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Viver Macieira

É triste pensar que a Natureza fala e o ser Humano não a ouve

Maio 7, 2022 em Ambiente, Atualidade, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora

No mês de Maio a Associação Viver Macieira dá voz a Data Grow Lab, um dos projetos mais recentes da Earthcare – Associação De Defesa Do Ambiente.

Trata-se de um projeto cultural e comunitário, que conta receber e abranger todos os interessados/curiosos através de um laboratório de estudo e experimentação nas áreas da sustentabilidade e tecnologia, com o propósito de relacionar a tecnologia à natureza, de caracter educacional, sensorial e artístico visual.

O laboratório encontra-se em Balasar, Póvoa de Varzim, numa colaboração com o projeto Agroflorestal dos Corotos.

Contamos com a parceria do projeto RMTerra, Viver Macieira – Associação Ambiental, Cultural e Desportiva De Macieira De Rates, com o projeto Lights One Studio e a Associação Á Praça – Criar, agir, participar.

Com este projeto pretendemos envolver instituições, realizar novas parcerias e aproximar a comunidade local no que diz respeito à promoção de uma economia circular, educativa e de tecnologias de informação.

Atualmente o laboratório encontram-se em fase de construção, havendo sempre o cuidado e atenção na utilização do maior número possível de materiais reutilizáveis e de objetos considerados desperdícios industriais. Neste momento os materiais que mais nos fazem falta para a conclusão do laboratório e do espaço lazer são madeiras para a construção de pavimento e mobiliário (mesas e bancos), gravilha e lonas proteger o público das alterações climáticas. Com isto, aproveitamos encarecidamente para apelar a quem poder ceder alguns deste materiais que entre em contacto connosco. Fazemos sempre questão em dar visibilidade aos nossos parceiros.

O Data Grow Lab é um projeto pensado para interagir e acolher a comunidade. Conta receber e abranger todos os interessados e curiosos por novas formas de se relacionar com a natureza. Vamos realizar 3 workshops criados e facilitados por Pedro Marques, criar oportunidades de convívio, de passeios, conhecer novos projetos, sessões de cinema com a transmissão de vídeos sobre o tema, promover artistas convidados, incentivar a interação do público e realizar uma instalação final. O evento irá envolver plantas, música e elementos de arte visual.

Já imaginaram conseguir ouvir as vossas próprias plantas? Imaginaram como traduzir essa comunicação em elementos e figuras visuais?

Iniciamos assim em maio o primeiro workshop com o maravilhoso projeto de Música com Plantas. Esta oficina tem o objetivo de promover junto dos participantes a conexão com a terra, abordar aspetos sustentáveis versus a tecnologia, potencializar os aspetos sensoriais e de comunicação com as plantas e ainda a manipulação da matéria através da música. Curiosos?

“ Através de frequências eletromagnéticas de árvores e plantas, vamos descobrir um mundo novo agora visível ”

Em junho dá-se lugar ao segundo workshop, o terceiro em julho e por último a instalação final para setembro de 2022.

Aberto a todas as pessoas interessadas em conhecer novos mundos e novas formas de interagir com a Natureza.

As inscrições podem ser realizadas com a promotora do nosso projeto, Marta Dourado. Podem também visitar o nosso site para ficarem a conhecer melhor o nosso trabalho em www.rmterra.org.

Compostar para dar… frutos – Associação Viver Macieira!

Março 19, 2022 em Ambiente, Concelho, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora

Barbara Rodrigues

Este mês proponho-me a sensibilizar “à distância”.

A Associação Viver Macieira fez dia 14 de março, 11 anos. Um sinónimo de vontade, partilha e criação de valor, independentemente de ser ou não entidade responsável pela gestão de resíduos nesse Município – chama-se responsabilidade ambiental. PARABÉNS!

Desta vez a Associação propos-se a criar valor a partir do “lixo”, corrijo, a partir de resíduos orgânicos (p.e. aqueles materiais que caem das árvores, sobram no prato, no frigorifico, nos jardins) e que pelas suas caraterísticas não podem ficar “muito tempo” armazenados…os famosos BIORRESÍDUOS. Aqueles materiais que se continuarem a ir parar ao “contentor do lixo” (local que supostamente só devemos colocar o que não tem valor), os portugueses terão que abrir “os cordões à carteira”! Porquê? Quanto maior a quantidade enviada para o caixote, maior vai ser a fatura da água ao final do mês (o Regime Geral de Resíduos introduziu um prazo para o PAYT – 2026 ).

Atualmente a fatura inclui uma linha associada à taxa de saneamento, e que transmite erradamente à população a mensagem “se pagamos a fatura do lixo é para colocar no contentor”. Já para não falar das emissões que podem ser evitadas com a recolha, deposição em aterro…

Barcelenses sabem quanto custa colocar um saco do lixo no contentor, a recolha, o tratamento?? Sabemos quanto custa um café mas não sabemos quanto custa o serviço que tanto exigimos, e não o valorizamos, porque a verdade é que não sabemos quanto produzimos e talvez nem estejamos a pagar o valor real daquilo que desperdiçamos.

