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União Europeia

Eurodeputada Isabel Carvalhais critica valores destinados a programas estruturantes do projeto Europeu

Julho 28, 2020 em Atualidade, Concelho, Economia, Mundo, Política Por barcelosnahorabarcelosnahora

Criação do Fundo de Recuperação enaltecida pela Eurodeputada

Em mensagem divulgada no seu canal YouTube, a Eurodeputada Isabel Estrada Carvalhais fez o seu balanço à última semana de trabalhos do Parlamento Europeu antes da pausa para as férias de verão.



“Esta foi uma semana verdadeiramente histórica na vida das Instituições Europeias. Em primeiro, assistimos a um acordo político entre os 27 Estados-membros da União Europeia, um acordo que, todos sabemos, foi extremamente difícil de se conseguir. E, em segundo, tivemos um plenário extraordinário do Parlamento Europeu em que também demos o nosso avale a esse acordo. A criação de um Fundo de Recuperação para a economia europeia assente na mutualização da dívida é algo de verdadeiramente inédito e um ponto muito positivo a ser sublinhado”, começou por referir.

Por outro lado, a Eurodeputada, eleita pelas listas do Partido Socialista, não demonstrou grande entusiasmo pelos valores que estão propostos para os programas estruturantes, salientando que estes têm que ser “muito mais do que a satisfação do somatório dos diferentes envelopes nacionais”. “Os valores destinados a programas estruturantes do próprio projeto europeu não nos merecem igual entusiasmo. Devo referir que a Europa, o projeto Europeu, tem de ser muito mais do que a satisfação do somatório dos diferentes envelopes nacionais”, salientou, esperando que após esta interrupção para férias de verão, o Parlamento Europeu possa aprovar um orçamento que esteja à altura das necessidades da Europa e dos seus cidadãos. “Agora vamos para uma curta pausa de verão, para retomarmos os nossos trabalhos no final de agosto com renovada vontade de lutar por um orçamento que esteja efetivamente à altura das grandes ambições ambientais, sociais, científicas, culturais da Europa”, referiu, terminando com “votos de um bom descanso, de boas e merecidas férias de verão”, para todos e todas.

Assista ao vídeo em: https://www.youtube.com/watch?v=zHJEmDHnI2o&feature=youtu.be .

Isabel Carvalhais nomeada Membro Efetivo de Comissão de Inquérito para investigar infrações no transporte de animais na União Europeia

Julho 22, 2020 em Atualidade, Economia, Mundo, Política Por barcelosnahorabarcelosnahora

Criação desta Comissão pelo Parlamento Europeu (PE) aconteceu em junho e vai investigar possíveis violações ao direito da União Europeia neste domínio

A Eurodeputada Isabel Estrada Carvalhais, do distrito de Braga, foi nomeada membro efetivo da nova Comissão de Inquérito que irá investigar alegadas infrações na aplicação das regras da União Europeia (UE) no transporte de animais vivos.



A também Professora Universitária será a única portuguesa do grupo de seis deputados socialistas europeus indicados na passada sexta-feira, no PE, que irão, em conjunto com os restantes grupos políticos, avaliar eventuais violações na aplicação do direito da UE sobre a proteção de animais durante o transporte e operações relacionadas dentro e fora da mesma UE.

Isabel Carvalhais abraça este desafio “com muito entusiasmo” pois, como já várias vezes afirmou, “a qualidade de uma sociedade também se avalia pela forma como trata os seus animais”.

Segundo Carvalhais, a comissão irá debruçar-se, por exemplo, sobre “o cumprimento das regras relativas ao manuseamento de animais transportados, ou prevenir transporte de animais impróprios ou animais que ainda não foram desmamados”. Pretende, ainda, avaliar a aplicação das disposições relativas ao espaço para animais transportados e a sua alimentação, entre outras importantes premissas.

A Comissão de Inquérito

Os sucessivos relatos de abusos e violações ao regulamento de proteção de animais no transporte de longo curso dentro e fora da União Europeia, motivou a criação desta Comissão, aprovada no Parlamento Europeu por uma larga maioria em junho.

