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Saúde

Secretário de Estado Adjunto e da Saúde visita o Hospital Santa Maria Maior

Junho 10, 2021 em Atualidade, Concelho, Saúde Por barcelosnahorabarcelosnahora

O Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales esteve no HSMM, ontem, para uma visita que teve início com uma breve apresentação do Hospital, levada a cabo pelo Sr. Presidente do Conselho de Administração, Joaquim Barbosa, à qual se seguiu uma deslocação a diversos serviços, com início num piso de internamento de doentes de Medicina Interna.

Ao dirigir a palavra à audiência, constituída essencialmente por profissionais de saúde médicos e enfermeiros, o Sr. Secretário de Estado Adjunto e da Saúde reforçou o reconhecimento pelo trabalho inexcedível por estes demonstrado, em período de pandemia, tendo ainda dirigido ao Conselho de Administração do Hospital uma palavra de apreço e reconhecimento pelo trabalho desenvolvido a vários níveis, desde os investimentos na requalificação do Serviço de Urgência e do Bloco Operatório à aposta no futuro, considerando os vários projetos de investimento atualmente em curso, com nítido foco na transformação digital.

Por se tratar de uma peça única e característica da cidade, o Conselho de Administração do HSMM assinalou o final das intervenções levadas a cabo com a oferta de um Galo de Barcelos.

Fonte|Fotos: HSMM

Braga não avança no desconfinamento

Junho 9, 2021 em Atualidade, Concelho, Saúde Por barcelosnahorabarcelosnahora

O secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, anunciou hoje que os concelhos de Lisboa e Braga não vão avançar para a próxima fase de desconfinamento devido ao número de casos de covid-19.

Em Braga, no final de uma visita ao hospital local, Lacerda Sales disse aos jornalistas que aqueles concelhos se manterão no estádio em que se encontram atualmente.

“Não vão avançar, não vão recuar, vão-se manter na situação em que estão”, afirmou.

Hoje, em declarações aos jornalistas, o presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio, disse que já era expectável que o concelho não avançasse, face ao número de casos de infeção registados nas últimas semanas.

Segundo o autarca, o número de casos no concelho por 100 mil habitantes ultrapassa os 170.

Os últimos dias, o número de novos casos diários em andado à volta dos 20.

“Nenhuma surpresa [no não avanço do desconfinamento]. Braga já estava a registar um número de ocorrências que nos punha acima deste patamar de forma sustentada”, referiu o autarca.

No Conselho de Ministros de quarta-feira passada, o Governo decidiu manter a atual matriz de risco, mas passa a diferenciar os territórios de baixa densidade populacional, em relação aos restantes, que só recuam no desconfinamento se excederem o dobro do limiar de risco atualmente fixado.

Assim, os territórios de baixa densidade populacional só recuam no desconfinamento se excederem o dobro do limiar de risco atualmente fixado, ou seja, em vez de 120 casos de covid-19 por 100 mil habitantes passam para 240 casos por 100 mil habitantes.

A atual matriz de risco é composta por dois critérios: o índice de transmissibilidade (Rt) do coronavírus SARS-Cov-2, que provoca a doença covid-19, e a taxa de incidência de novos casos de infeção por 100 mil habitantes a 14 dias, indicadores que têm servido de base à avaliação do Governo sobre o processo de alívio das restrições iniciado a 15 de março.

Fonte: Lusa

Foto:@ricardomoura|unsplash

Norte 2020 viabiliza financiamentos de 61 milhões de euros para fazer avançar a Ciência na Região

Abril 7, 2021 em Atualidade, Ciência, Concelho, Economia, Educação, Mundo, Saúde Por barcelosnahorabarcelosnahora

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) apresentou esta terça-feira um dos mais robustos pacotes de sempre de apoio às infraestruturas científicas e a projetos de Investigação & Desenvolvimento na região Norte. No evento que contou com a participação da Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, e do Ministro da Ciência e Tecnologia, Manuel Heitor – o Presidente da CCDR-N, António Cunha, destacou que “a Ciência é hoje um pilar do desenvolvimento regional do Norte”.

Ao todo, a CCDR-N tem aprovados ou em fase final de aprovação, ao abrigo do NORTE 2020 (Programa Operacional Regional do Norte), um conjunto de financiamentos comunitários que ascende a 61 milhões de euros, num investimento total de 72 milhões, a realizar até 2023.