O que fazer para evitar que se desperdice tanto no contentor?! Reciclagem de Resíduos Orgânicos (biorresíduos), chama-se Compostagem, seja ela doméstica, comunitária, ou municipal e pode transformar (com regras) as sobras de comida, como frutas, legumes, folhas, relva, entre outros, num novo produto – Composto.

Sabiam que dentro do V. saco de resíduos, cerca de 38% são orgânicos, por isso é que o saco pesa!

A Associação Viver Macieira, em 2021, decidiu participar numa das ações da Resíduos do Nordeste, em que retiramos e pesamos composto num dos nossos compostores comunitários. Contaram-nos a história, a ideia deles, a qual não posso deixar de felicitar e apoiar.

Esta Associção entre muitas inciativas, plantou um pomar para que os peregrinos que fazem o Caminho de Santiago possam colher frutas em espaço público. Ou seja, se os V. Orgânicos forem compostados poderão transformar-se em composto/fertilizante natural tão necessário para dar sabor às maçãs que todos nós podemos colher, mas pode também ser utilizado na V. horta, jardim ou vasos que têm na varanda…

Chama-se Economia Circular, porque podem devolver à terra valor, tão simples e necessário.

Se continuam a perguntar-se porque é que tenho que o fazer? É fácil, pensem porque é que todos os dias precisam de respirar….é uma condição para viver certo?! Então comecem a dar vida aos V. Orgânicos, pois estarão certamente a contribuir para a qualidade do ar que respiram…na V. Terra.

Obrigada!

Barbara Rodrigues

Simplicidade do caminho!

Fevereiro 12, 2022 em Atualidade, Concelho, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora

Este artigo pretende abordar o novo ano de peregrinação a Santiago de Compostela, ano de 2022, que se espera ser o ano de celebração do ano Jacobeu que não pode ser celebrado em 2021 devido à pandemia.

Cláudia Moura

Entregue-se à simplicidade! Experiencie o Caminho com simplicidade. Caminhe com intensidade. Permita-se. Confie no Apóstolo. Viva o Caminho com espírito de peregrino. A viagem até Santiago de Compostela é uma experiência sublime. Quem se predispõe à experiência faz o caminho interior do seu eu; é mais do que uma viagem física com uma direção. É uma viagem de reconciliação! Chegamos a Santiago de Compostela de alma cheia de sentimentos profundos de gratidão e súplica, levamos a nossa história, o nosso passado e presente, com alegria e provações e, sobretudo com muitas memórias. Permita-se à experiência! Olhe para existência humana como uma peregrinação rumo às imensas dimensões da vida.

Peregrino, ninguém peregrina apenas pelas estradas do aqui e agora, mas também, e principalmente, pelos territórios do ali e além. A perspetiva da peregrinação solidária é a melhor experiência. O cristão é um peregrino. O cristão é um peregrino que caminha em comunhão. Caminhar é rezar! O Caminho faz sentido quando conseguimos extrair o sentido de cada momento com a simplicidade que lhe cabe. O sentido do Caminho é a simplicidade. Mas não é uma simplicidade qualquer. Uma simplicidade qualquer é uma mera passagem. E o Caminho é viver interiormente. Fazemo-nos peregrinos pelo coração! Prepare o coração… liberte-se da ilusão e torne-se recetivo à simplicidade que nos ensina todas as coisas e nos conduz à paz. Passo a passo prepare-se para viver essa experiência única.

Por: Cláudia Moura

O poder da floresta e natureza em Barcelos

Julho 15, 2021 em Ambiente, Atualidade, Concelho, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora
Sérgio Villas Boas

A floresta em Barcelos tem um potencial da natureza mãe que cobre o nosso concelho.

Atualmente temos Montes em Barcelos de referência, que predomina o verde da natureza coberta de grande vegetação, o que carateriza a Mãe Natureza, estamos a falar dos Montes do Facho, Assaia, Airo, Franqueira, São Gonçalo, São Lourenço, Remelhe, Aldreu, etc.

Compete a nós Barcelenses, a prevenção, a limpeza, e criamos condições para a prática de desporto saudável (caminhadas, trail e BTT) na nossa floresta barcelense existente, sabemos que existe alguns trilhos já referenciados como no monte da Assaia e Remelhe por exemplo, mas como potencial existente é de salutar pensar, inovar e idealizar novos projetos que envolvam toda a floresta barcelense.

A possibilidade de existir trilhos que podem incluir desde a freguesia de Macieira de Rates até Alheira de extremo a extremo do concelho de Barcelos, numa perspetiva de incluir outras freguesias, onde existe muito potencial de termos trilhos espetaculares pelos locais pitorescos de cada freguesia.

Da parte da Viver Macieira Associação Ambiental, idealizou e criou os Trilhos ”Rota pelos Caminhos com Passado”, com extensão de 28 KM na freguesia de Macieira que vão ser implantados onde a natureza vai ser o ex-líbris dos trilhos.

Trilho ”Rota pelos Caminhos com Passado”

Deixamos aqui um desafio para se fazerem a ligação dos trilhos de Macieira até Barcelos, passando pelas freguesias sul da Franqueira, como Courel, Pedra Furada, Monte da Franqueira, Carvalhal e Barcelinhos, pois existem excelentes percursos para se implantar um trilho a sul da Fraqueira.

