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Saúde Mental

O limbo entre a vida que conhecíamos e algo que não sabemos o que será.

Março 16, 2022 em Atualidade, Opinião, Saúde Por barcelosnahorabarcelosnahora

A saúde mental da nossa população está a piorar: as consultas aumentam em alguns hospitais, noutros a gravidade dos casos acentua-se. As crises de ansiedade, cansaço psicológico, isolamento, depressão, anorexia, entre outros, são definitivamente um grande motivo de preocupação entre os especialistas de saúde mental (psicólogos, psiquiatras e pedopsiquiatras). As tentativas de suicídio e de perturbações de comportamento alimentar que chegaram à urgência, durante a pandemia, foram “mais graves” e o impacto psicológico dos portugueses é agora a ponta do iceberg, pois temos cada vez mais certezas de que a pandemia e o confinamento tiveram um impacto negativo na saúde mental da sociedade, mas o pior ainda poderá estar para vir.

Ainda não chegamos ao fim de uma pandemia e passamos novamente a viver sob uma nova imprevisibilidade e insegurança pondo à prova a nossa capacidade de resiliência – A GUERRA.

A guerra por si só é uma experiência potencialmente traumática. Embora não façamos diretamente parte desta guerra, não deixamos de estar envolvidos e de sofrer as consequências, porque este não é um problema somente da Ucrânia e da Rússia, mas sim uma situação que provoca incerteza e que exigirá o envolvimento mundial, dada a crise económica e social que se irá, dentro de pouco, instalar-se mundialmente.

Viver em tempo de guerra não representa apenas a destruição das infraestruturas, perda de vidas e ferimentos. Tem um impacto traumático e de revolta que gera um sentimento de desmoralização e desânimo, obviamente sobretudo nas vítimas diretas, mas a verdade é que nós, as vítimas secundárias, não sairemos ilesas. 

Hoje vivemos sob tensão vemos pessoas a precisarem de ajuda e os meios de comunicação estão sempre a mostrar imagens de devastação. Provocando em nós uma exposição contínua à incerteza e a uma extrema ausência de controlo face à situação, provocando-nos sentimentos de desespero, inutilidade, incapacidade e, consequentemente, um maior stress e ansiedade.

Contudo sentir-se ansioso não fará de nós mais fracos. No entanto, é extremamente importante tentar controlar a ansiedade, procurar formas de ajudar-nos, moderar a nossa exposição ao que ouvimos e vemos nos meios de comunicação e principalmente procurar ajuda quando acharmos que não conseguimos mais controlar sozinhos.

Desta forma alerto, nomeadamente aos adultos e pais que “protejam” as nossas crianças, pois não se encontram com maturidade emocional suficiente para lidar com tanta insegurança e medo. É importante que estejam atentos ao impacto emocional que esta situação possa causar nos seus filhos, mostrando-se tranquilos e ajudando a criança a perceber o que se passa e, ao mesmo tempo, a manter o seu sentido de segurança.

Caso considere que a situação está intensificada e não tem controlo, procure ajuda especializada (Psicologia, Psiquiatria, Pedopsiquiatria) de forma a diminuir o impacto traumático desta situação avassaladora que estamos a viver.

O que se passa fora é o que tu trazes dentro

Março 10, 2022 em Atualidade, Mundo, Saúde Por barcelosnahorabarcelosnahora

Cláudia Velez de Melo

Quantas vezes sentes que o mundo ao teu redor está o caos? Quantas vezes não suportas o ruido que está à tua volta? Quantas vezes sentes que não te enquadras no local onde estás?

A forma como vivemos e sentimos surge primeiramente dentro de nós, só depois será manifestado externamente.

O que está a acontecer dentro de ti, reflete-se no teu mundo exterior. Talvez possa ser difícil de compreender, porém a revelação do nosso ser interior é manifestada e colocada mesmo à nossa frente, através de experiências e momentos externos, reveladores de nós próprios.

Observa o que se passa à tua volta e compreenderás o que se passa dentro de ti.

