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Saúde Mental

Porquê o mundo está doente?

Março 23, 2021 em Atualidade, Concelho, Mundo, Opinião, Saúde Por barcelosnahorabarcelosnahora
Cláudia Velez

“Saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença ou enfermidade”.

Organização Mundial da Saúde (OMS)

O sofrimento não se limita somente ás questões físicas, mas abrange o corpo, mente e espírito.

É essencial cuidarmos de todas as áreas, para mantermos uma “saúde completa”. Quando tal não acontece a doença manifesta-se ao nível físico, mental, emocional e espiritual.

O grande segredo é que deves estar saudável para não ficares doente e não, não estares doente para ficares saudável. Ser saudável não é não estar doente, ser saudável é poder fazer tudo o queres durante o dia com a máxima energia. Então se estiveres a fazer tudo o que desejas com a máxima energia, podes te considerar saudável.

Se não tiveres energia, não executas, ou até executas, mas requer um grande esforço da tua parte, e tudo o que é feito em esforço não é saudável.

Então o que temos de fazer para ter uma máxima energia?

Quatro sistemas do ser humano são a base para termos energia, para termos saúde. Se não estivermos alinhados nunca teremos energia suficiente, nem saúde.

QUATRO NÍVEIS DE ENERGIA

SAÚDE MENTAL (DOMÍNIO MENTAL)

  • Controlo da mente, pensamentos e ações, sem nos deixarmos influenciar por fatores externos?
  • O quanto és capaz de bloquear um pensamento negativo sempre que ele vier à tua cabeça?
  • Ouves o dobro do que falas?

DOMINIO EMOCIONAL (SAÚDE EMOCIONAL)

  • Ter a capacidade de reconhecer e avaliar os nossos próprios sentimentos e emoções e os dos outros, bem como a capacidade de lidar com os mesmos.
  • O quanto em stress consegues manter o controle e não explodir, ou se explodires não ires até ao fundo, ou se fores conseguires sair de lá rápido?
  • És responsável pelas tuas escolhas ou estás sempre a queixar-te?
  • Quantas vezes sorris/ris durante o dia?

DOMINIO FISICO (SAÚDE FISICA)

  • Quanto o nosso corpo está equilibrado, sem doenças, com energia e responde à nossa mente.
  • Como funciona o teu intestino?
  • Praticas exercício físico regular?
  • Tens um sono regular e acordas com vitalidade?
  • Fazes uma alimentação saudável e ingeres água?
  • Fazes uma respiração consciente por períodos ao longo do dia?

DOMINIO ESPIRITUAL (SAÚDE ESPIRITUAL)

  • Refere-se à busca do sentido, do propósito e significado da vida.
  • És fiel aos teus valores?
  • Qual é o propósito da tua vida? De onde vens? Para onde vais?
  • Acreditas que existe algo maior que pode te ajudar a sair desse problema?
  • Qual o teu nível de fé? Mesmo que estejas na pior situação, não perdes a fé?

“A Fé pode curar, mas a falta de fé pode matar”.

Quando todas as perguntas tiverem as respostas, surpreendentemente a tua vida muda e entras num estado de paz, aceitação, esperança e gratidão, enfrentando todos os momentos difíceis, com um sorriso no rosto e aceitação por tudo o que te acontece na vida. Acredita o teu sistema imunológico vai agradecer.

“Muda a tua mente, muda o teu corpo”.

Especialista em perfis comportamentais, Enfermeira & Terapeuta em saúde integrativa e sistémica

Por: Cláudia Velez*

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade da autora)

Imagem: DR

A coragem para enfrentar o desconhecido

Fevereiro 22, 2021 em Atualidade, Concelho, Mundo, Opinião, Saúde Por barcelosnahorabarcelosnahora
Cláudia Velez

Muitos sãos os momentos em que queremos ser fortes, queremos nos sentir capazes, queremos nos sentir super-heróis, como se nada nos derrubasse ou nos fragilizasse.

Queremos mostrar a nós mesmos que somos perfeitos e líderes da nossa própria vida.

Mas muitos sãos os momentos de âmago, incerteza, imperfeição e solidão.

Confrontamo-nos com as nossas próprias fraquezas, crenças enraizadas de um passado idealista, que nos leva ás nossas próprias inseguranças.