Temos potencial, ideias e podemos contribuir na natureza a implantação do desporto saudável. A sua saúde agradece.

Por: Sérgio Villas Boas Presidente da Viver Macieira – Associação Ambiental.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

O mundo rural, no Olhar de um novo Horizonte…

Maio 16, 2021 em Ambiente, Atualidade, Concelho, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora
César Barros

Um dos grandes desafios do futuro do Planeta Terra significam hoje oportunidades para o Mundo Rural. As alterações climáticas são uma preocupação presente, implica que minimizemos as suas consequências, reduzindo emissões de carbono e que nos adaptemos a uma nova realidade quotidiana. As áreas rurais, reservas e espaços naturais apresentam-se como os pulmões de um Mundo doente a necessitar de oxigénio vital para sobreviver. É, assim, urgente que se preservem estas áreas, desenvolvendo novas políticas assentes em novas economias sustentáveis, que contribuam para o seu desenvolvimento.

“É mais do que nunca a oportunidade para que o Mundo Rural, embora nunca tendo estado ausente, por ser um dos componentes singulares da sociedade contemporânea, ressurgir como o foco de novas atenções dos mais diversos olhares adquirindo um novo brilho no horizonte…”

No momento actual da sociedade, em que o efeito da pandemia ao longo destes últimos dois anos obrigara as famílias a se reajustarem nos hábitos, a cumprir isolamento social em casa o modelo urbano foi várias vezes questionado e o mundo rural adquiriu uma nova importância como maneira de pensar, de reflectir e nos momentos de lazer de forma individual ou em família.

A permanência em casa e a limitação de actividades, obrigou as pessoas a procurarem novas interacções como os chamados passeios higiénicos longe de grandes aglomerados populacionais e privilegiando os espaços rurais – ONDE O CONCEITO OLHAR O MUNDO RURAL,se tornou cada vez mais comum com o bom tempo ver pessoas, em caminhadas, a andar de bicicleta ou a correr por entre ruas e caminhos, ciclovias ou trilhos pelo interior das aldeias.

Este poderá ser o mundo rural – com a sua agricultura, a sua pecuária, a sua floresta, a sua particularidade em termos de “sustentabilidade”, um sector primário muitas vezes desconsiderado que a terra é a mãe das nossas vidas e que somos os mais interessados em preservar os seus recursos!

Certamente conseguiram perceber ou ter uma ideia que sensivelmente dois terços da população portuguesa a residir em áreas urbanas, as cidades tornaram-se os grandes centros de criação de riqueza, de emprego e poder económico. Porém, nunca como hoje o campo, quando visitamos ninguém fica indiferente às searas verdes, aos ouvir dos pássaros, à mistura de cores e ao despontar das plantas na Primavera.

Terá esta pandemia questionado do que seriam as cidades e as empresas urbanas sem o mundo rural e as suas actividades ?

Um primeiro exemplo desta visão tem a ver com a sustentabilidade circular. Poderemos aceitar, em nome da liberdade de opinião, uma visão ecológico-museológica do mundo rural e das suas actividades produtivas primárias. O que já não podemos aceitar é que nos tentem impingir essa visão como sendo o paradigma do FUTURO.

Por: César Barros ( Sócio da Associação Viver Macieira )

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Foto: DR

O Associativismo e os jovens, que futuro?

Março 16, 2021 em Ambiente, Atualidade, Concelho, Mundo, Opinião Por barcelosnahorabarcelosnahora
Pedro Rodrigues

Atualmente as associações sem fins lucrativos e de âmbito local como a que pertenço na qualidade de Presidente da Mesa da Assembleia Geral, debatem-se com inúmeras dificuldades a vários níveis, como por exemplo, a burocratização na sua criação, a sua manutenção legal e ao mesmo tempo e muito importante a falta de capital humano para integrar os seus órgãos sociais e participar nas atividades diárias.

Ao longo dos últimos 25 anos sempre fiz parte de várias associações de vários tipos, desportivas, voluntariado e agora a Associação Viver Macieira e tem sido recorrente a dificuldade de angariar jovens, pessoas que se disponibilizem para trabalharem por uma causa, tem sido uma realidade que os persistente e mais antigos membros tentam colmatar. Hoje em dia os jovens, dada a sua especificidade de vivências tecnológicas, têm dificuldade de se associarem em grupos além das suas rotinas na web, fruto de novos conhecimentos e uma informação mais rápida e descartável que os leva a abraçar outras causas, daí que os elementos que integram hoje as diversas associações na nossa localidade são sempre os mesmos desde há muito tempo. A revitalização o tecido humano das associações tende a persistir no tempo e é muito difícil convocar novas pessoas.

Nesta fase que vivemos, de incerteza por causa desta pandemia, vejo com apreensão o desaparecimento de várias associações que em virtude do cancelamento das suas atividades tendem a esmorecer a sua intervenção ou não manter as suas atividades fruto da falta de elementos, daí que o meu apelo seja para os resistentes, no sentido de se revigorarem e tentar motivar jovens. Definir atividades e metas de intervenção que vão ao encontro dos anseios, necessidades e gostos dos jovens é o desafio que se deve empreender para não deixar “morrer” estes grupos associativos.

