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Ricardo Esteves

Jesus, esperavas mais do Gonçalo? Eu cá espero mais de ti…

Dezembro 2, 2020 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora
Ricardo Esteves

Antes de começarmos, gostaria que assinassem esta petição – Petição para o Benfica começar todos os jogos a perder. : Petição Pública (peticaopublica.com). É para o bem de todos neste momento, acreditem. Nenhum benfiquista gosta de ver o seu clube perder, ainda para mais, quando parece que tal pode acontecer em qualquer jogo. Mas, por agora, parece ser a única forma de despertar uma reação e qualidade no nosso futebol (por muito que seja pouca).



Bom, feito o serviço público, vamos dar início à crítica dos últimos (e fatídicos) 3 jogos do meu Benfica:

– Começando pela festa da Taça:

Para vos ser sincero, não tenho assim muito a dizer sobre este jogo. Nem sequer me lembro bem do que se passou (até parece que voltei aos tempos áureos da universidade, mas desta feita, a festa foi diferente). Para além disso, admito que passei a maioria dos 90 minutos a contar carneiros.

– Passando pelo empate em Glasgow:

Sabes que a mentalidade da equipa, e do clube em geral, não está no sítio certo quando um dos capitães (neste caso, o Pizzi) diz que “O Benfica tem vindo a fazer coisas interessantes na Europa”. Se por interessante ele esteja a falar dos negócios efetuados ou dos últimos 15 minutos das últimas partidas, tem razão. Fora isso, não vejo motivo para tal afirmação. Este tipo de mentalidade reflete-se em campo. Nunca na vida podemos festejar um golo de empate contra o Rangers, com todo o respeito pelo clube de Glasgow e pela lenda do Chelsea que o comanda.

E Jesus, esperavas mais do Gonçalo? Eu cá esperava mais de ti…

PS: O Gabriel ainda deve estar a recuar para defender o lance do primeiro golo…

– E finalizando com a vitória na Cooperativa Agrícola do Estádio dos Barreiros:

Por incrível que pareça, foi o nosso melhor jogo dos 3, apesar das condições. E o melhor jogo do Everton com a camisola do Benfica. Espero que só melhore daqui para a frente, tem mais que qualidade para tal. Estranho foi essa exibição ter ocorrido nas condições que ocorreu – num campo de plantar batatas e contra uma equipa que (mesmo a perder!) pratica um antijogo que não faz falta nenhuma nos relvados portugueses, ou em qualquer um.

Tirando isso, bom esforço do Grimaldo (que parece dar vida ao Everton) e do Rafa (que mais parece um saco de boxe). Já Waldschmidt parece ter saudades do seu amigo Darwin e Jesus parece ter acordado, mostrando flashes do que era dantes, mandando o Lito Vidigal para o cara Elvas… calma!

Sobre Otamendi. Apesar dos erros, não acho nada correto o enxovalho que tem sido alvo nos media, especialmente de uma certa estação que cá todos sabemos. Tendo esta apresentado headlines como “Otamendi parece um bolo-rei”. Sou da opinião que o argentino não merece tal. Merece sim, é uns jogos no banco, apesar das soluções não serem as melhores.

Por fim, é de salientar a exibição de Seferovic. Não a que protagonizou dentro das quatro linhas, mas sim, a que fez fora, doando presentes para crianças de vários orfanatos lisboetas e, ainda, anunciando que irá concretizar 10 desejos a quem mais precisa, tornando, assim, o Natal destas pessoas um pouco melhor. Grande golo, Haris!