Precisamos urgentemente de encontrar o caminho, aquele caminho que faz olhar para dentro de nós. Para isso é preciso deixarmos as distrações de lado e começar a dar atenção plena aos nossos pensamentos e emoções e essencialmente sermos verdadeiros connosco próprios, compreendendo que o único caminho é aceitarmos que também falhamos, não somos perfeitos, mas que estamos sempre a tempo de mudar.

Seguir a voz do coração, que muitos poderão chamar de intuição, para entrarmos em verdadeira sintonia connosco, este GPS interno que todos temos e pouco ou nenhuma importância lhe damos. É muito mais confortável continuarmos dentro da nossa bolha de conforto, mesmo continuando insatisfeitos e infelizes com a vida que levamos, continuamos e disfarçamos o que sentimos com as distrações que a vida nos proporciona. Distrações como nos focarmos no que está fora de nós, o que os nossos olhos vêm.

Vou-vos contar uma pequena história de uma cliente que eu acompanhei. Na primeira sessão mencionou que a sua vida estava o caos, caos no trabalho, em casa, caos dentro dela mesma, parecia que nada na sua vida estava a funcionar.  

Eu questionei, se tens o caos dentro de ti, como achas que vai estar o mundo à tua volta?  É importante descobrires qual o estado desejado, para assim entenderes o que precisas de mudar para obteres o que queres, pois já tens as respostas todas dentro de ti. Algo dentro dela se acendeu e compreendeu que tudo estava dentro dela e que a mudança teria de começar primeiro dentro dela.

Toda a sua energia estava concentrada na insatisfação, ao invés de encontrar um caminho para a saída

Enquanto continuarmos a direcionar a nossa visão apenas para o mundo exterior, iremos continuar insatisfeitos e depositamos toda a responsabilidade nos outros.

Afinal o que é o mundo interior?

Mundo interior é o mundo que só nós somos capazes de ver quem somos, sentimos e acreditamos. Ter consciência de quem somos, entender o que sentimos, levar-nos-á a aceder ao nosso software interno que possui todas as informações que nós já temos desde sempre, sobre a nossa verdadeira essência.

 Volta a atenção para ti mesma e sê honesta com o teu sentir, analisa as tuas atitudes, os teus pensamentos e coloca-os em ordem, com uma boa dose de positivismo, começa a vibrar nas emoções certas e verás o mundo ao teu redor começar a mudar e no final de contas, não foi o mundo que mudou, foste tu.

Especialista em Perfis Comportamentais, Enfermeira & Terapeuta em Saúde Integrativa Sistémica

Sabes como treinar o teu cérebro a ser positivo?

Janeiro 3, 2022 em Atualidade, Concelho, Mundo, Saúde Por barcelosnahorabarcelosnahora
Cláudia Velez de Melo

É crucial não deixarmos de nos cuidar física e psicologicamente e arranjarmos estratégias para manter a mente sã.

Nos tempos que atravessamos, sabemos que temos de nos proteger do vírus que é bastante contagioso, que precisamos de estar afastados para não o propagarmos, que temos de lavar as mãos, para não o espalhar através do toque ou das nossas mucosas, mas também temos de prestar atenção ao nosso stress, mental e emocional, como a ansiedade, depressão, pânico…tudo o que envolve a nossa saúde mental e emocional.

 “A nossa higiene mental é tão importante como lavar as nossas mãos, temos de desinfetar os nossos pensamentos”.

Dr. Daniel Amen, psiquiatra

Os pensamentos negativos automáticos, atacam-nos de várias perspetivas diferentes e deixar que não nos dominem é uma capacidade que exige trabalho constante. Tal como temos de comer melhor ao longo do tempo para sermos saudáveis, não pode ser só uma vez, o mesmo acontece com a nossa higiene mental.

Temos de ter atenção ao que dizemos a nós mesmos, manter um bom diálogo interno, advém da forma como reagimos à realidade, da forma como percecionamos o que se passa à nossa volta.

Os pensamentos mentem muito, não temos de acreditar em cada pensamento que temos. E são, normalmente os pensamentos em que acreditamos que nos conduzem à ansiedade, ao medo e até ao pânico.

“As pessoas que têm uma linguagem catastrófica, um diálogo interno muito depreciativo consigo mesmo, terão um enorme impacto a nível fisiológico”.