Neste sentido e no propósito da associação a que pertenço, destaco a necessidade de revitalizar os costumes da freguesia, a preocupação com o meio ambiente e a necessidade de partilha de saberes intergeracionais. É de salientar a necessidade de apoio nas entidades municipais e nacionais para suportar as atividades que se definem e que visam o bem comum da população a que se destinam.

Por: Pedro Manuel Ferreira Rodrigues (Presidente da Mesa da Assembleia Geral Associação Viver Macieira )

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Foto: DR

Viver Macieira: “O CV Associativo visto por dentro”

Novembro 15, 2020 em Atualidade, Concelho, Cultura, Desporto, Entrevistas Por barcelosnahorabarcelosnahora

Entrevista a Sérgio Vilas Boas e César Barros

Julgamos ser consensual de que o associativismo é um importante vértice deste prisma que é a nossa sociedade. Do que se sabe, o concelho de Barcelos tem cerca de 300 associações, clubes e entidades similares. A Viver Macieira é uma delas, com vasto trabalho em prol da sociedade, em áreas que vão desde o ambiente à cultura, passando pela solidariedade e o desporto. Está sedeada na freguesia de Macieira de Rates.



Por escrito, Sérgio Vilas Boas (SVB), Presidente da Direção e Quiroprata, e César Barros (CB), Secretário e profissional da área do Design Têxtil, aceitaram o nosso convite para responder, por escrito, a algumas das nossas questões sobre a associação, o seu trajeto e projetos. Para além destes dois responsáveis, a Viver Macieira ainda tem Nélson Alves como Vice-Presidente, Joaquim Costa como Tesoureiro e Sérgio Santos como Vogal. Pedro Rodrigues é Presidente da Assembleia Geral e Carlos Barros do Conselho Fiscal. No entanto, todos os associados formam um todo, são profissionais de várias áreas, que “doam” um pouco do seu tempo em favor da concretização de sonhos, em favor do trabalho para a comunidade, em favor da concretização de objetivos.

Viver Macieira (Imagem: Viver Macieira)

O que é a Viver Macieira?

SVB – A Viver Macieira – Associação Ambiental, Cultural e Desportiva de Macieira de Rates, foi fundada a 11 de março de 2011, por sete jovens: eu, Luísa Alves, Pedro Novais, Nélson Alves, Joaquim Costa, Carlos Braga e Ermelinda Alves, tudo jovens de diversas áreas de formação profissional, como saúde, educação, engenharia, contabilidade, entre outras diversificadas profissões, aos quais deixo uma palavra de apreço e de coragem por fundarem uma associação jovem, dinâmica, com princípios como a Solidariedade, Meio-Ambiente, Bem-estar e Saúde, com um conceito de verdadeiro associativismo rural, sem conotações, nem fins políticos, e sem a “bênção” do poder politico à data, pois era um pensamento comum de que a freguesia estava estagnada, a nível social, cultural e ambiental, muito devido à asfixia democrática existente à data, na freguesia. O nome Viver Macieira nasce de um projeto de voluntariado “Ajuda ao próximo”, sendo um lema e uma bandeira que se transmite em todas as atividades realizadas na Viver Macieira. Também sentimos uma necessidade urgente de mudar comportamentos ambientais na freguesia e associámos o Ambiente como outra bandeira da Associação, com o projeto ”Macieira Limpa”, onde, ao longo destes 9 anos de existência, temos feito um trabalho fantástico na freguesia e arredores. Da raiz e dos princípios de fundação da associação, fomos criando novos âmbitos, consoante as necessidades e as carências que vão surgindo ao longo destes anos. Neste momento, o âmbito da Viver Macieira tem como principais objetivos seis áreas de ação: “Macieira Limpa”, “Macieira Solidária”, “Macieira Saudável”, “Viver no Feminino”, “Macieira Jovem” e “Viver Macieira (+) Criativo”.

Entrega de cabazes (Foto: Viver Macieira)

Hoje em dia, a associação é constituída por cinquenta associados ativos.    

Mesmo tendo já referido, resumidamente, o que nos podem dizer mais sobre a missão e quais os objetivos da Associação?

SVB – A missão da Viver Macieira será sempre respeitar e criar dinâmicas das suas seis áreas de ação, sempre com o mesmo sentimento de “ajudar o próximo…” e contribuir com atividades e projetos que sejam uma melhoria para a preservação da Natureza, Meio-Ambiente, Biodiversidade, Cultura, Solidariedade, com o objetivo de deixar trabalho, exemplos e boas práticas para as futuras gerações, pois todos nós sabemos que não iremos continuar eternamente na associação e que, no futuro esta terá outros membros, que certamente também vão dar a melhor continuidade do nome Viver Macieira.

Passeio a Sistelo (Foto: Viver Macieira)

Compreendemos que têm uma espécie de três vetores da vossa atividade. Sentiram que havia uma pecha na freguesia em relação a esse tipo de ação? Esses três vetores serão para manter ou poderão surgir outros mais?