De referir que as comissões de inquérito do PE têm como objetivo investigar possíveis violações do direito da UE ou alegadas más administrações na sua aplicação. Contudo, são instrumentos raramente acionados pelo PE, o que lhes confere uma elevada importância nas instituições europeias e no espaço europeu.

Fotos: DR.

Eurodeputado José Manuel Fernandes propõe Plano de Recuperação europeia com mais subvenções e menos empréstimos

Maio 13, 2020 em Atualidade, Concelho, Economia, Mundo, Política Por barcelosnahorabarcelosnahora

Parlamento Europeu exige uma resposta forte e urgente face ao impacto da crise provocada pela COVID-19

O Eurodeputado português José Manuel Fernandes é um dos redatores da resolução que vai sexta-feira a votação no plenário e que tem o apoio dos principais grupos políticos do Parlamento Europeu (PE).



“Precisamos de um Plano de Recuperação massivo, que entre em vigor rapidamente e que contribua para a convergência, a criação e manutenção do emprego e para a coesão económica, social e territorial”, defende José Manuel Fernandes.

O Eurodeputado do PSD assume-se crítico de um Plano assente sobretudo em empréstimos, o que poderá contribuir para aumentar dívida pública e agravar as dificuldades de países como Portugal, assim como Itália.

José Manuel Fernandes reclama uma maior opção por subvenções, em detrimento da aposta em garantias para empréstimos, num modelo que se estima poder gerar 2 biliões de euros em investimentos. Acrescenta que “as subvenções têm de ajudar os países em maiores dificuldades. Portugal não pode receber migalhas”.

Alerta que este Plano de Recuperação e Relançamento tem de ser adicional e complementar em relação ao Quadro Financeiro Plurianual (QFP) da União Europeia (EU), não o podendo reduzir. O Plano de Recuperação terá uma duração de apenas 2 anos e deve começar já. O QFP durará 7 anos e deverá entrar em vigor em 01 de janeiro de 2021.

Membro do grupo de negociação do QFP 2021-2027, o Eurodeputado avisa que “só haverá aprovação do orçamento da União Europeia para a próxima década se forem criados novos recursos próprios”.

“Há um princípio a seguir: quem não paga, deve pagar. A Google, a Amazon, o Facebook e os gigantes tecnológicos, cujos lucros até aumentaram durante a crise, devem contribuir com a sua parte para a recuperação da economia europeia”, afirma.

José Manuel Fernandes é o único português no grupo de proponentes da resolução sobre o próximo QFP e o Plano de Recuperação, que integra eurodeputados dos grupos PPE, S&D, Renew, Greens e ECR.

A Resolução deixa um aviso à Comissão Europeia, “contra o uso de títulos enganosos” relativamente ao Plano de Recuperação, considerando que “a credibilidade da União está em risco”. Reclama a necessidade de aumento forte da capacidade orçamental da UE para responder ao impacto negativo da pandemia na economia europeia, cujo PIB deverá contrair 7,4%, de acordo com as previsões económicas desta Primavera.

Fonte e foto: JMF.

Comissário Europeu do Ambiente desmentido por produtores pecuários da União Europeia

Maio 12, 2020 em Atualidade, Concelho, Economia, Mundo, Política Por barcelosnahorabarcelosnahora

Em causa, declarações que associam a COVID-19 à criação intensiva de animais

Onze organizações do setor agropecuário da União Europeia (UE), lideradas pela COPA / COGECA e FEFAC, instaram a Comissão Europeia a desmentir as declarações falsas proferidas pelo comissário europeu do Ambiente, Virginijus Sinkevičius, que associam a propagação da COVID-19 à produção intensiva de animais.



Os parceiros da cadeia de produção pecuária da UE destacaram a contribuição essencial dos criadores de gado e agentes da cadeia de valor para garantir a segurança alimentar aos cidadãos da UE neste difícil período de gestão da crise provocada pela COVID-19 e o papel do setor pecuário para fornecer nutrição equilibrada a milhões de consumidores.

A plataforma de criação de animais da União Europeia solicitou à Comissão (DG SANTE) que reforçasse os esforços para fornecer informações com base em evidências científicas, disponíveis sobre o alto nível de biossegurança nas fazendas de criação de animais da UE, exigindo investigações e medidas adicionais.