O nosso corpo responde a cada pensamento que temos. Um pensamento ansioso, preocupado, zangado, raivoso, assustado e até de ódio, fará com que nos sintamos doentes, afetando o nosso sistema imunitário.

O impacto do stress no nosso sistema imunitário é muito significativo, torna-nos mais vulneráveis a ficarmos doentes. Contudo alguma ansiedade é benéfica para fazermos o que é certo. Porém o stress crónico danifica o cérebro. Para compreenderem um pouco melhor do que vos falo, o stress danifica uma área do cérebro chamada de hipocampo, envolvido na memória e disposição. Segundo o Dr. Daniel Amen, diariamente criamos 700 novas células no hipocampo, mas temos a função de as proteger e fazemo-lo a dormir. Por isso, a melhor forma de ter um sistema imunitário saudável é desligar a TV e os dispositivos eletrónicos e fazer algo relaxante à noite.

Como manter uma mente sã?

Biologicamente, temos de cuidar do nosso cérebro.

Psicologicamente, não acreditar em todos os pensamentos que temos.

Socialmente, ver com quem estamos ligados, outras pessoas seguirão o nosso exemplo.

Espiritualmente, porque estamos neste planeta? Qual é o nosso sentido mais profundo de significado e propósito?

Sabias que ajudar outras pessoas, fortalece o nosso sistema imunitário? Porque quando saímos da nossa “cabeça”, as coisas tornam-se menos difíceis.

 “Precisamos de ter hábitos certos”.

Foca-te em ter um pensamento “limpo”, quando o nosso cérebro está bom, a nossa mente segue-o. Treina o teu cérebro para o que está bem, em vez, de o treinar só para o que está errado.

Todos os dias ao acordar dizer” Hoje, vai ser um bom dia”, porquê? Porque o meu cérebro vai descobrir o porquê de hoje ser um bom dia.

Antes de ires para a cama à noite, dizer “o que correu bem hoje?  e é incrível o encontro com tantas coisas boas que correram bem, tudo porque procuraste o que correu bem, em vez, de estares focado no que correu mal.

Tem um bom dia!!!

Especialista em Perfis Comportamentais, Enfermeira & Terapeuta em Saúde Integrativa Sistémica

Afinal o que é que possuímos?

Junho 28, 2021 em Atualidade, Concelho, Mundo, Opinião, Saúde Por barcelosnahorabarcelosnahora
Cláudia Velez

Verdadeiramente, só possuímos como nosso aquilo que podemos levar deste mundo, tomei esta consciência ao mudar de cidade, ao ter escolhido abandonar tudo o que aparentemente achava que possuía.

Afinal o que é que possuímos?

“Tudo o que se resume ao uso da nossa alma. Os nossos valores, conhecimento e inteligência”

Isto é o que levamos, estejamos onde estivermos e acredito que o que levamos, nos servirá em outro mundo.

Após 5 anos em que deixei a minha cidade natal, me sinto mais rica em valores morais do que quando cheguei. Sinto que a minha bagagem emocional me transformou como ser humano. Sei que a sua utilidade não servirá somente a mim, mas também quem fizer parte do meu caminho.

Acredito que o nosso propósito, passa pela nossa evolução em nos tornarmos melhores seres humanos. Em cada passo dado, em cada experiência vivida, nos tornamos mais ricos, da forma como tudo é pago com as nossas qualidades da alma e assim seremos tratados consoante as nossas “posses”, consoante as nossas qualidades da alma.

Se ainda não sabes qual o teu propósito, uma coisa eu te garanto, um dos propósitos é a tua evolução, o outro propósito será certamente qual o caminho que escolhes para a tua evolução.

Constrói a riqueza por ti mesmo, com esforço, coragem e perseverança e utiliza a tua riqueza em prol de um bem maior e terás todo o mérito do caminho que fizeste e serás recompensado pelo trabalho que desenvolveste.

“O lugar a que pertencemos não depende do que temos ou do lugar que ocupamos, mas depende da soma das nossas virtudes”.

