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Victor Pinho

Cávado, Linha de Muito Alta Tensão e Educação entre as intervenções do PSD na última reunião de Câmara

Setembro 26, 2020 em Atualidade, Concelho, Política Por barcelosnahorabarcelosnahora

Proposta Social-Democrata de Voto de Louvor a Victor Pinho acompanhada por restantes partidos e executivo

No passado dia 25 de setembro realizou-se mais uma reunião da Câmara Municipal de Barcelos, com as intervenções dos vereadores do PSD a incidirem a atenção no Rio Cávado, Linha de Muito Alta Tensão, EB1/JI de Bárrio – Roriz, JI de Negreiros, Edifício Panorâmico e obras nos centros de saúde. Por iniciativa dos mesmos, foi aprovado um voto de louvor, acompanhado pelos restantes partidos e executivo camarário, a Victor Pinho, bibliotecário responsável pela direção da Biblioteca Municipal de Barcelos.



Sobre o Rio Cávado: «Em setembro de 2018, as Câmaras de Esposende e Barcelos assinaram uma Carta de Intenções, subscrita, pelos presidentes das duas autarquias, “aponta para medidas concretas que potenciem as margens e, consequentemente para a melhoria da qualidade de vida das populações ribeirinhas, além de apontar a navegabilidade do rio Cávado, entre as duas cidades, como determinante para alcançar os objetivos propostos”.

Passados dois anos sobre a assinatura da Carta de Intenções, na qual estão previstos Regulamentos municipais definidores das regras, solicitamos,

  1. Informação do que já foi feito
  2. Cópia da Carta de Intenções subscrita pelos dois Presidentes de Câmara.»

Em relação à Linha de Muito Alta Tensão: «A Linha de Muito Alta tensão está em fase de instalação generalizada pelo Concelho, de sul a norte, face à contestação popular e institucional da Freguesia de Perelhal, solicitamos informação ou esclarecimentos,

  1. Acerca de eventuais alterações no traçado para contemplar a referida contestação
  2. Ponto de situação da Acção Judicial que foi intentada pelo Município contra a instalação da Linha».

Abordando a área da Educação, relativamente à EB1/JI de Bárrio – Roriz: «Pais e Encarregados de Educação de Roriz manifestaram descontentamento na abertura do ano escolar por motivo de composição de turmas com alunos de anos diferentes, ficando vaga uma sala da Escola.

Perante esta realidade, perguntamos:

  1. Se não era possível manter uma turma por classe escolar com os alunos inscritos
  2. Se existem escolas com turmas com igual número de alunos de Roriz, como afirmam os Pais de Roriz, sem terem sido agregadas».

Ainda na área do Ensino, sobre o JI de Negreiros: «Na reunião da Câmara de 20 de setembro 2019, no Período Antes da Ordem do Dia, questionámos sobre obras no Jardim de Infância de Negreiros, reclamadas pelos pais.

Através do ofício nº 531/GAT de 03.10.2019, o executivo respondeu que “O prazo para a execução da obra é de 120 dias, prevendo-se para breve o início do procedimento concursal”.

Para quando o início das obras no edifício e no recreio?»

Edifício Panorâmico: «Na reunião de 17/11/2017 foi aprovada a proposta 214 referente ao problema no Edifício Panorâmico, em Arcozelo.

Na Página WEB da CMB foi publicado que o acordo “põe fim à angústia das famílias, reagrupando-as e restituindo-lhes a segurança e o conforto do lar, em especial nesta época natalícia”.

E que “A Câmara vai limpar as partes comuns exteriores e interiores do edifício, assim como executar trabalhos de serralharia e carpintaria”.

Passado um ano, no dia 26 de setembro, um ÓCS terá questionado a Câmara sobre este assunto, ao qual a CM não terá respondido.

Solicitamos informação sobre

  1. O cumprimento do acordo por todas as partes
  2. Se as obras previstas no acordo estão concluídas».

Em relação a Obras nos Centros de Saúde: «Na reunião de 26/06/2020, requeremos informação sobre a Reabertura das Unidades de Saúde do Concelho.

