Estamos aqui para ajudar, marque a sua consulta!

Imagem: DR

Por: Marisa Marques* (OPP. 21210) – Psicóloga Clínica e da Saúde

(Consultório Privado Arcozelo-Barcelos, Hospital Trofa Barcelos, Hospital Trofa Braga Norte)

Imagens: DR.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade da autora)

Aleitamento materno e saúde mental

Agosto 6, 2020 em Atualidade, Concelho, Mundo, Opinião, Saúde Por barcelosnahorabarcelosnahora
Marisa Marques

Atualmente, sabemos que gravidez constitui um período que é geralmente vivido com grande emoção, contudo, os sentimentos podem tornar-se ambivalentes e contraditórios: por um lado, o encantamento e as expectativas positivas, e, por outro lado, a insegurança e o medo. Desta forma, a gravidez constitui, muitas vezes, uma fase crítica e vulnerável para a saúde psicológica da grávida, do bebé e do casal parental.



De acordo com o Congresso Americano de Obstetras e Ginecologistas (ACOG), entre 14 a 23% das mulheres demonstram sintomas de depressão durante a gravidez, e esta perturbação tem uma elevada probabilidade de persistir após o parto, caso não seja prontamente diagnosticada e tratada. A Depressão na gravidez e/ou no pós-parto é uma doença que pode e deve ser tratada. A procura de ajuda e apoio constitui o primeiro passo para que a depressão seja tratada eficazmente.

Agosto é o Mês Nacional de Amamentação. Este mês também inclui a Semana Mundial da Amamentação, de 1 a 7 de agosto. Os especialistas compartilham informações sobre aleitamento materno e saúde mental.

Com o parto e o nascimento do bebé surge um conjunto de novas transformações e mudanças físicas, psicológicas e sociais na mãe e no bebé. Todas estas novas transformações podem interferir com o bem-estar emocional da mãe, influenciando a sua relação com o bebé.

Por sua vez, a necessidade de adaptação aos ritmos do bebé, como por exemplo a AMAMENTAÇÃO, pode conduzir ao aumento dos níveis de fadiga e de desgaste emocional em ambos os pais, exigindo ao casal parental constantes reorganizações e adaptações, assim como uma preparação psicológica para as novas experiências que surgem agora.

Pelo que para as recém-mamãs, uma decisão importante é a de amamentar ou não. O que muitas mães não sabem é o impacto que a amamentação pode ter na saúde mental, bem como na saúde física da mãe e do bebê.

Em que uma mãe cansada (e talvez propensa a depressão pós-parto) não precisa de pressão extra. Para algumas mulheres, a amamentação é um momento exaustivo e doloroso. Onde a alimentação do bebé pode não ser um tempo de ligação e afeto. E sim, um período em que o filho a mantém acordada a noite toda e onde a mãe pode se sentir sufocada. Ao estabelecer esse tipo de relacionamento com o bebê é mais provável que crie uma ligação nociva ao invés do que seria esperado.

A amamentação tem um impacto na saúde mental de uma mulher. Amamentar e cuidar de um recém-nascido geralmente exige muita energia e dedicação. Absorvendo recursos físicos e mentais, muitas vezes até o ponto de deixar a mulher mais sensível e irritada, bem como a privação de sono, mudanças hormonais, criando o cenário perfeito para o aparecimento e desenvolvimento da depressão pós-parto.

Embora a amamentação seja idealmente a melhor opção, alguns especialistas concordam que podem haver desvantagens ao cobrar da mãe uma obrigatoriedade com relação ao aleitamento materno.

No entanto, nesta situação pandémica e como nas Crianças, Adolescentes e Adultos, também nas grávidas e recém-mamãs, e respetivos bebés, o impacto da COVID-19 na saúde mental é bastante preocupante. Uma em cada cinco mulheres sofre de perturbações mentais na gravidez ou durante o primeiro ano de vida do bebé.  Pelo que alerto para a importância, apoio e a ajuda dos profissionais de saúde, psicólogos e pediatras são essenciais para que as mães consigam ultrapassar esta etapa.