Numa reunião conjunta com a AFCC, a 30 de abril de 2020, e após a recente comunicação pública do comissário europeu do Ambiente, Virginijus Sinkevičius, que estabelecia uma relação entre a COVID-19 e a produção intensiva de animais, a DG SANTE explicou que está a dialogar com os gabinetes do comissário europeu do Ambiente e a comissária europeia da Saúde e Segurança dos Alimentos, Stella Kyriakides, de modo a evitar futuras falhas de comunicação.

O Secretário-geral da COPA / COGECA, Pëkka Pesonen, sublinhou que a declaração do comissário europeu para o Ambiente foram um “golpe”, que pode destruir o que a DG SANTE e o setor pecuário construíram ao longo dos últimos 20 anos para garantir a segurança alimentar no setor pecuário, após a BSE e outras crises na segurança alimentar como as dioxinas, incluindo o conceito One-Heath.

De acordo com as onze organizações do setor agropecuário, a DG SANTE deve proteger e defender o seu trabalho anterior em prol da segurança alimentar e o setor pecuário deve fornecer evidências e informações claras sobre os altos níveis de padrões de alimentação e segurança alimentar, incluindo medidas de biossegurança implementadas na atividade de criação de animais e de toda a cadeia de valor.

A DG SANTE comprometeu-se a abordar a questão nas perguntas e respostas revistas dedicadas aos animais e ao COVID-19.

Os factos atualmente conhecidos sobre a produção de animais, seus produtos alimentícios e COVID-19 referem que, de acordo com o estado atual do conhecimento, os animais usados para a produção de carne não podem ser infetados com SARS-CoV-2 e, portanto, são incapazes de transmitir o vírus aos seres humanos pela via do consumo (fonte: BfR). Até ao momento, os resultados preliminares de estudos sugerem que aves e suínos não são suscetíveis à infeção por SARS-CoV-2 (fonte: OIE). Atualmente, não há evidências de que os alimentos sejam uma fonte ou via provável de transmissão do vírus (fonte: AESA) e que sugiram que animais infetados por seres humanos desempenhem um papel na disseminação da COVID-19. Os surtos humanos são causados pelo contato de pessoa para pessoa (fonte: OIE). Embora haja investigações em curso sobre uma possível origem animal do Coronavírus (SARS-CoV-2), a disseminação e o desenvolvimento da atual pandemia humana devem-se à transmissão de humano para humano. Não há evidências atuais de que os animais desempenham um papel na disseminação do COVID-19 (fonte: FAO).

Foto: DR.

COVID-19: PSD quer Mecanismo Europeu de Proteção Civil no combate à pandemia

Março 18, 2020 em Atualidade, Concelho, Mundo, Política Por barcelosnahorabarcelosnahora

Os deputados do PSD no Parlamento Europeu questionaram, ontem, a Comissão Europeia sobre a disponibilidade da União Europeia (UE) para assumir a aquisição e o reforço de equipamentos e meios de assistência médica, e para ajudar os Estados-Membros no combate à pandemia provocada pelo COVID-19.



Na interpelação com caráter de urgência, os eurodeputados portugueses defendem a utilização do Mecanismo Europeu de Proteção Civil (MEPC), cuja intervenção tem de ser solicitada pelos Estados-Membros, para “ajudar a salvar vidas humanas” e responder a “uma das piores catástrofes do nosso tempo”.

“Instalação de hospitais de campanha e equipas médicas de emergência, assim como a aquisição de ventiladores, máscaras e outros materiais de proteção são algumas das ações que podem ser asseguradas através deste mecanismo europeu”, afirma o eurodeputado José Manuel Fernandes, que foi o relator da Comissão dos Orçamentos para o novo MEPC.

Devido à epidemia do COVID-19, o Mecanismo Europeu de Proteção Civil foi acionado no final de janeiro, a pedido da França, para repatriar cidadãos europeus que se encontravam na região chinesa de Wuhan, incluindo 20 portugueses. José Manuel Fernandes, eurodeputado do PSD, lembra que, atualmente, “há novas situações de portugueses em dificuldades para regressarem a Portugal, como acontece nas Filipinas”.

