Vendada

Abril 8, 2017 Cultura, Mundo, Opinião
joanamartins
Joana Martins

Sigo “cega”
Quando dou demais
Sinto-me vendada
Na escuridão dos vendavais.
Das lutas que travo
No sangue que jorra do peito
Florido, vermelho cravo,
Perfuma-me o leito.
E me acaricia e me arrepia
Beija-me a pele
Como doce maresia
E mergulho nele
No mar, que ondula em mim.
Vendada, deixo-me perder…
Num nada, que é tudo em mim!
Secreto desejo
Em mim teima
Como gelo que desliza
E me queima.
E mesmo vendada
Consigo dizer
Que maior cego, é quem não quer ver!

 

Por: Joana Martins*. (poetisa barcelense)

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do/a autor/a)

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