Recordo um momento da minha vida, quando decidi ter um filho, apesar dos riscos que corria por ter uma patologia de base, pois corria o risco de ter um surto após o parto, mas apesar do medo sentia-me mais forte do que nunca, pois tinha confiança que tudo iria correr bem. Foi um dia em que encontrei a coragem que existia dentro de mim, talvez desde sempre e que eu própria desconhecia.A minha coragem arrancou-me o medo dentro de mim e fez-me acreditar que tudo é possível. E hoje em dia quando sinto medo e com coragem de enfrentar o desconhecido, volto a este momento marcante da minha vida, que me faz recordar que nunca estou sozinha e faz-me ir buscar a coragem que sempre esteve em mim.

Acredito verdadeiramente que todas as experiências sejam elas positivas ou negativas, nos mostram a nossa parte vulnerável e fortalecedora. São os desafios que nos parecem problemas, que nos mostram a oportunidade de evoluirmos e de nos CONECTARMOS COM A NOSSA FÉ e termos a coragem de seguir em frente.

(Especialista em Perfis Comportamentais, Enfermeira & Terapeuta em Saúde Integrativa Sistémica)

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade da autora)

Fotos: DR

Será que conseguiremos descobrir a Vacina para a Alma?

Janeiro 19, 2021 em Atualidade, Opinião, Saúde Por barcelosnahorabarcelosnahora

Cláudia Velez

Quantos de nós esperam desesperadamente que a vacina para o Covid-19, irá salvar a humanidade, a vacina que nos levará de volta à normalidade.

Acredito vivamente que precisamos de descobrir uma vacina para a alma, para voltarmos a viver verdadeiramente. Não sei se será para voltarmos à normalidade, pois os padrões de normalidade, talvez, não se encaixem na sociedade atual. É necessário imunizar a alma, pois esta tem de estar alinhada com o nosso coração. As doenças da alma, antecedem ás doenças do corpo físico.

Segundo a Medicina Vibracional, a doença é causada não apenas por bactérias, vírus, substâncias químicas ou traumas físicos, mas também por disfunções crónicas dos padrões de energia emocional, dificuldade nas relações interpessoais e dificuldade no relacionamento consigo mesmo.  Sendo uma condição da espécie humana, na evolução humana, mascaramo-nos com  comportamentos  perfeccionistas, de  orgulho e egoísmo, criando-se assim um campo favorável ao aparecimento de  patologias do foro físico e mental, em que uma vacina para a alma, será o recurso que poderá manter a nossa sanidade mental.

Focados na perfeição do corpo, esquecemo-nos de cuidar da alma, através da oração, amor e gratidão, humildade, bondade, caridade e perdão.

A imunização da alma, refletir-se-á através do corpo físico, pois este demonstra o estado da nossa alma.

Que se façam esforços para a descoberta da vacina para a alma.

“Muda a tua mente, muda o teu corpo”.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade da autora)

Por:

Especialista em Perfis Comportamentais, Enfermeira & Terapeuta em Saúde Integrativa Sistémica

Aleitamento materno e saúde mental

Agosto 6, 2020 em Atualidade, Concelho, Mundo, Opinião, Saúde Por barcelosnahorabarcelosnahora
Marisa Marques

Atualmente, sabemos que gravidez constitui um período que é geralmente vivido com grande emoção, contudo, os sentimentos podem tornar-se ambivalentes e contraditórios: por um lado, o encantamento e as expectativas positivas, e, por outro lado, a insegurança e o medo. Desta forma, a gravidez constitui, muitas vezes, uma fase crítica e vulnerável para a saúde psicológica da grávida, do bebé e do casal parental.



De acordo com o Congresso Americano de Obstetras e Ginecologistas (ACOG), entre 14 a 23% das mulheres demonstram sintomas de depressão durante a gravidez, e esta perturbação tem uma elevada probabilidade de persistir após o parto, caso não seja prontamente diagnosticada e tratada. A Depressão na gravidez e/ou no pós-parto é uma doença que pode e deve ser tratada. A procura de ajuda e apoio constitui o primeiro passo para que a depressão seja tratada eficazmente.

Agosto é o Mês Nacional de Amamentação. Este mês também inclui a Semana Mundial da Amamentação, de 1 a 7 de agosto. Os especialistas compartilham informações sobre aleitamento materno e saúde mental.