Especialista em Perfis Comportamentais, Enfermeira & Terapeuta em Saúde Integrativa Sistémica

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade da autora)

Imagem: António Mora | George Redhawk Motion Effects

O que nunca te disseram…

Maio 24, 2021 em Atualidade, Concelho, Mundo, Opinião, Saúde Por barcelosnahorabarcelosnahora
Cláudia Velez

Na constante busca pela perfeição, vivemos num mundo que não se aceitam falhas. Esforçamo-nos em cada momento em mostrar que somos capazes e esperamos o reconhecimento por cada passo dado. Dia após dia esta ambição se torna a nossa prisão, como se a nossa vida dependesse disso. Ouvimos inúmeras vezes que é com os erros que se aprende, porém, o erro não é tolerável.

Acredito que esta busca pela perfeição se resume na ambição de querermos ser perfeitos connosco e com o mundo, na expectativa de ser aceite, amado e respeitado, ocultando as nossas sombras e fraquezas, para somente mostrar ao mundo as nossas virtudes, não nos permitindo sermos como somos. Mostramos apenas algumas partes de nós, aquelas que consideramos ser aceites aos olhos da sociedade. Sim, porque existe o padrão da sociedade, que é somente a opinião em que todos se baseiam. Contudo, se por acaso fores aquele que não segue o padrão da sociedade, possivelmente serás seguido, porque criaste o teu próprio caminho e não porque seguiste o caminho que não era o teu.

O grande propósito é tomarmos consciência das nossas partes rejeitadas ou reprimidas, que simbolizam a linguagem não reconhecida da personalidade, o que nos leva a passarmos grande parte do nosso tempo a corrigir experiências, criando assim um ideal do ser humano e do mundo, baseado no nosso ego.

Muitas são as pessoas que temem olhar para dentro de si mesmas e o medo levanta muros tão espessos que perdemos a noção de quem realmente somos. É como se andássemos em círculo em busca da perfeição e entrássemos num labirinto procurando a aprovação. Numa tentativa interminável de agradar, o resultado vai ser sempre “quase consegui” e porquê? Porque “quase fui quem não sou”.

Somos feitos de dualidade. Somos seres imperfeitos que vive em busca da perfeição e da aceitação.

É possível sermos perfeitos sem sermos imperfeitos?

É possível ver a luz sem reconhecer a escuridão?

É possível eu reconhecer o que é o bom, sem saber o que é o mau?

Somos humanos e ser humano é ser perfeito com as nossas imperfeições, aceitando e reconhecendo cada parte de nós.

Tendo a coragem de eu ser imperfeita pergunto-vos:

Aceitas as tuas imperfeições ou vives escondendo as tuas “sombras” e a tua máscara da perfeição, tornou-se a tua maior prisão?

“Muda a tua mente, muda o teu corpo”

Especialista em perfis comportamentais, Enfermeira & Terapeuta em saúde integrativa e sistémica

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade da autora)

Imagem: DR

Porquê o mundo está doente?

Março 23, 2021 em Atualidade, Concelho, Mundo, Opinião, Saúde Por barcelosnahorabarcelosnahora
Cláudia Velez

“Saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença ou enfermidade”.

Organização Mundial da Saúde (OMS)

O sofrimento não se limita somente ás questões físicas, mas abrange o corpo, mente e espírito.

É essencial cuidarmos de todas as áreas, para mantermos uma “saúde completa”. Quando tal não acontece a doença manifesta-se ao nível físico, mental, emocional e espiritual.

O grande segredo é que deves estar saudável para não ficares doente e não, não estares doente para ficares saudável. Ser saudável não é não estar doente, ser saudável é poder fazer tudo o queres durante o dia com a máxima energia. Então se estiveres a fazer tudo o que desejas com a máxima energia, podes te considerar saudável.

Se não tiveres energia, não executas, ou até executas, mas requer um grande esforço da tua parte, e tudo o que é feito em esforço não é saudável.

Então o que temos de fazer para ter uma máxima energia?

Quatro sistemas do ser humano são a base para termos energia, para termos saúde. Se não estivermos alinhados nunca teremos energia suficiente, nem saúde.