Em caso de dúvidas, a orientação de um psicólogo especializado em mães, puerpério e bebés pode ser importante. Se você está triste e sentindo-se culpada por não conseguir amamentar, agende a sua Consulta de Grávida ou a sua consulta de Acompanhamento Psicológico no Período Pós-Parto e cuide do seu lado emocional.

Serviços de Psicologia Clínica e da Saúde para Grávidas, Pais e Bebés/Crianças

Por: Dr.ª Marisa Marques* (OPP. 21210) – Psicóloga Clínica e da Saúde

(Consultório Privado Arcozelo-Barcelos, Hospital Trofa Barcelos, Hospital Trofa Braga Norte)

Fotos: DR.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade da autora)

Depressão: uma doença silenciosa e fatal

Julho 10, 2020 em Atualidade, Concelho, Mundo, Opinião, Saúde Por barcelosnahorabarcelosnahora
Marisa Marques

A depressão consiste numa perturbação mental muito comum no ser humano e caracteriza-se por ser uma perturbação emocional persistente que afeta negativamente a forma como a pessoa se sente, pensa e age. Provocando, por sua vez, sentimentos de tristeza e/ou perda de interesse, nomeadamente, nas atividades habituais do quotidiano e diminui de forma significativa a capacidade funcional da pessoa, quer ao nível profissional, quer ao nível social.



No contexto atual, a existência do vírus COVID-19 constituiu uma ameaça para a saúde, quer a nível físico como psicológico, considerando-se urgente e emergente, uma atitude.

De fato, estamos a viver uma situação de instabilidade emocional significativa, em que os sentimentos de angústia, tristeza, depressão, raiva, medo, bem como, outras alterações, dominarão o nosso dia a dia. Como consequência, prevê-se que haverá uma forte tendência a desvalorizar a sintomatologia depressiva, uma vez que a mesma poderá uma forte tendência a ser confundida com a tristeza e esgotamento, o que dificultará que a depressão seja diagnosticada.

A depressão é o “trilho” doloroso que induz a um sofrimento intenso, conduzindo, em casos extremos, ao suicídio. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2015, cerca de 300 milhões de pessoas tinham diagnóstico de depressão, sendo, por isso, classificada como uma das principais causas de morte. Em Portugal, a realidade não é diferente da restante situação mundial, estima-se que haja cerca de um quinto da população (22,9%) com sintomatologia depressiva.

Atualmente sabe-se que a depressão é considerada a doença que mais contribui para as mortes por suicídio, com um índice bastante elevado, falamos de 800 mil situações por ano em todo o mundo. Apesar de ainda ser um assunto tabu da nossa sociedade, o suicídio encontra-se entre as 10 principais causas de morte em Portugal e em todo o mundo. No nosso país, anualmente, suicidam-se cerca de 1000 pessoas, no entanto, desde o início da pandemia, o número de suicídios tem aumentado drasticamente, assunto que está nas primeiras páginas dos noticiários, tal como os números de infetados por COVID-19.

No entanto, é mais fácil olhar para o lado e mascarar esta realidade, do que nos comprometermos.

Todos temos o dever de estar alertados e informados sobre a depressão e as suas consequências para unir esforços e ajudar quem se encontra em sofrimento, por isso, todas as atitudes são preciosas quando se suspeita que alguém possa estar depressivo e com pensamentos suicidas.

O importante, numa primeira fase, é tentar entender o que está a acontecer e quais os sentimentos associados. Não tenha medo de perguntar à pessoa porque se sente triste, deprimida e se está a pensar em suicídio (desistir de algo). Sendo que é improvável, para não dizer impossível, que a depressão passe por si só, torna-se fundamental que o primeiro passo seja aceitar que precisamos de ajuda e, consequentemente, procurar ajuda dos profissionais de saúde mental (Psicólogos e Psiquiatras).

A depressão, tal como as doenças físicas, precisa de ser tratada. Em todos os casos, o recurso à psicoterapia é fundamental e, em casos mais específicos, deve-se complementar o tratamento com a utilização de psicotrópicos.

