Velocidade cruzeiro

Outubro 29, 2020 Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião
João Dias

Estou satisfeito, dois jogos, duas vitórias! Vejo um Porto resiliente, que sabe sofrer! Com isto, somámos 3 pontos em ambas as competições: Liga e Champions League.



Uma equipa campeã também vive muito disto, estes resultados curtinhos, estes “1-0´s” que parecem difíceis de segurar. O Porto – Gil Vicente foi um teste difícil à capacidade de sofrimento do F.C. Porto. É verdade que o Porto poderia ter goleado. Antes da expulsão de Zaidu, teve três ou quatro ocasiões claras de golo, mas acabou o jogo bem fechado atrás, também por estar a jogar com menos um jogador. O que me soube bem de toda esta situação foi ver que o Porto, defensivamente, esteve sublime, com enorme solidariedade entre os colegas…e quando assim é, fica muito mais difícil para a equipa adversária. Tenho a certeza de que haverá mais jogos deste estilo, que vamos vencer pela margem mínima, mas se tivermos esta concentração e qualidade defensiva, vamos certamente triunfar. Digo mais, vamos “arrasar” (como popularizou o treinador da equipa rival), porque sinto que o Porto está a entrar num ciclo positivo, daí o título para esta crónica.

Falando sobre o jogo da Liga, contra o Gil Vicente. Gostaria de deixar uma nota positiva ao treinador e todo o plantel do Gil Vicente. Creio que, este ano, poderá ser um ano sólido para o clube, ao nível do que é o futebol dentro das quatro linhas. Posso estar enganado, mas vi uma equipa bem organizada, que poderá criar problemas aos ditos “grandes”…a ver vamos.

O início do jogo foi um pouco “caótico”, alinharam no 11 inicial do Porto muitas caras novas e a falta de entrosamento entre os mesmos era notória. O comprovativo desta minha análise foi a substituição ao intervalo, um movimento raro de Sérgio Conceição, mas acabou por tirar de campo Toni Martínez para dar lugar a Baró. Não considerava que Evanilson estivesse melhor no jogo do que Martínez, até ao momento, mas creio que o golo do brasileiro acabou por ajudar na decisão de qual retirar de campo ao intervalo. Relembro que T. Martínez fez um bom cabeceamento, que levava selo de golo, mas uma boa intervenção do guarda-redes do Gil acabou por impedir que o espanhol se estreasse a marcar com a camisola azul e branca. O melhor da primeira parte acabou mesmo por ser o golo de Evanilson, a passe de Nakajima (eu relembrei na última crónica que este menino ia voltar!!!).

A segunda parte podia ter sido de “festejo” para o F.C. Porto, caso a bola quisesse entrar. Foram várias as oportunidades criadas, mas o que é certo é que o 1-0 se manteve. Nada fazia prever, até que uma entrada atrasada de Zaidu levou o atleta a receber o segundo amarelo e respetivo vermelho. A partir daqui, o Porto preocupou-se, e bem, em defender o resultado, ao invés de continuar na procura pelo segundo golo. Mais uma vez, Pepe e Mbemba estiveram imperiais e não permitiram que o Gil Vicente chegasse ao tão desejado empate. Foi uma partida de futebol bem disputada. Parabéns a todos os intervenientes, mas os três pontos ficaram no Dragão!

Champions!!! Que bom voltar às vitórias nesta que é a maior e mais prestigiada competição europeia de futebol. Ao ver os “11´s” iniciais, fiquei confiante, pois sentia-me que o Porto estava mais forte, mas quando a bola começou a rolar, apercebi-me da qualidade do plantel do Olympiacos. É que, realmente, era de estranhar ver nomes como Bruma, Rúben Vinagre e Fortounis no banco, tudo atletas que até já foram apontados ao F.C. Porto…mas o 11 inicial montado por Pedro Martins era de enorme qualidade!

O Porto ganha vantagem muito cedo, num golo que nasce de um erro do adversário, muito por culpa da excelente pressão ofensiva que o Porto apresentou nos primeiros minutos. Um passe simples de Rúben Semedo foi mal rececionado por Bouchalakis, aproveitando assim os jogadores do F.C. Porto para pressionar rapidamente, acabando por sobrar uma bola à entrada da área que, caprichosamente, ficou a meio do caminho entre o pé esquerdo de Fábio Vieira e o direito de Marega. Confio em todos os atletas do nosso plantel, mas no que toca a remates, ou até, remates colocados…ainda bem que foi o Fábio a tomar partido e a disparar para o fundo das redes – creio que não preciso de me explicar muito.

Com este resultado o Porto ficou mais confortável na partida e o Olympiacos foi obrigado a correr atrás do prejuízo. Desta vez, creio que o Porto baixou demasiado as linhas e deixou a equipa adversária chegar demasiado perto da baliza de Marche, mas nunca se esqueçam, também que temos lá dois senhores, chamados Pepe e Mbemba, que são uma autêntica fortaleza.

Com o tempo a passar, creio que o Sérgio queria mais bola nos nossos pés. Colocou Nakajima, que não sortiu efeito imediato, e de seguida lança Grujic e Evanilson. O médio veio equilibrar e dar força ao meio-campo, mas a solução acabou mesmo por ser Evanilson, pois obrigou Marega a encostar na direita e o Porto ganhou profundidade nas laterais, é aí que a equipa se sente confortável, explorando a profundidade lateral.

Já quase no final do jogo, Nakajima lança Marega em profundidade, este cruza quase em forma de balão para a área, onde aparece Sérgio Oliveira com um cabeceamento agressivo a colocar o Porto com uma vantagem alargada. O resultado não se viria a alterar, mais três pontos e, segundo dizem, uns milhões pela vitória. Parabéns ao mister, planeou bem o jogo e soube mexer. Essencial é o jogo da próxima semana, contra o Marselha. Em caso de vitória, damos um passo importante rumo à passagem para a próxima fase da competição.

Um bem-haja a todos os amantes do desporto, aos Barcelenses e outros possíveis leitores por este mundo fora.

Viva o F.C. Porto! Viva o F.C. Porto!

Por: João Dias*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

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