SVB – O “Macieira Limpa” é um projeto que identifica bem o âmbito desta associação, onde temos feito um trabalho exemplar. Temos feito, todos os anos, limpezas ambientais a locais pitorescos e nichos da freguesia, pontes, leitos de ribeiras, fontanários, Alminhas públicas, como fizemos, recentemente, na Ponte da Pinguelinha, tal como noticiado pelo Barcelos na Hora. Ao longo destes 9 anos, identificámos e organizámos limpezas de lixeiras a céu aberto na freguesia. Podemos, até, dizer que erradicámos as lixeiras a céu aberto na freguesia. Em 2012, fomos os pioneiros com o projeto “Limpar Barcelos”, onde 8 freguesias do sul da Franqueira se associaram e fizemos uma mega limpeza, com recolha de 15 toneladas de lixo, que foi um sucesso! E o Dr. Alexandre Maciel, vereador do ambiente de então, do Município de Barcelos, organizou, no ano seguinte, o “LIMPAR BARCELOS”.

Resíduos de limpezas de jardins depositados na via pública (Foto: Viver Macieira)

Já em 2020, participámos na plantação de árvores em Aldreu, organizada pelos Amigos da Montanha, e a 9 de fevereiro deste ano, participámos na reflorestação do Pinhal de Leiria (Pinhal do Rei), com a plantação de 600 pinheiros, com 9 voluntários da Viver Macieira.

Voluntários que plantaram pinheiros no Pinhal de Leiria (Foto: Viver Macieira)

Com a “Macieira Solidária”, que tem como lema “Ajudar o próximo”, sendo uma das bandeiras desta associação, desde 2011, fazemos, anualmente, uma entrega de cabazes de Natal a famílias e pessoas referenciadas pela junta de freguesia. De destacar o ano de 2017, quando levámos ajuda humanitária a uma freguesia de Tondela afetada pelos incêndios trágicos de outubro desse ano, onde recolhemos bens alimentares e bens de primeira necessidade, entregámos 6 toneladas com a preciosa ajuda de um empresário da freguesia de Macieira de Rates.

Entrega de bens alimentares em Pedrógão (Foto: Viver Macieira)

Este ano, no início desta pandemia COVID-19, entregámos 1200 viseiras, distribuídas tanto pelo comércio local, empresas e instituições da freguesia, como pelos arredores.

Algumas das viseiras entregues (Foto: Viver Macieira)

Por fim, o “Macieira Saudável” é um projeto mais abrangente, na organização de eventos como passeios, caminhadas pela natureza. Destacamos, em 2018, a caminhada dos Passadiços de Sistelo, onde levámos 160 pessoas e que foi um sucesso! Já realizámos os Passadiços do Paiva. Realizámos 4 descidas de canoagem nos rios Neiva, Coura e Vez; participámos, todos os anos, na “Batalha das Flores”, na Festa das Cruzes. Neste projeto temos, também, inserida a realização da famosa Corrida de Rolamentos, que é um sucesso! Conta já com a décima-segunda edição, onde, em 2016, pela primeira vez no concelho de Barcelos, conseguimos trazer a organização do Campeonato Nacional de Carrinhos de Rolamentos (CNCR).

Corrida de Rolamentos (Foto: Viver Macieira)

Estes 3 vetores são para manter. Temos vindo a lançar novas áreas de ação como o “Viver no Feminino”, que foi iniciado pelas fundadoras Luísa Alves e Ermelinda Alves, na organização do Dia da Mulher; o “Macieira Jovem”, onde chegámos a idealizar e projetar um FESTIVAL DE VERÃO, mas infelizmente, com esta pandemia, foi adiado para 2021; e, por fim, “Viver Macieira (+) Criativo” é uma iniciativa que procura na rua as histórias, as ideias, os projetos como uma mais-valia para a vida do nosso dia à dia, bem como, passar a mensagem do nosso trabalho para as gerações futuras.

Jantar do Dia da Mulher (Foto: Viver Macieira)

No futuro, queremos criar o “Macieira Sénior”, sendo um sonho desta direção e um projeto inovador vocacionado para os nossos “jovens idosos”.

Sabemos que têm sido muitos os projetos e eventos que têm levado a cabo. Cerca de um por mês. Conseguem expor, sucintamente, quais foram, em vosso entender, os mais “emblemáticos” e que tiveram maior repercussão?

SVB – De maneira geral, temos orgulho e carinho em cada atividade que organizamos. Dentro dos projetos existentes na associação, e foram muitas as atividades realizadas, desde as limpezas ambientais; a entrega de cabazes de Natal; as caminhadas realizadas nos Passadiços do Paiva e do Sistelo; a caminhada na Ecopista de Monção; o passeio na Serra da Estrela; a organização de dois passeios de BTT; a ajuda humanitária em Tondela; a plantação de pinheiros no Pinhal do Rei; a organização das descidas de canoagem nos rios Neiva, Vez e Coura; a organização da “prova rainha” de Carrinhos de Rolamentos, anualmente, a produção de Viseiras Solidárias, entre várias outras.