Lembre-se que a grande maioria das pessoas deprimidas melhora substancialmente com um tratamento apropriado. De uma forma geral, os quadros depressivos de intensidade moderada a grave são tratáveis com a conjugação da Psicoterapia Cognitivo-Comportamental e a Medicação. Sendo que em casos ligeiros serão intervencionados com Psicoterapia Cognitivo-Comportamental.

Reforço o alerta: se conhecerem alguém que possa ter uma perturbação de humor, o mais importante a ser feito é aconselhar-lhe a procurar ajuda. Não devemos minimizar a depressão, antes pelo contrário, devemos ser ativos na procura de uma resposta.

A Saúde Mental é um assunto sério: Sem Saúde Mental Não Há Saúde.

Por: Marisa Marques* (Psicóloga Clínica e da Saúde).

Imagens: DR.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade da autora)

“A saúde mental faz parte da resposta da saúde pública à COVID-19”

Maio 8, 2020 em Atualidade, Concelho, Mundo, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora

Saúde mental em tempos de pandemia

Marisa Marques

À medida que o COVID-19 “varre o mundo”, este causa uma ampla preocupação, ansiedade, medo, tristeza…Reações estas que são inatas ao ser humano quando está perante mudanças repentinas e incertezas, bem como situações de ameaça ao seu bem-estar, tal como vivemos nos dias de hoje.



A Organização Mundial da Saúde (OMS, 2020) alertou para consequências psicológicas e mentais do novo coronavírus, uma vez que o vírus gerou, e continua a gerar, stress na população, devido ao risco de contaminação, incerteza, isolamento social e desemprego entre outros motivos provocados pela pandemia, levando ao aparecimento e agravamento de problemas psicológicos e doença mental.

O cenário em que vivemos é especialmente perigosos por 3 grandes razões: (a) porque obrigou a uma súbita eliminação das nossas rotinas diárias, levando à retração social e perda da estrutura quotidiana; (b) porque as atuais notícias catastróficas são uma espécie de “trampolim” para pensamentos negativos e cíclicos, de tristeza e irritabilidade; e, por último, (c) porque os apelos permanentes à higiene manual meticulosa são solo fértil para manias de limpeza e controlo, reforçando comportamentos obsessivos e compulsivos.

Portanto cabe a cada um de nós compreender que esta situação de pandemia, requer o cumprimento das medidas de prevenção e de contenção, não só definidas pela OMS e pela DGS (Direção-Geral da Saúde), como também uma consciencialização da influência do mesmo na nossa Saúde Mental.

Os últimos meses têm sido difíceis para todos nós. De um momento para o outro, tivemos de alterar rotinas, adotar novas formas de vida e, diria até, enfrentar uma nova realidade.

Atualmente familiares, amigos e até mesmo a sociedade em geral começam a evidenciar o reforço nos cuidados de saúde, através da sua alimentação e suplementos e, até da atividade física, de força a fortificar o seu sistema imunitário. Esta é de facto uma postura crucial a manter e a adotar nesta altura, mas…E a Saúde Mental? As emoções? Os sentimentos? Raramente nos lembramos delas e o quão importante são para a nossa saúde.

É importante que tomemos consciência que os desequilíbrios emocionais acarretam alterações fisiológicas, nomeadamente a nível do aumento de hormonas de stress como a adrenalina e o cortisol, afetando diretamente o nosso sistema imunitário. Assim sendo, é muito importante que olhemos para a nossa saúde com um olhar alargado que inclua o cuidar da nossa saúde física, mas também psíquica, mental e emocional. A partir desta ressignificação estaremos muito melhor preparados para enfrentar este vírus e as suas variadas consequências, com vista à saúde e ao bem-estar pleno.