Passados 3 meses perguntamos

  1. Se alguma das Unidades de Saúde do Concelho ainda não reabriu
  2. Quais são as Unidades de Saúde onde vão ser executadas obras de adaptação interior para cumprimento das normas sanitárias devidas à COVID-19
  3. Se nalgumas, e quais, Unidades de Saúde vão ser instalados espaços móveis no exterior para espera dos Utentes».

Voto de Louvor a Victor Pinho

Os vereadores sociais-democratas apresentaram um voto de louvor a Victor Pinho, responsável pela Biblioteca Municipal e que se aposentou, recentemente, após 36 anos de serviço, voto esse aprovado por unanimidade. Segue-se, na íntegra, o teor do referido voto de louvor:

“Voto de Louvor

Considerando que Dr. Victor Pinho, enquanto bibliotecário e historiador, deu um louvável contributo à sociedade Barcelense, projetando a história e a cultura de Barcelos para lá das fronteiras do município;

Considerando todo o trabalho desenvolvido em prol da cultura e do conhecimento da nossa história e da nossa identidade enquanto povo de um território impar;

Propomos que a Câmara Municipal exare em ata um público louvor ao Dr. Victor Pinho, que se aposentou recentemente, em reconhecimento do seu inegável contributo para o engrandecimento e enriquecimento cultural das nossas gentes e do nosso concelho.

Trata-se de cumprir o dever de homenagear quem detém um legado marcante no concelho e que, em função disso, constitui um exemplo para toda a comunidade. É isso que justifica, no nosso entender, a atribuição dos Votos de Louvor e Reconhecimento.

Barcelos, 11 de setembro de 2020

Currículo Vitae abreviado do Dr. Victor Pinho:

Victor Manuel Martins Pinho da Silva. Licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto e com o Curso de Especialização em Ciências Documentais pela mesma Universidade.

Foi responsável pela Leitura Pública no Município de Barcelos durante mais de 35 anos, dirigindo a Biblioteca Municipal e, por menos tempo, o Arquivo Histórico Municipal.

Estudioso da História dos séculos XIX e XX em Barcelos, tem vários trabalhos publicados, designadamente sobre o republicanismo.

Venceu o Prémio Literário do Município de Barcelos, em 2009, com o trabalho de investigação “Dicionário de Barcelenses” que foi publicado e apresentado, em 2017, na Feira do Livro de Barcelos, com a presença de mais de 300 pessoas.

É coautor do livro “D. José Domenech: defensor do trabalho e prestante cidadão”, cidadão espanhol, depois naturalizado português e barcelense, que foi pioneiro na indústria em Barcelos, mais concretamente na indústria de serração de madeiras.

Concluído e para publicação tem o livro “Teatro Gil Vicente, um século de histórias”, obra de grande relevo, que retrata o panorama cultural e social de Barcelos nos séculos XIX e XX.

Orador de reconhecidos méritos, proferiu diversas conferências sobre Leitura Pública e História Local.

Foi responsável pela conceção e organização de várias exposições documentais e iconográficas de temática barcelense e elaboração dos textos e seleção das imagens, bem como autor dos respetivos catálogos.

Exerceu a docência nas escolas secundárias de Arcozelo, Monção, Melgaço e Fafe, na Preparatória de Viatodos e na Escola de Tecnologia e Gestão de Barcelos.

Victor Pinho (Foto: DR)

Fez parte da Comissão Municipal de Toponímia e foi responsável pela organização de diversas conferências, exposições e espetáculos no âmbito do Pelouro da Cultura do Município de Barcelos, bem como pelo programa cultural da Feira do Livro.

Foi Presidente do Definitório da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos, de 2009 a 2014, Vice-Provedor da Real Irmandade do Senhor Bom Jesus da Cruz de Barcelos, de 2003 a 2007, e membro da direção do Círculo Católico de Operários de Barcelos.

Atualmente, é Presidente da Assembleia Geral da Tertúlia Barcelense e membro do Rotary Clube de Barcelos.