Neste conjunto, destacam-se os investimentos estruturantes em oito infraestruturas científicas da região, com um volume de financiamento comunitário superior a 30 milhões de euros.

Entre esses está o “Centro Compreensivo do Cancro do Porto” (P.CCC), que agregará o Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto e o i3S Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto, tendo por objetivo promover a investigação e inovação de ponta e transformar o futuro dos cuidados oncológicos, através da disponibilização de produtos para o rastreamento, diagnóstico e terapia do cancro. O desenvolvimento de biomarcadores para vigilância de pacientes oncológicos e familiares em risco, novas metodologias de diagnóstico e prognóstico e estratégias terapêuticas, modelos experimentais de pesquisa pré-clínica e ensaios clínicos iniciais para medicamentos novos ou reaproveitados.

Os demais projetos deste pacote, dizem respeito a infraestruturas para investigação da química biológica e a genética (Instituto de Biologia Molecular e Celular, IBMC), a computação avançada e a investigação em recursos microbianos (Universidade do Minho), o desenvolvimento da microscopia avançada para as ciências da Saúde (Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia, INL), a investigação em nutrição e alimentação (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro), o desenvolvimento de aplicações tecnológicas para o tratamento de nutrientes, água e energia (Fraunhofer Portugal), e a digitalização da investigação clínica no Norte de Portugal (envolvendo o Centro Clínico Académico), este último em fase final de aprovação.

Também no pipeline de aprovação, em fase final de análise, encontra-se o projeto “BIOPOLIS”, promovido pelo ICETA – Instituto de Ciências, Tecnologias e Agroambiente da Universidade do Porto, para a criação de um centro de excelência em biologia ambiental, Ecossistemas e agrodiversidade, investimento que ascende a 13 milhões de euros, com um financiamento de 11 milhões.

Fonte|Foto: CCDR-N

“Cancro da Mama em tempos de pandemia”

Janeiro 22, 2021 em Atualidade, Concelho, Mundo, Opinião, Saúde Por barcelosnahorabarcelosnahora
Dra. Maria José Novais

Maria José Novais, natural e residente em Macieira de Rates, sócia n. º 75 da Associação Intensify World, é Médica Especialista em Medicina Geral e Familiar é a convidada para escrever o artigo de opinião do mês de Janeiro no nosso espaço. No âmbito da componente “Educação” da associação Intensify World a Dra. Maria José Novais irá partilhar algumas informações relativamente ao cancro da mama.

O cancro da mama é o cancro mais frequente na mulher. É um dos cancros mais temidos e com maior impacto na vida da mulher, tanto a nível físico como emocional, atingindo fortemente a sua autoestima. Apesar do enorme progresso na prevenção feito nas últimas décadas, estima-se que uma em cada nove mulheres irá desenvolver cancro da mama ao longo da sua vida. É a causa mais frequente de morte na faixa etária entre os 35 aos 55 anos de idade na União Europeia. Em todo o mundo, a cada 20 segundos uma mulher é diagnosticada com cancro da mama e a cada minuto alguém morre devido a esta doença. Contudo, mais de 85% destas doentes podem ser curadas, se diagnosticadas numa fase precoce e adequadamente tratadas.

Estes dados sublinham a importância de um investimento contínuo na educação, informação e investigação nesta doença. É inquestionável que o investimento na pesquisa e desenvolvimento de novos tratamentos desempenham um papel fundamental na melhoria da sobrevida destes pacientes, mas é igualmente importante a fomentação da instrução e conhecimento geral sobre o cancro da mama.

2020 será sempre recordado como o ano do início da Pandemia COVID-19, que levou à paralisação de inúmeros serviços e atos de rotina importantes. Os exames de rastreio oncológico são um desses graves exemplos: houve uma diminuição muito significativa de exames de rastreio do cancro da mama, do colo do útero e colo-rectal, o que provocou uma preocupante diminuição dos novos diagnósticos de cancro. Tal facto não significa que deixou de haver cancro, mas que serão diagnosticados numa fase mais tardia e grave da doença.