Torna-se agora fundamental definir prioridades e começar a voltar as nossas prioridades para o nosso Bem-estar psicológico e a Saúde Mental. Mesmo sabendo que não é fácil, uma vez que quando tudo corre mal ou não correr como desejado, a última coisa em que pensamos é no nosso equilíbrio emocional. O SNS e a OPP têm desenvolvido um trabalho fenomenal na promoção e prevenção da saúde mental criando as linhas de apoio psicológico que visam ajudar a uma melhor gestão de emoções como o stress, a ansiedade, angústia, medo; promover a resiliência psicológica; reforçar o sentimento de segurança da população e dos cuidadores, encaminhado para entidades de apoio emergente em caso de necessidade.

Contudo temos de começar a pensar num plano de atuação mais específico, de avaliação e intervenção na doença mental e mal-estar psicológico, não só nos doentes infetados, casos suspeitos e aos profissionais de saúde, mas sim a toda a população que foi vítima de uma forma ou de outra do COVID-19. Uma vez que “em períodos de catástrofe natural, vemos que as taxas de suicídio tendem a cair temporariamente. A coisa pode ficar crítica quando o evento passa, quando não se trata mais de uma questão de sobrevivência, mas de como prosseguir a existência a partir daí. É nesse momento que se percebe tudo o que foi destruído durante a situação de crise. Sendo bem possível que a tendência ao suicídio cresça de novo.” (Sociedade Alemã de Prevenção do Suicídio, 2020)

O medo de ficar doente, que algum familiar fique doente, medo de perder o trabalho, o aumento dos conflitos em casa, o teletrabalho e a escola online dos filhos, a mudança de rotinas e a difícil gestão do tempo. Estar longe de quem se ama” todas estas preocupações são naturais. Mas quando começam a afetar o nosso dia e a nossa noite e a causar sofrimento, ansiedade, tristeza, irritabilidade…poderemos estar a desenvolver um quadro de Ansiedade e /ou Depressão associada ao COVID-19. Como em outros casos, devido à exposição do cenário de COVID-19, podemos desenvolver Traumas Emocionais em – Perturbação de Stress Pós-Traumática (PSPT).

Relatos de palpitação, suores, aumento da pressão arterial, perda de apetite, dificuldade em respirar, problemas de concentração e sono, tristeza, raiva e culpa serão mencionados por grande parte da população portuguesa. E em quadros extremamente severos poderão desenvolver ideações suicidas.

Espera-se que a população em geral experiencie quadros de depressão e ansiedade, enquanto que as vítimas de infeção COVID-19, profissionais de saúde e outros profissionais de 1º linha experienciem em grande número a PSPT. Porém receio que não vá ser possível dar apoio psicológico a todos.

Não se esqueça de que é essencial que NÃO descuide da sua Saúde! Se se encontra nesta situação, deixo-lhe “3 regras de sobrevivência”:

1. Peça ajuda, nomeadamente, psicológica. Lembre-se que o primeiro passo para que possa melhorar a sua condição, é aceitá-la, olhá-la de frente e erguer-se perante ela.

2. Procurar manter sempre a calma e, por muito difícil que seja, substituir os seus pensamentos negativos por pensamentos positivos.

3. Não se isole!

Por: Marisa Marques * (Psicóloga Clínica e da Saúde).

Fotos: ROMANEWS | Enric Fontcuberta – EPA | DR.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade da autora)

COVID-19: Ansiedade e depressão são cenários reais em casos de emergência pública

Abril 17, 2020 em Atualidade, Concelho, Mundo, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora
Marisa Marques

Os coronavírus são um grupo de vírus que provocam infeções, variando a gravidade, nas pessoas. Normalmente estas infeções estão associadas ao sistema respiratório, podendo ser parecidas a uma gripe comum ou evoluir para uma patologia mais grave, como pneumonia. A Organização Mundial da Saúde atribuiu o nome, COVID-19, por ser o nome da doença que resulta das palavras “Corona”, “Vírus” e “Doença” com indicação do ano em que surgiu (2019).



Doença de coronavírus 2019 (COVID-19), anteriormente conhecida como coronavírus 2 de síndrome respiratória aguda grave (SARS-CoV-2) e 2019 novo coronavírus (2019-nCoV), foi identificado pela primeira vez em dezembro de 2019 na cidade de Wuhan, no centro da China (WHO, 2019; CDC, 2019). A 31 de janeiro de 2020 a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou uma emergência de saúde pública como o aparecimento de casos no Japão, Tailândia, Estados Unidos da América, Austrália e França (OMS,2020).

