Vereda Vitoriosa e o Soprador de Apitos

Março 23, 2019 Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião
Hugo Pinto

Esta semana foi morna para o futebol nacional. Sem grandes surpresas, mais uma vitória para o nosso Glorioso, frente à equipa sensação da Liga 18/19. Temia-se pelo pior, como sempre acontece quando um grande defronta uma equipa menor e motivada, na posição de visitante. Pelas costumeiras pequenas dimensões dos relvados ou pela paixão bairrista das massas adeptas, previa-se um jogo difícil onde havia a possibilidade (mais ou menos remota) de o Benfica perder pontos. Ainda assim, tivemos a oportunidade de assistir a mais uma magnífica exibição, pontuada com mais uma goleada. Nesta versão Lage, do nosso Glorioso, e salvo um ou outro deslize, o SLB tem sempre feito boas exibições e com bastantes golos. Afinal, o futebol é isto mesmo: espetáculo e golos, quanto mais, melhor. Aparte isto, não há muito mais a referir.



Fora das quatro linhas, é tema “quente” da semana a chegada do “soprador no apito” a Portugal. Depois do Apito Dourado, temos agora o assobio azul e branco, Rui Pinto. O rapaz bem que diz que tem denunciado outros esquemas de corrupção no mundo do futebol e não só. Mas em boa verdade, antes de o menino ser apanhado pelas autoridades, só se falava mesmo dos alegados e-mails do Benfica. Curiosa coincidência. Dá-me alguma pena saber que, ou por mando de outrem, ou por aproveitamento das suas “denúncias”, o único que se irá ver efetivamente apertado será o Rui Pinto. Outros boateiros encartados, que deviam igualmente responder na justiça por difamação, continuam alegremente a cantar para o parolo, que come conforme lhe dão, vivendo inflamados pelo (suposto) esquema de corrupção orquestrado pela (alegada) máquina benfiquista, ao mesmo tempo que acham perfeitamente normal que um líder de claque, sem rendimentos visíveis, se passeie de Porsche, intocável e angelical. Ou que o seu querido e amado clube seja gerido dinasticamente, à boa maneira medieval. Tudo normal, desde que não seja em vermelho e branco.

Não me aborrece que se mandem uma “bocas” a respeito destas negociatas (alegadas) do mundo do futebol. Mas virgens ofendidas dão-me asco. É o patamar-mor, ou do cinismo ou da estupidez em estado puro.

Que continue, pois, o nosso Glorioso em vereda vitoriosa. Ainda tinha piada sermos campeões em igualdade pontual com o nosso arquirrival. Seria, digamos, ganhar-lhes à maneira deles.

Força Benfica.

Viva o Benfica.

E pluribus unum!

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

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