Os eurodeputados do PSD, na pergunta enviada à Comissão Europeia, sublinham que “durante as últimas semanas, este flagelo, com epicentro na União Europeia, tem provocado milhares de mortes e obrigado à restrição dos direitos fundamentais de milhões de cidadãos europeus”. Por isso, salientam que “os Estados-Membros da União Europeia precisam hoje, mais do que nunca, da solidariedade europeia para salvar vidas humanas, o que pode ser conseguido através do seu Mecanismo Europeu de Proteção Civil”.

Criado para responder a calamidades e catástrofes naturais e de origem humana, o MEPC foi reforçado em 2019, com a criação de uma reserva de ativos a nível europeu, para responder a situações de emergência, com os meios a serem geridos a nível da UE, com o objetivo de complementar os recursos nacionais. A par de uma resposta coordenada a nível europeu, para evitar a duplicação dos esforços de auxílio e garantir assistência às verdadeiras necessidades das regiões afetadas, está também previsto o envio de missões de peritos, um mecanismo de consulta e a criação de uma Rede Europeia de Conhecimentos sobre Proteção Civil.

Questão enviada à Comissão Europeia assinada pelos seis Eurodeputados do PSD:

«A pandemia associada ao vírus COVID-19 é uma das piores catástrofes do nosso tempo. Durante as últimas semanas, este flagelo, com epicentro na União Europeia, tem provocado milhares de mortes e obrigado à restrição dos direitos fundamentais de milhões de cidadãos europeus. Os Estados Membros da União Europeia precisam hoje, mais do que nunca, da solidariedade europeia para salvar vidas humanas, o que pode ser conseguido através do seu Mecanismo Europeu de Proteção Civil. Neste contexto, pergunto:

1. Quantos Estados Membros pediram o acionamento do Mecanismo Europeu de Proteção Civil até à data?

2. Com que finalidade pediram este acionamento e quais os montantes envolvidos na ajuda a estes Estados Membros?

3. A União Europeia está disponível para a compra dos meios e dos equipamentos necessários para salvar vidas face às insuficiências dos sistemas de proteção civil dos Estados Membros?»

Fotos: DR.

IPCA debate sobre o “Orçamento Plurianual da UE: Desafios e Oportunidades para Portugal”

Fevereiro 11, 2020 em Atualidade, Concelho, Cultura, Mundo, Política Por barcelosnahorabarcelosnahora

O IPCA/CIED Minho, em parceria com o Gabinete do Parlamento Europeu em Portugal e o Município de Barcelos, promovem, no dia 14 de fevereiro, pelas 18h30, no Campus do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave, o debate sobre “O orçamento Plurianual da UE: Desafios e Oportunidades para Portugal”.



Em outubro de 2019, o Parlamento Europeu (PE) confirmou e atualizou a sua posição, relativamente ao próximo Quadro Financeiro Plurianual (QFP) – 2021-2027.

A deputada ao Parlamento Europeu, Margarida Marques, correlatora do PE sobre o Quadro Financeiro Plurianual (QFP), e o deputado ao Parlamento Europeu, José Manuel Fernandes, correlator sobre os recursos próprios do QFP, integram a equipa de negociação do PE sobre o orçamento de longo prazo da UE. Os dois deputados serão os principais oradores deste debate, com o objetivo de dar a conhecer os desafios e oportunidades para Portugal, no âmbito do próximo Orçamento Plurianual da UE para o período de 2021-2027.

Fazem ainda parte do painel de oradores, a Presidente do IPCA, Maria José Fernandes, o Diretor do Gabinete do Parlamento Europeu em Portugal, Pedro Valente da Silva, e o Presidente do Município de Barcelos, Miguel Costa Gomes.

A moderação do debate será assegurada pelo Diretor do Jornal Correio do Minho, Paulo Monteiro.

De referir que o Quadro Financeiro Plurianual (QFP) define os limites para as despesas da UE, no geral e nos diferentes domínios de atividade, por um período, geralmente, de sete anos. No final, o orçamento terá de ser acordado por unanimidade pelos Estados-Membros no Conselho, e aprovado pelo Parlamento Europeu para poder entrar em vigor.

O evento tem entrada livre, sujeita a inscrição. Inscrições através do site: http://bit.ly/debatecied14fev.

