Uma chama a apagar-se

Setembro 15, 2017 Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião
Hugo Pinto

Olá, Barcelenses! Olá, Benfiquistas!

Esta será a minha primeira crónica, que nasce de um desafio que me foi lançado por amigos ligados à produção e edição deste jornal. É uma experiência nova e, como tal, rogo a vossa paciência para esta fase de adaptação a estas jornadas.



Sou barcelense por adoção e minhoto por paixão. Benfiquista de 4ª geração, mas sempre procurando assumir uma postura não facciosa e procurando ter sobre o “desporto-rei” um olhar pristino, alheio a “novelas” e a “túneis”. Mas sempre benfiquista! Mas vamos à “bola”.

A exibição do nosso Glorioso na última jornada da Liga, não tendo sido aborrecida, também não foi de um entusiasmo incontido. O Portimonense apresentou-se uma equipa muito bem organizada e muito aguerrida. Um adversário complicado, que promete dar muito trabalho aos seus adversários. Ainda assim, esperava-se mais do campeão em título, ainda para mais a jogar em casa.

Na Liga dos Campeões, mais do mesmo. Certo que o CSKA nunca seria um adversário fácil, pelo seu coletivo e pelos valores individuais, mas nunca poderia o SLB apresentar tão fraco futebol. Tão inconsistente.

Quer para o campeonato, quer na Liga dos Campeões, a jogar em casa, este Benfica versão 2017/2018 mostra muito pouco futebol. E agora não há desculpas. Já se via na pré-época que o futebol jogado era paupérrimo. E o fado continua. Sempre acreditei que, ao contrário do que se diz por “aí”, o campeão vê-se na pré-época. Os “grandes” perdem pontos sobretudo nas primeiras jornadas. Depois, salvo anos em que a organização desportiva dos clubes seja péssima, o fio de jogo mantém-se constante e só por um deslize os adversários perdem pontos.

A principal fragilidade do Benfica 17/18 continua a ser a defesa. Perdeu muito com as saídas do Nélson Semedo e do Lindelöf e, sobretudo, do guardião Ederson. É possível que ainda estejam em fase de ajustamento. Mas também é verdade que não são exatamente jogadores desconhecidos entre si. Exibição laboriosa do André Almeida, com alguma sorte no golo que marcou, mas que não lhe retira mérito. Só marca quem chuta. E um veterano Luisão que, mesmo em fase descendente da (já avançada) carreira, continua a ser o patrão da defesa. Entende-se a necessidade de clubes nacionais venderem jogadores para manterem o equilíbrio financeiro. Mas decepar desta forma um setor crucial da equipa, como é a defesa, pode ter custos desportivos desaprazíveis. Repare-se que o FCP teve mudanças maiores na sua estrutura e apresenta, à data, um futebol mais consistente. Talvez o Luís Filipe Vieira tenha que começar a pensar, seriamente, em reforçar a defesa. Já em janeiro. E a ver vamos se não peca por tardio. É sabido, na gíria futebolística, que os avançados ganham os jogos mas são os defesas que ganham os campeonatos.

Nunca tendo sido um grande adepto do estilo “pezinhos de lã” do Rui Vitória, tenho de lhe reconhecer o mérito de ter conquistado dois títulos em dois anos. Merece, certamente, o benefício da dúvida. Mas fica, muitas vezes, a sensação de que fazia falta um pouco mais de desfastio.

Uma nota final para o desempenho do nosso Gil, que venceu o Sporting B na última jornada. Oxalá esta época seja “a tal” e a sorte bafeje os rapazes de Barcelos.  Ainda uma palavra de incentivo para os sub-19. Bom futebol e bem jogado! Falta afinar a pontaria. Sem pressão. Força e Coragem!

Viva o Glorioso! Dá-me o Penta!

Por: Hugo Pinto* (Professor)

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do/a autor/a)

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