QUATRO NÍVEIS DE ENERGIA

SAÚDE MENTAL (DOMÍNIO MENTAL)

  • Controlo da mente, pensamentos e ações, sem nos deixarmos influenciar por fatores externos?
  • O quanto és capaz de bloquear um pensamento negativo sempre que ele vier à tua cabeça?
  • Ouves o dobro do que falas?

DOMINIO EMOCIONAL (SAÚDE EMOCIONAL)

  • Ter a capacidade de reconhecer e avaliar os nossos próprios sentimentos e emoções e os dos outros, bem como a capacidade de lidar com os mesmos.
  • O quanto em stress consegues manter o controle e não explodir, ou se explodires não ires até ao fundo, ou se fores conseguires sair de lá rápido?
  • És responsável pelas tuas escolhas ou estás sempre a queixar-te?
  • Quantas vezes sorris/ris durante o dia?

DOMINIO FISICO (SAÚDE FISICA)

  • Quanto o nosso corpo está equilibrado, sem doenças, com energia e responde à nossa mente.
  • Como funciona o teu intestino?
  • Praticas exercício físico regular?
  • Tens um sono regular e acordas com vitalidade?
  • Fazes uma alimentação saudável e ingeres água?
  • Fazes uma respiração consciente por períodos ao longo do dia?

DOMINIO ESPIRITUAL (SAÚDE ESPIRITUAL)

  • Refere-se à busca do sentido, do propósito e significado da vida.
  • És fiel aos teus valores?
  • Qual é o propósito da tua vida? De onde vens? Para onde vais?
  • Acreditas que existe algo maior que pode te ajudar a sair desse problema?
  • Qual o teu nível de fé? Mesmo que estejas na pior situação, não perdes a fé?

“A Fé pode curar, mas a falta de fé pode matar”.

Quando todas as perguntas tiverem as respostas, surpreendentemente a tua vida muda e entras num estado de paz, aceitação, esperança e gratidão, enfrentando todos os momentos difíceis, com um sorriso no rosto e aceitação por tudo o que te acontece na vida. Acredita o teu sistema imunológico vai agradecer.

“Muda a tua mente, muda o teu corpo”.

Especialista em perfis comportamentais, Enfermeira & Terapeuta em saúde integrativa e sistémica

Por: Cláudia Velez*

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade da autora)

Imagem: DR

A coragem para enfrentar o desconhecido

Fevereiro 22, 2021 em Atualidade, Concelho, Mundo, Opinião, Saúde Por barcelosnahorabarcelosnahora
Cláudia Velez

Muitos sãos os momentos em que queremos ser fortes, queremos nos sentir capazes, queremos nos sentir super-heróis, como se nada nos derrubasse ou nos fragilizasse.

Queremos mostrar a nós mesmos que somos perfeitos e líderes da nossa própria vida.

Mas muitos sãos os momentos de âmago, incerteza, imperfeição e solidão.

Confrontamo-nos com as nossas próprias fraquezas, crenças enraizadas de um passado idealista, que nos leva ás nossas próprias inseguranças.

Recordo um momento da minha vida, quando decidi ter um filho, apesar dos riscos que corria por ter uma patologia de base, pois corria o risco de ter um surto após o parto, mas apesar do medo sentia-me mais forte do que nunca, pois tinha confiança que tudo iria correr bem. Foi um dia em que encontrei a coragem que existia dentro de mim, talvez desde sempre e que eu própria desconhecia.A minha coragem arrancou-me o medo dentro de mim e fez-me acreditar que tudo é possível. E hoje em dia quando sinto medo e com coragem de enfrentar o desconhecido, volto a este momento marcante da minha vida, que me faz recordar que nunca estou sozinha e faz-me ir buscar a coragem que sempre esteve em mim.

Acredito verdadeiramente que todas as experiências sejam elas positivas ou negativas, nos mostram a nossa parte vulnerável e fortalecedora. São os desafios que nos parecem problemas, que nos mostram a oportunidade de evoluirmos e de nos CONECTARMOS COM A NOSSA FÉ e termos a coragem de seguir em frente.

(Especialista em Perfis Comportamentais, Enfermeira & Terapeuta em Saúde Integrativa Sistémica)

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade da autora)

Fotos: DR

Será que conseguiremos descobrir a Vacina para a Alma?