Fonte e imagem: IPCA.

José Manuel Fernandes defende que “União Europeia precisa de estratégia urgente para a natalidade”

Maio 4, 2019 em Atualidade, Mundo, Política Por barcelosnahorabarcelosnahora

O Eurodeputado José Manuel Fernandes defende que a União Europeia (EU) precisa de avançar, com urgência, para uma estratégia comum direcionada para a natalidade. Numa conferência rotária sobre a evolução demográfica na Europa, que teve lugar na noite de quinta-feira, em Braga, José Manuel Fernandes alertou para as ameaças que pendem sobre o modelo social e desenvolvimento da UE, face aos impactos negativos das baixas taxas de natalidade.



“Temos urgência em contrariar e inverter o ‘inverno demográfico’ que está a atingir toda a UE, e de modo particular Portugal, com potenciais impactos negativos de enorme gravidade para a sustentabilidade do modelo social europeu, que é o mais desenvolvido e humanista do planeta”, afirmou o Eurodeputado.

Face à situação, José Manuel Fernandes sustentou que se impõem iniciativas políticas, designadamente, nas áreas da saúde, segurança social e educação, com “impacto efetivo” no apoio às famílias e à infância, acesso às redes escolar e pré-escolar, saúde infantil e parental, a par das políticas para promover a conciliação da vida familiar e profissional, a flexibilidade laboral de pais e cuidadores, e incentivos fiscais à responsabilidade social das empresas.

No âmbito do próximo mandato para o Parlamento Europeu, José Manuel Fernandes vincou o compromisso do PSD para concretizar uma estratégia europeia para a natalidade, com envolvimento também do Conselho Europeu.

Na conferência promovida pelos cubes rotários Braga e Braga-Norte, o Eurodeputado sublinhou que a União Europeia apresenta, hoje, as menores taxas de natalidade do planeta, embora sendo uma das maiores economias do mundo e a região que mais investe na área social – de tal forma que os europeus, que são apenas 6,5% da população mundial – têm acesso a metade de todas as despesas sociais do planeta.

Para o futuro, o cenário apresenta-se mais grave. José Manuel Fernandes frisou que, segundo as estimativas publicadas pela ONU, a população da União Europeia terá uma média de idades de 49 anos – acima dos 46 anos apontados para a globalidade dos países desenvolvidos.

A situação portuguesa é das mais graves no contexto europeu. O Eurodeputado apontou que a média de idades em Portugal é atualmente de 44,4 anos – uma das mais altas e apenas atrás da Alemanha -, quando em 1960, a média de idades em Portugal era de 27,8 anos – que era uma das baixas da Europa, apenas superada por Polónia e Eslováquia.

Fonte e fotos: DR.

José Manuel Fernandes destaca papel dos empresários para melhorar execução dos fundos europeus

Março 30, 2019 em Atualidade, Mundo, Política Por barcelosnahorabarcelosnahora

O Eurodeputado José Manuel Fernandes destacou, ontem, a disposição de empresários portugueses para colaborarem ativamente na definição e estruturação dos fundos e programas europeus, considerando que se trata um potencial de enorme importância para um melhor aproveitamento dos recursos disponibilizados através da União Europeia.



“É uma postura extremamente positiva e que será seguramente determinante para garantir uma melhor execução dos fundos e com impacto mais efetivo na dinamização da economia e no crescimento e sustentabilidade do país”, afirmou José Manuel Fernandes, coordenador do PPE na comissão dos orçamentos e o português que integra o grupo do Parlamento Europeu na negociação do próximo quadro financeiro plurianual 2021-2027.

Intervindo numa sessão sobre “Fundos e Programas da União Europeia – Perspetivas de financiamentos para 2021-2027”, organizada em Braga pela APD Portugal – Associação para o Progresso da Direção de Empresas, o eurodeputado vincou a necessidade de os regulamentos permitirem acondicionar projetos e investimentos que são estruturantes para o país e para cada região.

Nesse âmbito, José Manuel Fernandes defendeu, também, a criação de gabinetes de aconselhamento e apoio ao investidor, até com dimensão regional, por forma a disseminar de forma mais eficiente a informação e o encaminhamento necessário no acesso a programas e linhas de financiamento.