Esta emergência que o mundo enfrenta atualmente apresenta semelhanças com o surto de SARS, que vivemos entre 2002 e 2003 e vitimou mais de 800 pessoas (a COVID-19 já matou mais de 5.000 pessoas desde dezembro do ano passado). Apesar das diferentes apresentações clínicas, o rápido padrão de transmissão e a falta de preparação das autoridades de saúde são dois pontos semelhantes entre os surtos. Pelo que se sabe que quase metade dos sobreviventes do último coronavírus — o SARS — desenvolveram perturbações mentais após o surto, como a ansiedade, depressão e stress pós-traumático (PSPT) (Wu, Chan, Ma (2005), Hawryluck, Gold, Robinson et al. (2004)). Um estudo publicado em 2014 na revista especializada East Asian Arch Psychiatry mostrou que 54,5% dos sobreviventes desenvolveram ansiedade por stress pós-traumático, enquanto 39% teve depressão. O que nos leva a acreditar que esta crise de saúde pública provocada pelo COVID-19 poderá trazer como consequências, cenários de depressão, ansiedade e stress pós-traumático (PSPT).

Por: Marisa Marques * (Psicóloga Clínica e da Saúde).

Imagem: DR.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade da autora)

Projeto do Município de Barcelos e agrupamentos escolares disponibiliza terapeutas da fala e psicólogos às escolas

Fevereiro 22, 2018 em Atualidade, Concelho, Educação Por barcelosnahorabarcelosnahora

O Presidente da Câmara Municipal de Barcelos, Miguel Costa Gomes, assinou ontem, 21 de fevereiro, nos Paços do Concelho, um protocolo de colaboração com os agrupamentos de escolas de Barcelos para a implementação do Projeto de Intervenção Psicossocial e Psicoeducativo de Barcelos, destinado os alunos do pré-escolar e do 1.º ciclo do ensino básico com graves dificuldades de aprendizagem e/ou problemas cognitivos, emocionais e comportamentais.



O projeto integra o Plano Integrado e Inovador de Combate ao Insucesso Escolar do Cávado, aprovado pelo Programa Operacional Regional do Norte 2014-2020 (Norte 2020), através da Tipologia de Intervenção Planos Integrado e Inovadores de Combate ao Insucesso Escolar de âmbito intermunicipal. Para a execução deste projeto, que tem a validade de 36 meses, há uma dotação orçamental de 498.800,00€, sendo que 85 por cento deste valor é financiado por fundos europeus.

O projeto foi desenvolvido em cooperação estreita e com o envolvimento ativo dos agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas do concelho de Barcelos e tem como objetivo contribuir para a promoção do sucesso educativo e prevenir o abandono escolar, através da implementação e operacionalização das ações previstas.

Em termos de recursos humanos, inclui uma equipa composta por seis psicólogos e três terapeutas da fala, exercendo a sua atividade com autonomia técnico-científica, articulando com o coordenador e com os representantes dos agrupamentos.

Na sessão da assinatura dos protocolos, Miguel Costa Gomes salientou a necessidade de manter o esforço do combater às desigualdades e a promoção da equidade, pelo que “o Município de Barcelos, com este projeto, pretende criar as condições necessárias para que as crianças e jovens do concelho possam ser bem-sucedidas e prossigam os seus estudos”. “A aposta que hoje fazemos na educação, amanhã trará resultados”, referiu.

Para a vereadora da Educação da Câmara Municipal de Barcelos “esta oportunidade é uma grande aposta na educação através deste quadro comunitário que visa a promoção do insucesso escolar”, sendo Barcelos o “primeiro município da Comunidade Intermunicipal do Cávado a avançar”. Armandina Saleiro referiu “que os seis psicólogos e três terapeutas da fala, para já, são os possíveis e necessários e, já estão no ativo a trabalhar nos casos mais particulares para enquadrar estas crianças”.