Com o parto e o nascimento do bebé surge um conjunto de novas transformações e mudanças físicas, psicológicas e sociais na mãe e no bebé. Todas estas novas transformações podem interferir com o bem-estar emocional da mãe, influenciando a sua relação com o bebé.

Por sua vez, a necessidade de adaptação aos ritmos do bebé, como por exemplo a AMAMENTAÇÃO, pode conduzir ao aumento dos níveis de fadiga e de desgaste emocional em ambos os pais, exigindo ao casal parental constantes reorganizações e adaptações, assim como uma preparação psicológica para as novas experiências que surgem agora.

Pelo que para as recém-mamãs, uma decisão importante é a de amamentar ou não. O que muitas mães não sabem é o impacto que a amamentação pode ter na saúde mental, bem como na saúde física da mãe e do bebê.

Em que uma mãe cansada (e talvez propensa a depressão pós-parto) não precisa de pressão extra. Para algumas mulheres, a amamentação é um momento exaustivo e doloroso. Onde a alimentação do bebé pode não ser um tempo de ligação e afeto. E sim, um período em que o filho a mantém acordada a noite toda e onde a mãe pode se sentir sufocada. Ao estabelecer esse tipo de relacionamento com o bebê é mais provável que crie uma ligação nociva ao invés do que seria esperado.

A amamentação tem um impacto na saúde mental de uma mulher. Amamentar e cuidar de um recém-nascido geralmente exige muita energia e dedicação. Absorvendo recursos físicos e mentais, muitas vezes até o ponto de deixar a mulher mais sensível e irritada, bem como a privação de sono, mudanças hormonais, criando o cenário perfeito para o aparecimento e desenvolvimento da depressão pós-parto.

Embora a amamentação seja idealmente a melhor opção, alguns especialistas concordam que podem haver desvantagens ao cobrar da mãe uma obrigatoriedade com relação ao aleitamento materno.

No entanto, nesta situação pandémica e como nas Crianças, Adolescentes e Adultos, também nas grávidas e recém-mamãs, e respetivos bebés, o impacto da COVID-19 na saúde mental é bastante preocupante. Uma em cada cinco mulheres sofre de perturbações mentais na gravidez ou durante o primeiro ano de vida do bebé.  Pelo que alerto para a importância, apoio e a ajuda dos profissionais de saúde, psicólogos e pediatras são essenciais para que as mães consigam ultrapassar esta etapa.

Em caso de dúvidas, a orientação de um psicólogo especializado em mães, puerpério e bebés pode ser importante. Se você está triste e sentindo-se culpada por não conseguir amamentar, agende a sua Consulta de Grávida ou a sua consulta de Acompanhamento Psicológico no Período Pós-Parto e cuide do seu lado emocional.

Serviços de Psicologia Clínica e da Saúde para Grávidas, Pais e Bebés/Crianças

Por: Dr.ª Marisa Marques* (OPP. 21210) – Psicóloga Clínica e da Saúde

(Consultório Privado Arcozelo-Barcelos, Hospital Trofa Barcelos, Hospital Trofa Braga Norte)

Fotos: DR.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade da autora)

“A saúde mental faz parte da resposta da saúde pública à COVID-19”

Maio 8, 2020 em Atualidade, Concelho, Mundo, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora

Saúde mental em tempos de pandemia

Marisa Marques

À medida que o COVID-19 “varre o mundo”, este causa uma ampla preocupação, ansiedade, medo, tristeza…Reações estas que são inatas ao ser humano quando está perante mudanças repentinas e incertezas, bem como situações de ameaça ao seu bem-estar, tal como vivemos nos dias de hoje.



A Organização Mundial da Saúde (OMS, 2020) alertou para consequências psicológicas e mentais do novo coronavírus, uma vez que o vírus gerou, e continua a gerar, stress na população, devido ao risco de contaminação, incerteza, isolamento social e desemprego entre outros motivos provocados pela pandemia, levando ao aparecimento e agravamento de problemas psicológicos e doença mental.