Por: Ricardo Esteves*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

3 a multiplicar por 0 é igual a 0

Novembro 10, 2020 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora
Ricardo Esteves

Quando há uns meses Jorge Jesus dizia, com toda a convicção do mundo, que o Benfica não iria jogar o dobro, mas sim, o triplo, enchia toda a nação benfiquista com uma esperança do tamanho da cabeça do Luisão. Mas quando se multiplica 3 por 0, que era aquilo que o Benfica jogava antes da chegada de Jesus, a conta continua a dar 0. E é precisamente isso que o Benfica tem jogado nos últimos tempos – zero, nicles, nada…Não me lembro da última vez que sofremos 9 golos em 3 jogos…



Ainda continua incutido no ADN do futebol encarnado os mesmos tiques de épocas passadas: dificuldade em criar oportunidades; fraca transição defensiva; inúmeros erros individuais; entre outros. A única diferença neste ano é a maior qualidade do plantel, com a adição de jogadores de qualidade acima da média, conseguindo resolver jogos quando têm espaço para tal. Mas isso não tem, propriamente, acontecido nos últimos jogos. Basta aparecer uma equipa bem preparada e com raça que mostramos logo dificuldades.

Para além destas dificuldades, e apesar de não ser desculpa, precisamos, claramente, de nos reforçar em várias posições: Defesa direito (desde a saída do Semedo), Médio Centro (que saudades da dupla Matic/Enzo…), Guarda-Redes, Central e talvez a mais importante – Presidência.

Felizmente, e nunca pensei dizer isto, aproxima-se a paragem para seleções. Normalmente fico um pouco deprimido e desligado do futebol nestas alturas, mas acho que, desta vez, é o melhor que poderia acontecer aos benfiquistas. Vamos ter umas semanas para baixar um pouco a tensão e para descontrair um bocado. Já para os lados do Seixal, vão ter mais tempo para tentar arranjar soluções rápidas para meter a equipa a jogar mais. Nem que seja só o dobro, Mister

Para finalizar. Eu sei que não têm sido dias fáceis para os benfiquistas. Acordar depois do 3º jogo consecutivo sem ganhar, ver as notícias e perceber que o Benfica recebeu nova visita da PJ não é algo fácil de digerir. Para ajudar, deixo-vos aqui 6 remédios para a azia que podem fazer em casa. As coisas vão melhorar, mas, até lá, vamos precisar…

Aqui vai:

  • Bicarbonato de Sódio c/ água;
  • Chá de Gengibre;
  • Chá de Espinheira Santa;
  • Chá de Funcho;
  • Chá de Regaliz;
  • Sumo de Pera.

De nada!

Até à próxima! Força Portugal!

Por: Ricardo Esteves*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Não dá para jogar com 11 Uruguaios em campo?

Novembro 6, 2020 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora
Ricardo Esteves

Bem. Para vos ser sincero, não estou com muita vontade de escrever esta semana, mas vou tirar inspiração dos últimos minutos do jogo contra os escoceses para o fazer. Vamos lá a isso!



Não foi propriamente a melhor semana para se viver o Benfica como devem ter percebido. Um ponto em 6 possíveis é de bradar aos céus. Quem deve estar contente é o André Villas-Boas, viu o Benfica a perder pontos e o Porto a ganhar (na Europa), mesmo que tenha sido contra a própria equipa…

Mas vamos por partes. Primeiro, o jogo no Bessa. Uma derrota enfática (e merecida) por 3-0 perante um grande (e caceteiro) Boavista. E pronto, vou-me ficar por aqui na análise deste jogo. Ao fim e ao cabo, isto é um artigo de opinião, não uma notícia. E por motivos óbvios, não me apetece opinar muito sobre o jogo.

Já em relação ao jogo para a Liga Europa, consigo dizer uma palavra ou outra. Apesar do empate em casa, que nunca deve ser um resultado a festejar, é de salientar a atitude da equipa de alguns jogadores para chegar ao empate. Agora é só o plantel todo adquirir esta atitude e mais ninguém nos para! E mudar um pormenor tático ou outro…E talvez sentar uns jogadores…E fazer umas compras no mercado de inverno…