São conhecidos alguns fatores de risco para o cancro da mama, muito associados aos estilos de vida e a características reprodutivas inerentes à vida moderna e ocidentalizada da mulher. O aumento da idade, primeira menstruação precoce (11 a 14 anos), menopausa tardia (acima dos 55 anos), história familiar de cancro da mama, nunca ter engravidado, primeira gravidez depois dos 30 anos e tratamentos com terapia hormonal de substituição são fatores de risco não modificáveis que aumentam a predisposição para esta doença. Contudo, existem outros fatores de risco que são modificáveis, tais como o excesso de peso, o sedentarismo e a ingestão de álcool, que também aumentam o risco de cancro da mama. É por isso fundamental adotar um estilo de vida saudável, praticando exercício físico, ter uma alimentação equilibrada e não consumir bebidas alcoólicas, pois estas mudanças comportamentais podem reduzir o risco de vir a desenvolver a doença.

Existem ainda alterações para as quais deve estar alerta, nomeadamente a existência de um nódulo palpável, retração da pele ou do mamilo, espessamento cutâneo, escorrência mamilar sanguinolenta, mudança no tamanho ou forma da mama ou da aréola. Em caso de deteção de algum destes sinais deverá contactar de imediato o seu médico assistente.

O rastreio do cancro da mama tem como objetivo a realização de um diagnóstico precoce para que o tratamento melhore a sua evolução. Segundo o Programa Nacional para as Doenças Oncológicas da Direção Geral de Saúde, deve realizar-se a mamografia de 2 em 2 anos a todas as mulheres com idades compreendidas entre os 50 e 69 anos. Nas restantes faixas etárias, deverá ser ponderado com o Médico Assistente a necessidade de rastreio, tendo em conta eventuais sinais ou sintomas, fatores de risco ou história familiar de cancro da mama. A mamografia vai permitir visualizar se existem nódulos ou outras alterações na mama ainda antes de estas poderem ser palpadas ou sentidas pela mulher. É um exame pouco invasivo que utiliza uma dose de radiação mínima sem riscos para a saúde e é essencial para o diagnóstico desta doença. 

O combate ao cancro deve ser uma prioridade contínua, que não pode ficar em segundo plano face à pandemia COVID-19. Apesar de um diagnóstico de cancro da mama ser devastador, não é uma sentença de morte. Partilhe as suas dúvidas com o seu Médico, siga as suas recomendações e adote um estilo de vida saudável. Prevenir o cancro da mama é o primeiro gesto para o vencer!

Por: Dra. Maria José Novais (Médica Especialista em Medicina Geral e Familiar)

Imagem: DR

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade da autora)

Atestados Médicos de Incapacidade Multiusos

Janeiro 13, 2021 em Atualidade, Saúde Por barcelosnahorabarcelosnahora

Devido à pandemia de Covid-19, as juntas médicas de avaliação de incapacidades começaram por ser suspensas, com o governo a decretar a prorrogação automática dos atestados médicos de incapacidade multiuso até ao final do ano 2020, uma decisão que foi renovada em novembro com a prorrogação da validade desses atestados até 31 de dezembro de 2021.

Durante a audição na Comissão Parlamentar de Saúde, no dia 6 de Janeiro, Luís Goes Pinheiro defendeu que, alguns atestados médicos de incapacidade multiusos (AMIM) podem passar a ser automáticos em casos de doenças como o cancro e outros.

Luís Goes Pinheiro referiu ainda que está a ser feito um trabalho internamente no Ministério da Saúde e que estará “para muito breve” a aprovação em Conselho de Ministros de um diploma sobre esta matéria.

Fonte|Foto: SNS

PSD congratula-se com as reaberturas do SU pediátrico noturno e do Internamento de pediatria do Hospital de Barcelos

Dezembro 17, 2020 em Atualidade, Concelho, Mundo, Política, Saúde Por barcelosnahorabarcelosnahora

O PSD Barcelos congratula-se com a decisão do Conselho de Administração do Hospital de Barcelos.

E afirma ainda que “A reabertura, quer do serviço de urgência noturno de pediatria, como do internamento desta especialidade, vai ao encontro das expectativas e necessidades de todos os barcelenses“.