Jornalista, foi diretor-adjunto do “Jornal de Barcelos” e foi colaborador dos jornais “A Voz do Minho”, “O Comércio do Porto” e “O Primeiro de Janeiro”, do qual foi correspondente em Barcelos, de 1987 a 1992. Colabora, atualmente, no “Jornal de Barcelos”, tendo sido coordenador científico dos fascículos que este semanário publicou sobre as freguesias do nosso concelho.

Foi coordenador da “Barcelos Revista”, publicação do Município de Barcelos, que versa temas da História, do Património e da Literatura locais, desde o segundo número, que data de 1984, e cuja edição urge relançar.»

O Voto de Louvor foi apresentado pelos Vereadores do PSD, Mário Constantino, José Santos Novais e Mariana Carvalho e subscrito pelo Presidente e Vereadores de todos os Partidos.

Fotos: DR.

O Rotary promove a paz e a compreensão mundial

Fevereiro 27, 2020 em Atualidade, Concelho, Cultura, Mundo, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora

O mês de fevereiro, mês em que o Rotary foi fundado, em Chicago, pelo advogado Paul Harris e mais três amigos, mais precisamente no dia 23 de fevereiro de 1905, é dedicado à Paz e Compreensão Mundial.

A paz e a compreensão mundial preocupam e andam na boca dos principais responsáveis políticos e do cidadão comum, palavras hoje suplantadas pelas da crise económica e social.



Na verdade, os dias que estamos a viver, de incerteza, de intranquilidade, de medo e de falta de perspetivas imediatas, leva-nos a refletir sobre a responsabilidade de cada um no modo de inverter esta crise que afeta toda a humanidade.

O mundo vive uma situação de profundo desequilíbrio. Sinais disso são o desemprego, a desigualdade social, a corrupção, a solidão, o egoísmo, o consumismo e a vida fácil, o enriquecimento a qualquer preço e a falta de valores, mas também os conflitos culturais e religiosos, as guerras pela conquista do poder, tudo isso agravado pelo recrudescimento do terrorismo, uma nova forma sangrenta de contestação, estúpida, mas mortífera e a questão dos refugiados.

Todos estes fatores nos inquietam e nos levam a pensar como será possível modificar esta situação e caminhar para um mundo mais fraterno, mais solidário e mais igual, em que prevaleça a paz e a compreensão mundial.

O século XX foi o século das guerras

O mundo nunca viveu completamente livre de guerras, mas em nenhum outro período se verificou o seu aumento como no século XX. Segundo dados da Cruz Vermelha Internacional, mais de 100 milhões de pessoas foram mortas em guerras, desde o início do século passado.

Desde a II Guerra Mundial, a guerra que supostamente acabaria “com todas as guerras”, já se verificaram mais de 150 guerras (conflitos que resultaram em mais de mil mortes por ano), bem como centenas de conflitos, rebeliões e revoluções armadas.

Pensava-se que a queda do Muro de Berlim, em novembro de 1989, trouxesse não só o fim da guerra fria entre as superpotências, mas também uma nova era de paz global. Infelizmente, não foi o caso.

As guerras, hoje, já não são pela expansão territorial ou pela imposição de ideologias, mas são, essencialmente, um choque de culturas, um conflito de civilizações.

Por outro lado, a disponibilidade de armas de destruição massiva, manobradas por fanáticos, está a criar novas formas de guerra, que não envolvem países, especificamente, mas que semeiam a intranquilidade e o pavor entre as populações, transformando, todos, em reféns.

Apelos à paz

Todavia, os sinais e os apelos à paz são, também, constantes, vindos de todas as partes do globo.

O Prémio Nobel da Paz de 2008, o antigo presidente finlandês Martti Ahtisaari, e notável negociador da paz internacional, que mediou a paz em vários pontos do globo nos últimos 30 anos, contribuiu, decisivamente, para um mundo mais pacífico e para a fraternidade entre as nações.

No seu discurso de posse, Barak Obama não deixou de apelar à paz:

“Saibam que a América é amiga de toda nação e todo homem, mulher e criança que busca um futuro de paz e dignidade, e que nós estamos prontos para liderar uma vez mais.”