E agora, queria dedicar este parágrafo a um Uruguaio que tem vindo a devolver a minha vontade de ver os jogos do meu clube. A sua raça e a sua atitude são de louvar, para não falar da sua qualidade enquanto futebolista. Como é possível, em tão pouco tempo, demostrar mais a mística do clube do que muitos que já lá estão há anos!? Viram a forma como ele festejou o golo? Até parecia que o estádio estava cheio. Antes estivesse…já tinha recebido umas quantas vénias. E outros jogadores, uns valentes apertos (estou a olhar para ti, Everton!). Só queria que todos fossem como ele. Para finalizar, gostaria de sugerir uma pequena alteração nos princípios básicos das ideias de Darwin (Charles não Núñez): “Na ‘luta’ pela vida por um lugar no plantel, organismos jogadores com variações qualidades favoráveis às condições do ambiente clube onde vivem jogam têm maiores oportunidades de sobreviver, quando comparados aos organismos jogadores com variações qualidades menos favoráveis.”. Claramente, Darwin Núñez é o organismo com qualidades mais favoráveis no plantel benfiquista e, não tarda, de todos os plantéis dos grandes clubes europeus.

Notas finais:

– Em relação à expulsão do Otamendi, tenho uma pergunta para vos colocar. Num jogo como aquele, onde o Benfica é claramente a equipa superior, e estando a ganhar 1-0, não era preferível deixar o avançado isolado TENTAR marcar em vez de fazer falta e ser expulso, deixando a equipa debilitada? Eu sei que é fácil estar aqui sentado a escrever isto, mas, ao contrário do Benfica, o Barcelos na Hora não pagou 15 milhões para eu estar aqui;

– Obrigado Rafa, por nunca desistires. Continua assim!

– Oh Jesus, eu no FM jogo com 2 médios centro mais defensivos (Weigl e Gabriel) num meio campo a 2…ou com 1 médio defensivo, neste caso pivô, num meio campo a 3. Até ver, tem resultado. Estou na Champions e tudo. Toma nota!

Notou-se uma certa azia nas minhas palavras? Peço desculpa, esperemos que, para a próxima, as coisas estejam melhores. Até lá!

Por: Ricardo Esteves*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Alta Rotação

Outubro 31, 2020 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora
Ricardo Esteves

Alta rotação, dentro e fora de campo. Têm sido umas semanas intensas para os benfiquistas.



Desta vez, não vou analisar 2, mas sim 3 jogos! Para além dos jogos na Luz contra o Belenenses e o Standard de Liége, o Benfica teve outro jogo, e talvez o mais importante de todos – a eleição para a presidência. Pessoalmente, não foi o resultado que mais pretendia. Contudo, é de salientar a incrível adesão da massa associativa, com filas e filas intermináveis, dando até voltas ao quarteirão (mais um pouco chegava a Alvalade!). Tendo este sido o ato eleitoral mais concorrido da história do Benfica, mostrando, cada vez mais, o crescendo sentido de responsabilidade da nação benfiquista. Tirando uma coisa ou outra um pouco estranhas, como urnas a serem transportadas em Renault’s (quando toda a gente sabe que o Volvo é um carro bem mais seguro), foi um ato eleitoral tranquilo.

Em relação aos dois jogos jogados, o Benfica aparenta ter carta de pesados. Não foram as vitórias propriamente mais difíceis, nem as mais vistosas. Mas delas resultaram o mais importante – os 3 pontos (e umas surpresas agradáveis). Porque é que o Benfica aparenta ter carta de pesados? Porque conseguiu mover 2 autocarros estacionados na baliza contrária. Um proveniente da Bélgica e um outro diretamente de Belém. Mas, ultrapassados esses obstáculos, foram 2 jogos relativamente tranquilos. De salientar a estreia a titular e a defesa direito do Diogo Gonçalves, que apesar de não ter sido muito posto à prova defensivamente, fez uma exibição muito sólida. Para alguém que costuma atuar a extremo, fez melhor trabalho que muitos laterais (COF…COF…). Do lado contrário da defesa, Nuno Tavares aparenta melhorar a passos largos (literalmente, que mota!). É só ganhar mais um pouco de cabeça e será um lateral de top mundial. Já Darwin é mais do mesmo, continua a jogar para caraças, para não dizer outra coisa.