Fazem parte desta parceria, para além do Município de Barcelos como entidade coordenadora, o Agrupamento de Escolas Alcaides de Faria, o Agrupamento de Escolas de Barcelos, o Agrupamento de Escolas Gonçalo Nunes, o Agrupamento de Escolas de Fragoso, o Agrupamento de Escolas Rosa Ramalho, o Agrupamento de Escolas de Vila Cova, o Agrupamento de Escolas Vale D’Este, o Agrupamento de Escolas de Vale do Tamel e o Agrupamento de Escolas de Braga Oeste.

Os municípios do Cávado inscreveram diferentes projetos dentro do Plano Integrado e Inovador de Combate ao Insucesso Escolar, sendo que o que contempla a intervenção de equipas multidisciplinares nas escolas é considerado prioritário por todos os municípios. Barcelos é o primeiro município com intervenção direta no terreno e com um nível de maturidade e articulação muito diferenciado.

Fonte e fotos: CMB.

Prevalência da Doença Psiquiátrica em Portugal

Agosto 16, 2017 em Atualidade, Concelho, Cultura Por barcelosnahorabarcelosnahora

Rita Rodrigues

Hoje vou falar sobre a incidência da doença mental em Portugal, situação que preocupa cada vez mais o país e o mundo. Os dados são assustadores e, cada vez mais, aumenta esta incidência.



No Primeiro Relatório Epidemiológico Nacional de Saúde Mental (2015) foi realizado um estudo com pessoas de nacionalidade portuguesa, com mais de 18 anos e de ambos os géneros. Pessoas não-institucionalizadas, residentes em morada privada e apenas no continente, constituindo uma amostra que é representativa da população adulta de Portugal.

De acordo com o estudo realizado, verificou-se que a prevalência das perturbações psiquiátricas é superior a um quinto, ou seja, significa que Portugal tem a mais elevada prevalência de doenças psiquiátricas da Europa, conjuntamente com a Irlanda do Norte.

Ainda de acordo com o 1.º relatório Epidemiológico Nacional de Saúde Mental, Portugal, relativamente aos outros países europeus, apresenta maior prevalência de doença psiquiátrica em quase todos os grupos de perturbações do foro mental.

De acordo com os dados estatísticos, Portugal, em comparação com outros países da Europa, nas perturbações:

  • de Ansiedade posiciona-se em 1.º lugar;
  • do Humor posiciona-se em 3.º lugar;
  • de Controlo dos Impulsos posiciona-se em 1.º lugar;
  • por Utilização de Substâncias posiciona-se em 3.º lugar;

Com os resultados deste estudo podemos concluir que 1 em cada 5 pessoas da amostra apresentou perturbação psiquiátrica; que as perturbações de ansiedade são as que têm maior prevalência em Portugal, sendo que as mulheres, pessoas separadas e viúvas apresentam maior frequência de perturbação psiquiátrica. As perturbações não apresentam distribuições semelhantes entre sexos; se por um lado as mulheres apresentam mais perturbações depressivas e de ansiedade, os homens acabam por ter uma maior incidência de perturbações por abuso de substâncias e de controlo de impulsos.

Deixo, para reflectir, uma frase de Nathanael West “Os números constituem a única linguagem universal”.

Por: Rita Rodrigues*.

Psicóloga e Diretora Técnica da Unidade Paul Adam Mckay, da Associação RECOVERY IPSS.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do/a autor/a)

A importância dos relacionamentos entre pares na recuperação pessoal

Maio 17, 2017 em Mundo Por barcelosnahorabarcelosnahora

Rita Rodrigues
Rita Rodrigues

Como já abordei anteriormente é possível a recuperação pessoal na Saúde Mental e um dos fatores importante para a promoção da recuperação pessoal é o relacionamento entre pares.