O papa Bento XVI, saudando os participantes do encontro inter-religioso de Nicósia-Chipre, em 17 de novembro do ano passado, onde a Comunidade de Santo Egídio e a Igreja Ortodoxa daquela ilha, reuniram 40 líderes religiosos e chefes de Estado, referiu:

“Mantenham alta a chama da paz, alimentem-na com gestos quotidianos de caridade e amizade fraterna.”

A pobreza agrava os conflitos

Alguns dias mais tarde, na mensagem para o Dia Mundial da Paz/2009, intitulada “Combater a Pobreza, Construir a Paz”, Bento XVI afirmava:

“Já o meu venerado antecessor João Paulo II, na Mensagem para o Dia Mundial da Paz de 1993, sublinhara as repercussões negativas que acaba por ter sobre a paz a situação de pobreza em que estão populações inteiras. De facto, a pobreza encontra-se frequentemente entre os fatores que favorecem ou agravam os conflitos, mesmo os conflitos armados. Estes últimos, por sua vez, alimentam trágicas situações de pobreza”. “Vai-se afirmando (…), com uma gravidade sempre maior – escrevia João Paulo II –, outra séria ameaça à paz: muitas pessoas, mais ainda, populações inteiras vivem hoje em condições de extrema pobreza. A disparidade entre ricos e pobres tornou-se mais evidente, mesmo nas nações economicamente mais desenvolvidas. Trata-se de um problema que se impõe à consciência da humanidade, visto que as condições em que se encontra um grande número de pessoas são tais que ofendem a sua dignidade natural e, consequentemente, comprometem o autêntico e harmónico progresso da comunidade mundial”.”

Na verdade, para além da guerra, há ainda os problemas causados pela pobreza, pelo analfabetismo, pela falta de perspetivas e o fosso, cada vez maior, entre os que têm muito e os que não têm nada.

Qual o papel de Rotary para a paz e compreensão mundial?

Mas poderá uma organização, como o Rotary – sem poder político, sem intervenção nos meandros da administração pública ou da diplomacia formal, valendo-se apenas da capacidade de persuasão e do prestígio pessoal daqueles que compõem os seus quadros sociais – fazer algo, realmente útil e proveitoso para diminuir os conflitos, e procurar o entendimento entre os povos e as nações?

Na segunda metade do século XX, o Rotary, através de Rotary Internacional e da Fundação Rotária, estabeleceu uma série de programas que o colocaram na vanguarda dos movimentos de paz entre os povos.

São programas como os Serviços à Comunidade Mundial, o Intercâmbio Internacional de Jovens, as Bolsas Educacionais, o Intercâmbio de Grupos de Estudos e os Subsídios Equivalentes, que envolvem a participação de pessoas de diferentes culturas e nacionalidades e criam, certamente, um vínculo de compreensão e paz entre essas pessoas.

Mas este projeto de paz em Rotary ganhou uma nova dimensão com o aparecimento dos CREI – Centros Rotary de Estudos Internacionais da Paz e Resolução de Conflitos.

Todos os anos, 70 bolsistas são selecionados numa competição de carácter global para estudar nas seis unidades dos CREI existentes em universidades parceiras do programa espalhadas pelo mundo. Em dois anos de curso de mestrado, pelo valor de 50 mil dólares por bolsa de estudo, os alunos são formados embaixadores da paz.

Embora vivamos momentos de incerteza, perante possibilidade de novos conflitos mundiais, embora a desigualdade, o desemprego e a fome sejam uma realidade, não devemos abandonar os ideais dos nossos precursores.

Como rotários, e cidadãos do mundo, é necessário reforçar as nossas convicções, a nossa capacidade de bem servir. Não basta proclamarmos os nossos objetivos. É preciso lutar para que eles prevaleçam, tomando atitudes corajosas. A paz, que nos parece um objetivo inalcançável, um dia será realidade.

Por: Victor Pinho*. (Rotary Club de Barcelos)

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