“No entanto, conforme tivemos oportunidade de referir na reunião que, oportunamente, tivemos com o Conselho de Administração, entendemos que a evolução do hospital não se pode cingir à manutenção das especialidades que, atualmente, aqui estão instaladas. É necessário exigir novas valências para o hospital de Barcelos, que possam ir ao encontro do perfil de saúde da região e que contribuam para uma melhor qualidade de vida em Barcelos. Nesse sentido, é necessário intensificar a luta por um novo edifício que permita prestar cuidados em condições mais seguras e eficientes. Apoiaremos o Conselho de Administração nessa luta por uma maior diferenciação do Hospital de Barcelos e não abandonaremos essa importante causa para o nosso Concelho”, acrescentou ao comunicado.

Fonte e Imagem: PSD Barcelos

Bloco de Esquerda defende contratação de mais profissionais de saúde para recuperar atividade programada

Julho 9, 2020 em Atualidade, Concelho, Mundo, Política, Saúde Por barcelosnahorabarcelosnahora

Os deputados do Bloco de Esquerda eleitos pelo círculo eleitoral de Braga, o barcelense José Maria Cardoso e Alexandra Vieira, reuniram, na manhã desta quinta-feira, com a Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-N), com o objetivo de avaliar questões relacionadas com a retoma das consultas e cirurgias, que tiveram suspensas durante a pandemia do COVID-19.



No encontro, realizado através de videoconferência, os deputados começaram por destacar a importância do investimento no Serviço Nacional de Saúde para a garantia de serviços de saúde de qualidade à população e congratularam os profissionais pelo esforço e dedicação neste período de combate à pandemia.

A pensar na retoma da atividade normal dos hospitais e centros de saúde, os bloquistas quiseram conhecer os planos para dar resposta aos utentes que cujos atendimentos foram adiados. A direção da ARS Norte referiu que o investimento numa central virtual, através do reforço da Rede de Informação da Saúde, permitiu assegurar consultas à distância, estratégia que se manterá nos próximos meses, inclusivamente através da criação de salas de telessaúde.

O Bloco questionou, ainda, a situação em concreto de um utente de psiquiatria do Hospital de Braga que viu adiada a consulta em 11 meses, ficando com a garantia da ARS que irá tentar perceber o que se passou, uma vez que o tempo de espera não é adequado.

No caso das cirurgias, a ARS admite que, apesar dos investimentos que têm sido feitos nas unidades de cuidados intensivos para libertar outras unidades dos hospitais para o serviço normal, vai ser necessário recorrer a vales cirurgia convencionados com privados, para se proceder a intervenções cujo tempo de espera tenha sido ultrapassado. No entender do Bloco, estas situações poderiam ser evitadas caso fossem contratados os 2300 profissionais de saúde contratados temporariamente e os 8400 profissionais para o SNS que ficaram prometidos aquando da apresentação do OE2020.

Outra das situações que preocupa o Bloco tem a ver com o Programa Nacional de Vacinação, que poderá não estar a ser cumprido porque há pessoas com receios de se deslocarem aos centros de saúde. A ARS, ao momento, não dispunha dos números que permita perceber a realidade, mas salientou que, em abril, as unidades de saúde familiar começaram a chamar os utentes de forma a garantir a toma das vacinas no período estipulado pelo plano.

Os bloquistas questionaram, ainda, sobre o número de utentes sem médico de família, que a ARS garante ser menos de 1% da população, e sobre os procedimentos para a construção do novo Hospital de Barcelos, que se encontra em fase de elaboração do projeto.

Fonte: BE.

Fotos: BE e DR.

Recolha de sangue e medula óssea em Perelhal a 14 de junho

Junho 9, 2020 em Atualidade, Concelho, Cultura, Mundo Por barcelosnahorabarcelosnahora

A Barcelos Solidário – Benemérita Associação Humanitária dos Dadores de Sangue do Concelho de Barcelos, realiza uma recolha de sangue e de medula óssea em Perelhal, no próximo dia 14 de junho (domingo), entre as 9h00 e as 12h30.



Esta recolha, que se realiza na sede da Junta de Freguesia de Perelhal, conta com o apoio da Junta e da Paróquia, assim como, do Instituto Português do Sangue e da Transplantação.

Imagem: BS.