De acordo com o Guia para Profissionais da Saúde Mental, 100 Modos de Apoiar o Recuperação Pessoal (2009) existe três tipos de suporte interpares:

Os Grupos de auto-ajuda ou ajuda mútua: dão prioridade à experiência vivida e desenvolvem estruturas com base na premissa que todos os participantes têm algo a contribuir;

Especialistas de Suporte Interpares: o especialista de suporte interpares é um cargo no sistema de saúde mental para o qual a experiência pessoal de doença mental é um requisito. Este cargo origina alguns benefícios:

  1. Para a pessoa contratada (Especialista de suporte interpares, com experiência vivida de doença mental) trata-se de um emprego com todos os benefícios inerentes. A vivência da doença mental pela pessoa é valorizada o que pode resultar na manutenção da recuperação pessoal. O Especialista de Suporte Interpares dá algo aos outros, um componente importante para a recuperação pessoal. A auto-gestão e as aptidões relacionais com o trabalho são consolidadas;
  2. No que concerne aos outros profissionais, a presença de especialistas de suporte interpares conduz à consciencialização acrescida de valores pessoais. A interação entre colegas pares atenua a distância existente nos serviços entre os profissionais e os utentes, de forma natural e não forçada;
  3. Para o utente, a presença do Especialista de Suporte Interpares nos serviços são exemplos palpáveis de recuperação pessoal – um poderoso criador de esperança. Pode promover, também, um menor distanciamento social com os restantes profissionais, levando a um maior compromisso e envolvimento no serviço.

Programas Geridos por pares: é um serviço cujo objetivo é promover a recuperação pessoal através dos valores e das práticas de funcionamento, através de uma perspetiva muito diferente da dos serviços tradicionais de saúde mental. O principal objetivo é apoiar as pessoas a reassumir a responsabilidade pelo seu futuro.

“Conheça todas as teoria, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana seja apenas outra alma humana.” Carl Jung

Por: Rita Rodrigues*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do/a autor/a)




Relações Interpessoais

Março 15, 2017 em Atualidade, Educação, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora

ritarodrigues
Rita Rodrigues

Como já dizia o poeta Vinícius de Moraes: “a vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida”

O indivíduo é o resultado das interações que estabelece ao longo da sua vida. Gerir essa relação de forma harmoniosa e produtiva é um desafio permanente.

De facto, vivemos em sociedade e, inevitavelmente, isso faz-nos criar laços com os outros. A este tipo de vínculo dá-se o nome de relação interpessoal e as relações interpessoais são influenciadas pelos comportamentos e pela comunicação entre as pessoas. Deste modo, para que possam existir boas relações interpessoais, quer seja em casa, na rua ou no trabalho, é importante o tipo de comunicação utilizado. Assim, dependendo da situação, podemos adotar um destes tipos de comunicação: agressivo, assertivo, passivo ou manipulador:

Agressivo

  • Dominar os outros
  • Valorizar-se à custa dos outros
  • Ironizar e desvalorizar sistematicamente o que os outros fazem e dizem

 

 

Assertivo

Assertividade significa evidenciar os seus direitos e admitir a sua legitimidade, sem ir contra os direitos dos outros.

  • Está à vontade na relação face a face
  • É verdadeiro consigo mesmo e com os outros, não dissimulando os seus sentimentos
  • Coloca as coisas muito claramente às outras pessoas
  • Estabelece com os outros uma relação baseada na confiança e não na dominação nem no calculismo

Passivo

  • Sente-se bloqueado e paralisado quando lhe apresentam um problema
  • Tem medo de avançar e de decidir porque receia a deceção
  • Tem medo de importunar os outros
  • Deixa que os outros abusem dele

Manipulador

  • Tende a desvalorizar os outros
  • Utiliza a simulação como instrumento
  • Fala por meias palavras
  • Tira partido do sistema, adaptando-o aos seus interesses

Criar relações positivas parte de nós. Temos ao nosso alcance a possibilidade de escolher o comportamento para ajudar ou dificultar a comunicação e as relações interpessoais.

 

Por: Rita Rodrigues 

(Psicóloga e Diretora Técnica da Unidade Paul Adam Mckay da Associação RECOVERY IPSS)

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