Janeiro 19, 2021 em Atualidade, Opinião, Saúde Por barcelosnahorabarcelosnahora

Cláudia Velez

Quantos de nós esperam desesperadamente que a vacina para o Covid-19, irá salvar a humanidade, a vacina que nos levará de volta à normalidade.

Acredito vivamente que precisamos de descobrir uma vacina para a alma, para voltarmos a viver verdadeiramente. Não sei se será para voltarmos à normalidade, pois os padrões de normalidade, talvez, não se encaixem na sociedade atual. É necessário imunizar a alma, pois esta tem de estar alinhada com o nosso coração. As doenças da alma, antecedem ás doenças do corpo físico.

Segundo a Medicina Vibracional, a doença é causada não apenas por bactérias, vírus, substâncias químicas ou traumas físicos, mas também por disfunções crónicas dos padrões de energia emocional, dificuldade nas relações interpessoais e dificuldade no relacionamento consigo mesmo.  Sendo uma condição da espécie humana, na evolução humana, mascaramo-nos com  comportamentos  perfeccionistas, de  orgulho e egoísmo, criando-se assim um campo favorável ao aparecimento de  patologias do foro físico e mental, em que uma vacina para a alma, será o recurso que poderá manter a nossa sanidade mental.

Focados na perfeição do corpo, esquecemo-nos de cuidar da alma, através da oração, amor e gratidão, humildade, bondade, caridade e perdão.

A imunização da alma, refletir-se-á através do corpo físico, pois este demonstra o estado da nossa alma.

Que se façam esforços para a descoberta da vacina para a alma.

“Muda a tua mente, muda o teu corpo”.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade da autora)

Por:

Especialista em Perfis Comportamentais, Enfermeira & Terapeuta em Saúde Integrativa Sistémica

Aleitamento materno e saúde mental

Agosto 6, 2020 em Atualidade, Concelho, Mundo, Opinião, Saúde Por barcelosnahorabarcelosnahora
Marisa Marques

Atualmente, sabemos que gravidez constitui um período que é geralmente vivido com grande emoção, contudo, os sentimentos podem tornar-se ambivalentes e contraditórios: por um lado, o encantamento e as expectativas positivas, e, por outro lado, a insegurança e o medo. Desta forma, a gravidez constitui, muitas vezes, uma fase crítica e vulnerável para a saúde psicológica da grávida, do bebé e do casal parental.



De acordo com o Congresso Americano de Obstetras e Ginecologistas (ACOG), entre 14 a 23% das mulheres demonstram sintomas de depressão durante a gravidez, e esta perturbação tem uma elevada probabilidade de persistir após o parto, caso não seja prontamente diagnosticada e tratada. A Depressão na gravidez e/ou no pós-parto é uma doença que pode e deve ser tratada. A procura de ajuda e apoio constitui o primeiro passo para que a depressão seja tratada eficazmente.

Agosto é o Mês Nacional de Amamentação. Este mês também inclui a Semana Mundial da Amamentação, de 1 a 7 de agosto. Os especialistas compartilham informações sobre aleitamento materno e saúde mental.

Com o parto e o nascimento do bebé surge um conjunto de novas transformações e mudanças físicas, psicológicas e sociais na mãe e no bebé. Todas estas novas transformações podem interferir com o bem-estar emocional da mãe, influenciando a sua relação com o bebé.

Por sua vez, a necessidade de adaptação aos ritmos do bebé, como por exemplo a AMAMENTAÇÃO, pode conduzir ao aumento dos níveis de fadiga e de desgaste emocional em ambos os pais, exigindo ao casal parental constantes reorganizações e adaptações, assim como uma preparação psicológica para as novas experiências que surgem agora.

Pelo que para as recém-mamãs, uma decisão importante é a de amamentar ou não. O que muitas mães não sabem é o impacto que a amamentação pode ter na saúde mental, bem como na saúde física da mãe e do bebê.

Em que uma mãe cansada (e talvez propensa a depressão pós-parto) não precisa de pressão extra. Para algumas mulheres, a amamentação é um momento exaustivo e doloroso. Onde a alimentação do bebé pode não ser um tempo de ligação e afeto. E sim, um período em que o filho a mantém acordada a noite toda e onde a mãe pode se sentir sufocada. Ao estabelecer esse tipo de relacionamento com o bebê é mais provável que crie uma ligação nociva ao invés do que seria esperado.