O cenário em que vivemos é especialmente perigosos por 3 grandes razões: (a) porque obrigou a uma súbita eliminação das nossas rotinas diárias, levando à retração social e perda da estrutura quotidiana; (b) porque as atuais notícias catastróficas são uma espécie de “trampolim” para pensamentos negativos e cíclicos, de tristeza e irritabilidade; e, por último, (c) porque os apelos permanentes à higiene manual meticulosa são solo fértil para manias de limpeza e controlo, reforçando comportamentos obsessivos e compulsivos.

Portanto cabe a cada um de nós compreender que esta situação de pandemia, requer o cumprimento das medidas de prevenção e de contenção, não só definidas pela OMS e pela DGS (Direção-Geral da Saúde), como também uma consciencialização da influência do mesmo na nossa Saúde Mental.

Os últimos meses têm sido difíceis para todos nós. De um momento para o outro, tivemos de alterar rotinas, adotar novas formas de vida e, diria até, enfrentar uma nova realidade.

Atualmente familiares, amigos e até mesmo a sociedade em geral começam a evidenciar o reforço nos cuidados de saúde, através da sua alimentação e suplementos e, até da atividade física, de força a fortificar o seu sistema imunitário. Esta é de facto uma postura crucial a manter e a adotar nesta altura, mas…E a Saúde Mental? As emoções? Os sentimentos? Raramente nos lembramos delas e o quão importante são para a nossa saúde.

É importante que tomemos consciência que os desequilíbrios emocionais acarretam alterações fisiológicas, nomeadamente a nível do aumento de hormonas de stress como a adrenalina e o cortisol, afetando diretamente o nosso sistema imunitário. Assim sendo, é muito importante que olhemos para a nossa saúde com um olhar alargado que inclua o cuidar da nossa saúde física, mas também psíquica, mental e emocional. A partir desta ressignificação estaremos muito melhor preparados para enfrentar este vírus e as suas variadas consequências, com vista à saúde e ao bem-estar pleno.

Torna-se agora fundamental definir prioridades e começar a voltar as nossas prioridades para o nosso Bem-estar psicológico e a Saúde Mental. Mesmo sabendo que não é fácil, uma vez que quando tudo corre mal ou não correr como desejado, a última coisa em que pensamos é no nosso equilíbrio emocional. O SNS e a OPP têm desenvolvido um trabalho fenomenal na promoção e prevenção da saúde mental criando as linhas de apoio psicológico que visam ajudar a uma melhor gestão de emoções como o stress, a ansiedade, angústia, medo; promover a resiliência psicológica; reforçar o sentimento de segurança da população e dos cuidadores, encaminhado para entidades de apoio emergente em caso de necessidade.

Contudo temos de começar a pensar num plano de atuação mais específico, de avaliação e intervenção na doença mental e mal-estar psicológico, não só nos doentes infetados, casos suspeitos e aos profissionais de saúde, mas sim a toda a população que foi vítima de uma forma ou de outra do COVID-19. Uma vez que “em períodos de catástrofe natural, vemos que as taxas de suicídio tendem a cair temporariamente. A coisa pode ficar crítica quando o evento passa, quando não se trata mais de uma questão de sobrevivência, mas de como prosseguir a existência a partir daí. É nesse momento que se percebe tudo o que foi destruído durante a situação de crise. Sendo bem possível que a tendência ao suicídio cresça de novo.” (Sociedade Alemã de Prevenção do Suicídio, 2020)

O medo de ficar doente, que algum familiar fique doente, medo de perder o trabalho, o aumento dos conflitos em casa, o teletrabalho e a escola online dos filhos, a mudança de rotinas e a difícil gestão do tempo. Estar longe de quem se ama” todas estas preocupações são naturais. Mas quando começam a afetar o nosso dia e a nossa noite e a causar sofrimento, ansiedade, tristeza, irritabilidade…poderemos estar a desenvolver um quadro de Ansiedade e /ou Depressão associada ao COVID-19. Como em outros casos, devido à exposição do cenário de COVID-19, podemos desenvolver Traumas Emocionais em – Perturbação de Stress Pós-Traumática (PSPT).

Relatos de palpitação, suores, aumento da pressão arterial, perda de apetite, dificuldade em respirar, problemas de concentração e sono, tristeza, raiva e culpa serão mencionados por grande parte da população portuguesa. E em quadros extremamente severos poderão desenvolver ideações suicidas.