Atividade de canoagem (Foto: Viver Macieira)

No entanto, reconheço que temos muito carinho e orgulho na participação, anualmente, na “Batalha das Flores”, inserida na Festa das Cruzes, que nos proporciona momentos de rara beleza e de convívio único (em foto de destaque).

Conforme referiram, a vossa associação está muito ligada à organização da – já conhecida – Corrida de Rolamentos. De onde surgiu a ideia? É para manter?

SVB – A Corrida de Rolamentos foi uma ideia minha, que me fazia lembrar os carrinhos que se faziam na minha infância. Levei para discussão, numa reunião entre os membros da associação, que acharam boa ideia e, daí, nasceu a famosa Corrida de Rolamentos, porque também temos uma pista espetacular, que proporciona aos pilotos muita adrenalina e emoção, a famosa Pista do Picoto. Prova esta, que atrai muitos pilotos de diversos locais do país e, inclusive, de Espanha. E é a freguesia que sai beneficiada com a vinda destas pessoas, que ficam a conhecer a freguesia de Macieira de Rates. Este ano, devido a ser um ano atípico para todos, não se realizou, mas…sim, será uma atividade para manter.

Foto de grupo na Corrida de Rolamentos (Foto: Viver Macieira)

Há uns dias, noticiámos que foi aprovado um projeto de um parque de apoio ao peregrino de Santiago, numa ideia e conceito de vossa autoria, com apoio e concretização do Município de Barcelos. O que mais nos podem dizer sobre este projeto?

CB – O projeto do parque de apoio ao peregrino de Santiago surgiu porque, ao longo do ano, como associação ambiental, andamos sempre pelos caminhos com menos frequência de pessoas e mais escondidos, do centro da freguesia, a fazer limpezas de pequenos focos de lixeiras que são deixadas em bermas. Caminhos como este, o de Santiago.

Pormenor da maquete do projeto (Foto: Viver Macieira)

Numa limpeza que fizemos no Caminho de Santiago, reparámos que existiam algumas placas com informação de alojamentos e pontos de refeição em Barcelos. Foi com base nesta informação, e numa lenda que existe no local, chamada a “Lenda da Mulher Morta “, que pensámos em criar um espaço que informasse quem passa pelo Caminho, sejam peregrinos ou pessoas em caminhada.

Pormenor da maquete do projeto (Foto: Viver Macieira)

Ao entrarem em Macieira de Rates estão a entrar no concelho de Barcelos, que tem uma extensão de Caminho Santiago aproximadamente de 30 km. Então, idealizámos um esboço de projeto, que foi apresentado ao Município, mais concretamente, à Dr.ª Armandina Saleiro, responsável pelo Pelouro da Cultura, que achou a ideia interessante, como sendo uma mais-valia para a localidade de Macieira de Rates, bem como, para o Município, e lançou-nos o desafio de esboçar uma maquete. Com este feedback positivo, fomos para o terreno idealizar o que poderia ser feito, em que espaços e com que conceito. Como resultado final, o projeto está idealizado para ter uma porta de entrada na linha de fronteira entre a freguesia de S. Pedro de Rates (concelho da Póvoa de Varzim) e a de Macieira de Rates (Concelho de Barcelos), com a identificação de localidade e concelho. Mais à frente no Caminho, cerca de 250 metros, estará, então, o parque, onde o terreno foi conseguido pela associação junto de um privado, a D.ª Ana, que também ela se foi identificando com o projeto, com o que estava idealizado e acabou por doar cerca de 400m2, para domínio público. Neste parque, que foi apelidado de “Parque Temático e Interpretativo para o Caminho de Santiago”, sendo um espaço junto a uma ribeira, rodeado de floresta e campo, pretende-se que seja um parque para pequenos momentos de reflexão, para restabelecer energias, para o que cada um que por ali passa o queira usar, consoante o seu espírito.

Mais um pormenor da maquete do projeto (Foto: Viver Macieira)

Com base neste espírito de cada um, encontrámos alguns registos deixados pelo Caminho, tais como pedras de xisto com mensagens, pequenos pertences que alguns deixam agarrados a alguma coisa! Então, vai ser colocado um Galo de cores neutras, em ponto grande, no centro do parque, para que, nesses momentos de descanso, reflexão, o possam usar para escrever uma frase, um pensamento, o que lhes surja naquele momento. Com esta memória descritiva, transcrita para imagens e com tudo organizado, ideias para o parque, terreno, levantamento topográfico, projeto, elaborámos a maquete, com base nas competências dos vários elementos da associação, e entregámos no Município, a qual mereceu vários elogios! E nós só podemos estar gratos por terem conseguido financiamento comunitário para a sua execução. Como nota final, o projeto acaba por ser um bocadinho de ”todos nós, para todos…“!

Pormenor da maquete do projeto (Foto: Viver Macieira)

No seguimento desta dinâmica de propostas, a associação tem mais dois projetos propostos ao Município que estão em fase de aprovação e implementação.

Referem mais dois projetos em fase de aprovação e implementação, no Município. Em que consistirão?