A amamentação tem um impacto na saúde mental de uma mulher. Amamentar e cuidar de um recém-nascido geralmente exige muita energia e dedicação. Absorvendo recursos físicos e mentais, muitas vezes até o ponto de deixar a mulher mais sensível e irritada, bem como a privação de sono, mudanças hormonais, criando o cenário perfeito para o aparecimento e desenvolvimento da depressão pós-parto.

Embora a amamentação seja idealmente a melhor opção, alguns especialistas concordam que podem haver desvantagens ao cobrar da mãe uma obrigatoriedade com relação ao aleitamento materno.

No entanto, nesta situação pandémica e como nas Crianças, Adolescentes e Adultos, também nas grávidas e recém-mamãs, e respetivos bebés, o impacto da COVID-19 na saúde mental é bastante preocupante. Uma em cada cinco mulheres sofre de perturbações mentais na gravidez ou durante o primeiro ano de vida do bebé.  Pelo que alerto para a importância, apoio e a ajuda dos profissionais de saúde, psicólogos e pediatras são essenciais para que as mães consigam ultrapassar esta etapa.

Em caso de dúvidas, a orientação de um psicólogo especializado em mães, puerpério e bebés pode ser importante. Se você está triste e sentindo-se culpada por não conseguir amamentar, agende a sua Consulta de Grávida ou a sua consulta de Acompanhamento Psicológico no Período Pós-Parto e cuide do seu lado emocional.

Serviços de Psicologia Clínica e da Saúde para Grávidas, Pais e Bebés/Crianças

Por: Dr.ª Marisa Marques* (OPP. 21210) – Psicóloga Clínica e da Saúde

(Consultório Privado Arcozelo-Barcelos, Hospital Trofa Barcelos, Hospital Trofa Braga Norte)

Fotos: DR.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade da autora)

“A saúde mental faz parte da resposta da saúde pública à COVID-19”

Maio 8, 2020 em Atualidade, Concelho, Mundo, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora

Saúde mental em tempos de pandemia

Marisa Marques

À medida que o COVID-19 “varre o mundo”, este causa uma ampla preocupação, ansiedade, medo, tristeza…Reações estas que são inatas ao ser humano quando está perante mudanças repentinas e incertezas, bem como situações de ameaça ao seu bem-estar, tal como vivemos nos dias de hoje.



A Organização Mundial da Saúde (OMS, 2020) alertou para consequências psicológicas e mentais do novo coronavírus, uma vez que o vírus gerou, e continua a gerar, stress na população, devido ao risco de contaminação, incerteza, isolamento social e desemprego entre outros motivos provocados pela pandemia, levando ao aparecimento e agravamento de problemas psicológicos e doença mental.

O cenário em que vivemos é especialmente perigosos por 3 grandes razões: (a) porque obrigou a uma súbita eliminação das nossas rotinas diárias, levando à retração social e perda da estrutura quotidiana; (b) porque as atuais notícias catastróficas são uma espécie de “trampolim” para pensamentos negativos e cíclicos, de tristeza e irritabilidade; e, por último, (c) porque os apelos permanentes à higiene manual meticulosa são solo fértil para manias de limpeza e controlo, reforçando comportamentos obsessivos e compulsivos.

Portanto cabe a cada um de nós compreender que esta situação de pandemia, requer o cumprimento das medidas de prevenção e de contenção, não só definidas pela OMS e pela DGS (Direção-Geral da Saúde), como também uma consciencialização da influência do mesmo na nossa Saúde Mental.

Os últimos meses têm sido difíceis para todos nós. De um momento para o outro, tivemos de alterar rotinas, adotar novas formas de vida e, diria até, enfrentar uma nova realidade.

Atualmente familiares, amigos e até mesmo a sociedade em geral começam a evidenciar o reforço nos cuidados de saúde, através da sua alimentação e suplementos e, até da atividade física, de força a fortificar o seu sistema imunitário. Esta é de facto uma postura crucial a manter e a adotar nesta altura, mas…E a Saúde Mental? As emoções? Os sentimentos? Raramente nos lembramos delas e o quão importante são para a nossa saúde.