Espera-se que a população em geral experiencie quadros de depressão e ansiedade, enquanto que as vítimas de infeção COVID-19, profissionais de saúde e outros profissionais de 1º linha experienciem em grande número a PSPT. Porém receio que não vá ser possível dar apoio psicológico a todos.

Não se esqueça de que é essencial que NÃO descuide da sua Saúde! Se se encontra nesta situação, deixo-lhe “3 regras de sobrevivência”:

1. Peça ajuda, nomeadamente, psicológica. Lembre-se que o primeiro passo para que possa melhorar a sua condição, é aceitá-la, olhá-la de frente e erguer-se perante ela.

2. Procurar manter sempre a calma e, por muito difícil que seja, substituir os seus pensamentos negativos por pensamentos positivos.

3. Não se isole!

Por: Marisa Marques * (Psicóloga Clínica e da Saúde).

Fotos: ROMANEWS | Enric Fontcuberta – EPA | DR.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade da autora)

PAN Braga realiza palestra digital “Saúde Mental em Isolamento”

Abril 26, 2020 em Atualidade, Concelho, Mundo, Política Por barcelosnahorabarcelosnahora

Na próxima quarta-feira, dia 29 de abril, pelas 18h30, o PAN Braga realiza, em direto da sua página de Facebook, uma palestra digital dedicada ao tema “Saúde Mental em Isolamento, que contará com a participação da psicóloga Sara Brandão e com a moderação do porta-voz distrital, Rafael Pinto.



“Os problemas de saúde mental continuam a ser um assunto tabu, no entanto, afetam cada vez mais portugueses e a situação que vivemos atualmente pode aumentar a sua incidência.  O objetivo deste evento é perceber o impacto que a pandemia e o isolamento social podem ter no aumento destes problemas e que medidas podemos adotar, enquanto sociedade e ao nível individual, para os mitigar”, refere Rafael Pinto

Nesta DigitalTalk vão-se abordar os impactos que esta pandemia e o isolamento podem ter na nossa saúde mental e dos maiores grupos de risco; perceber o impacto que a quarentena pode ter na saúde mental, desenvolvimento e percurso escolar das crianças; partilhar técnicas que ajudem a lidar com o stress. Para assistir ao evento, clicar em: https://www.facebook.com/events/158454855589712/.

O PAN conseguiu fazer aprovar, no orçamento de estado 2020, a isenção do pagamento de IVA para psicólogos. Segundo o Partido, no seu programa eleitoral, constavam medidas como: «Contratar 200 Psicólogos para os Cuidados de Saúde Primários na próxima legislatura; Reforçar o papel e a relevância dos primeiros socorros psicológicos, enquanto parte dos cuidados básicos de Saúde, de modo a que possa existir um apoio psicológico de primeira linha para cidadãos afetados por acontecimentos de crise; Garantir a existência contínua de Psicólogos nos contextos educativos através da alteração do modelo de contratação “anual” para um modelo que garanta a presença permanente de Psicólogos através de uma carreira especial e reforçar, em 150, o número de Psicólogos nos agrupamentos e escolas públicas; Garantir a existência contínua de Psicólogos nos serviços prisionais, alterando o modelo de contratação via prestação de serviços para um modelo que garanta a presença contínua de Psicólogos e contratar 60 Psicólogos para os Serviços Prisionais; Desenvolver campanhas de sensibilização que aumentem a literacia da população na área da saúde mental, com especial ênfase nos temas da depressão e ansiedade».

Fonte e imagem: PAN-B.

COVID-19: Ansiedade e depressão são cenários reais em casos de emergência pública

Abril 17, 2020 em Atualidade, Concelho, Mundo, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora
Marisa Marques

Os coronavírus são um grupo de vírus que provocam infeções, variando a gravidade, nas pessoas. Normalmente estas infeções estão associadas ao sistema respiratório, podendo ser parecidas a uma gripe comum ou evoluir para uma patologia mais grave, como pneumonia. A Organização Mundial da Saúde atribuiu o nome, COVID-19, por ser o nome da doença que resulta das palavras “Corona”, “Vírus” e “Doença” com indicação do ano em que surgiu (2019).