Recolha de sangue e medula óssea em Barqueiros a 11 de junho

Junho 7, 2020 em Atualidade, Concelho, Cultura, Mundo Por barcelosnahorabarcelosnahora

A Barcelos Solidário – Benemérita Associação Humanitária dos Dadores de Sangue do Concelho de Barcelos, realiza uma recolha de sangue e de medula óssea em Barqueiros, no próximo dia 11 de junho (feriado), entre as 9h00 e as 12h30.



Esta recolha, que se realiza na sede da Junta de Freguesia de Barqueiros, conta com o apoio da Junta e da Paróquia, assim como, do Instituto Português do sangue e da Transplantação.

Imagem: BS.

PAN questiona Governo quanto às normas utilizadas para interpretação de testes COVID-19

Junho 6, 2020 em Atualidade, Mundo, Política Por barcelosnahorabarcelosnahora

O PAN – Pessoas – Animais – Natureza questionou o Ministério da Saúde acerca do conflito entre as normas da Direção-Geral da Saúde (DGS) e as homologações de outras entidades (como o INFARMED, o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) e a norte-americana FDA – Food and Drug Administration), após ter recebido relatos por parte de profissionais de saúde apreensivos com as normas da DGS para a interpretação dos testes PCR de deteção da COVID-19.



“Confirmando-se os relatos por parte dos profissionais, podemos estar diante de uma situação em os casos positivos estejam sub-identificados nos dados oficiais”, problematiza a deputada do PAN, Bebiana Cunha. Em causa, esclarece, está o facto de “alguns sistemas de testes, seguindo as orientações da DGS, obtêm resultados inconclusivos, não sendo dessa forma sinalizados no Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica (SINAVE). Se fossem seguidas as indicações dos fabricantes, indicações homologadas e validadas por entidades como o INFARMED, a ECDC, o FDA, entre outros seriam considerados testes positivos”.

De acordo com especialistas ouvidos pelo PAN, esta situação afeta vários modelos de testes usados em Portugal para o diagnóstico da COVID-19. Tome-se, em seguida, como exemplo um modelo de teste comummente utilizado no nosso país, em que se procede à deteção de dois ou mais tipos de genes, nomeadamente o gene “N” (exclusivo do vírus SARS-COV-2) e o gene “E” (não exclusivo do novo coronavírus). Acontece que, neste modelo de teste e em linha com o estabelecido nas instruções do fabricante, como homologação CE-IVD e validação do INFARMED e da FDA, basta que seja detetado o gene “N” (que é, sublinhe-se, exclusivo do SARS-COV-2), para que o resultado seja considerado positivo para COVID-19.

“Sucede que em Portugal, e à luz das orientações emitidas pela DGS, esse teste seria inconclusivo e, logo, não seria contabilizado no SINAVE”, explica a deputada do PAN. Isto porque, a DGS considera que só podem ser considerados casos positivos as situações em que os testes realizados detêm ambos os tipos de genes, os genes “E” e “N”, excluindo como positivo todos os casos em que, no indivíduo testado, seja detetado somente o gene “N” e que é exclusivo do novo coronavírus. “Ora, esta orientação da DGS é contrária às indicações internacionais de entidades como a OMS, no contexto de circulação do vírus, sendo que os dados oficiais podem não só não corresponder à realidade como pecar por deficitários”, alerta Bebiana Cunha.

A deputada e também coordenadora do PAN na Comissão da Saúde exige, por conseguinte, que o Ministério da Saúde esclareça cabalmente esta situação. “A manutenção desta situação, sem a devida explicação e justificação técnico-científica por parte das autoridades nacionais competentes, implica que uma pessoa que seja testada positiva, em linha com as atuais orientações da DGS, pode ser vista como um caso inconclusivo. Consequentemente, a mesma pessoa poderá ter de sujeitar-se à realização de um segundo teste, como ainda, até que o resultado seja considerado conclusivo pelas atuais normas, poderá em última instância representar um preocupante potencial risco de criação de cadeias de contágio”, alerta.

O PAN pretende assim que o Governo, através da tutela, venha confirmar que em Portugal as normas adotadas pela DGS diferem das normas internacionais e do INFARMED no que toca à interpretação de testes PCR, bem como as razões pelas quais se terá optado por seguir normas diferentes. Pretende ainda resposta com caráter de urgência sobre se, como consequência, o número de casos positivos poderá ser menor aos reportados oficialmente.

Fonte: PAN.

Foto: DR

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