É importante que tomemos consciência que os desequilíbrios emocionais acarretam alterações fisiológicas, nomeadamente a nível do aumento de hormonas de stress como a adrenalina e o cortisol, afetando diretamente o nosso sistema imunitário. Assim sendo, é muito importante que olhemos para a nossa saúde com um olhar alargado que inclua o cuidar da nossa saúde física, mas também psíquica, mental e emocional. A partir desta ressignificação estaremos muito melhor preparados para enfrentar este vírus e as suas variadas consequências, com vista à saúde e ao bem-estar pleno.

Torna-se agora fundamental definir prioridades e começar a voltar as nossas prioridades para o nosso Bem-estar psicológico e a Saúde Mental. Mesmo sabendo que não é fácil, uma vez que quando tudo corre mal ou não correr como desejado, a última coisa em que pensamos é no nosso equilíbrio emocional. O SNS e a OPP têm desenvolvido um trabalho fenomenal na promoção e prevenção da saúde mental criando as linhas de apoio psicológico que visam ajudar a uma melhor gestão de emoções como o stress, a ansiedade, angústia, medo; promover a resiliência psicológica; reforçar o sentimento de segurança da população e dos cuidadores, encaminhado para entidades de apoio emergente em caso de necessidade.

Contudo temos de começar a pensar num plano de atuação mais específico, de avaliação e intervenção na doença mental e mal-estar psicológico, não só nos doentes infetados, casos suspeitos e aos profissionais de saúde, mas sim a toda a população que foi vítima de uma forma ou de outra do COVID-19. Uma vez que “em períodos de catástrofe natural, vemos que as taxas de suicídio tendem a cair temporariamente. A coisa pode ficar crítica quando o evento passa, quando não se trata mais de uma questão de sobrevivência, mas de como prosseguir a existência a partir daí. É nesse momento que se percebe tudo o que foi destruído durante a situação de crise. Sendo bem possível que a tendência ao suicídio cresça de novo.” (Sociedade Alemã de Prevenção do Suicídio, 2020)

O medo de ficar doente, que algum familiar fique doente, medo de perder o trabalho, o aumento dos conflitos em casa, o teletrabalho e a escola online dos filhos, a mudança de rotinas e a difícil gestão do tempo. Estar longe de quem se ama” todas estas preocupações são naturais. Mas quando começam a afetar o nosso dia e a nossa noite e a causar sofrimento, ansiedade, tristeza, irritabilidade…poderemos estar a desenvolver um quadro de Ansiedade e /ou Depressão associada ao COVID-19. Como em outros casos, devido à exposição do cenário de COVID-19, podemos desenvolver Traumas Emocionais em – Perturbação de Stress Pós-Traumática (PSPT).

Relatos de palpitação, suores, aumento da pressão arterial, perda de apetite, dificuldade em respirar, problemas de concentração e sono, tristeza, raiva e culpa serão mencionados por grande parte da população portuguesa. E em quadros extremamente severos poderão desenvolver ideações suicidas.

Espera-se que a população em geral experiencie quadros de depressão e ansiedade, enquanto que as vítimas de infeção COVID-19, profissionais de saúde e outros profissionais de 1º linha experienciem em grande número a PSPT. Porém receio que não vá ser possível dar apoio psicológico a todos.

Não se esqueça de que é essencial que NÃO descuide da sua Saúde! Se se encontra nesta situação, deixo-lhe “3 regras de sobrevivência”:

1. Peça ajuda, nomeadamente, psicológica. Lembre-se que o primeiro passo para que possa melhorar a sua condição, é aceitá-la, olhá-la de frente e erguer-se perante ela.

2. Procurar manter sempre a calma e, por muito difícil que seja, substituir os seus pensamentos negativos por pensamentos positivos.

3. Não se isole!

Por: Marisa Marques * (Psicóloga Clínica e da Saúde).

Fotos: ROMANEWS | Enric Fontcuberta – EPA | DR.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade da autora)

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