Doença de coronavírus 2019 (COVID-19), anteriormente conhecida como coronavírus 2 de síndrome respiratória aguda grave (SARS-CoV-2) e 2019 novo coronavírus (2019-nCoV), foi identificado pela primeira vez em dezembro de 2019 na cidade de Wuhan, no centro da China (WHO, 2019; CDC, 2019). A 31 de janeiro de 2020 a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou uma emergência de saúde pública como o aparecimento de casos no Japão, Tailândia, Estados Unidos da América, Austrália e França (OMS,2020).

Esta emergência que o mundo enfrenta atualmente apresenta semelhanças com o surto de SARS, que vivemos entre 2002 e 2003 e vitimou mais de 800 pessoas (a COVID-19 já matou mais de 5.000 pessoas desde dezembro do ano passado). Apesar das diferentes apresentações clínicas, o rápido padrão de transmissão e a falta de preparação das autoridades de saúde são dois pontos semelhantes entre os surtos. Pelo que se sabe que quase metade dos sobreviventes do último coronavírus — o SARS — desenvolveram perturbações mentais após o surto, como a ansiedade, depressão e stress pós-traumático (PSPT) (Wu, Chan, Ma (2005), Hawryluck, Gold, Robinson et al. (2004)). Um estudo publicado em 2014 na revista especializada East Asian Arch Psychiatry mostrou que 54,5% dos sobreviventes desenvolveram ansiedade por stress pós-traumático, enquanto 39% teve depressão. O que nos leva a acreditar que esta crise de saúde pública provocada pelo COVID-19 poderá trazer como consequências, cenários de depressão, ansiedade e stress pós-traumático (PSPT).

Por: Marisa Marques * (Psicóloga Clínica e da Saúde).

Imagem: DR.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade da autora)

III Semana Social decorre em Barcelos

Setembro 23, 2018 em Atualidade, Concelho, Cultura, Educação, Mundo Por barcelosnahorabarcelosnahora

Entre 26 e 28 de setembro, Barcelos recebe a 3ª edição da Semana Social, organizada pela União das Instituições Particulares de Solidariedade Social de Braga, com as atividades a decorrerem no Auditório da Câmara Municipal de Barcelos e no Parque da Cidade.



O primeiro dia, no referido auditório, realiza-se o Seminário “Saúde Mental, Doença Neurodegenerativa e Alzheimer”. A abertura, pelas 14h00, será feita pelo Cónego Lino Maia, Presidente da CNIS – Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade Social. De seguida, intervém o Professor António Leuschner, Presidente do Conselho Nacional de Saúde Mental.

No dia seguinte, ainda no mesmo auditório, realiza-se o Seminário “Aplicação do Regulamento Geral de Proteção de Dados”, com a abertura a cargo de João Ferreira, Diretor do Centro Distrital de Segurança Social de Braga, e intervenção de Vânia Cristina Delgado, Advogada e Formadora Jurídica.

Por fim, a 28 de setembro, realiza-se a festa/convívio, com o apoio da Câmara Municipal de Barcelos, no Parque da Cidade, com parque infantil e piquenique para as IPSS que pretendam participar.

A abertura será feita pelo Arcebispo Primaz de Braga, D. Jorge Ortiga, e pelo município barcelense. Haverá a receção com o Grupo de Bombos da APACI, atuação do Grupo de Danças e Cantares da APAC, do Grupo de Danças Urbanas da Casa do Menino de Deus, oficina de canto do Centro Social de Chorente, com a colaboração da Universidade Sénior de Barcelos, aula interativa pelo Barcelos Saudável, animação musical com o professor Orlando e Companhia, insufláveis e oficinas de barro com o apoio do Museu de Olaria, terminando com a entrega de lembranças.

Barcelense RECOVERY IPSS vence novo prémio nacional: o BPI Solidário e Fundação La Caixa 2018

Junho 26, 2018 em Atualidade, Concelho, Cultura, Educação, Mundo, Política Por barcelosnahorabarcelosnahora

O dia de ontem resultou em mais uma data histórica, não só para a RECOVERY IPSS, presidida por Miguel Durães, como para Barcelos e para a área da saúde mental em Portugal. A IPSS barcelense foi distinguida, novamente, a nível nacional, desta feita, com o Prémio BPI Solidário e Fundação La Caixa 2018.



A cerimónia de entrega dos prémios decorreu em Lisboa, presidida por Artur Santos Silva, Presidente honorário do BPI e Presidente da Fundação La Caixa em Portugal, que entregou o prémio à RECOVERY na companhia de António Barreto, presidente de um júri composto por pessoas com um percurso sobejamente reconhecido pela sociedade.