Em seu entender, estas estruturas poderiam também contribuir para a orientação de investimentos enquadrados em estratégias de desenvolvimento, assim como promover iniciativas para a viabilização de financiamentos junto do Banco Europeu de Investimentos, assumindo-se assim como “grandes impulsionadores de desenvolvimento estratégico”.

“São decisões e iniciativas que importa concretizar para rapidamente Portugal poder melhor a execução dos fundos, até porque não podemos desperdiçar os recursos disponíveis, ainda para mais quando o investimento público é tão residual”, alertou José Manuel Fernandes.

O Eurodeputado lamentou que Portugal, “quando estamos já em 2019”, tenha executado apenas 36% dos fundos europeus do quadro financeiro 2024-2020, o que representa o pior registo de sempre ao nível das taxas de recebimento do país tendo em conta dados revelados pelo mais recente boletim económico do Banco de Portugal, comparando todos quadros de financiamento comunitário em igual fase do período de programação.

No encontro com os empresários, José Manuel Fernandes explicou o funcionamento dos programas de investimento “Plano Juncker” e “InvestEU”, que visam promover a concretização de um crescimento económico sustentável e inclusivo, “capaz de gerar melhores salários, maior equidade social, qualidade de vida e melhores serviços públicos”.

O “Plano Juncker”, em vigor até 2020, já mobilizou quase 390 mil milhões de euros em investimentos nos 28 Estados-Membros e apoiou 929.000 PME. Como seu sucessor, para 2021-2027, a União Europeia terá o “InvestEU”, que vai congregar os 14 instrumentos financeiros atualmente existentes de apoio ao investimento na União Europeia.

Como explicou José Manuel Fernandes, relator e negociador deste novo programa, o “InvestEU” contempla uma plataforma de aconselhamento (InvestEU Advisory Hub), para apoio personalizado aos promotores de projetos e candidaturas, assim como o “InvestEU Portal” para divulgação e partilha de investimentos e projetos junto de potenciais investidores.

Suportado por um sistema de garantia do orçamento da UE, o “InvestEU” poderá vir a mobilizar 700 mil milhões de euros, de acordo com a proposta do Parlamento Europeu, que supera a posição do Conselho, que se fica pelos 650 mil milhões de euros, no âmbito do acordo preliminar já alcançado nas negociações entre os representantes das três instituições europeias para a criação do programa.

Fonte e foto: JMF.

José Manuel Fernandes desafia jovens para “uma Europa mais forte na defesa dos valores humanistas”

Março 26, 2019 em Atualidade, Mundo, Política Por barcelosnahorabarcelosnahora

O Eurodeputado José Manuel Fernandes lançou, ontem, em Guimarães, o desafio para uma participação ativa de todos os jovens na defesa de uma União Europeia mais forte e com melhor capacidade de intervenção para promover valores humanistas e vencer os grandes desafios que se colocam à sociedade atual e às futuras gerações.



“Mais do que nunca, hoje percebemos que num mundo global só temos força se estivermos unidos, só vencemos os desafios se derrubarmos os egoísmos e os nacionalismos. É em partilha que melhor podemos defender a nossa soberania e os nossos interesses”, afirmou José Manuel Fernandes, numa sessão sobre o futuro da UE que teve lugar na Escola Secundária Martins Sarmento.

Em defesa do lema europeu “Unidos na diversidade”, o Eurodeputado do PSD sustentou que “Portugal é um dos países com mais interesse na partilha e na possibilidade de uma intervenção integrada na UE no contexto global”.

José Manuel Fernandes deixou, ainda, o alerta para a evolução recente dos nacionalismos e populismos, num mundo em que se destacam figuras como Trump, Putin, Xi Jinping e Bolsonaro. Em seu entender, a UE torna-se, neste contexto, “cada vez mais fundamental no mundo para a defesa de valores humanistas, da democracia e liberdade, do desenvolvimento económico e social, da qualidade de vida dos cidadãos”.

O “Brexit” e as consequências em torno da indefinição da eventual saída do Reino Unido mereceram uma atenção especial dos alunos. O Eurodeputado alertou para o facto de os jovens britânicos serem, maioritariamente, contra o “Brexit” e a favor da manutenção na UE, mas terem optado por não votar no referendo, onde ressaltou uma campanha de desinformação sobre o que os britânicos contribuíam para a UE, omitindo-se os benefícios.