CB – O primeiro projeto trata-se de uma ideia que já há algum tempo vínhamos debatendo na associação: o tratamento de resíduos verdes e secos. E porquê?! Nós, como associação ambiental, muitas das vezes, fazemos limpezas ambientais de podas, ramos e colocamos num espaço comunitário que existe na junta de freguesia. Outro dos problemas é este tipo de matéria orgânica que, muitas das vezes, é deixado em bermas públicas ou junto dos contentores. Então, porque não arranjar uma solução para isto e tentar arranjar um processo de economia circular. No âmbito do orçamento participativo do Município, eu idealizei um projeto, o seu âmbito e conceito, e foi um dos projetos selecionados para a fase final como projeto a votação pública. Com a mobilidade de todos os membros, conseguimos apresentar o projeto a um maior número de pessoas, explicando qual a ideia e âmbito, para que, com base nos critérios de votação, caso se identificassem com o projeto, votarem no mesmo. Como poderiam votar num qualquer outro, pois os projetos finais em votação eram de consulta pública e cada um poderia consultar e votar naquele com que se identificasse. Felizmente, dos doze projetos aprovados, o nosso foi um deles. Agora está na fase de implementação de uma “Eco Central de Compostagem em Macieira de Rates “.

Resíduos resultantes de limpeza de terrenos e depositados na via pública (Foto: Viver Macieira)

Já o segundo é um projeto que encontra o seu centro no momento Presente, alicerçado no seu Passado, com histórias e projetando-se no imaginário Futuro de Macieira de Rates, por diferentes Rotas e Trilhos, para a prática de desporto, lazer, passeios em família, por caminhos tradicionais e antigos que merecem ser preservados, por serem um meio privilegiado de contacto com a natureza, de interpretação do meio ambiente, promoção para o desenvolvimento sustentável de conservação da natureza, dando a conhecer espaços, lugares com histórias e lendas do Passado, denominando-se de “Rota pelos Caminhos com Passado…”.Este projeto foi apresentado ao Município e mereceu igualmente os melhores elogios. Fomos, novamente, desafiados com base nos princípios dos trilhos. Identificarmos um trilho, que servirá para rota de peregrinação desde Barcelos ao D. António Barroso e aproveitando o mesmo trilho para, depois, dar continuidade para a Irmã Alexandrina, de Balazar. Isto, para desviar os peregrinos da estrada nacional 306. Neste momento, a maquete já foi entregue no Município e está para fase de aprovação.

Rota pelos Caminhos com Passado e trilhos assinalados (Foto: Viver Macieira)

Quem fala convosco, como foi o nosso caso, e aborda a vida desta vossa Associação, ouve-vos contar muitas histórias e, até, algumas estórias. E de uma forma apaixonada e sentida! Num breve exercício de síntese, gostariam de partilhar alguma com os leitores?

CB – Sim! Como somos uma associação que vive praticamente 100% das nossas atividades na rua, muitas das vezes, cruzámo-nos com pessoas mais “adultas” e paramos sempre um pouquinho à conversa, pois, apesar de serem histórias de um senso comum rural, têm sempre a experiência, a cultura, o mito associado às suas gerações temporais. Temos várias dessas histórias, mas podemos referir uma delas, que nos despertou curiosidade e que estamos a pesquisar sobre o tema. A história que nos foi contada refere-se à existência de um caminho chamado de o “Caminho da Rainha“! Deste percurso pouco se conhece. Pelo que conseguimos perceber, só existem dois locais no concelho com caminhos apelidados com este nome. Um deles na freguesia de Remelhe e outro na freguesia de Abade Neiva. Segundo nos contou o Sr. Manuel, um habitante aqui de uma freguesia vizinha, existiam inúmeras peregrinações no nosso território. Numa delas, a Rainha Santa Isabel matou a sede, com o filho D. Afonso, numa fonte deste caminho. Segundo o Sr. Manuel diz, antigamente existia mais percurso de caminho, só que, com o avançar dos tempos, muito deste percurso estava em espaços ou terrenos baldios e o que aconteceu foi que muitos destes terrenos foram-se tornando privados e, ao serem privados, os proprietários foram vedando os terrenos. No entanto, em alguns destes terrenos ainda existem marcas da época. É uma história que nos despertou curiosidade, pois, se existe a lenda, partimos de um princípio que este caminho tem que ter um ponto de partida, um percurso e um ponto de chegada. Estamos a fazer uma pesquisa junto da população que ainda terá memórias ou recordações de ouvir contar dos seus antepassados, para perceber a identidade do caminho e percurso no nosso concelho.

Durante a limpeza do terreno para o futuro parque com um peregrino de Santiago (Foto: Viver Macieira)

Sentem que aquilo que fazem agora poderá ter repercussões no futuro e nas gerações vindouras? Porquê?

CB – O que sinto daquilo que fazemos tem como base a expressão “Querer mudar o mundo“! Tenho a consciência de que não fui eu, nem nós, que o criámos, mas fazemos parte dele. Por isso, consoante as minhas ideias um pouco “fora da caixa”, quero poder contribuir para uma melhoria das gerações vindouras, poder deixar trabalho, histórias, experiências para o futuro, pois, como já referido, independentemente da evolução da sociedade, as ideias, as histórias, os projetos estarão sempre na rua, como complemento de uma sociedade adaptada ao tempo em que a vivamos.  