Foram reconhecidas 21 IPSS a nível nacional, entre elas, também, a Cruz Vermelha de Barcelos – Delegação de Barcelos, com um prémio na ordem dos 23 mil euros. Já a RECOVERY recebeu um expressivo prémio de 50 mil euros para dotar aquelas que se constituíram como as primeiras Unidades de Cuidados Continuados Integrados de Saúde Mental na Infância e Adolescência da história do nosso país.

A dotação dessas Unidades passa por bens materiais e equipamentos tecnológicos para melhorar a sua prestação de serviços junto de crianças e jovens com problemas graves de saúde mental e seus familiares e/ou cuidadores informais.

Esta IPSS barcelense foi, igualmente, reconhecida pelo seu trabalho na defesa da saúde mental a nível nacional e internacional, junto daqueles que se encontram em situação de pobreza e exclusão social.

Acompanhado de Teresa Lomba, Flora Neco Durães, Rita Rodrigues e Sara Lomba, Miguel Durães, numa breve nota, deixou o seu agradecimento pelo prémio, salientando que “partilhamos este Prémio com todos os que caminham diariamente connosco, na luta por esta nobre causa”.

Prémio BPI Solidário

O BPI Solidário é um prémio anual de 750 mil euros para combater a Pobreza e a Exclusão Social, tendo como objetivo “apoiar projetos que promovam a melhoria das condições de vida de pessoas que se encontrem em situação de pobreza e exclusão social”.

Foi criado em 2016 e já atribuiu 1,4 milhões de euros em donativos, distribuídos por 32 projetos de norte a sul do país e ilhas.

Este Prémio destina-se a todas as instituições privadas sem fins lucrativos, sedeadas em Portugal, cujos projetos tenham como objetivo melhorar as condições de vida das pessoas que se encontram em situação de pobreza e de exclusão social.

Fotos: DR/MD.

Barcelense RECOVERY IPSS vence Prémio Fidelidade Comunidade

Maio 15, 2018 em Atualidade, Concelho, Cultura, Mundo Por barcelosnahorabarcelosnahora

O Museu do Oriente, em Lisboa, foi o palco escolhido para a entrega dos Prémios Fidelidade Comunidade, que distinguiu a IPSS barcelense RECOVERY, presidida por Miguel Durães, dedicada à assistência na área da saúde mental.



O Projeto “Reduzir obstáculos, facilitar vivências” foi escolhido por entre muitos outros. Entre todas as categorias, foram 580 candidaturas, com a da instituição barcelense a receber o prémio no valor de 50 mil euros. Valor este que será investido nas duas unidades de cuidados continuados para crianças e adolescentes, que iniciaram a atividade muito recentemente, em Barcelos, num projeto pioneiro em Portugal.

Miguel Durães salientou ser “uma grande honra receber esta distinção, não só pelo apoio financeiro que iremos receber, mas pelo relevante reconhecimento da missão e do trabalho diário que desenvolvemos junto daqueles utentes e seus familiares, que sofrem diariamente com o drama da doença mental grave, em especial daqueles que se encontram em situação de desvantagem social e económica”.

Este responsável aproveitou para agradecer “às dezenas de parceiros e mecenas institucionais, órgãos sociais, associados, colaboradores e amigos que nos apoiam diariamente junto daqueles que mais precisam”.

Com a vitória deste projeto, esta IPSS irá “conseguir criar mais 12 áreas de trabalho, assim como dotar estas duas unidades de cuidados continuados de equipamentos materiais e meios tecnológicos que vão, com certeza, potenciar o nosso número de beneficiários e melhorar, consideravelmente, a nossa prestação de serviços junto daqueles que estão em risco, que merecem a nossa proteção, ou que estão em situação de desvantagem social por motivos relacionados com problemas de saúde mental grave”, afirmou Miguel Durães, dedicando o prémio “a todos aqueles que caminham e trabalham connosco na luta por esta nobre causa. A todos aqueles que sofrem diariamente, muitas vezes num silêncio cortante, com este drama”.

O Prémio Fidelidade Comunidade é dirigido a instituições que promovam a inclusão social e a prevenção na saúde.

Foto: Miguel Durães.

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