“O ‘Brexit’ evidencia os riscos de uma postura egoísta ou excessivamente nacionalista”, acusou José Manuel Fernandes, denunciando o reconhecido interesse dos britânicos nas vantagens económicas e financeiras da UE e o mercado comum, mas recusando participar da solidariedade europeia em áreas como os direitos sociais, liberdade de circulação, ambiente ou agricultura.

“Não é sozinhos, achando – erradamente – que conseguimos isolar-nos nas nossas fronteiras, que podemos defender melhor a nossa soberania e os nossos interesses. Partilha reforça soberania”, reiterou o Eurodeputado o PSD e coordenador do PPE na comissão dos orçamentos.

Como exemplo das vantagens da partilha e ação concertada dos estados europeus, apontou a luta contra a fraude, evasão e elisão fiscal, que representam um bilião de euros por ano na UE – o equivalente a sete orçamentos anuais da UE – em impostos não cobrados. A necessidade é reforçada perante desafios comuns como a luta contra as alterações climáticas, a globalização, a evolução demográfica e a baixa natalidade.

José Manuel Fernandes chamou a atenção dos jovens para as suas responsabilidades, na defesa da União Europeia como um projeto de sucesso e grandes conquistas, com particular efeito nas gerações mais jovens.

Nesse sentido, vincou que eles são uma prioridade nas políticas da União Europeia, suscitando o aparecimento de vários programas e o reforço dos recursos disponíveis para a juventude.

Negociador do Parlamento Europeu para os fundos no âmbito do Quadro Financeiro Plurianual 2021-2027, José Manuel Fernandes destacou que o financiamento do programa Erasmus+ poderá vir a triplicar. Direcionado para a formação, juventude e desporto, trata-se de “um dos programas mais importantes e com mais sucesso na União Europeia, com mais de 9 milhões de participantes ao longo dos últimos 30 anos”.

Apontou, ainda, outros programas que surgiram ao longo dos últimos anos, como “O teu primeiro emprego EURES”, que nasceu de uma proposta apresentada pelo próprio eurodeputado para um projeto-piloto que é hoje um programa de mobilidade profissional para ajudar os jovens a encontrar um emprego ou estágio num outro país da UE.

Numa sessão onde explicou o processo legislativo da UE e o funcionamento das suas instituições, José Manuel Fernandes falou ainda do programa “DiscoverEU”, que surgiu na sequência de um outro projeto que apresentou e que se traduz num interrail gratuito pelos países da UE para jovens com 18 anos.

Fonte e fotos: JMF.

Escola Básica e Secundária de Viatodos recebe a eurodeputada Marisa Matias

Fevereiro 7, 2019 em Atualidade, Concelho, Cultura, Mundo, Política Por barcelosnahorabarcelosnahora

No passado dia 01 de fevereiro, a convite dos alunos e professores embaixadores do projeto Escolas Embaixadoras do PE, a Escola Básica e Secundária de Viatodos recebeu uma visita especial, a Eurodeputada Marisa Matias. Este evento teve lugar, pela primeira vez, na biblioteca da escola, em que estiveram presentes vários professores e alunos de quatro turmas do Ensino Secundário.



A sessão teve início com a intervenção do Diretor da Escola, que fez uma reflexão sobre a importância destes encontros com os nossos representantes no Parlamento Europeu. Realçou, ainda, a importância da UE para Portugal, onde são discutidas e tomadas grandes decisões que acabam por afetar diretamente a nossa vida.

De seguida o professor João Oliveira, fez uma breve apresentação da convidada.

Seguiu-se um animado debate sobre uma grande diversidade de temas, destacando-se a igualdade de géneros, o futuro da União Europeia e do mundo, migrações, eleições europeias, BREXIT, entre outros.

Esta atividade serviu para os alunos ampliarem os seus conhecimentos sobre a União Europeia e, assim, ficarem a conhecer os desafios que esta enfrenta. Em nota, a Escola salienta que, “por isso, alunos e professores agradecem esta oportunidade”.

Fotos: DR.

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