Notas finais:

– Queria agradecer ao árbitro do Benfica – Standard pela ajuda, mas não era necessário. Valeu a intensão;

– Queria agradecer também ao Paços. Se não fosse pela exibição épica nunca teriam ganho o jogo. E a exibição vergonhosa da equipa de arbitragem tinha manchado ainda mais a noite na capital do móvel. Mas não me vou alargar muito, vou passar a palavra ao meu colega portista, João Dias;

– Por fim, o quão bom foi o regresso do público ao Estádio da Luz? Foram poucos, mas bons.

Para a semana há mais dose dupla. Estas séries são cansativas para os jogadores, mas para nós, adeptos, são incríveis. Não me canso de Benfica. Correção: Não me canso DESTE Benfica.

Até para a semana!

PS: Aposto que o Gabriel está mortinho para que o público regresse em força ao estádio só para não ter que ouvir o Jesus a gritar-lhe aos ouvidos. Vai ser preciso um estádio cheio, Gabriel.

Por: Ricardo Esteves*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Foi bom enquanto durou, Darwin!

Outubro 23, 2020 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora
Ricardo Esteves

Sim, porque esta relação (Darwin – Benfica), infelizmente, não vai ser muito duradoura. Cinco jogos, 5 assistências, 3 golos! Qual Cavani, qual quê! Isto, sim, é o futuro! Provavelmente, não o nosso, mas sim o futuro de outra equipa…Como diz o mister: Darwin não vai ser um grande jogador, vai ser um jogador BIG! E, t€ndo em conta a m€ntalidad€ que p€rdura nos corr€dores da Luz e do S€ixal, jogadores como o uruguaio, Waldshmidt e Everton podem não vestir de vermelho e branco dourado por muito mais tempo. Espero que, depois do dia 30 (dia em que, supostamente, decorrem as eleições), essa mentalidade sofra uma grande e merecida alteração. Mas isso será conversa para outra altura.



Vamos ao que interessa, à análise dos últimos 2 jogos.

Em Vila do Conde, deslocação tradicionalmente difícil, tivemos um pequeno passeio à beira mar, tal como o Vieira gosta, com uma vitória por 2 bolas a 0. Resultado, esse, que não foi mais avultado devido ao VAR. Alguém que diga aos responsáveis do Rio Ave que têm as linhas do relvado um pouco tortas…ou, então, ensinem um pouco de geometria ao VAR. Tirando esse pormenor, a equipa fez um jogo muito bem conseguido, tendo sufocado o adversário inúmeras vezes, causando, por consequência, inúmeros erros. Não percebo esta teimosia das equipas tentarem sair sempre a jogar…Às vezes, um chute de força para a frente não faria mal a ninguém.

Já o jogo em território polaco foi um pouco diferente. Como diz a expressão, foi uma faca de dois gumes. O “chip” europeu dos últimos anos prevaleceu no eixo defensivo, sendo este colmatado pela enormíssima qualidade ofensiva e, principalmente, pela grandíssima exibição de Darwin. Sem este poderio ofensivo, que irá resolver muitos jogos, a história desta 1ª jornada da Liga Europa teria sido muito diferente. Já que a transição defensiva deixou muito a desejar. Quer seja devido ao facto dos laterais atacarem como Deuses e “defenderem” como jogadores da distrital; quer seja por causa da lentidão dos centrais; ou quer seja pelo buraco no meio campo, Jorge Jesus tem muito trabalho pela frente. O facto de Jardel ter entrado para segurar a defesa, diz muito acerca desta.

Domingo há mais.

AH, já agora. Sou o Ricardo, novo representante do Benfica no Barcelos na Hora. Sou licenciado em Ciências da Comunicação desde 2017 e licenciado em benfiquismo desde 1994. Nunca joguei futebol profissional, mas tenho muitas horas no Football Manager e problemas de tensão por causa do meu clube. Por isso, acho que tenho os requisitos suficientes.

Obrigado e até para a semana.

Por: Ricardo Esteves* (Licenciado em Ciências da Comunicação)

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

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