Equipa de trail running (Foto: Eduardo Campos)

SVB – Como já disse anteriormente, nem eu, nem os meus colegas iremos continuar eternamente na associação, que, no futuro, terá outros membros, outras gerações vindouras, que se identificaram com o nosso trabalho já feito e irão dar a melhor continuidade, com novas ideias, novas dinâmicas e novos projetos com nome Viver Macieira.

Entrega de ajuda a corporação de bombeiros (Foto: Viver Macieira)

Finalmente, e fazemos a questão a ambos, o que perspetivam para o futuro da Viver Macieira?

CB – Continuar a dar a melhor prossecução ao trabalho desenvolvido que temos vindo a fazer, continuarmos com este espírito de colegas/amigos que, voluntariamente, disponibilizam tempo extra de poder estar em família, para se dedicarem ao espírito do verdadeiro associativismo rural.

Passeio aos Passadiços do Paiva (Foto: Viver Macieira)

SVB – Queremos continuar com este sentimento de “ajudar o próximo“, com dedicação ao associativismo e, mediante as necessidades da população, estaremos cá para dinamizar, fazer mais, com espírito dedicado, tal como César salientou, ao verdadeiro associativismo rural.

Passeio a Monção (Foto: Viver Macieira)

(FIM)

Foram as respostas destes dois dirigentes associativos, que dedicam parte da sua vida em prol da sua comunidade, da sociedade e do associativismo, à imagem de todos os restantes dirigentes e associados da Viver Macieira. A “paixão” com que falam da sua história, mas também dos seus projetos, leva-nos a crer que esta – ainda jovem – associação irá proliferar e perdurar no tempo. Resta-nos agradecer aos dois pelo tempo despendido com esta entrevista, pelos registos fotográficos e, nas suas pessoas, à Viver Macieira pelo seu trabalho.

Por: Pedro Soares de Sousa.

Fotos: Viver Macieira e Eduardo Campos.

Vai nascer um Parque de apoio ao Peregrino em Macieira de Rates

Outubro 21, 2020 em Atualidade, Concelho, Cultura, Mundo, Política Por barcelosnahorabarcelosnahora

Foi aprovada a candidatura elaborada pela Viver Macieira e pelo Município de Barcelos de “Qualificação das experiências de touring cultural no Minho – De Passagem / Barcelos” e que integra a Estratégia de Eficiência Coletiva PROVERE MINHO INOVAÇÃO, no âmbito do Programa Operacional Norte 2020.



O investimento total é de 57.061,74€, sendo comparticipado em 46.374,46€ por aquele programa.

Trata-se de um projeto de promoção e valorização dos recursos e de apoio a infraestruturas turísticas voltados para o Caminho de S. Tiago no concelho de Barcelos e consiste na criação de uma infraestrutura de apoio ao peregrino, com parque de repouso, lazer e relação do peregrino de S. Tiago/turista com o território, a construir na freguesia de Macieira de Rates.

Na base deste projeto está a relevância e a diversidade dos recursos patrimoniais do concelho, materiais e imateriais, valorizando itinerários já existentes e estruturantes como é o Caminho de S. Tiago, dada a sua relevância para o turismo de Barcelos e para a divulgação da cultural local.

Está a decorrer o procedimento de contratação pública para a realização dos trabalhos.

Fonte: CMB.

Foto: DR.

[Ndr: notícia atualizada a 21.10.2020, pelas 15h05]

Viver Macieira faz limpeza na Ponte da Pinguelinha

Outubro 13, 2020 em Atualidade, Concelho, Mundo Por barcelosnahorabarcelosnahora

No passado fim de semana, a Viver Macieira – Associação Ambiental realizou uma limpeza ambiental na ponte da Pinguelinha.



Este é um sítio pitoresco da freguesia de Macieira de Rates, onde se destaca o lavadouro antigo e uma nascente de água, assim como umas alminhas de 1722, sendo as mais antigas da freguesia.

Aspeto final da limpeza (Foto: VM)

Foi uma limpeza ambiental realizada antes das possíveis cheias de inverno.

A limpeza realizada junto de algumas construções (Foto: VM)

Fotos: VM.

COVID-19: Viver Macieira entrega 100 viseiras de proteção à comunidade

Abril 18, 2020 em Atualidade, Concelho, Economia, Mundo Por barcelosnahorabarcelosnahora

A Associação Viver Macieira produziu 100 viseiras de proteção e procedeu, hoje, à sua entrega, em Macieira de Rates, onde está sediada.



Estas viseiras foram entregues a instituições e estabelecimentos de comércio da freguesia. Em nota, a Viver Macieira refere que esta é “mais uma defesa para quem todos os dias enfrenta a realidade do trabalho social”.

“Queremos afirmar que esta proteção seja mais uma arma que a comunidade macieirense, toda junta, enfrente e vença esta difícil guerra”, concluindo com “todos juntos venceremos”.

Fotos: VM.

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